Notas iniciais
A história começa a partir daqui, espero que gostem!!!

Grajau. ( Brasil).

– Oi Vera onde eu coloco essas caixas aqui. – Ronaldo perguntou chegando ao casarão.

– Coloca aqui Ronaldo pra mim, eu nem acredito que nós vamos reunir todos de novo, parece um sonho. – Vera afirmava contente.

– Muito e estou muito contente. – Ronaldo disse animado.

– E o Ben quando chega. – Vera indagou.

– Bom eu não sei ainda, ele disse que talvez o voo dele atrasasse. – Ronaldo respondeu.

– A Anita me falou que não sabia que horas chegava, que de última hora teve que mudar os planos dela, por um seminário na faculdade marcado de última hora. – Vera explicou.

– Tomara que ela venha pelo o que eu entendi ela não estava muito empolgada. – Ronaldo falou.

– Ai é tudo que eu espero Ronaldo, eu sinto muita falta dela depois que ela se mudou pra Londres poucas vezes ela veio aqui, nesses três anos. – Vera disse sentindo falta da filha.

– Ela nos visitou pouco, e o Ben também, mas eles são sempre filhos presentes apesar de tudo. – Ronaldo tentou entender o lado deles.

– É minha filha cresceu, às vezes eu nem acredito. – Vera afirmou orgulhosa de Anita.

– A Anita virou uma garota incrível mesmo. – Ronaldo falou.

– E o Ben também, parece que foi ontem que eles estavam aqui brigando pra namorarem Ronaldo, às vezes eu me sinto tão triste de ver como as coisas acabaram. – Vera falou com seu coração apertado.

– É Vera, as coisas mudaram muito, mas nós não podemos nos culpar por isso. – Ronaldo respondeu.

– Verdade, vamos pensar pra frente, infelizmente não podemos mudar a forma como tudo aconteceu. – Vera concordou ajeitando as compras na geladeira.

– Oi gente e ai como andam os preparativos pra grande festa. – Giovana afirmou entrando animada em casa.

– A todo vapor Giovana. – Vera respondeu com alegria.

– E olha eu não vou sair de casa, eu vou ficar pra ajudar. – Giovana disse.

– E aquele show que vocês iam fazer. – Ronaldo indagou.

– Desmarquei, o meu único compromisso essa semana é com a minha família amada. – Giovana afirmou.

– O filha que bom. – Ronaldo respondeu contente.

– Cara, não consigo falar com a Anita, já tentei milhões de vezes. – Giovana reclamou.

– É ela não me disse quando ia chegar, mas provavelmente só amanhã. –Vera explicou.

– Ah não, eu to morrendo de saudade dela. – A ruiva resmungou.

– Paciência Giovana, em breve estarão todos aqui novamente. – Ronaldo falou tentando acalmá-la.

– Certo mais eu estou ansiosa. – Giovana afirmou.

– Tenta se acalmar e me ajuda aqui. – Vera pediu.

– Claro ajudo. – Giovana de prontificou.

– Oi gente, já chegou alguém. – Pedro entrou apressado pela porta.

– Não Pedro, nem a Sofia deu as caras. – Giovana comunicou.

– A Sofia, chega mais tarde, ela me falou. – Pedro justificou.

– Bom Ben e Anita nada, eu quero tanto poder abraçar aqueles dois. – Giovana falou.

– Muitas saudades deles. – Pedro também concordou.

– Mais vamos arrumar as coisas enquanto isso. – Ronaldo disse.

– Vamos eu também ajudo. – Pedro afirmou.

– Então mãos a obra. – Giovana convidou.

– E o Vitor, Giovana. – Vera perguntou.

– Foi pra faculdade. – Ela respondeu pegando uma vassoura.

– Ah bom. – Vera falou entendendo.

Londres: ( Inglaterra).

Por Anita.

Olhava da janela do meu apartamento e via os primeiros raios de sol adentrando meu quarto, o dia havia amanhecido incrível, eu me sentia desconcertada com algo que eu não sabia bem o que era, estava com minhas malas em cima da cama com algumas roupas dentro já, eu voltaria para o Brasil por uns dias para o aniversario de casamento da mamãe, mas parecia que aquela não era bem minha vontade, meu inconsciente se perguntava que surpresas esse encontro me revelaria eu tinha medo delas, eu não queria que elas acontecessem, me neguei tantas vezes a aceitar essa volta, mas fiquei tocada pela insistência da minha mãe, eu havia me distanciado da minha terra, e as lembranças de lá eram confusas, ou melhor a uma única lembrança era confusa, Ben, ele ainda era filho do Ronaldo, e eu pedia incessantemente que ele não fosse, isso evitaria alguns problemas para mim, nunca pensei que eu fosse dar razão ao meus pais, mas Ben e eu éramos da mesma família e parece que só agora eu me toquei disso, tinha ido poucas vezes ao Brasil e todas as vezes que fui me certifiquei de que eu não o veria, eu não queria vê-lo, não queria falar com ele e nem se quer saber nada dele, era uma forma de eu não maltratar mais ainda meu coração, eu não sabia o que eu sentia por ele, fiz questão de sufocar meu coração por isso, minha vida não dizia mais respeito a ele, haviam de passado anos, mais eu me sentia como um rio, se o cruzo de minha trajetória fosse puxada para outro lado, talvez eu não conseguiria voltar para meu caminho novamente, toda a água ia correr para aquele novo caminho, feroz, e rapidamente, e eu não queria isso, queria continuar sem ter nenhuma ligação com ele, e era o que eu faria para sempre.

– Good morning. – Anita viu Meg entrar animada pela porta.

– Bom dia, vem cá onde à senhorita andava hein. – Anita perguntou rindo.

– Eu fui no aniversario de uma amiga, lá do trabalho, ai mais me arrependi, o irmão dela me alugou a noite inteira, uma chatice. – Meg reclamou enquanto tirava os sapatos.

– Ah entendi. – Anita riu.

– É Anita, eu acho que eu nunca vou encontrar alguém legal, desde que eu cheguei aqui não consegui namorar ninguém para valer. – Meg reclamou.

– Nem eu, mas também a gente não esta se importando muito com isso. – Anita afirmou.

– Não, não estou mais tem horas que bate uma depressão, você já esta arrumando as tuas malas. – Meg questionou vendo as malas dela em cima da cama.

– É estou eu era para ter embarcado ontem, mas acabei remarcando a passagem pra amanhã. – Anita explicou pegando umas roupas no armário.

– Tá nervosa. – Meg perguntou se sentando a cama.

– Não, só não estou muito afim, você sabe que eu só vou porque a minha mãe insistiu. – Anita disse.

– É e ela insistiu muito, não teve como você negar. – A loira respondeu.

– E você hein, disse que ia pensar se ia comigo, vamos vai, acho que eu estou precisando de alguém. – Anita suplicou.

– Quer saber, eu vou, não estou tendo nada de tão urgente pra fazer, Rio de Janeiro ai vou eu. – Meg falou rindo.

– Jura, ai eu te amo sabia. – Anita afirmou a abraçando.

– Quem diria que um dia você ia me dizer isso, o vida louca. – Meg disse.

– É muita, mais eu não quero falar nessas coisas. – Anita pediu a ela.

– Eu sei o nome daquela pessoa é proibido aqui, aliás eu soube que mais uma vez o Benjamim . – Anita a interrompeu.

– Eu não quero saber, tá bom, eu sei que de vez em quando você ainda fala com ele, mais eu não quero saber, pode parar. – Anita afirmou taxativa.

– Desculpa Anita, eu só queria muito que o fim dessa história tivesse sido diferente, eu sei que o que vocês sentiam era muito forte. – Meg tentou se desculpar.

– Certo, mas agora nós temos umas malas pra fazer, e você tem que comprar a tua passagem de preferência no mesmo voo que o meu. – Anita tentou entender.

– Certo eu vou fazer isso agora. – Meg afirmou se levantando e pegando o computador.

Nova York. ( Estados Unidos).

– Oi mãe. – Ben falou entrando no apartamento da mãe.

– Nossa Ben até que enfim você resolveu vir me ver. – Cícera reclamou quando o viu.

– Eu estava ocupado, certo. – Ben justificou.

– Meu filho você se enfia, naquele apartamento minúsculo, que você chama de casa e nem vem me ver, eu posso te dar uma vida melhor. – Cícera argumentou com ele.

– E eu já te disse milhões de vezes, que eu não quero esse teu dinheiro ai, o apartamento é o que eu posso pagar então e lá que eu vou morar, não insiste. – Ben respondeu seco.

– Certo. – Cícera desistiu de colocar ambição na cabeça de Ben.

– Eu vim aqui te avisar que eu estou embarcando amanhã pro Brasil, vou ver o meu pai, ele insistiu, não pude dizer não. – Ben comunicou.

– Vai então, e manda um beijo para todos lá, vai sozinho. – Ela indagou curiosa.

– Vou sim. – Ben respondeu apenas.

– Acho bom, aquela tua namorada é um entojo. – Cícera reclamou com ele.

– Ex – namorada, a Alice terminou comigo. – Ben rebateu.

– Que bom, você não perdeu nada, então arruma uma garota a tua altura filho, você vive tão sozinho as vezes. – Cícera aconselhou.

– Mãe eu não estou à altura de ninguém, esse é o problema, minha vida se partiu lá trás e de boa eu já até desisti disso. – Ben afirmou incomodado.

– A menina, a tal Anita, eu não acredito que você ainda pense nela, depois de tanto tempo, ela deve estar com outro tocando o vida dela, coisa que você não faz. – Cícera o repreendeu.

– Bom eu vou indo então. – Ben disse se desviando das afirmações dela.

– Boa viagem, e me dá um abraço. – Ela desejou o abraçando.

– Tchau mãe e se cuida. – Ben pronunciou abraçado a ela.

Notas finais
Comentem se for possível. Até mais!!!!