Encontros e Desencontros
2 Capítulo 2 - A bailarina
Notas iniciais
boa leitura...
É tão bom ver que o inesperado e o impossível se transformam e se tornam coisas reais que são capazes de mudar nossa existência pra sempre...
Tudo bem, filosofias como essas nunca saíram de minha cabeça, mas ouvi isso e achei muito interessante, principalmente depois que a conheci...
Quem é ela que me fez pensar tais coisas? Já explico...
Era uma terça-feira, o dia estava chuvoso e eu com uma preguiça enorme de sair da cama, mas eu não sou homem de recusar desafios, e naquele dia meu emprego tinha me imposto um, assim como minha namorada.
Estava em um relacionamento profundamente sério a pelo menos dois anos, e ela era muito especial pra mim, já que eu era apaixonado por ela desde o colégio e a conquista havia me custado inúmeros telefonemas, presentes e encontros, apenas como amigos, até que eu pudesse ser notado como homem realmente e a ter por perto.
Sendo assim, tomei um banho bem quente e me vesti, depois tomei o café da manhã bem abastado e segui para meu escritório. Não era uma empresa grande, mas tínhamos pessoal eficiente e trabalho suficiente, dividido entre mim e mais três funcionários, porém, naquele dia um deles não iria trabalhar, e esse era meu desafio, teria de dar conta dos meus afazeres mais o dele e com isso me resultava em três visitas a clientes, coisa que eu não costumava fazer.
Na parte da manhã fiz todos os documentos que eram necessários e na hora do almoço fui com a galera do escritório a um restaurante de comida japonesa ali perto, e na volta, havia perdido a chaves do escritório, ou seja, mais um problema grave.
Fiquei um tanto irritado com aquilo, não gostava de dor de cabeça, e aquilo era exatamente uma tremenda dor de cabeça, porque além de me atrasar, deixar a chave perdida não era uma boa opção no caso de eu não querer uma surpresa como um truque de mágica que fizesse meus pertences desaparecerem... Em outras palavras, eu não queria ser roubado.
Para piorar a pressão e a situação, eu tinha uma visita a fazer, já que meu empregado faltara, em menos de vinte minutos, e só para chegar ao tal lugar eu levaria uma meia hora, se o transito estivesse bom.
_Se acalme chefe, daremos um jeito.
_Tenho que pensar no que vou fazer... –discutimos a situação por algum tempo e por fim ficou decidido... –Está bem então... Há uma cópia da chave com a Soraia, então vocês abrem o escritório, o Carlos vai ao restaurante e tenta achar minha chave, se não encontrar, vocês chamem o chaveiro e depois eu passo aqui pra ver como ficou.
Todos concordaram e então fui para o meu carro, liguei o som no último, e segui para meu destino, adorava música eletrônica e minha namorada também, e só gostávamos desse tipo de música e isso me lembrava uma coisa, tinha que comprar o presente de aniversário dela. Aproveitei o caminho para programar o que eu poderia fazer para ela, me lembrando que o sonho dela era conhecer a capital, jantar nos restaurantes famosos e aproveitar todos os hotéis de luxo.
Eu não era milionário, aliás não sou, mas poderia satisfazer o desejo dela em uma pequena proporção, e depois poderíamos curtis as baladas e terminar com uma boa noite de amor em uma praia a luz do luar.
Com estes pensamentos eu já estava próximo ao meu cliente e por isso baixei o som, não seria uma boa impressão aparecer daquele jeito na frente da mercearia.
Parei o carro, desci e encontrei meu cliente, conversamos sobre negócios e depois de tudo acertado, enquanto saísse de seu estabelecimento, o meu celular tocou e eu estanquei na escadaria.
_Alô, chefe.
_Fala Soraia.
_Olha, a chave está sumida mesmo, não a encontramos, eu chamei o chaveiro e ele disse que se trocarmos ao menos a fechadura do portão já teremos mais segurança, já que temos um bom sistema de alarmes.
Eu estava com raiva de mim mesmo e pensar naquelas condições não era meu forte, de modo que comecei a caminhar enquanto conversava no celular.
_Faz o seguinte Soraia, eu estou indo pro escritório agora e...
Minha frase parou ai.
Eu estava na frente de uma hospedagem antiga e barata, ou como eu e meus amigos dizíamos, um motel disfarçado de pé sujo, onde ninguém imaginaria que pudesse haver nada mais que um bando de gente miserável, quando na verdade as traições comiam soltas ali dentro, e de lá de dentro eu vi minha namorada sair com um rapaz, ambos rindo e se esfregando, mas ela estancou ao por os olhos em mim.
Eu estava paralisado, todos os meus músculos se amoleceram, inclusive minha mandíbula, que fez meu queixo cair. O meu celular foi ao chão e eu não pensava, não mexia, não falava, estava de frente a algo que eu não sabia explicar e muito menos como pensar.
_Você... Você não devia estar aqui. –foi só isso o que ela disse quando sua pupilas voltaram ao tamanho normal.
O rapaz olhou pra ela sem entender, mas ao reparar em mim ele viu uma aliança de compromisso em minha mão direita, então olhou pra dela e um brilho de entendimento lhe passou pelos olhos.
_Esse é...
_É, esse é o otário do namorado dela. –eu completei a frase em um impulso.
_Acho melhor você ir. –ela disse passando a mão pelo braço dele.
_Não, você não vai a lugar nenhum até que me expliquem o que houve aqui. –eu disse decidido.
A raiva estava me consumindo agora, e apatia se transformava em uma fúria e um ímpeto de atacar eles com tudo o que eu pudesse.
Os dois ficaram me encarando, e não diziam nada, nem mesmo para evitar a surra que eu gostaria de dar em ambos, e isso me enfurecia mais, aquilo era a confissão de culpa e aceitação do castigo, sem que eu entendesse porque havia acontecido aquele crime contra minha honra, honestidade e fidelidade.
_Nenhum de vocês tem uma explicação a me dar? –indaguei por fim.
_Não sei o que você espera que digamos, mais principalmente eu, não há nada para se explicar.
_Nem mesmo o por quê?
_Se você ainda não entendeu, então é mais bobo do que eu poderia supor.
Minha vontade era dar lhe um belo tapa no meio da cara, mas eu era um cavalheiro e nunca levantava a mão para uma mulher, por mais cretina, hipócrita e vil que ela pudesse ser.
_Sou se namorado há dois anos e há dez anos a única coisa que tenho feito é tentar de fazer feliz, e o que eu ganho em troca? Um belo par de chifres?
_Bom, você só começou a ficar rico a três anos, destes dez, e como tem tempo reduzido, tenho que aproveitar minha vida como posso... –ela deu de ombros, como se aquilo fosse muito natural.
_Rico? Tempo reduzido? Você está querendo dizer que...
_Oras, não se faça de desentendido. Porque eu iria me interessar por você do nada se você ficava no meu pé há tanto tempo? E depois, você acha mesmo que eu tenho condições de bancar tantas compras e cabeleireiros como eu digo pra você que eu tenho?
Ela estava ali na minha frente, a voz era dela com certeza, eu poderia a reconhecer em qualquer lugar, e minha visão não mentia, era tudo real, porém, eu não poderia acreditar naquilo. Eu estava sendo traído e humilhado a bem mais tempo do que eu poderia supor, e agora ela falava aquilo como se pronunciasse um bom dia ou um até logo.
O mundo desabava sobre minha cabeça. A mulher que eu tanta amava, que eu tanto desejava e que eu tanto cuidava só queria minha carteira e um pouco de sexo barato.
Meu corpo se tornou tremulo de ódio e rancor, quanto mais tempo eu ficava ali, olhando para os dois, que ainda não haviam se soltado, mais fulo eu ficava.
_Acho então que você já entendeu, ela só queria te usar, então é melhor cada um ir pro seu lado e seguir a vida. –disse o rapaz me encarando.
Com ele eu nem precisei pensar duas vezes, ele era homem e havia ajudado a me por aquele belo par de chifres que minha testa ostentava, sendo assim, um soco foi minha resposta a sua proposta indecente, o fazendo cair de costas.
_Querido... –ela correu até o outro e se ajoelhou ao seu lado, erguendo sua cabeça zonza. –Seu troglodita.
_Troglodita? Eu devia era matar os dois, ou elo menos deixar os dois incapazes de fazer uma sujeira dessas de novo, mais estou de bom humor, e só vou deixar ele com umas boas marcas de lembranças.
Ela se ergueu o acompanhante dela também, vindo pra cima de mim, e eu revidei, sendo assim nós nos espancamos em plena via publica, e rolamos pela calçada, enquanto a mulher desesperada pedia por ajuda que não vinha, o pessoal já estavam acostumados com cenas como aquelas na frente daquele lugar.
Quando já estávamos esbaforidos, o outro tinha bem mais escoriações do que eu, e a vadia estava chorosa, e agora me olhava de um modo diferente dos cinco minutos antes.
Pelo o que ela vira, eu parecia mais forte, mais rico e bem mais atraente, de modo que ela se ajoelhou aos meus pés e me pediu que a perdoasse, enquanto o outro incrédulo a olhava.
_Levante-se. –eu disse firme, controlando a respiração. –Levante daí. –a puxei vendo que ela não se moveria. –Nem para por meus pés sobre você, você serve, então suma da minha frente, sua vadia.
_Não, não, eu não sou vadia eu sou apenas fraca... Me dê mais uma chance e...
_Cala essa boca. –eu me enfureci. –Não me venha com mentiras e lamentos como estes, você não merece nem meu olhar e tomara que você encontre alguém que lhe pague essa canalhice na mesma moeda.
Eu dei as costas aos dois e me dirigi ao meu carro, entrei neste e dei partida, cantando pneus, e quando já estava a uma boa distância daquele lugar, eu estacionei e fiquei lá, parado por algum tempo, até que senti meus olhos arderem. Lágrimas começavam a se formar e deixavam minha visão turva, enquanto minhas entranhas se encolhiam e reviravam. Não eram as escoriações que doíam, era algo bem mais profundo e abstrato, que me havia me causado um ferimento que pretendia não se curar.
Lágrimas silenciosas e dolorosas rolaram por minha face, e eu que nunca chorara desde meus dez anos de idade, me entrava aquele ato como uma forma de tirar a amargura de dentro de mim.
Foi um bom tempo até eu finalmente me senti vivo de novo, com a cabeça funcionando, e quando isto aconteceu, me lembrei dos problemas do escritório, do trabalho que eu ainda tinha de fazer, e que mulheres existiam aos montes, então eu poderia ainda me divertir, e esquecer a idéia de me amarrar de novo, daquela forma.
Com aquelas idéias me dei conta que meu celular havia ficado na rua e que depois da briga estaria perdido pra sempre, sendo assim voltei ao trabalho.
Quando entrei, todos me olharam curiosos e preocupados, mas ao me verem sério não disseram nada.
Pedi a Soaria que fosse a minha sala depois de alguns minutos. Ela era minha pessoa de confiança, trabalhava comigo desde o primeiro dia que entramos ali, e era minha amiga fora daquelas salas também.
_Fala chefe.
_Já trocaram a fechadura?
_Sim senhor, vão mandar a conta depois para fazer o acerto, aqui estão as cópias das chaves para o senhor.
_Obrigado. Agora cancele a visita do meio da tarde, tenho que fazer outras coisas que são mais urgentes, mas já deixe remarcada com a cliente.
_Certo, a do fim da tarde também?
_Não, a essa eu vou, essa cliente já está nos aguardando a bastante tempo.
_Tudo bem.
_E não estou pra ninguém, entendeu?
_Entendido, só a sua namorada é que eu...
_Não, ela é a que deve ficar mais longe e achando que eu não existo, tudo bem?
_Como quiser.
_Ótimo.
Ela saiu e eu liguei na companhia telefônica, disse que perdera meu celular e que queria um novo telefone com o mesmo número, eles disseram que iriam providenciar e então desliguei. Na verdade eu não queria o mesmo número, a vadia tinha o número e algo me dizia que ela voltaria a me procurar, mas não tinha outro jeito, todos os clientes do escritório tinham meu numero, e mudar ele com todos, não era uma atitude plausível.
No meu armário sempre tinha uma troca de roupa limpa, muitas vezes eu tinha encontros e reuniões urgentes que pediam uma medida como aquela, então fui ao banheiro, limpei o rosto, me troquei e voltei a minha sala, me aprofundando no trabalho, que não rendeu muito, mas ao menos me fez esquecer os problemas por alguns segundos durante as contas.
Já era fim da tarde eu parti para a última visita e último trabalho do dia. Era um estúdio de balé na avenida principal, tinha pelo menos duzentos alunos e a contabilidade crescia bem, assim como o trabalho que tinha ali, mas pelo menos era um lugar tranqüilo e a visita seria rápida.
Quando cheguei, as moças estavam se aprontando para uma aula, e me pediram para que eu esperasse ali, enquanto chamavam minha cliente. Me sentei em um canto da sala, mas uma das moças passou por mim e quase derrubou minha cadeira, ela conversava com uma outra e não me viu.
_Oh, perdão, eu não queria...
_Está todo bem.
_Mesmo, eu...
_Sim, está tudo bem.
Ela era calma, doce, dona de uma voz que soava suave, e tinha as mãos delicadas, com unhas pintadas com esmalte claro e o toque que ela fizera em meu braço, fora muito gentil, ao me pedir perdão.
A moça seguiu para as barras em frente aos espelhos, junta a outra, que parecia sua amiga, e esperaram a professora, que chegou em seguida e as alinhou para a aula. Enquanto ensaiavam os movimentos, elas eram serenas tranqüilas e muito delicadas, bem diferente das baladeiras que minha ex-namorada e suas amigas eram. Observei com cuidado a jovem que esbarrara em mim e os olhos dela se encontraram com os meus, cheios de um brilho tranqüilizador e sereno.
Era uma mulher muito bonita, e vestida com aquela malha preta, em contraste com sua pele clara, tendo o rosto todo a mostra, pelo cabelo preso em um coque, ficava ainda mais desenvolta e com as curvas muito bem definas marcadas.
_Porque não vem tentar uma hora dessas? –disse uma voz atrás de mim.
Me virei e vi minha cliente.
_É, quem sabe não apareço.
Ela sorriu e me conduziu a outra sala, mas antes de ir dei uma última olhada na jovem, que também me encarava.
Terminando meu trabalho, eu saí dali e olhei para os lados, estava com fome, mas não tinha nada em minha casa e meu humor não me animava para ir a um restaurante, então fiquei pensativo, e só percebi alguém se aproximando, quando esta já estava ao meu lado.
_Oi... –era a jovem bailarina e sua amiga.
_Oi...
_Me desculpe por ter lhe esbarrado daquela forma desajeitada. Eu estava com pressa porque a aula iria começar e a professora é muito rígida, então não prestei atenção ao meu caminho.
_Já disse, não foi nada.
_Não lhe machuquei e nem nada né?
Achei graça do jeito preocupado dela, pra uma moça esguia, bela e tão delicada me machucar, eu teria de ser feito de papel, mas a preocupação dela me parecia verdadeira.
_Não, não me machucou, de verdade.
_Ufa, que bom.
_Mas se quiser me jantar comigo como forma de pedir desculpas, seria um prazer. –eu sorri.
Ela me olhou meio surpresa e meio em dúvida.
_Bem, se formos a um local publico, onde você não possa me raptar sem ser percebido... –ela também sorriu.
_Ótimo, aqui nessa avenida tem muitas opções, vocês podem escolher. –eu disse as duas, já que eu não iria mandar a outra ir passear.
_Obrigada pelo convite... –disse a amiga da doce jovem. –Mas já tenho um compromisso, podem ir e divirtam-se. –ela sorriu.
_Tem certeza? Eu pago. –eu brinquei.
_Sim, tenho certeza. –ela também sorriu e se despediu.
_Bem, então vamos, meu carro...
_Entrar no carro de um estranho não é o que eu chamo de seguro.
_Então o que sugere?
_Há uma lanchonete ótima a duas quadras, não quer caminhar um pouco?
Ela parecia tão requintada e delicada que achei curioso ela querer ir a uma lanchonete ao invés de um restaurante luxuoso, mas gostei da idéia, ao menos ela não demonstrava querer me arrancar o couro logo de cara.
Sendo assim, seguimos para a lanchonete e era um local simples, mais bem limpo e agradável. Nos sentamos perto da janela e fizemos os pedidos.
_Pra uma bailarina você como muito em...
_Como já dizia minha avó, saco vazio não para em pé... –ela riu. –E depois tenho a sorte de ter um metabolismo acelerado que me ajuda a manter o peso.
_Que sorte a sua, não é?
_Muita, muita sorte.
Conversamos um pouco e depois comemos prestando atenção a nossa volta e fazendo comentários esparsos, até que já estávamos juntos há umas duas horas.
_Tenho que ir, mas obrigada pela noite, foi muito agradável.
_Espere, já não somos mais estranhos, me deixe te levar em casa.
_Não precisa, é bem perto daqui também.
_Mas eu faço questão. Quem sabe no caminho você não ache que eu possa ter seu telefone?
Ela sorriu de um jeito meigo e eu adorei aquilo, e por fim a convenci me deixara acompanhá-la.
Caminhávamos e conversávamos falando sobre a noite, sobre o balé, sobre meu trabalho de contador e algumas outras coisas superficiais, mas quando paramos na frente do prédio dela, parecia que eu a conhecia muito mais que minha ex em dois anos de convivência.
_Bem, é aqui que eu moro.
_Um belo prédio. –disse olhando para cima.
_Sim, é um bom lugar. Está cansado da caminhada?
Não eu não estava nem um pouco cansado, haviam sido apenas quatro quarteirões, mas vi que por debaixo daquela voz macia, havia uma outra intenção, e acabei pedindo um copo de água antes deu voltar.
Nós subimos ao apartamento dela e ela me ofereceu o sofá para sentar, eu me sentei e ela voltou com duas garrafas de suco, me estendendo uma delas.
Conversamos mais um pouco, mas a esta altura aquele ambiente sossegado, nossos corpos mais próximos no sofá e a bela mulher a minha frente, começavam a me incomodar, porque eu a queria. Tudo bem, me sentia abandonado, traído, carente, e qualquer ar de pernas como aquele me deixariam atraído e fumegante, mas os olhos dela me tinham algo que eram mais atraentes e encantadores do que só as pernas dela, sendo assim coloquei a garrafa sobre a mesa de centro e esperei ela terminar a frase que eu já não sabia qual era, e depois disso a beijei.
No primeiro momento ela pareceu surpresa, mas não me retraiu, pelo contrario, também me beijou e acabou aumentando um pouco a profundidade do beijo.
Nossas bocas se exploravam e eu a abracei forte, colando o corpo dela contra o meu, me sentindo imediatamente excitado, se é que eu já não estava, e assim não contive o ímpeto de lhe tocar a pele, e por isso lhe ergui um pouco a blusa, descobrindo a barriga lisa e clara, que acariciei e descobri tão macia quanto imaginava.
Ela se arrepiou com meu toque e me beijou o pescoço, para depois me morder o lóbulo, fazendo meu corpo estremecer, e assim a puxei para cima de mim, e ela se deixou ir, levando as mãos a minha camisa e começando a desabotoar os botões. Quando terminou de desabotoar, ela começou a me beijar o peito e eu fui a loucura com aquilo, e assim ela me sussurrou de modo quente e sedutor no ouvido:
_Meu quarto é o segundo a esquerda.
Ela não precisou dizer mais nada e eu nem precisei pensar muito no eu aquilo significava, apenas a peguei no colo e a conduzi até onde ela dissera, adentrando o quarto e apondo sobre a cama de edredom branco.
Ela acabou de retirar minha camisa e eu lhe tirei a blusa, seguindo para a saia volumosa, que também retirei, a deixando apenas de lingerie. Me deliciei com a visão do belo corpo dela, e mais ainda de ver que ela estava começando a ter pressa assim como eu, pois logo levou as mãos ao cós da minha calça e a retirou.
Aproveitei que havia terminado de tirar a calça e voltei ao corpo dela, lhe beijando desde os pés até a intimidade já úmida, e com um espasmo, o corpo dela tremeu quando a penetrei com os dedos.
Depois dela gozar, enquanto a masturbava, acabei de tirar as peças de roupa que ela tinha, sentindo meu membro arder de desejo, então ela mesma tirou uma camisinha da mesa de cabeceira e colocou em mim com a boca, me deixando ainda mais rígido e insano, para em seguida a penetrar.
Nos satisfizemos depois de algum tempo daquela dança sensual de nossos corpos, e ela se aninhou em mim, como uma doce garota frágil, e eu a abracei, jogando o edredom sobre nós, para dormimos em seguida, e eu ter sonhos como jamais havia tido, de uma noite gloriosa como aquela.
Notas finais
até o proximo...
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