Encontros, desencontros e novos encontros
72 Capítulo 72:
Notas iniciais
— Vai ficar olhando a festa daí, ou vai provar que não é mais uma péssima dançarina, capaz de fazer alguém parar no pronto socorro no dia seguinte, por conta de uma unha do pé que foi esmagada. – Ben disse abordando Anita, que fitava atenta alguns casais dançando.
— Eu tava olhando pra mamãe e pro Ronaldo. – Afirmou Anita distraidamente, nem respondendo as ironias dele. – Eles tão, tão felizes que sorriem com os olhos. – Alegou a garota encantada em observar o padrasto e a mãe.
— A história deles é pra vida toda mesmo. – Afirmou Ben também contemplando a felicidade dos dois.
— Daquelas que a gente acha que nem existem mais. – Proferiu Anita de volta, feliz também pelos dois.
— Você acha que não. – Cobrou Ben, encarando Anita com certa ternura.
— Bom eu nunca vivi algo que fosse suficiente pra eu pensar assim. – Respondeu a garota, fitando Ben por um segundo, mas desviando o olhar ao vê-lo com os olhos sobre ela.
— Nunca. – Ele repetiu cruzando os braços e fazendo uma cara irônica enquanto encarava o chão de forma desapontada com a resposta da garota. – Bom sabe, que você pensa assim. – Disse enigmático.
— Ah qual foi Ben, você não achou que eu iria me declarar pra você aqui, não é, no meio da sala, da festa. – Anita percebeu o jeito de desdém dele. – Até porque, quem vivi de passado é museu, não eu. – Garantiu ela altivamente.
— Sabe que, é isso que, mais me irrita em você. – Revidou ele. – Essa tua racionalidade pra tudo, porque você não se entrega nunca, me diz. – Acusou Ben taxativo.
— Porque me entregar, remete a uma coisa, que eu posso ser muito mais idiota, do que eu tenho consciência do que eu sou. – Pronunciou Anita pausadamente, enquanto sorria debochada.
— Você não é idiota, idiota é o idiota que diz isso. – Afirmou Ben rindo, arrancando uma risada dela também. – É sério, você pode ter certeza de que o idiota que diz isso, é só uma pessoa vazia, sem perspectiva, que vivi pra julgar, sendo que tem medo de se arriscar. – O garoto ponderou.
— É na teoria isso é muito lindo mesmo. – Disse Anita, descrente. – Mais no fundo eu devo ser mesmo uma falsa racional, não é, porque eu sei, que eu choro, me descabelo, sofro, faço das tripas coração, mais não consigo ficar sem me jogar de cabeça nas coisas da forma mais intensa possível, talvez no fundo eu saiba o final, por isso que eu reluto. – Exclamou ela.
— É isso que faz você ser, uma pessoa tão especial. – Se declarou ele, com Anita ficando desconcertada com o olhar que ele a lançava. – Você sabe por que eu reluto tanto em desistir. – Questionou Ben.
— Porque você é teimoso, até demais. – Disse ela ironizando.
— Porque é tudo pose, pra esconder o que passa na tua cabeça e o sentimento que aquece teu coração, nas noites mais frias e tortuosas que a gente enfrenta nessa vida. – Afirmou ele, perto ao ouvido dela.
Anita sorriu contrariada, sentindo uma energia estranha percorrer seu corpo. – Não é mais fácil, você admitir pra você mesmo, que eu possa sim, ter te esquecido. – Ela fez pouco causo.
— Não é o que teu olho diz, toda vez que reflete no meu. – Taxou Ben, levando sua mão em direção dela, e a segurando pelo braço no auto do pulso, contemplando a energia dos dois que se misturavam.
— Persistência em excesso é burrice, Benjamim Rocha. – Anita alegou, sorrindo um tanto quanto malícia.
— Te digo a mesma coisa Anita Toledo. – Ele devolveu. – Dança comigo. – Convidou.
— Ah não, melhor não, já que corre o risco de você me acusar de decepar o teu pé depois, já que você me julga tão desastrada, não é, eu não quero levar um processo. – Desdenhou ela, negando o pedido e rindo sarcástica.
— Então tá bom. – Ben soltou o braço dela devagar, e não se atreve a insistir, saindo do lado dela e caminhando pra longe, abordando Meg que estava em pé no topo da escada.
— Mais é muito cafajeste mesmo, furando o olho do amigo. – Anita proferiu para si mesma, enquanto fitava os dois, esboçando um sorriso contrariado.
— Tá vendo. – Julia afirmou vindo até ela, e deixando Fred conversando com Vitor.
— Vendo o que, que as paredes dessa casa necessitam de uma pintura. – Anita rebateu com ironia, esperando que ela não falasse do que ela imaginou.
— Não, isso é percepção de arquiteta, não minha. – Disse Julia. – Que desse jeito é você que perde, a melhor oportunidade da tua vida. – Afirmou à morena.
— Ah melhor. – Anita soltou uma gargalhada debochada. – Julia se o Ben é a melhor. – Disse ela discretamente para não ser ouvida. – Qual é a pior, não né, porque eu já conheço até demais, e não vi nada de mais ali não. – Disse ela.
— Anita você tá querendo enganar quem. – Julia foi irônica com ela, ao não acreditar.
— Ninguém não. – Garantiu a menina. – E eu tenho que admitir que hoje, ele tá tremendamente, ainda mais lindo, charmoso, irresistível, porque tão perfeito me diz. — Confessou a garota, fitando Ben dançando com Meg. — Ai Julia eu não posso pensar nessas coisas. – Ralhou Anita consigo mesma para afastar seus devaneios.
— Ah você não pode. – Julia riu dela. – Mais a tua mente, já tá pensando e a todo vapor. – Implicou ela com a amiga.
— A minha mente que vá cala a boca Julia. – Esbravejou Anita nervosa. – Eu não posso fazer isso com o Gustavo, e eu não vou fazer tá, se bem que, eu já nem sei. – Anita admitiu confusa.
— Oi meninas. – Marcelo chegou com um sorriso no rosto até as duas.
— Oi. – Anita respondeu fazendo uma cara irônica.
— Então Anita, lembra quando você me disse que poderia me dar uma força com a loira teimosa, esta disposta. – Cobrou o garoto animado.
— Eu posso tentar. – Afirmou Anita receosa a respeito do que ele faria.
— Então vem cá. – Falou Marcelo pegando na mão da garota. – Com licença. – Disse ela a Julia.
— O que piro. – Anita não entendeu coisa alguma. — Não Marcelo, por favor arruma outro jeito de seduzir a Meg. – Anita recusava-se enquanto ele lhe puxava, para o meio da sala, onde todos dançavam, percebendo o que ele faria.
— Ai Anita o que te custa vai. – Afirmou ele, fazendo cara de pidão.
— Você quer seduzir a Meg e eu, é que me ferro. – Anita murmurou com cara de poucos amigos. – Tudo bem que eu disse que te ajudaria, mais não assim né. – Resmungou.
— Eu não estou querendo seduzir ninguém. – Garantiu ele. – Acho que eu to apaixonado Anita. – Disse ele, com um sorriso bobo no rosto.
— Ah não, apaixonou, aí ferrou pra tu. – Previu Anita, revirando os olhos.
— Vai dança comigo, por favor. – Suplicou novamente.
— Mais, não é mais fácil eu ir lá, e pedir pra ela dançar com você. – Sugeriu ainda negativa. – Eu não quero dançar com o Ben. – Alegou, ela fazendo bico.
— Por favor, cinco minutos vai. – Grunhiu ele.
— Que virarão uma eternidade né. – Ela rebateu.
— Se você pedir, ela não vai aceitar, mais se a gente chegar lá na hora, pedindo pra trocar , ela não vai ter como negar com o monte de gente em volte. – Afirmou.
— Ah, tá bom. – Anita consentiu soltando um suspiro devagar. – Mais não pronta hein, ou quem mata você sou eu. – Anita avisou, estendendo a mão a ele.
— Ah muito obrigada. – Disse ele segurando a mão dela e se aproximando, lhe dando um beijo no rosto, como agradecimento.
— E vai com calma, não aperta essa mão na minha cintura, que eu não dei liberdade. – Retrucou Anita, enquanto o garoto estendia sua mão por sua cintura, com os dois trocando alguns passes desajeitados.
— Desculpa, foi sem querer. – Rui ele da cara de brava dela.
— Marcelo e a Anita, realmente viraram amigos de infância, não é. – Meg comentava com Ben, enquanto observava o “casal” de longe, enquanto dançavam e conversavam com sorrisos animados.
— Tá com ciúme é. – Ben respondeu, enquanto ainda dançava com a loira, querendo provoca-la.
— Eu não. – Garantiu ele, mexendo os ombros. – Não seria você, que tinha que sentir ciúmes, afinal teu melhor amigo, e a garota com quem você no mínimo tem uma relação duvidosa. – Retrucou devolvendo.
— Você e a Anita realmente, viraram uma boa dupla, não é, e contra mim. — Riu ele com desdém.
— E você quer que eu fique com ciúmes de você e da Anita Ben. – Meg afirmou debochada.
— Não sei, mas pra quem já travaram uma guerra fria uma coma outra , vocês criaram um ótima irmandade, quando o assunto é me desestabilizar, que chega ate ser irônica, você vem e põe o Marcelo no meio, a outra vem e me diz que namora um cara que eu nunca vi mais gordo. – Alegou.
— Fala sério, vai Ben. – Meg sorriu debochada. – Eu e a Anita, a gente deve ter sido as únicas garotas legais que você ficou na vida. – Implicou.
— Nossa será que o estrago que vocês duas fizeram foi tão permanente assim, a esse ponto. — Ben alfinetou, Devolvendo. — Eu acho que no fundo vocês é que gostam do titulo. – Provocou.
— Hum quero ser madrinha do casório hein. – Provocou Anita para Marcelo.
— Quem sabe, eu não sou padrinho de outro casório primeiro. – Devolveu ele sorrindo malicioso.
— Hum eu não fui pedida em casamento não. – Anita fingiu falta de entendimento.
— Ah não, sério. – Ironizou.
— Não. – Afirmou. – O que o Ben andou te contando hein. – Anita sorriu.
— Ah tanta coisa menina. – Riu. – E eu acho que vocês ainda sobem no altar, é carma, não tem como fugir. – Sussurrou ele próximo ao ouvido dela.
— Deus que me livre. – Balançou ela a cabeça negativamente.
— Gente dá uma licencinha, fazer uma troca bastante significativa aqui. – Disse Marcelo de Ben e Meg a já puxando a loira para um canto.
— Tá vendo. – Ben falou a Anita, que se viu obrigada a dançar com o garoto, mesmo contra sua vontade.
— O que. – Perguntou ela um pouco incomodada.
— O destino sempre dá uma mão pra gente, mesmo contra tua vontade. – Afirmou ele, enquanto puxava o ar e sentia o perfume dela, que por sua vez ficou incomodada com a respiração dele tão próxima de si.
— É o destino é mesmo estúpido. – Disse ela não prolongando o assunto.
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Sofia e Sidney conversavam do lado de fora do casarão. – Eu tenho que admitir que senti saudades de você. – Afirmou à loira, sorrindo encabulada.
— E eu também tenho que admitir. – Respondeu Sidney com um sorriso iluminado de felicidade.
— Sidney, o que tá acontecendo com a gente. – Indagou Sofia sentindo-se confusa a respeito do sentimento dela em relação ao garoto.
— Eu não sei Sofia. – Confessou ele também. – Mais eu to adorando, e querendo descobrir mais sobre isso, essa sensação tão boa que tá unindo a gente. – Disse ele galanteador.
— É, pois é. – Sofia rebateu sorrindo, e os dois se encaram fixamente e se renderam a um beijo calmo e repleto de paixão.
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