Encontros, desencontros e novos encontros
5 Capítulo 5:
Notas iniciais
– Que droga pneu idiota. – Sofia começou a chutar o pneu do carro que havia furado no meio da estrada.
– Inferno, maldita reunião de família, só a mamãe mesmo pra me fazer entrar numa roubada dessas, eu não acredito nisso. – A loira resmungava quase chorando de raiva.
– E agora o que eu vou fazer. – Sofia se perguntava remexendo dentro da bolsa.
– Vou ligar pro papai, ele vai ter que me ajudar. – Sofia afirmou quando encontrou o celular.
– Atende droga, atende esse telefone. – Ela repetia impaciente quando viu que Caetano não atendia o celular. – Ai caixa postal eu não estou crendo nisso. – Sofia começou a bater pé.
– Como eu vou trocar um pneu gente, isso é um pesadelo. – Sofia dizia revirando os olhos, quando de repente ela viu um carro que vinha pela estrada diminuir a velocidade e parar no acostamento, perto de onde estava o carro dela.
– Ai, ai, ai, Sidney você vai ajudar essa nariz em pé é sério isso. – Sidney que também ia para o Rio de Janeiro reconheceu a loira escorada no carro, e acabou parando para ver o que estava acontecendo.
– Você vai se arrepender disso, minha boa ação do dia. – Ele afirmou encostando o carro no acostamento e descendo indo até ela, logo depois.
– Você quer uma ajuda, porque está parada aqui. – O garoto perguntou se aproximando.
– Ah não você, sabe que é Sidney, eu amo verde parei pra respirar um ar puro. – Sofia disse com ironia.
– Eita, precisa ser grossa, não sei se você percebeu, mas estou tentando ser educado com você. – Sidney se estressou com a loira.
– Ai Sidney não me irrita, o pneu do meu carro furou. – Sofia respondeu franzindo a testa.
– Você quer que eu troque pra você. – Ele acabou se oferecendo.
– Não, não precisa. – Ele falou com cara de brava.
– Qual foi, então vai ficar aqui parada no meio da estrada, no meio do nada sozinha, essa estrada aqui é movimentada pode ser perigosa, ainda mais pra uma garota sozinha. – Sidney afirmou a fitando.
– Eu não preciso da tua ajuda, eu sei me virar sozinha. – Sofia rebateu nervosa.
– Tá bom o senhorita esperta, então fica ai. – Sidney falou se virando para ir embora.
– Sidney, espera. – Sofia voltou atrás.
– O que pode falar. – Ele voltou a se dirigir a ela.
– Me ajuda então. – Sofia pediu.
– Até ajudo, mais agora você vai ter que me pedir com jeito, não parei pra te ajudar pra você me dar patada. – Sidney respondeu altivo.
– Então some, seu idiota. – Sofia esbravejou.
– Você não mudou mesmo, não é Sofia. – Sidney deixou um sorrido sarcástico escapar.
– Te perguntei alguma coisa. – Ela disse mexendo os ombros.
– Bom tchau, tchau então. – Sidney afirmou se virando para ir embora.
– Por favor, você pode trocar o pneu do meu carro, se for possível. – A loira proferiu, quando ele se virou para ir embora.
– Ah bacana, agora a gente começou a falar a mesma língua, de pessoas educadas. – Sidney afirmou sorrindo.
– Já entendi, não precisa começar não tá legal. – Sofia retrucou tensa.
– É você pode abrir o capo, pra mim pegar o estepe. – Ele sugeriu a ela.
– Tá bom. – Sofia foi até o carro pegar as chaves.
– Pronto. – Sofia afirmou abrindo.
– Sofia cadê o estepe. – Sidney perguntou vendo o porta-malas vazio.
– Ué deve estar ai, era pra tá ai. – Sofia afirmou confusa.
– Não tem nada aqui, assim não tem como eu trocar o pneu. – Sidney comunicou.
– Ah não, isso é um pesadelo, uma piada. – Sofia reclamou perturbada.
– Como você me viaja sem estepe. – Sofia a repreendeu.
– Sei lá, esse carro nem é o meu. – Sofia resmungou.
– Bom e já esta escurecendo o jeito é você esperar o reboque. – Sidney disse.
– Droga. – Ela falou com raiva.
– Bom se você quiser eu te dou uma carona, a gente não esta muito longe do Rio, chegando lá você manda buscar o teu carro. – Ele acabou sugerindo.
– Eu vou aceitar, mas é só porque eu não quero ficar aqui parada no meio do nada, que fique bem claro isso. – Sofia falou franzindo a testa.
– Certo, ok, então vamos. – Sidney afirmou.
– Vamos. – Os dois se dirigiram ao carro.
Chegando ao Rio.
– Obrigada pela carona. – Sofia agradeceu quando os dois pararam em frente ao casarão.
– De nada, mais sabe o que eu percebi hoje. – Ele respondeu pensativo.
– O que. – Ela indagou sem entender.
– Que você não mudou nada, continua fazendo drama com tudo, sempre irritada. – Sidney riu dela.
– E você então, ainda é o mesmo tosco de antes, como poderia ser diferente. – A loira desceu do carro, irritada com ele.
– Ah qual foi, não falei nenhuma mentira. – Sidney disse irredutível.
– Sidney cai fora, tchau, e tenha um péssimo resto de dia. – Sofia afirmou entrando no portão do casarão.
– Ah é, e você também ouviu, o patricinha metida. – Sidney nem pensou e saiu atrás dela.
– Patricinha é a tua avó, tá legal. – Ela entrou pela porta, xingando Sidney que a seguia.
– Sofia, chegou filha. – Vera disse quando a viu.
– Ah oi mãe. – Sofia respondeu, parando de retrucar o garoto por um momento.
– Tudo bem Vera. – Sidney a cumprimentou.
– Tudo, vocês vieram juntos. – Vera questionou não entendendo.
– O tos... Ela recuou. — O Sidney me deu uma carona, meu carro quebrou na estrada, vê se pode. – Sofia explicou.
– E já me arrependi se você quer saber. – Sidney afirmou.
– Mais de qualquer forma obrigada. – Sofia acabou reconhecendo a atitude dele.
– De nada, bom eu vou indo, tchau. – Sidney falou, a encarando parada perto do sofá.
– Tchau. – Sofia respondeu.
– Tchau Vera até mais. – Sidney falou a ela.
– Tchau. – Vera disse com um sorriso, vendo ele sair pela porta logo em seguida.
– Sofia, que bom que você chegou. – Pedro correu para abraça-la.
– Ai meu pequeno que saudade, olha só você deu uma crescida, desde a última vez que nós nos vemos. – Sofia afirmou lhe dando um abraço apertado.
– Você é que não visita a gente. – Pedro reclamou com ela.
– Ai foi mal, eu tenho vindo pouco aqui, é que a minha faculdade tem me ocupado demais. – Ela se justificou.
– E ai já chegou mais alguém. – Sofia perguntou querendo saber de Anita.
– Não, você foi à primeira. – Vera respondeu enxugando os pratos na cozinha.
– Mais a Anita, eu acho que chega amanhã, e o Ben, bom ele eu não sei, o mãe quando o Ben chega. – O pequeno indagou a mãe.
– Não sei, o Ronaldo acho que ia ligar pra ele, pra saber direito. – Vera explicou.
– Eu estou com vontade de ver a Anita, faz quase um ano eu acho, que a gente não se vê. – Sofia confessou.
– É ela tem vindo pouco aqui, assim como você. – Vera reclamou das duas.
– Bom eu vou ligar pro reboque buscar meu carro, e depois vou tomar um banho estou cansada, vim da faculdade e já peguei a estrada direto. – Sofia afirmou colocando suas coisas sobre o sofá.
– Vai sim filha. – Vera concordou com a ideia.
– Oi Sofia e ai tudo bem. – Giovana cumprimentou a loira quando a viu.
– Tudo, e você. – Sofia tentou ser simpática, com o tempo até que ela e Giovana se davam bem, um pouco talvez fosse devido a falta de convivência diária, mas hoje as duas se entendiam de maneira razoável.
– Tudo ótimo. – Giovana disse com um sorriso.
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