Encontros e Desencontros

44 Capítulo 45 - O meu mundo caiu


Notas iniciais
nossa, faz tempo que ñ posto nd né... mas minha vida está uma loucura... provas, serviço, carteira de motorista, tudo num ritmo desenfreiado, por isso espero q compreendam e curtam esse cap.
boa leitura...

_Temari...

_Oi Sakura, o que houve? –ela perguntou ouvindo o choro contido da amiga.

_Preciso de ajuda agora. Por favor, eu preciso de você.

_Onde está?

_Estou no hospital, na sala dos médicos.

_Estarei ai em alguns minutos. –Temari desligou o telefone e pegou a jaqueta, enquanto discava um numero no celular. –Fred, preciso de você, parece que tenho sim um novo caso, me encontre no hospital estadual agora.

_Está bem parceira, chego lá em dez minutos.

Minutos depois Fred e Temari adentravam a sala dos médicos, Sakura estava sentada contra uma parede chorando intensamente, agarrada as próprias pernas, então a loira correu até a amiga e a abraçou, enquanto esta retribuía o gesto.

_Oh é tão horrível... –dizia Sakura chorando sem parar.

_Se acalme, estou aqui e vou te ajudar. Me diga o que houve.

Sakura não conseguia, as lágrimas eram incessantes e a voz não saia de sua garganta, ela apenas conseguiu olhar na direção de seu armário. Fred percebeu o olhar da rosada e olhou pro armário também, se aproximando deste em seguida, com passos leves, por fim encontrou as fotos horríveis e sentiu uma amargura dentro de si, como alguém poderia ser capaz de fazer algo como aquilo a uma mulher que não fazia mal a ninguém?

_Temari, acho que sal amiga está assustada com razão. –ele disse por fim.

Temari levantou os olhos e encarou Fred, depois olhou pra amiga e lhe acariciou os cabelos.

_Preciso ver aquilo, se acalme está bem?... –Temari se ergueu ainda olhando pra Sakura que começava a querer a controlar o choro.

A Sabaku se aproximou do armário e viu a mesma cena, sentindo o estomago revirar de ódio, fúria e nojo, depois olhou pra amiga e percebeu o trauma que tudo aquilo vinha sendo pra ela. Aquelas ligações misteriosas e constantes, aquelas cenas, todo de um modo muito assustador.

_Estou com a câmera no carro, tire foto de tudo e depois recolha, vamos levar pro laboratório analisar. –ordenou Temari ao parceiro.

_Está bem, vou buscar.

Temari voltou pra amiga e ajudou ela a se erguer.

_Sabe quais são as pessoas que tem acesso a essa sala?

_Todas as médicas e as faxineiras tem acesso a isso aqui, mas duvido que seja uma delas, é terrível de mais. –disse Sakura de vagar, segurando o choro em bargado.

_Já teve desavença com alguém, ou alguma pessoa já tentou lhe fazer mal?

_Não, nunca.

_Certo, preciso do seu celular, vou tentar cruzar as ligações que pedi pra investigar com as que você recebeu e ver se consigo alguma coisa.

_Ontem a noite “ele” ligou de novo, a mesma respiração, mas desta vez disse que eu teria uma surpresinha hoje, no meu armário.

_Com certeza é um lunático e... –Temari se calou, ficou pensativa olhando pro nada.

_O que foi Tema? –indagou Sakura por fim.

_Nada, só uma idéia que me ocorreu. Sakura, vamos conseguir uma licença pra você e você vai ficar em casa, com alguma proteção, vou dar um jeito de cuidar disso, até que possamos ter alguma idéia melhor.

_Minha vida está desmoronando por alguém que nem sei quem é...

_Mas ele sabe quem é você e pelo visto muito mais que isso, então precisamos nos precaver.

Fred voltou com um equipamento, e começou a realizar as ordens de Temari.

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_Não se preocupe Linda, tudo vai dar certo. –disse Ino enquanto segurava a mão da menina na frente da assistente social.

_Não quero ir, lá é ruim. –disse a menina com os olhos marejados.

_Prometo que vai ser diferente, você vai gostar e lá poderão te ajudar.

_Porque não posso ficar com você? –insistiu a garotinha.

Ino sentiu um aperto no coração, então Gaara se abaixou de frente a menina.

_Linda, nós não vamos te deixar, vamos lhe visitar sempre e prometemos que você vai fazer novos amigos e gostar muito de lá.

Ela olhou o ruivo ainda contrariada.

_Linda, você vai ser feliz, confie na gente, você acha que Ino iria te ver triste? –ele perguntou com um sorriso encantador.

_Promete que leva ela pra me vistar?

_Palavra de futuro governador. –ele sorriu.

Ela respirou fundo e o abraçou.

_Cuida dela tá? –pediu a menina olhando pra Ino.

Ino e Gaara ficaram tão tocados com aquela frase que não puderam deixar de sentir os olhos se encherem de água.

_Cuidarei de vocês duas. –ele puxou Ino e os três se abraçaram.

_Linda, querida, está na hora. –disse a assistente social de vagar.

Ela beijou o rosto do casal e foi embora, olhando pelo vidro traseiro do carro.

_Minha nossa, vinte e quatro horas com aquela menina e sinto que estou perdendo um pedaço de mim. –disse Ino se apegando em Gaara.

_Sinto a mesma coisa. Preciso fazer alguma coisa por crianças como ela, eles precisam se sentir seguros e bem nesses orfanatos, vou ter que cuidar disso se ganhar como governador.

_Se, não, você vai ganhar e vai cuidar de todos eles. Espero mesmo que ela fique muito bem.

Ele abraçou a namorada e lhe beijou a testa.

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_Nossa o ensaio foi puxado não? –disse uma jovem loira a Hinata enquanto saiam do estúdio de balé.

_De mais, mas é bom assim, saberemos que o espetáculo será fabuloso. –respondeu a morena.

_Pena que sua amiga não tem vindo muito...

_Temari está cheia de casos na policia, a coitada não sabe nem o que é namorar, ainda bem que depois de amanhã é ano novo e terá uma folga.

_Vai ser bom pra ela. –elas sorriram. –Bem Hina, eu fico por aqui.

_Então até mais Julia.

_Até mais.

Hinata continuou pela rua de modo distraído, estava feliz e muito concentrada em seus passos, até que uma mulher trombou consigo

_Me desculpe. –disse a morena envergonhada.

_Não foi nada. –disse a outra a contra gosto, entrando em uma lanchonete.

_Nossa que mulher grossa. –pensou Hinata em voz alta.

A morena então virou o rosto, olhando dentro da lanchonete pela parede de vidro que fazia a frente do local e viu a mulher se aproximar de um homem loiro e lindo, fazendo o coração de Hinata gelar.

A moça debruçou sobre o homem e lhe deu um selinho, o vendo franzir um pouco o cenho, então ela riu, disse algumas palavras e ele também riu, deixando a morena um pouco zonza.

Por algum tempo tudo parecia estar paralisado, como se o mundo não girasse, os pensamentos não acontecessem e o ar sumisse, enquanto o céu puro e azul caia sobre as cabeças das pessoas em seus capotes de frio rigoroso.

As coisas só voltaram a acontecer quando alguém lhe segurou o braço, chamando seu nome.

_Hinata...

Ela virou o rosto e viu um par de olhos esbranquiçados lhe encarando, meio surpreso, meio preocupado.

_Papai...

_O que está fazendo aqui parada?

_Estava olhando uma coisa. –as palavras saíram com dificuldade.

Fazia um bom tempo que Hinata não via e não falava com seu pai, durante anos eles pareceram mais rivais do que parentes, agora tudo parecia surreal.

Aquele homem na lanchonete era o seu homem, pelo menos pensava que fosse SEU homem, aquela mulher ríspida o beijando, o seu pai a sua frente, parecia que o mundo estava mesmo acabando as vésperas do ano novo.

_Hinata, minha filha, precisamos conversar. –disse Hiashi por fim. –Você foi embora, nunca mais quis saber de sua família e...

_E você papai? Quis saber da sua filha? Alias, foi você que berrou a plenos pulmões enquanto eu arrumava minhas malas que você não tinha mais filha. –ela disse firme, e ele arregalou os olhos, nunca vira a filha falando daquela forma.

_Eu cometi um erro, me deixe repará-lo. –ele disse de cabeça baixa.

_Você cometeu muitos erros papai, não é tão simples achar que pode reparar.

_Por favor, me deixe te explicar as coisas, me deixe falar com você, me deixe...

_Olha, eu sei que o senhor deve estar mesmo mudado, jamais me diria essas coisas se não estivesse, mas papai, agora não é a hora.

_Me diga quando será então, mas deve ser em breve. Por favor, Hinata, ainda sou seu pai e preciso da minha filha.

Ela viu o pai a encarar suplicante e seu lado bom voltou a aflorar, de modo que ficou mexida e não achou certo deixar que seu pai continuasse a se humilhar diante de si, por mais que ela achasse que não era nada além do que ele deveria fazer.

_Está bem, na semana que vem eu tenho uma apresentação, será minha primeira peça como protagonista, se quiser conversar, vá me assitir.

_Eu irei.

_Certo, sábado, as oito.

Ele se aproximou mais dela, como se quisesse abraçá-la, mas ela deu um passo pra trás, então ele a encarou e respirou fundo, se afastando em seguida.

Hinata o viu andar pela calçada sozinho e sentiu pena, algo muito serio deveria ter acontecido pra ele se transformar daquela maneira, mas preferiu afastar aquelas idéias, afinal teria de esperar até sábado mesmo, por isso se voltou para a lanchonete de novo, e lá estava Naruto segurando a mão da moça, enquanto os dois cochichavam bem próximos, deixando o sangue da morena fervendo nas veias.

Queria ir até lá e por em pratica o seu belo soco de direita, mas ao mesmo tempo queria ir pra casa chorar e se esconder do mundo pra que não soubessem que ela era uma fracassada.

Ela ficou ali por mais algum tempo, com a cabeça em um turbilhão sem fim, até que balançou a cabeça, afastando tudo e apenas sentiu seus passos autônomos caminharem até a porta da lanchonete, que alguém abriu pra sair e segurou pra que ela entrasse.

Se fosse possível perguntar a ela porque estava indo até lá, ela não saberia responder, apenas ia, seguindo seus instintos que a comandavam sozinhos em direção aquela cena grotesca e surreal.

Hinata viu Naruto levantar os olhos e lhe encarar, ficando surpreso e confuso com aquela visão.

_Hina...

_Olá Naruto.

_Vocês se conhecem? –indagou a moça analisando Hinata de cima a baixo, se lembrando da garota que trombara em si na porta a alguns instantes.

_Na verdade não. Não faço idéia de quem ele seja. –disse Hinata com desdém.

_Hina, escute, a gente... –ele se ergueu, mas ela o parou com um gesto.

_Não, não tente, porque nada muda o que eu vi. Fique ai com a sua... –ela sentiu as palavras se acumularem na boca com um gosto amargo. – Garota, eu estava mesmo só de passagem.

Ela deu as costas pros dois e começou a andar, até que sentiu sendo segura novamente pelo braço.

_Hinata, não é nada do que parece, me escute eu...

_Parece que todos os calhordas deste planeta tem alguma coisa pra me explicar hoje. Não quero ouvir, e não vou ouvi, estou farta de meus ouvidos serem invadidos com asneiras, desculpas esfarrapadas e coisas do gênero. Curta seu lanche, sua garota e me deixe em paz, afinal, você não lembra mesmo que eu existo.

Ele tentou dizer alguma coisa, mas não pode, ela se soltou com raiva e saiu sem olhar pra trás, deixando ele transtornado a vendo partir pra sempre.

Notas finais
bem, é isso ai... espero q gostem e q comentem, pq apesar da demora, fiz um esforço tremendo pra postar esse cap. pra vcs...
um beijo a tds e até mais...
ps1. as minhas novas leitoras, mto obrigada, espero q continuem gostando e apreciando essa historia q faço com tanto carinho.
ps2.os dois ultimos capitulos postados estão cheio de erros e desconfigurados pelo simples fato do Nyah! está com algum problema q desestrutura no texto, e na tentativa de arrumar algumas palavras e letras se perdem, sendo assim, perdão, vou tentar editar os capitulos em breve.