Encontros e Desencontros
6 One
Notas iniciais
–Você ainda não me respondeu- Falou Percy, lembrando-a que ele acabara de pegar ela em tal situação.
–Não sabia que você era namorado do Nico, para ele te dever explicações- Foi possível escutar uma risada de Nico, quando percebeu que Thalia tomara a frente da situação.
–É Thalia, você tem razão, ele não é meu namorado, e muito menos meu amigo.
–Qual é cara?!
–Cara, eu contei o lance da Annabeth para você, e você não podia dizer que estava ficando com minha prima, que eu achei que era lésbica?
–Que lance da Annabeth?- Perguntou Thalia, ignorando o fato de Percy ter a chamado de lésbica na mesma frase.
–Desde quando você é namorada da Annabeth, para ela dever explicações a você – Parecia que o jogo acabara de virar para Percy, e pela expressão de raiva de Thalia.
–Quer saber, eu vou embora – Falou Percy, voltando a colocar os pés no pedal.
–Seu Mat Hoffman cretino!- Gritou Thalia, enquanto Percy se distanciava de ambos.
Percy ainda estava se perguntando, porquê Nico tivera que escolher a prima irritante dele para namorar? Provavelmente tudo que ele contara sobre ele, Nico contara a Thalia, mas no fundo Percy sabia que não ficaria a vida inteira com raiva deles.
Quando faltava umas duas ruas para chegar em casa, Percy pedalava normalmente até que sente o impacto do lado esquerdo de seu corpo.
–Ai, Deus!- Percy se encontrava no chão, com uma dor excruciante na perna e alguns arranhões.
–Meu Deus! Você tá bem?- Era uma voz feminina a qual Percy conhecia, era a voz de Annabeth.
–Percy?!- Falou ela perplexa, quando descobriu quem era sua vítima.
–Oi- Falou ele, com a voz cheia de dor, sua perna estava doendo muito.
–Acho que você quebrou a perna, droga!
–Tá doendo muito!-Mas sua cabeça doía muito mais, ele a tinha batido com muita força quando caiu no chão.
–Você precisa de ajuda, eu... eu vou ligar para emergência- Ela correu para o interior do carro e voltou com o celular na orelha, começou a dizer o endereço.
–Eles já estão á caminho.
Percy estava se sentindo aéreo, as coisas estavam ficando embaçadas, Annabeth pareceu falar alguma coisa, mas ele não a escutou , só sentiu um líquido quente escorrer pela cabeça , e por meio de uma visão turva, ele viu ela se aproximar e colocar as mãos em seu peito, o sacudindo-o e talvez chamar seu nome.
A única reação que conseguiu ter, foi levar sua mão até a dela. Ela pareceu reparar e logo a segurou, elas pareciam ter sido feitas para ficarem juntas.
Aquele quarto branco não era nada familiar para Percy, sua cabeça latejou um pouco, quando tentou se sentar e logo percebeu que a mesma, estava enfaixada.
Ele sentiu todo seu corpo doer, sua perna direita estava com gesso a parti de um pouco abaixo do joelho. Parece que esses eram os danos que o furacão Chase causou em Percy, em menos de uma semana.
–Você acordou!- Era a voz de Sally, que acabara de ecoar pelo quarto- Estava tão preocupada com você, querido!
–Á quanto tempo eu estou aqui?- Mas antes da mãe dele responder, ela o abraçou de forma tão calorosa, que suas costelas doeram.
–Umas seis horas, os procedimentos não demoraram muito.
–E Annabeth?- Perguntou.
–Coitadinha, estava se desmanchando em lágrimas- Ver a mãe dele contar aquilo, cortou o coração de Percy, Annabeth devia está arrasada.
–Onde ela está?
–Está no corredor, esperando notícias suas.
–Preciso realmente pedir- Falou Percy para a mãe, que entendeu o que o filho queria dizer.
–Vou chama-la- E então ela saiu. Logo Annabeth apareceu na porta, ela estava com os olhos um pouco inchados, talvez de tanto chorar, e olheiras pouco visíveis.
–Oi, você se sente melhor?-Perguntou ela. Mesmo todo quebrado, Percy adorou a sessão de ter a atenção dela só pra ele.
–Sim, bem melhor- Ele conseguiu abri um sorriso fraco.
–Olha, eu realmente sinto muito, muito mesmo, se você quiser dar queixa na polícia eu vou entender...
–Claro que não, eu jamais faria isso com você- Ela realmente estava se sentindo muito culpada, pensou Percy.
–É a segunda vez que você se machuca por minha causa, não sei porquê você continua sendo gentil.
Porque, eu estou loucamente apaixonado por você, Pensou Percy.
–Sabe uma coisa interessante?- Falou o garoto, que no momento se encontrava no leito de hospital.
–O que?- Perguntou ela.
–Eu me sinto o cara mais sortudo do mundo- Falou ele, causando uma total confusão na loira.
–Mas eu te atropelei.
–Eu não me sinto sortudo, por ter sido atropelado, me sinto sortudo por você está aqui.
Ela corou muito rapidamente, talvez não soubesse o que falar, mas então disse:
–Você é um fofo- Então segurou a mão de Percy. Eles estavam olhando um para o outro, e ela parecia mais próxima dele á cada segundo, mas quando parecia prestes a acontecer alguma coisa, a porta se abriu e Annabeth se afastou bruscamente.
–Fui informado que o senhor recobrou a consciência- Era o médico que acabara de adentrar no quarto
–Acho melhor eu sair agora- Falou Annabeth se retirando.
–Descansa um pouco, tá bom? – Falou Percy, ele não queria que ela passasse uma noite desconfortável, por causa dele.
–Tudo bem- Então com um último sorriso, ela saiu pela porta.
–Essa moça bonita, é sua namorada?- Perguntou o médico.
–Uma amiga
–Não é o que seus batimentos cardíacos dizem- Falou ele, verificando uma pequena máquina que fazia um barulho constante, a qual Percy acabara de perceber.
–Se eu realmente fosse namorado dela, teria que andar com kit de primeiros socorros, mas qualquer coisa por ela vale a pena.
–Abra os olhos- Falou o médico, pegando uma pequena lanterna, a qual Percy teve que seguir a luz com os olhos- Por quê o kit de primeiros socorros?
–Foi ela que me atropelou- O médico parou por um momento encarando Percy, que apenas riu pelo nariz.
–Nossa! realmente o amor é a única doença, a qual você não sairá curado.
Depois de verificar outras coisas, o médico se retirou.
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