Encontros e Desencontros

5 Capítulo 5 - A roqueira


Notas iniciais
mais um fresquinho, espero q gostem...
boa leitura...

Sentado em meu escritório eu nem podia acreditar que estava mesmo vendo aquilo, era a última pesquisa para intenções de voto, o que me deixou muito irritado.

Joguei o papel de lado e fui até minha janela, olhei por ela um longo tempo, precisava de calma e inspiração, mas tudo o que consegui foi ficar mais irritado, como aquilo poderia estar acontecendo?

Eu pensava, pensava, mas não tinha nenhuma idéia, e se isso não mudasse logo, eu estaria liquidado e uma coisa de que eu não gosto é perder.

Afrouxei a gravata e voltei a minha cadeira, que estava especialmente descômodo naquele dia escaldante que fervia meus miolos.

_Já chega, isso já passou dos limites. –disse para mim meso.

Então me ergui, peguei meu terno e fui saindo do comitê de campanha.

_Senhor, aonde vai?

_Tenho um compromisso urgente.

_Vou chamar os seguranças então, o senhor não pode...

_Não se preocupe Naomi, ninguém me nota mesmo, não vou precisar de seguranças.

A moça desistiu de argumentar e eu saí. Peguei meu carro preto e segui pela cidade sem rumo, quem sabe no meio do povo eu teria alguma inspiração?

Rodei a tarde toda, mas só vi gente atoa ou correndo de mais, gente despreocupa e gente muito preocupada, parecendo que suas vidas eram sugadas aos poucos sem que eles dessem conta daquilo.

Parei a praça, e me sentei perto da fonte, que pelo vento, fazia minhas roupas ser molhada pelos pingos d’água que caiam sobre mim e por sorte me refrescavam, e então lá eu fiquei até o fim da tarde, quando tive que voltar ao meu apartamento e me arrumar para um jantar de negócios.

Durante o jantar eu quase não prestei atenção ao líder do partido, eu nunca perto atenção a ele, mas naquela noite tinha um motivo especial para eu não lhe dar atenção e era a moça com a qual eu tinha um relacionamento de longa data e estava sentada perto da janela, com outro rapaz.

Sim, nós não tínhamos nada definido, não dizíamos que namorávamos e nem que tinhas algo sério, mas caramba, depois de três anos saindo com a mesma pessoa com muita regularidade, ainda precisaria nomear aquilo para então ser algo serio e recíproco?

Pelo visto parecia, pois os dois saíram de lá abraçados, com segredinho ao pé do ouvido e ele com uma ereção aparente. Encerei o jantar por ai, não agüentava mais aquilo e num ímpeto maluco, eu segui os dois, indo parar do outro lado da cidade em uma casa comum, mas até bonitinha.

Não resisti, naquele momento tudo o que diziam sobre eu ser brilhante e um grande pensador simplesmente sumira, eu só consegui ir até os dois que entrava na casa, e com sarcasmo eu disso:

_Com licença, estou fazendo um senso e gostaria de saber, o que pensão sobre traição?

A moça me olhou meio abobalhada e o rapaz também, mais eu seria capaz de apostar minha mão como eles tinham a mesma reação por motivos diferentes.

_Se-Senhor Governador?

_Não meu caro, sou apenas candidato a governador, mas ano que vem serei sim, de fato, governador e espero seu voto. Mas então como devo anotar a resposta de vocês?

_Querido, porque não entra e prepara nosso banho, eu cuido disso. –ela disse empurrando o outro pra dentro.

O rapaz entrou ainda meio abobalhado, e ela fechou a porta, me encarando.

_O que pensa que está fazendo?

_O que eu penso que estou fazendo? O que VOCÊ pensa que está fazendo?

_Eu? Eu estou seguindo minha vida, que por acaso não tem nada haver com a sua.

_Ah não?

_Não. Foi você que sempre disse que gostava de ser livre, que não queria compromisso, e eu sempre concordei, porque essa cena agora?

_Não sei, talvez porque eu já havia dito que te amava, porque te mando flores, preparo jantares românticos, planejo encontros surpresa e me preocupo com você.. Não sei, talvez isso nem seja motivos não é?

_Oras, dizer que me ama depois de uma noite de sexo é fácil, dizemos qualquer coisa na cama...

_Por isso disse que me amava também?

_Mas é claro, todos os homens fazem isso, porque nós mulheres não podemos fazer? E depois, todo o resto é só parte dos seus joguinhos, assim como esta cena, a caso pensa que não sei que o que está fazendo aqui é só um joguinho de esquenta para o nosso relacionamento? Não se preocupe, eu sei que você presa a liberdade tanto quanto eu, e nós continuaremos a nos encontrar.

Ela me deu um selinho.

_Você me conhece tão bem... –eu disse sem animo.

_Claro que sim. Agora vá pra casa, amanhã nós nos vemos.

Voltei para meu caso e a observei entrar, enquanto pensava onde fora que eu arrumara uma mulher daquelas, e a resposta foi que ela era mais uma das tantas mulheres neste mundo que se fazem de românticas, mas no fundo são piores que muitos homens.

Chegando em casa, eu estava muito chateado, realmente amava ela, só não fizera nenhum pedido oficial porque esperava ganhar as eleições primeiro e então fazer dela minha primeira dama, e achava que aquele ar de liberdade só funcionava como um fetiche, e não que ela levava aquilo a sério, e depois,que conversa era aquela de querer me encontrar em menos de vinte e quatro horas de estar com outro homem o qual ela esfregou na minha cara e ainda disse que seria um esquenta?

Eu não compreendia as mulheres, aliás, não as compreendo e acho que nunca as compreenderei, já que elas são uma espécie muito complicada e muito diversificada e, portanto, não fazem parte de um estudo linear e conclusivo.

Eu pensava que tinha feito tudo certo, que ela se apaixonara por mim assim como eu por ela, mas ao que pude ver, eu estava errado e fizera tudo errado.

No dia seguinte, as coisas pareciam ainda piores, ao ligar a televisão, via que meu nome nem era cotado para a eleição e o mundo todo parecia que se esquecera de mim e isso me deixava irritado assim como triste, pois só aceitara entrar naquela enrascada porque eu acreditava que com uma boa estratégia e plano de governo eu poderia ajudar as pessoas a melhorarem.

Agora entendia que quando diziam que meu sonho era bobo tinham razão, aquilo nem deveria ser sonho. Pessoas mal intencionadas, com fichas enormes de coisas erradas feitas tinham mais espaço e muito mais votos do que eu.

_No fim, o que as pessoas querem de fato?

_Como é senhor?

_Naomi, minha amiga, me diga, o que as pessoas querem de fato?

_As pessoas? Bem senhor, eu creio que elas queiram viver bem...

_E o que é preciso pra isso?

_Bem... Acho que quando não é preciso se preocupar com saúde, educação e segurança, as pessoas se sentem melhores para seguirem bem suas vidas.

_Então me responda uma coisa, porque então elas querem votar em um homem que desviou 30 milhões da verba de educação? Porque vão votar em uma mulher que esteve envolvida em escândalos como a super faturação de macas e instrumentos médicos? Porque ainda pensam em escolher um sujeito que foi capaz de reduzir ainda mais os salários da policia com o pretexto de comprar viaturas que ninguém nunca viu, levando os servidores buscarem subornos de bandidos que invadem nossas ruas? Me responda Naomi, porque?

_Eu não sei senhor, mas eu sei que eu quero mudar, por isso estou aqui, tentando lhe ajudar, o que o senhor acha de fazer o mesmo por nós? Suas idéias sempre foram fabulosas, então as ponha em pratica.

_Eu gostaria, eu gostaria muito, mais como posso ter idéias se cada passo que eu dou, ninguém vê, mas aplaudem aqueles que fazem o povo andar pra trás? E depois, não sei onde foi parar minha inspiração...

_Talvez a fonte dela tenha se esgotado, que tal procurar uma outra.

_Eu nem sei definir o que me inspira... Estou tentando, mas não consigo, eu preciso de ajuda e preciso de idéias, preciso fazer essa gente entender o buraco que estão cavando.

Eu juro, quase me arranquei os cabelos enquanto dizia essa frase, porque eu já estava ficando louco, não sabia o que fazer e com o andar da carruagem, tudo parecia que iria piorar e eu nada poderia fazer.

_Senhor, porque não tenta relaxar um pouco, se continuar neste caminho, vai acabar louco. Tente se divertir com a sua namorada ela pode...

_Nem me fale naquela lambisgoia.

_Me desculpe, não sabia que tinham brigado.

_Brigado? Eu não quero nem ouvir falar nela ou o nome dela, minha vontade era mandá-la para o Sirilanka no primeiro vôo do sedex (N/A: isso não é propaganda, é apenas para vocês entenderem que a idéia é mandá-la pra longe como se fosse uma mercadoria qualquer e porque eu acho melhor usar a palavra sedex do que encomenda rápida... E depois, não sei como chama as movimentações postais do Japão e nem nenhum ouro país, sendo assim... é sedex).

_Sendo assim, eu devo mandá-la embora?

Naomi esticou o pescoço olhando pela janela e vendo a cadela entrar.

_Pelo amor de Deus, não deixe ela entrar aqui.

_E eu digo o que?

_Diga que eu morri, que um dragão me comeu, que sai voando na primeira nuvem... Qualquer coisa, mas não quero saber dela aqui.

_Sim senhor... –ela disse a contra gosto e saiu.

Cara, eu nunca na minha vida tive ou vou ter medo de mulher, mas a última coisa que eu queria era olhar na cara dela, e por isso saí pela porta dos fundos.

Sim, eu sei que vocês pensam que eu deveria ter falado com ela e ter dito tudo o que estava entalado em minha garganta, mas eu não estava pronto para encarar aquela mulher ainda, porque se eu o fizesse eu não saberia o que fazer e eu poderia cometer uma loucura, em vários sentidos.

Caminhando pela rua, encontrei um amigo que não via a bastante tempo, nós estudávamos juntos no colégio e tínhamos gostos muito parecidos.

_Fala governador.

_Dinamo, como vai?

_Tudo na boa cara, mas que bom te ver, assim pessoalmente.

_Também é bom te ver, fazia tempo que eu queria trocar uma idéia cm você, como nos velhos tempos, mas você sumiu.

_Oras, você agora é uma pessoa importante, como é que reles mortais como eu podem se dar ao luxo de trocar uma idéia com você?

_Sou candidato a governador, pra que sirvo se não for pra escutar o que você e todo o resto do estado quer me dizer?

_Tá ai, eu sempre soube que você seria o melhor pra nós.

_Obrigado, posso contar com seu voto? –ele riu, estava mesmo de mofa.

_Já é cara, e com isso vamos ter um estado com muito sexo, drogas e rock’n’ roll .

Rimos a vontade, não tinha ninguém por perto mesmo.

_Que saudade dos nossos tempos de shows de rock... Sabia que não ouço nada parecido a uns cinco anos, desde que comecei a carreira política.

_Sério cara, nossa eu continuo indo sempre que posso, minha namora também curte a batida e a gente acompanha nossas bandas favoritas sempre que dá, já que agora não temos responsabilidades e tals, você devia vir com a gente dia desses.

_Eu adoraria, mas...

_Me esqueci que você agora é um cara sério.

_Não é nem por isso é que...

Foi ai que me dei conta de que eu não era mais um prefeitozinho de cidade pequena, eu estava na capital do estado e ninguém sabia quem eu era, minha “namora” não era mais a garota do sertanejo, porque eu nem namorada mais tinha, então porque não? Fazia tanto tempo que eu não curtia algo daquele tipo e depois, quem sabe lá eu não daria sorte de encontrar uma garota que tivesse os mesmos gostos que eu e fosse alguém que curtisse letras legais e não coisas fúteis?

_Dinamo, quando é o próximo show?

_Amanhã vai rolar um muito louco, da nossa banda favorita na juventude, eu vou com certeza.

_Você consegue arrumar um ingresso pra mim?

_Você está falando sério?

_Claro que tô, eu mesmo não arrumo porque ai sim eu consigo publicidade, pra cair de pau tem muita gente por ai, mais pra ajudar... Mas enfim, eu só preciso que você consiga o ingresso e a gente vai.

_Mas cara, eu não tenho como ir no camarote e...

_Que, eu to falando é de pista mesmo, bem no meio da galera, curtindo tudo e todos. Uma amiga me disse que eu deveria me divertir, então...

_Já é, vou descolar os ingressos e a gente se encontra na entrada principal as nove, mas te ligo pra te falar certinho onde e como.

_Fecho.

No dia seguinte eu acordei empolgadíssimo, aquela sensação de coisa errada e perigosa me deixava com adrenalina saindo pelos poros, e foi com esse entusiasmo que fui para o comitê e ao chegar lá descobri que havia uma equipe de impressa querendo falar comigo e com muito custo consegui ir pra minha sala.

_O que está havendo? –perguntei quando Naomi entrou.

_Sabe a sua namorada? Ou melhor, ex-namorada?

_O que tem aquela cretina?

_Bem, ela é mesmo uma cretina, ela disse por ai que está grávida do senhor.

_Ela o que?

_Isso mesmo que o senhor ouviu e eu acho bom o senhor ter certeza de que esse filho não é seu, porque se não, o senhor pode começar a assumir essa criança, porque um escândalo como esse, em que o senhor diz que não é mais depois é seu filho, vai acabar com as suas chances nesta eleição e em qualquer outra que o senhor quiser entrar, nem que seja para lidar de classe ou dos escoteiros.

_Mas eu...

Decidi me calar e pensar se havia a possibilidade de ela estar grávida? Em três anos de relacionamento era difícil me lembrar de todos os detalhes de todas as transas que tivemos, por isso tentei me concentrar no que importava, se ela realmente estivesse grávida era de pouco tempo, pois seu corpo ainda era o mesmo de sempre. Eu sempre me prevenia, mais acabavam acontecendo acidentes, mas ela me garantia que tomava pílulas, por isso nunca me preocupei tanto com aquilo, mais havia acontecido, há um mês mais ou menos, uma transa no banheiro da casa dela, eu não cheguei a me derramar dentro dela, mas naquelas circunstâncias, um acidente poderia ter acontecido e se ela mentia para mim sobre tomar remédio, ela poderia esmo ter engravidado, mas daí passei a outro ponto de raciocínio, o ponto em que ela me traia por ai, e então esse filho poderia ser de qualquer um.

Certo, era uma boa hipótese, se ela estivesse mesmo grávida, poderia não ser meu, mais como difamar a mulher que jurava carregar um filho meu? Uma mulher que o estado inteiro via ao meu lado nos encontros públicos? Isso só pioraria a situação e assim como Naomi dissera, eu tinha que ter certeza de que o filho não era meu para poder dizer isso, mas eu não tinha tal certeza.

_Já se decidiu com o que vai dizer?

_Eu não vou dizer nada, diga a eles que não tenho nada a declarar, isso é assunto particular e deve ser tratado como tal.

_Tem certeza que é isso o que quer?

_É o que eu posso fazer por hora.

_Está bem.

_Naomi...?

_Sim?

_Porque está com essa cara tão abatida, não dormiu direito?

_Não é nada, só estou um pouco cansada.

Ela saiu e fez o trabalho eximiamente bem, e depois disso, consegui fugir do escritório de novo, e fui direto pra casa.

_Droga, isso tinha que acontecer logo hoje? Ah, mais que si dane, não vou mudar meus planos por causa daquela louca.

Fiquei de bobeira o dia todo, só dava uma olhada no noticiário e na internet vez ou outra a fim de saber o que o mundo pensava sobre meu suposto filho, e eu descobri que aquilo era noticia momentânea, pelo menos se nada mais fosse dito, e eu sabia que aquela lambisgoia diria mais alguma coisa, ela gostava dos fleshs, então teria de conversar com ela, mas não era o momento.

Quando a noite caiu, eu comi qualquer coisa e depois de dar uma fuçada nos novos trabalhos da minha banda favorita, eu tomei um banho e fui me trocar, me deparando com inúmeras roupas sociais, me deixando em duvida de a quanto tempo eu não vestia uma camiseta e um tênis qualquer.

Revirei meu armário e encontrei uma camiseta antiga preta com uma fênix vermelha nas costas, a vesti e depois coloquei uma calça Jens, um tênis sujo guardado no fundo do armário e deixei meus cabelos livres, sem os pentear do modo certinho de todo dia, pequei uma munhequeira também preta e me olhei no espelho, com certeza ninguém me reconheceria.

Peguei meu outro carro verde escuro e segui para o local que meu amigo me dissera mais cedo em um telefonema, e o encontrei na porta, ele até que demorou a me reconhecer, mas quando provei que era mesmo eu, nós entramos.

O show foi um verdadeiro deleite. A batida forte, a guitarra gritando, as letras revolucionarias e uma mulher linda a minha frente, que parecia muito concentrada no que ouvia, ao lado de uma outra garota que eu já conhecia.

Esperei o show terminar e enquanto ela conversavam, eu me aproximei com o pretexto de cumprimentar a outra.

_Oi, tudo bom? –disse a moça que eu conhecia, mas sem deixar de olhar para a minha direita, onde a linda mulher estava.

_Tudo bem, o que faz aqui?

_O mesmo que você.

_Pensei que não pudesse vir.

_Eu sempre posso dar um jeitinho, até parece que não me conhece. –eu sorri.

_É, até parece que não te conheço... Mas é bom te ver, vivendo pra variar.

_Obrigado, mas eu não esperava te encontrar aqui, soube que está até mudando de gostos...

_Mas deixar o rock? Nunca.

_Está sozinha?

_Não, estou com minha amiga, não está vendo?

_Estou, muito bonita ela, por sinal.

A menina não reagiu e eu me senti meio bobo por isso.

_Não dá pra voe cuidar dela um minutinho, queria pegar alguma coisa pra beber.

_Tudo bem, pode ir.

_Tudo bem, amiga?

_Não tem problema.

A musica do lugar ainda era alta, o show terminara, mas o rock não, as caixas de auto falante ainda zuniam e por isso nós falávamos muito próximos e muito alto.

_Gostou do show?

_O que? –ela se aproximou mais e curvou a cabeça para mais perto de minha boca, de modo que pude sentir seu rosto contra minha boca, o que era uma tentação.

Ela usava um short curto, com uma meia arrastão em baixo, uma bota tipo de exército preta, um tope preto com uma blusa curta vermelha, uma pulseira de couro preta e pontas de metal, um colar prateado e com os olhos bem delineados de preto.

_Perguntei se gostou do show.

_Até que não foi muito ruim...

_Não gosta da banda?

_Não a conhecia.

_Ah... Você não quer dar uma volta, ir lá pra fora um pouco? Aqui não dá pra conversar.

_É verdade, mas a minha amiga...

_A gente vai rápido. Não está muito quente aqui?

Ela me olhou desconfiada, mas acabou indo comigo, e ao chegar lá fora, onde só a luz do poste nos iluminava, ao contrario dos holofotes coloridos lá de dentro, eu pude ver que ela era ainda mais linda e sensual.

_Nossa, meus ouvidos estão zunindo. –ela disse esfregando as têmporas.

_Os meus também, e eles vão continuar assim por um bom tempo. –eu sorri.

_Minha cabeça também está até doendo...

_Faça assim... –eu fiz ela dobrar o corpo e segurei a cabeça dela pra baixo, pressione seu pescoço um pouco, e quando ela se ergueu estava mais corada. –Mais sangue, menos pressão.

_É, melhorou um pouco, obrigada.

_As ordens.

_Mas agora acho melhor eu voltar, minha amiga não vai gostar de não me encontrar.

_Espera...

_O que foi?

Não resisti, a beijei, e foi uma delicia, a pele dela era sedosa e eu lhe acariciava o rosto, a cintura descoberta e amava o cheiro dela, e em perceber, ela acabou abrindo espaço e nós nos beijamos por um bom tempo, apenas nos encarando de vez em quando, até que ela falou em voltar pra dento de novo, então perguntei se podia ir com ela e ela disse que sim.

Entramos de mãos dadas e ficamos assim, procurando a tal moça, mas não a encontramos, então voltamos pra fora e a minha acompanhante ligou para amiga no celular.

_Onde você está?

_Eu não te achei, então saí com as outras meninas, vem encontra com agente.

_Agora não dá, eu estou meio ocupada... –ela sorriu.

_Ui... Se deu bem em amiga... Então a gente se vê mais tarde em casa, nós estamos numa baladinha na casa de um amigo.

_Tudo bem, então tchau.

Ela desligou.

_É, perdi minha carona pra casa. –ela sorriu.

_Não tem problema, eu te levo.

_Não, deixa pra lá, a não ser que você quiser ir embora agora...

_Não, claro que não.

A gente voltou pra dentro e ficamos conversando, bebendo e trocando beijos, até que já era meio de madrugada e nós ainda estamos lá.

_Preciso trabalhar amanhã...

_Eu te levo em casa então.

_Não precisa, eu...

_Imagina, eu faço questão.

Eu levei ela até em casa, e enquanto estacionava na frente do prédio em que ela morava, um retardado bateu no meu carro.

_Merda.

_Nossa cara, me desculpe, a gente chama a policia, faz o boletim de ocorrência e...

_Na boa cara, deixa pra lá.

_Não, mais eu...

_Relaxa, eu não vou prestar queixa não, pode ir, na boa.

_Mesmo? Mas...

_Não tem nada de mais, vai nessa, e não se preocupe, eu não sei a placa do seu carro.

_Se é o que quer...

O homem foi embora e eu fiquei aliviado, tudo o que eu não precisava era da policia e de mais imprensa em cima de mim, ainda mais quando as manchetes seriam: Candidato a governador deixa mulher grávida em casa e curte a noite com outra mulher.

_Você deveria ter chamado a policia, isso é imprudência.

_Meu carro tem seguro, deixa quieto, não gosto de chamar a atenção... –“Não gosto e não posso chamar a atenção...”

_Mas você está bem, ele bateu justo do seu lado...

_Estou bem, mais estou um pouco tonto...

_Não quer entrar e esperar um pouco, eu tenho uma amiga que é médica, ela deve chegar daqui a pouco.

_Se você puder fazer essa gentileza...

Confesso, eu não estava tonto coisa nenhuma, mas perder a oportunidade de ficar mais tempo com ela me mimando não era um a oportunidade que eu podia perder.

Subimos para seu apartamento e ela me ofereceu o sofá, eu sentei e observei seu rebolado ir buscar algo para bebermos, e que rebolado era aquele... Pernas lindas ela tinha, bem torneadas e bem tratadas.

Quando voltou, trazia dois refrigerantes.

_Qual prefere? –ela indagou quando se sentou.

_Qualquer um que eu possa provar nos seus lábios.

Ela sorriu.

_Você não estava tonto?

_Claro que estou, como não posso ficar tonto acompanhando seu caminhar.

Ela riu novamente, colocou as bebidas sobre a mesa de centro e me enlaçou o pescoço, e enquanto deslizava os lábios sobre os meus, me perguntou:

_Que tal me acompanhar então até meu quarto?

Como eu poderia conter um sorriso safada a aquela altura? Era tudo o que eu queria e seria a melhor forma de esquecer todos os meus problemas.

_Então vai na frente, vou adorar acompanhar seu caminhar.

Ela me beijou em meio a um sorriso e depois foi caminhando de vagar, até um quarto qualquer, abriu a porta e eu entrei atrás dela, lhe prendendo a cintura.

_Porque não nos livramos destas botas? –indaguei em seu ouvido, enquanto passava a língua pela orelha pequena.

_Pode fazer isso pra mim?

_Será um prazer.

Ela se sentou na cama e eu me ajoelhei a sua frente, enquanto tirava as botas pretas, ela me olhava de uma forma curiosa, então pensei se ela sabia quem eu era, mesmo um tanto diferente da figura publica que conheciam, mas isso logo fugiu dos meus pensamentos, quando ela tirou a blusa vermelha curta, ficando com o tope preto.

_Aqui não está quente também?

_Aposto que vai ficar mais quente.

Me puis sobre ela na cama, enquanto ela chegava mais pra trás, se pondo deitada e então nos beijamos, e sem interrompê-lo, tomei seus seios em minhas mãos com ânsia e então desci o beijo para seu pescoço, mas ela não deixou barato, era uma mulher muito decidida e me daria trabalho, assim, inverteu nossas posições enquanto eu jogava meu tênis longe, e a vi retirar a minha camiseta, para então descer toda a minha extensão com os lábios quentes, fazendo todo o meu corpo tremer involuntariamente.

Levei a mão ao short dela e abri o botão, mas ela não me deixou o tirar. Jogou os cabelos de lado, e retirou o top, eu geralmente não deixo uma mulher me comandar, ainda mais na cama, mas aquela brincadeira e novidade eram tão excitantes que deixei ela continuar e ditar o que queria.

Me deitou de bruços e quando senti o bico dos seus seios em minha nuca, descendo pelas costas eu quase explodi, mas ela foi ainda mais longe, sem deixar eu me virar, mordeu meu pescoço de leve, com as mãos arranhou meu peito com o corpo, pressionou minhas costas, com a pele de seu tronco macia e os seios cálidos.

Me virei e ainda sobre ela, lhe tomei os seios com a boca, enquanto minhas mãos lhe apertavam a cintura fina, a encaixando sentada sobre meu colo, com o membro já ereto latejando.

Ela sorriu divertida, quando a encarei com a respiração ofegante, e por isso retirei seu short, e em seguida a meia, descobrindo sua calcinha úmida de antecipação, e por isso me deleitei com sua intimidade, de todas as formas possíveis, até a ver se contorcer e depois se derramar, e a cada toque dela, a cada vez que conseguia a fazer tremer, eu ficava mais e mais excitado, e em pouco tempo, eu já estava dentro dela, enquanto nossas bocas se devoravam com frenesi, assim como ao nosso corpo.

Obviamente desta vez eu me lembrara de me prevenir e não ter um resultado barulhento daí nove meses, mas não deixei de aproveitar nada, e quando já estávamos exaustos, eu a vi adormecer sobre meu corpo, então encostei meu queixo sobre sua cabeça e também dormi, era ótimo estar com ela e melhor ainda ver que ela era uma mulher perfeita pra mim.

Notas finais
é isso ai, espero sinceramente que tenha ficado bom e q vcs comentem...

até o proximo...

ps: ñ respondi tds os reviwes ainda, pq estou em meio a provas e tals, mais tenham um pouquinho de paciencia, responderei a tds bem em breve, só ñ deixem de comentar, é isso que sempre me inspira, obrigada...