Encontros e Desencontros

7 Capítulo 7 - O outro lado da hsitória parte I


Notas iniciais
mil perdões pela demora, mas é que estou fazendo provas na facu e por isso ñ dá pra escrever e estudar, mas fiquei tão feliz com meu resultado d eontem, q resolvi compartilhar essa alegria com vcs...
boa leitura...

_Tudo bem, eu começo, tenho que confessar uma coisa que está me sufocando...

_Então diz logo testuda.

_Não é tão simples Ino... –a rosada se mexeu inquieta e entrelaçou os dedos, cruzando as pernas e esticando os braços para espalmar as mãos unidas entre suas pernas.

_Se você não disser de uma vez, nós vamos morrer de suspense e remórcio, porque também preciso contar uma coisa e pelo visto as outras também.

_Está bem Tenten, eu digo... Bem, sabe aquele advogado q estava falando na televisão agorinha?

_O gato mais badalado do mundo judiciário? É a gente viu. –Temari sorriu de canto.

_Pois é... Bem, se lembram daquele dia...

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_Sakura, vá pra casa, você já passou tempo de mais nesse hospital.

_Mas chefe, o setor...

_Garota, eu disse pra você ir pra casa, já está aqui a quase vinte e seis horas, eu exijo que vá pra casa e durma um pouco. Sei que quer sua promoção e se estalar aqui no hospital, mas se você não cuidar de si mesma vai acabar se tornando nossa paciente e não empregada.

_Sim senhor... –ela deu as costas e saia pelo corredor.

_Mas Sakura...

_Sim, senhor.

_Quando voltar pro seu plantão, passe na minha sala, o contrato de promoção vai estar em minha mesa pra você assinar.

_Jura?! –ela abraçou o chefe e sorria alegremente.

_Agora vá pra casa e se divirta.

Sakura saiu toda feliz e saltitante do hospital e foi para o seu apartamento, que dividia com as amigas. Tomou banho e dormiu até a hora do almoço do dia seguinte, de tão cansada que estava e depois que se aprontou para um dia feliz, foi ver sua amiga Ino.

_Fala porquinha, como vai? –ela brincava com algumas flores de cerejeira que Ino punha em um arranjo.

_Como vai Sa? Que bom te ver, é ótimo saber que você ainda está viva. –ela riu fazendo graça.

_Eu não só estou viva como estou muito feliz, consegui minha promoção!

_Minha nossa, meus parabéns, as meninas com certeza vão querer comemorar a altura.

_E eu adoraria. –ela riu. –Mas que tal por hora a gente só ir almoçar? Estou morrendo de fome e nesse lugar não há nada que eu possa comer.

_Pois saiba q eu trabalho também com flores comestíveis que são uma delicia.

_Menos Ino. E depois, já passei tanto tempo aqui, trabalhando com você pra pagar minha faculdade que eu estou até enjoada de flores. –elas riram de novo e sairam pra almoçar.

Durante um almoço, Ino recebeu uma ligação, era sua mãe dizendo que se casaria pelo milionésima vez.

_De novo?

_De novo Sakura, não sei como ela consegue. Tenho que ir lá falar com ela... Sei que é abusar, mas será que pode tomar conta da floricultura pra mim? Prometo que não vai ser mais que duas horas.

_Ino, eu tenho que ir por hospital mais a noite e você sempre demora com...

_Eu juro, não vou demorar mais que duas horas, e então estarei de volta antes do entardecer.

_Ai, está bem, está bem... Uhhh, o que você não me pede sorrindo que eu não faço chorando?

Ino saiu do restaurante e Sakura terminou a sobremesa, indo para a floricultura em seguida.

Chegando lá, viu o vaso de flores que amiga estava terminando de montar e as flores de cerejeira espalhadas pelo balcão, então se pôs a terminar o vaso. Quando terminou o trabalho, sorriu consigo mesma, tinha muito jeito para cirurgias e afins, mas também não era nada mal com os arranjos.

A vitrine tinha um lugar vazio, então resolveu por o vaso lá, e enquanto se encaminhava, um rapaz alto, moreno, forte e muito bem vestido, a fez entornar o vaso sobre si e sua roupa branca.

O homem não parava de olhar seu devote molhado e blusa presa contra si, e quando soube que estava ali para comprar flores para a namorada, apenas um pensamento lhe tomou: “Cafajeste... Todos os homens são iguais... Cafajestes e calhordas.”

Aproveitou a desculpa de pegar um catálogo e aproveitou para por uma jaqueta por cima da roupa molhada, que encontrara no fundo da loja, onde Ino largava algumas peças de roupas espalhadas.

Achou interessante o modo com que ele se preocupou com as flores favoritas da namorada, quase nenhum homem sabia essas coisas de sua namorada, e achou ainda mais interessante o cartão que ele escreveu e ela guardou uma cópia consigo:

“Minha Linda, nada nesse mundo pode ser comparado a sua beleza, tampouco sua pureza e singeleza, mas estas flores são o máximo que consigo aproximar de você, e por isso espero que ela lhe digam que eu a espero hoje para podermos jantar, e então poder mais uma vez demonstrar o quanto é especial lhe amar...”

Tudo bem, era meio brega, mais que pessoa apaixonada não o é? Era só mais uma prova de que amava.

Bem, mandou entregar as flores e vou aquele homem lindo desfilar pela floricultura a caminho de seu carro parado na porta.

Quando contou as amigas da promoção e de que já estava voltando para o hospital, as meninas a proibiram.

_Isso pede uma comemoração.

_Mas gente, as pessoas no hospital...

_Tem quem cuide delas por enquanto e depois você passou mais que um dia intero naquele hospital, duvido que quando seu chefe te mandou pra casa e se divertir era pra acontecer isso em menos de um dia.

_Mais gente...

_Sem mais e nem meio mais, nós vamos curtir a noite e pronto.

No fim das contas aquela não era uma idéia tão ruim, fazia tempo que não se divertia e depois, estava mesmo precisando tirar as teias de aranha que estavam se formando sobre seu corpo, afinal era uma mulher jovem, bonita, e que não poderia só ver a vida passar como tinha feito.

Bem, foram pra um bar e ficaram bebendo e dançando a noite quase toda, e foi com grande susto e satisfação que reencontrou o homem da floricultura, porém ele estava diferente, parecia triste, então a coisa com a namorada não dera certo, pelo menos é o que se poderia supor.

Comentou com amigas sobre ele, e elas a empurraram, queriam que ela se divertisse em todos os sentidos.

_Estão malucas? Como vou fala com ele e...

_Se faça de boba, horas, chegue como quem não quer nada.

_E como faço isso?

_Bom, eu quero mais cerveja e vocês? –ela riram e mandaram Sakura ir buscar mais bebidas, e foi ai que ela trocou algumas palavras com o deus de olhos ônix.

Temari ajudou Sakura quando as bebidas estavam sobre o balcão, e assim Sakura teve uma idéia, devia se fazer de boba não era? Bem, então era o que faria. Pegou uma moeda e foi a maquina de musica, e sabia muito bem como ela funcionava, mas fingiu esquecer de apertar um dos botões, assim... Sem querer querendo.

Depois disso ela não soube dizer ao certo, mais num ímpeto acabou levando o rapaz pro seu apartamento, enquanto as amigas continuavam no bar, e lá ela teve umas das melhores noites, mas como não queria que ninguém fizesse nenhuma piadinha sem graça, foram para seu quarto e na manhã seguinte ela acompanhou o rapaz até a porta, que lhe beijou com carinho e pegou o numero do seu telefone.

Sakura havia recebido inúmeras ligações dele, até mesmo uma caixa de bombons, mas quase nunca estava em casa e quase nunca com o celular ligado, e apesar de saber que era ele, não queria retornar. Tinha estado um pouco bêbada naquele dia e depois, sempre imaginava ele olhando o decote de outras garotas, de modo que não levava aquilo a sério e não queria mais vê-lo, pelo menos era o que se fazia acreditar.

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_Tá zuando, né? Aquele pão do bar é o advogado?

Ela balançou a cabeça afirmando.

_Puta merda, isso é que é sorte!

_Sorte? Sorte? Tá maluca. Ele nem sabe quem eu sou ao certo, pensa que trabalho na floricultura, acha mesmo que poderia acontecer algo entre a gente?

_E porque não disse a ele que era médica.

_Porque eu achei que iria ser coisa só de uma noite, mas veja só aquilo. –ela apontou para a caixa de bombom sobre a mesa.

_Então não quer nada com ele?

_Ele estava carente, bêbado, eu também, não passou de uma transa qualquer.

_Mesmo com aquela caixa sendo em formato de coração e seu celular ter mais ligações que 190?

_Ele deve estar sozinho, só isso.

_Se quer acreditar nisso, por mim...

_Mais você tinha uma coisa pra contar também, então desembucha Tenten.

_Já é minha vez?

_Ficou enchendo até agora, então diga de uma vez.

_Está bem... Tudo começou com mais um dia de treino comum...

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_Tenten, vai com calma, esse cara já está tonto.

_Devia ter pensado nisso antes de me chamar de boneca. –e com um cruzado de esquerda ela fez o homem ir ao chão nocauteado.

Desceu do ringue e se sentou um banco encostado na parede aposta.

_Precisava de tudo isso?

_Odeiam que façam pouco de mim porque sou mulher.

_Está certo, mais não precisava deixar o rapaz desacordado.

Ela deu de ombros.

_Você está muito bem, deveria participar do torneio. –disse o treinador dela.

_Sabe que não posso.

_Mas Tenten, você é a melhor pugilista que eu conheço, treina desde seus sete anos de idade, poderia vencer qualquer competição.

_Eu sei, mas sabe que meus pais não aprovam e que eu prometi não lutar fora da academia, muito menos em publico.

_Você está desperdiçando seu talento.

_Meu talento deveria ser nos negócios da família... –respirou pesadamente, baixando o olhar.

_Você também é uma ótima gerente de viagens, mas nasceu com o sangue quente e um belo cruzado, não devia desperdiçar isso. Pense bem, ainda há uma chance de lhe inscrever na competição.

_Lin, eu...

_Não responda agora. Pense com carinho e siga seu coração pelo menos uma vez.

_Está bem, eu vou pensar, mas me deixe tomar um banho, fiquei de encontrar com uma das minhas amigas pra fazermos as compras pro apartamento.

_Está bem, pode ir.

Tenten chegou ao vestiário e percebeu algo estranho em seu armário e quando se aproximou, viu que seu armário havia sido arrombado.

_Seus cretinos. –a vontade dela era bater em todos eles, mas seu treinador a segurou.

_Se acalme, você não pode passar que nem um trator se nem sabe quem foi.

_Isso é um absurdo, onde já se viu me roubarem as coisas só de pirraça? Isso não vai ficar assim, mais não vai mesmo.

_Olha, então me deixe te levar em casa e depois nós...

_Não quero nada desse lugar e nem de você mais, estou farta.

Ela saiu pisando duro da academia, estava com vontade de matar alguém, e a coisa só ficou pior, porque depois de dois quarteirões, uma chuva forte caiu, e ela estava longe de casa e de qualquer outro abrigo, até que pensou no hospital.

Correu para lá, e a moça da recepção olhou com desdém pra ela, pois parecia uma bêbada.

_Por favor, a doutora Sakura.

_Acho que ela não vai poder...

_Tenten? Minha nossa, o que houve? –era Sakura que vinha pelo corredor.

_Longa história... Será que não daria pra eu ficar por aqui, enquanto essa chuva passa?

_Claro, mas vem comigo, vou lhe emprestar uma roupa, se não você acaba aqui internada com pneumonia.

Elas adentraram o hospital e Sakura a fez entrar na sala das médicas, tirando algumas roupas de sua valise.

_Bom, eu só tenho roupas brancas, mas ao menos estão secas.

_Já serão bem mais que úteis, obrigada.

Sakura ajudou ela a secar os cabelos, e depois os prender, evitando que eles armassem de mais, depois ela mudou a roupa, que lhe ficou mais justa, já que possuía mais seios e mas pernas que a amiga, mas pelo menos estava seca e mais arrumada.

_Se quiser disfarçar a roupa justa, pode pegar esse meu jaleco, eu não vou precisar.

_Mais suma vez obrigada, só você pra me ajudar em um dia péssimo.

_Que isso, amiga é pra essas coisas. –a rosada sorriu. –E depois você me conta direitinho o que houve.

_Está bem. É que..

Uma voz metálica soou pelos corredores do hospital chamando o nome de Sakura.

_Minha nossa, o dever me chama. Eu saio em uma hora e meia, se quiser me esperar, eu vou com você e Hinata as compras.

_Está bem, eu espero, mas onde.

_Fique lá pela recepção e longe dos enfermeiros, eles adoram dar em cima de médicas bonitas, e eu não quero nenhum deles com um traumatismo craniano porque se meteu com você.

_Eu vou me comportar. –elas riram.

Ambas saíram da sala ainda conversando, e quando Sakura dobrou, um rapaz veio falar com Tenten, lhe perguntando sobre enfermeiras e médicos.

Ele era lindo, com os cabelos longos presos de modo frouxo em um rabo de cavalo, rosto másculo e bem desenhado, olhos esbranquiçados quase puros, ele era bem alto, pelo menos quinze centímetros a mais que ela, e apesar de não ser muito forte aparentemente, ou seja, não ter aquela montanha de músculos que ela estava acostumada a ver, tinha porte e ombros largos, o que ela adorava.

Enquanto eles conversavam e caminhavam pelo hospital, ele perdeu um anel, e ficou aflito procurando, devia ser algo de valor inestimável, pensou Tenten, mas ficou assustada quando o viu desmaiar por uma portada na cabeça.

_O que você fez Tenten? –indagou Sakura correndo e se pondo ajoelhada ao lado do rapaz.

_EU? Eu não fiz nada, eu juro... Ele estava abaixado e levou uma portada na cabeça.

_Eu vou levar ele. Christine... –Sakura se virou pra uma moça ao seu lado. –Chame o neurologista de plantão, diga que estou levando um paciente para ala oeste.

_Está bem, Doutora.

Foi um reboliço total no hospital, e então ela ficou lá, até o homem melhorar, e ficou abismada no quanto ele era lindo, ainda mais dormindo, agora sabia o que exatamente aquele olhar lhe remetia, era a pureza de anjos, e naquela tranqüilidade daquele sono que ele estava tendo, ele parecia um anjo, de tão prefeito e de tão tranqüilo.

Ele acordou e depois de conversarem mais um pouco ele foi embora e ela também, tinha compras a fazer.

Algum tempo depois seu pai lhe intimou a ir no lugar dele a uma convenção turística, ele havia precisado estar em outro compromisso e ela não pode dizer não, e assim seguiu viagem. Mais uma daquelas viagens entediantes que ela só aturava porque realmente precisava e que só se divertia com os cafés que tinham por ali, e foi num destes que ela reencontrou o seu anjo perfeito.

Adorou conversar com ele e não pode negar, estava muito atraída por ele, e quando se separaram no hotel ela pensou que seria pra sempre, no outro dia ela iria embora, e pra reecontrá-lo parecia impossível, por isso ficou radiante quando viu que estava com o livro dele, e teria de ir procurá-lo novamente. Não queria nada sério e nem forçar aquele homem que ela acabara de conhecer a nada, mais adorava a idéia louca de estar com ele por uma noite, e por isso o convenceu a ir ao seu quarto,e por força do destino, ela acabou em cima dele... Tudo bem, ela ter calculado a passada pra poder cair poderia também ter ajudado, mas isso não importava, queria aproveitar bem aquilo, fazer algo errado e impulsivo ao menos uma vez na vida, e ficou frustrada quando ele disse que iria embora e realmente foi.

Respirou fundo, se sentia humilhada, pensou que tivesse como atrair um homem, mais pelo o que via, não tinha, e com essa sensação de derrota, resolveu que o melhor era ir tomar um banho e assim se despiu ate ficar de roupa intima, e quando iria se livrar até desta, alguém bateu e ela ficou realmente surpresa de o ver parado ali.

Nunca na vida transara com alguém como fora com ele, aliás, só transara com mais um homem, e por isso se entregou de todas as formas a ele e no fim, quando adormeceu em seus braços, se sentia muito feliz, aquela seria uma noite finita, mais memorável.

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_Tá zuando, você dormiu com aquele professor? –exclamou Temari.

_É...

_Tenten...

_Fala Hina.

_Você não acha que ele é meio familiar, ou que algo nele é familiar?

_Como assim?

_Não sei, de repente algo nele lhe lembra outra pessoa...

_De jeito nenhum ele lembra o idiota do meu ex-namorado, a começar que ele é lindo.

_Não estou falando daquele traste, estou falando de outra pessoa, uma amiga talvez...

_Uma amiga, porque voc... Minha virgem santinha. –ela se encolheu toda no sofá.

_Ai minha nossa, vai dizer que esses olhos esbranquiçados dele... –disse Ino.

_São iguais aos da Hina. –completou Tenten. –Vocês... Vocês...

_Nós somos primos, quase como irmãos, porque fomos criados juntos.

_Me desculpe, eu...

_Relaxa, não tem problema, ele é que tem ciúmes de mim e não eu dele. –ela sorriu.

_Em que muvuca vocês se enfiaram, não é? Mas e ele, não deu sinal de vida como o advogado?

_Na verdade deu, me mandou uma correntinha de ouro branco, com um pingente em formato de trevo de quatro folhas com uma carta, em que ele dizia que tudo tinha sido maravilhoso, mais que não podia continuar e mais umas coisas assim, só queria saber quem disse pra ele que eu queria que continuasse, mas tudo bem, e depois, ele... Bem ele pensa que sou médica e que sou alguém bem diferente.

_Ha, ha! Está vendo, depois fala de mim, você também mentiu.

_Não menti nada, ele achou isso porque ele quis, e depois vamos esquecer minha história, agora é a vez da Temari dizer o que queria dizer.

_Porque minha vez, porque nós votamos e você perdeu, vai, pode começar.

_Está bem, eu vou dizer de uma vez. Bem, tudo começou quando...

Continua...

Notas finais
as começam a se explicar, mas sei que ainda falta bastante né... não se preocupem, já, já vem mais...
espero q tenham gostado e que comentem...
até mais...