Encontros, desencontros e novos encontros
55 Capítulo 55:
Notas iniciais
– Então quer dizer que você se cansou de morar com teu pai mesmo. – Meg e Sidney tinham um papo animado, enquanto os dois ajeitavam a decoração do quintal para a festa de Ronaldo e Vera.
– Olha não sei se cansar é a palavra certa, mas eu senti vontade de voltar pra cá, e não aguentei. – Sidney respondeu, ficando parado próximo a ela.
– Você sempre disse que queria fazer um bom curso de letras fora, o que eu não imaginava é que daria tão certo. – Afirmou à loira.
– É foi uma experiência incrível mesmo, e chegando aqui eu acabei emendando com a outra faculdade, apesar do trabalho não ser pouco eu não me arrependo. – Confessou ele aos sorrisos. – E você fazendo o que. – Perguntou o garoto.
– Bom eu to quase terminando meu curso de dança, e sabe mesmo com todo trabalho eu vou sentir muita falta, to feliz, faço o que eu mais amo na vida, não posso reclamar de nada. – Meg falou, com disposição.
– Meg, pode vir aqui um minuto. – Marcelo chamou da porta que dava para a cozinha.
– É depois, eu quero terminar aqui primeiro. – Disse ela. – Tem que ser agora, nesse instante. – Indagou a menina, olhando em direção do garoto um momento.
– Claro que não. – Marcelo rebateu, sumindo pela porta novamente, se incomodando com a conversa entrosada da loira com Sidney.
– E ai, conseguiu cadê a Meg. – Perguntou Anita, ao vê-lo parado em frente a bancada da pia.
– Tá lá no quintal com o Sidney. – Respondeu ele, esboçando uma careta.
– Ah bom. – Disse Anita de volta, desconfiando do jeito do garoto. – O que houve hein. – Questionou ela de costas, enquanto abria a geladeira para pegar um copo de água.
– Me diz uma coisa. – Pronuncio o garoto, cruzando os braços. – O que o tal do Sidney tem, que eu não tenho, porque ela não conversa com toda aquela educação e atenção comigo, que ela esta dando pra ele. – Perguntou Marcelo, com a expressão séria.
– Bom, eu acredito que. – Falou Anita, enchendo um copo com água e fechando a geladeira, caminhando até o garoto. – Acredito que não seja nada com os olhos azuis dele, afinal os teus também são. – Proferiu ela, de forma irônica, achando engraçado o jeito emburrado do garoto.
– Mais tu é cruel hein, quando quer, vou te conta uma coisa. – Resmungou ele, incomodado.
– Você já parou pra pensar que pode ser, porque a Meg conhece o Sidney há mais tempo que você. – Anita justificou. – Você tá de viagem já. – Anita completou, soltando o copo vazio sobre pia.
– Ah sei, somente isso, mais ela deve sentir alguma coisa por ele. – Marcelo falou, se sentindo desconfortável.
– Então duas coisas pra você, isso que você tá pensando aí, é ciúmes primeiramente, e depois insegurança, e não tem nada a ver com a Meg não, tem a ver com você. – Anita desvendou e foi sincera.
– Será, não, claro que não. – Ele repensou, mas ficou sem acreditar.
– Marcelo a Meg não tem nada com o Sidney, o que eles tiveram no passado também não foi algo tão forte assim, pelo que eu me lembre e pelo pouco que eu sei disso. – Anita exclamou, e Sofia acabou ouvindo parte da conversa, quando se dirigia ao banheiro, o que a deixou com uma sensação de estranheza que nem ela soube desvendar. – Eu acho que eu posso te falar com toda certeza, que ela teve um relacionamento muito mais sério com o Ben. — E isso e incomoda? – Especulou Anita com sensatez.
– Não, mais já incomodou muito você, que eu sei. – Marcelo devolveu, Anita apenas franziu a testa ao se sentir contrariada.
– Realmente, a gente faz umas besteiras, que com certeza, nós queremos esquecer. – Retrucou Anita, sarcástica.
– Eu vou arrumar alguma coisa pra ocupar a minha cabeça. – Marcelo afirmou, impaciente.
– Só vendo. – Anita ficou sorrindo debochada, enquanto ele se afastava.
– Anita cadê o Sidney. – Sofia perguntou, adentrando a cozinha.
– Está no quintal. – Anita respondeu, em um lapso de memória.
– Vou lá falar com ele. – Sofia disse, já se retirando.
– E você falou demais Anita. – Pensou ela para si mesma.
– E ai Ben. – Marcelo sentou ao lado do amigo, que estava com Giovana, Vitor e Clara em um dos quartos.
– Que você tem. – Perguntou Ben, parando de dedilhar o violão por um momento.
– Nada, é só acho que eu to azedando aqui já, tá na hora de ir pra casa da minha mãe. – Disse ele sem prolongar.
– Ai Marcelo, o que aconteceu hein, porque isso de ir embora agora, você mesmo disse que iria ficar pra festa do meu pai com a Vera, aliás eles mesmo te convidaram. – Ben argumentou ao ver o jeito estranho do amigo.
– Ah sei lá Ben, eu estou dando nó em pingo d’água com um assunto aí, só isso. – Falou ele, emburrado.
– É a Meg, não é, eu falei pra você tirar isso da cabeça, não falei. – Ben supôs, lhe dando uma dura.
– Falou, e eu to começando a achar que você tinha razão. – Ele se viu confessando. – E você fala, como se tivesse conseguido muita coisa com a Anita. – Cochichou ele, com nervosismo.
– Consegui. – Repetiu Ben. – O mesmo que você, uma cara na porta. – Ben disse, meio irônico. – Não consegui, e nem vou conseguir pelo jeito, só que agora eu vou até o fim, a Anita que me desculpe. – Afirmou Ben.
– E aí Sidney, muito papo. – Sofia falou chegando até os dois.
– Médio, porque, que foi. –Perguntou ele, ao perceber uma certa irritação na voz da garota.
– Bom eu vou ver ,se o pessoal tá precisando de alguma ajuda lá em cima. – Meg achou melhor deixar os dois a sós, ao ver o jeito nada amigável de Sofia.
– Vai lá Meg. – Sidney respondeu com um sorriso.
– Você é ridículo Sidney, me largou sozinha lá em cima, pra vir aqui dar em cima da Meg. – Disparou à loirinha. – Que raiva. – Resmungou ela.
– Nada disso Sofia, você tá vendo coisa onde não tem, que loucura é essa, eu hein. – Disse ele com estranheza.
– É isso não é Sidney, você nunca vai me levar a sério, melhor a gente deixar as coisas do jeito que estão, e apagar o que houve nos últimos dias aqui. – Sofia afirmou, chateada.
– Sofia, não espera. – Ele ainda quis argumentar, mas a loira foi mais rápida, e saiu apressada.
– Ai droga. – Anita resmungou ao tropeçar numa taboa solta do assoalho, quando saía de um quarto com uma caixa em mãos. – Perdi um dedo com essa, na boa. – Pronunciou ela, soltando a caixa e se apoiando na parede.
– Que houve aí. – Questionou Ben ao se deparar com o jeito desconfortável da garota.
– Nada, tava descansando. – Anita fingiu estar tudo normal, e Ben riu
– Tá rindo de que. – Anita questionou confusa.
– Não é que, sei lá, eu pensei que você tivesse perdido essa tua mania de tropeçar nas coisas, mas pelo jeito não. – Ele exclamou ao segurar o riso.
– E você tá me irritando. – Disse a garota, caminhando para ir embora. – E sim, eu deveria ter perdido esse habito, e outro, dar trela pra você. – Esbravejou ela de costas.
– Hein precisa disso. – Ben argumentou.
– Eu que te pergunto precisa, se tá me perseguindo. – Anita retrucou, de cara fechada, se virando novamente pra ele.
– Não, não estou. – Negou ele. – Mais fica meio difícil, não é, não cruzar com você dentro dessa casa. – Ben esclareceu.
– É eu to indo. – Comunicou Anita dando de costas novamente. – To cheia da coisa pra fazer lá em baixo. – A garota falou, Ben apenas cruzou os braços, fixando suas atenções para a outra parede a sua frente. – Até mais. – Disse ela.
– É espera. – Falou ele, caminhando até ela e a segurando pelo braço. – Você não tem mais nada pra me dizer não. – Perguntou o menino, levando sua mão que estava solta, que desceu por sua própria mão, e indo de encontro a dela, ele ficou segurando as pontas dos dedos dela, a mão da garota estava tão fria, a ponto dele ver suas temperaturas se misturarem, fazendo com que ele passasse um pouco da calor da mão dele para a de Anita.
– Tenho, a caixa eu já ia me esquecer. – Anita respondeu, olhando para a caixa no chão perto dos dois, e sentindo as mãos dos dois se entrelaçarem.
– Não, também, mais não era isso que eu queria saber. – Ben sorriu meio irônico, segurando a mão dela sobre a sua, e a fitando calado por alguns segundos, pensando se ele deveria mesmo expor o que ele falava realmente, os dois permaneceram calados enquanto ele encarava as mãos de ambos juntas, contemplando a mão delicada dela, com as unhas não muito curtas que estampavam um esmalte rosa bem escuro, que continha um anel no dedo anelar, que era preenchido com pedrinhas brancas, mas discreto, com mais dois anéis no dedo médio, um com uma pedra azul, e o outro mais abaixo em cor prata. Ele havia segurado aquelas mãos tantas vezes no passado e hoje sentia suas emoções descompassadas como se tudo fosse novo.
– Anita a gente ficou de ter uma conversa, lembra. – Ben cobrou, voltando suas olhos para ela, que mergulhou na situação, talvez como uma forma de acreditar que tudo que se passava com os dois de novo, era real, e não uma alucinação de sua cabeça.
– É tá bom, a tentativa foi coerente. – Se pronunciou ela, encarando as mãos juntas dos dois. – Não colou, não colou né. – Afirmou Anita, sabendo exatamente o que ele tanto cobrava.
– É não, não mesmo. – Falou Ben, e os dois riram por um momento.
– Eu sei que eu te prometi uma conversa, longe daqui. – Disse ela, e o garoto fez sinal de positivo. – Aliás, eu não esqueci, nem fiz que esqueci, nem desisti, ou mudei de ideia. – Anita quis se explicar.
– E que tal a gente ter agora. – Sugeriu Ben.
– Não Ben, desculpa, mais aqui não, além do meias eu só não te procurei hoje, pra falar por isso, tinha muita gente aqui, todo mundo preparando a festa da mamãe e do Ronaldo, e eu não quero envolver eles nisso por enquanto, e talvez nunca, eu não sei qual seria a reação deles, mas conhecendo nossa família, eu posso especular que eles iriam generalizar com o Ben e a Anita lá de trás, então eu acho, que é melhor a gente decidir essa sozinhos, e dependendo do que for, a gente pensa em comunicar pra eles, por isso eu não quero conversar com você aqui, tem que ser longe disso tudo. – Ela justificou seu estado de repouso diante a situação.
– E eu tenho que concordar, é algo que afeta a gente, e também eles. – Ben se viu em consenso.
– Se afeta eu não sei, até que ponto, o que a gente tá vivendo respinga neles, até porque o que nós dois temos é totalmente incerto e abstrato, não da pra falar, com certeza, estamos decidindo ainda, mas o nosso futuro e nossas decisões estão em alerta sim, por causa de uma série de coisas que aconteceu nessa vinda pra essa casa , depois de tanto tempo. – Anita disse.
– E então quem sabe juntos, a gente não descobre um caminho, Anita nós somos adultos, responsáveis, donos das nossas vidas, não vamos esquecer disso, não é. – Ben argumentou, ao pressentir uma possível contradição das pessoas a sua volta, pelo novo envolvimento dos dois.
– É sim, e isso pode ser coisa boa pra gente, hoje mesmo com dificuldades, a gente tem que admitir que nós não somos aqueles dois adolescentes do passado que batiam de frente com os pais, mas no fundo não tinham onde cair morto, se fossem expulsos de casa. – Anita riu, ao lembrar-se das intemperes, que ela e Ben arrumavam pra ficarem juntos. – Mais a gente ainda ama nossa família, mesmo depois de tudo que nos aconteceu, das vezes que o Ronaldo, minha mãe, nos acusaram de traição, por influenciar os irmãos, dar mau exemplo desafiando eles, mesmo assim em muitos momentos a gente se sentiu mal, por ter tirado a harmonia do casamento deles, pois antes de serem casados eles são pais, minha mãe e teu pai, o Ronaldo te defendia da minha mãe, e a minha mãe me defendia do Ronaldo, quando um jogava a culpa pra cima do outro, pra ver qual de nos dois tinham influenciado o outro, pra assumir o namoro. – Anita afirmou realista.
– O nosso amor no influenciava. – Se manifestou Ben direto.
– É mais pra eles, era difícil entender. – Falou ela. – E você não era mais culpado do que eu, e vice versa, nós éramos. – Disse Anita, não fugindo de sua parcela de culpa.
– Anita, ai que bom, eu te achei, achei que você tinha saído, não te achava. – Meg pronunciou, avistando os dois no corredor.
– Ai Meg, que susto. – Anita afirmou, sendo pega de surpresa, voltando suas atenções para ela a sua frente.
– Eu preciso falar com você, acho que eu me meti numa encrenca. – Disse a loira aflita. – E foi mal pela interrupção gente. – Se desculpou ela.
– Como assim. – Anita perguntou sem entender nada.
– Só uma pergunta, o Marcelo tá no meio da encrenca. – Ben perguntou, ao perceber a agitação da garota.
– Não, o que houve com ele. – Meg ficou mais confusa ainda.
– Vem cá, vamos conversar. – Falou Anita puxando a garota pela mão até o quarto delas.
– Eu não acredito que eu fiz isso, sério que roubada. – Disse Meg, achando que poderia ter se metido entre Sidney e Sofia. – Mais foi sem querer. – Meg garantiu, Ben apenas ficou observando a situação.
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– Bom gente é isso, o quintal fica do jeito que esta, e depois a gente põe as mesas, que virão lá do Embaixada. – Anita ajeitava os últimos detalhes da festa da mãe.
– Ah é e as musicas, eu já escolhi todas também. – Giovana informou.
– Ótimo Gio, nada como ter um artista em casa. – Disse Anita orgulhosa da ruivinha.
– E nada como ter uma irmã incrível, né Anita, porque se não fosse você nada disso aqui estaria acontecendo. – Giovana retribuiu a altura. – Você sempre foi uma guerreira, a mais decidida de todos nós. – Acrescentou ela.
– Imagina não exagera, só deu certo porque todo mundo cooperou, e sempre foi assim, a gente sempre foi um time. – Anita esclareceu, enquanto anotava algo no caderno de Vera, que continham a organização dos preparativos.
– Se faz muita falta Anita. – Afirmou Giovana, não querendo nem pensar quando a menina fosse embora novamente.
– É Anita, e eu já to sentindo saudade de você. – Pedro falou melancólico.
– O gente, calma, eu to aqui. – Anita usou sua atenção para olhar a sua volta.
– Mais vai embora. – Reafirmou o pequeno, deixando Anita com um aperto no coração.
– O meu pequeninho, eu vou, mas vai demorar um pouco ainda. – Falou Anita, soltando o caderno e indo em direção do menino, que estava sentado ao sofá. – Eu vou vir mais vezes tá, prometo. – Anita disse, se ajoelhando na frente dele, vendo sues olhares cruzarem com os de Ben, que se encontrava sentando ao lado do caçula. – E você pode ir lá me ver, que tal, tuas férias estão chegando. – Convidou ela, dando um abraço forte no irmão.
– Eu sei, mais não é a mesma coisa, eu queria que você morasse aqui com a gente, como antes. – Pedro rebateu meloso.
– Eu também acho que iria gostar. – Anita afirmou, fazendo um carinho no rosto dele. – Mas, eu tenho que me virar, terminar meus estudos, pagar as minhas contas, felizmente ou infelizmente, a vida de adulto bateu na minha porta. – Ela quis argumentar, sentindo certa tristeza pela carinha decepcionada que Pedro esboçou.
– Eu sei. – Balbuciou ele apenas.
– E gente não é hora de despedidas ainda, vamos falar de coisa boa. – Disse Meg para anima-los.
– Isso aí. – Anita concordou.
– É mais a gente tem que te agradecer muito, por tudo que você fez aqui, sem você comandando a gente, nossas missões nunca foram às mesmas. – Vitor se manifestou.
– Obrigada, mais eu não fiz nada, já disse. – Respondeu Anita, humilde e se levantando.
– Fez sim, você tocou o coração de todo mundo aqui, com a tua atitude de não deixar o sonho da Vera morrer. – Ben se levantou e afirmou. – Inclusive o meu. – Declarou ele, encarando Anita que se viu sem jeito e sem saber o que responder.
– Ui essa pegou. – Marcelo sussurrou de onde estava.
– Quieto cala a boca. – Cochichou Meg de volta.
– Ai nossa. – Ele resmungou ao receber uma cotovelada da loira, que foi seguida de um olhar de repressão.
– Eu só não achei certo, a mamãe cancelar a festa, ela queria tanto, aliás, foi pra isso que a gente veio parar aqui. – Anita falou, descompensada. – E gente todo mundo ajudou, se vocês ficarem enchendo meu ego desse jeito, vão descobrir que eu não sou tão modesta assim. – Ela disse para descontrair o clima, principalmente o desconforto entre ela e Ben.
– Oi, oi, oi. – Ronaldo entrou pela porta alegre.
– E nossa pai demorou. – Giovana afirmou, indo cumprimentá-lo.
– É muito mesmo, uma loucura aquele restaurante hoje, só passei mesmo pra tomar um banho, eu vou passar a noite com a Vera no hospital. – Comunicou ele.
– Ronaldo a Bernadete esta lá com ela, amanhã ela vai ter alta, e se você quiser eu vou no teu lugar, eu passei lá muito cedo mesmo, depois de vir de Ipanema, se tá cansado, deixa que eu vou. – Anita se ofereceu.
– Mais será. – Ronaldo ainda repensou.
– Pai eu acho uma ideia boa, porque você passa a noite mal naquele hospital e depois vai direto pro trabalho, você não dorme mais. – Giovana argumentou. – E tá preocupando a Vera também. – Giovana afirmou ao lembrar dos apelos da madrasta mas cedo.
– Tá bom gente, vai Anita, depois eu te ligo pra falar com ela, manda um beijo. – Ronaldo acabou aceitando.
– Certo, eu vou tomar um banho pra eu ir. – Anita comunicou.
– E eu, to vendo a casa tá um primor, arrumada, quase um milagre. – Comentou ele, feliz pela união dos filhos.
– Tá vendo, milagres ainda existem pai. – Giovana brincou, fazendo todos rirem.
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