Encontros, desencontros e novos encontros
53 Capítulo 53:
Notas iniciais
– Ai que dia. – Disse Meg enquanto colocava algumas coisas na bolsa. – Anita você não vai falar nada não. – Meg questionou ao perceber o jeito calado da garota.
– Vou, que eu to cheia de coisa pra fazer hoje, e que esqueci a metade, e dormir tão pouco, que a minha cabeça tá latejando de tanto sono. – Anita respondeu se vendo sem rumo.
– Você tá bem, quer conversar. – Meg quis argumentar.
– Meg se você vai perguntar se eu peguei o Ben, ai Meg. – Disse Anita saindo de cima da cama, e juntando alguns papéis e os ajeitando dentro de uma pasta. – Eu não sei mais, eu jogo a toalha, eu me perdi, eu estou me vendo com uns mil caminhos a minha frente. – Anita confessou, parando com os braços cruzados, encarando a loira que se viu boquiaberta.
– Nossa. – Disse Meg confusa. – Eu, não sei nem o que te dizer. – Afirmou ela em total espanto.
– Não diz nada, mesmo né, meu deus do céu isso tudo vai cair que nem uma bomba aqui em casa. – Anita já previu, com uma série de coisas passando em sua cabeça.
– É fato. – Meg concordou. – Teu celular, tá tocando. – Disse ela para Anita que parecia não se importar.
– É o Gustavo, tá na cara ele tá me ligando desde ontem. – Falou Anita deduzindo, indo até a mesa de cabeceira apanhar o celular.
– Atende logo, fala com ele, o coitado deve estar aflito. – Aconselhou Meg.
– Eu sei, mais a questão é que eu não tenho coragem, Meg eu não sei como que eu vou encarar o Gustavo depois dessa, na verdade mesmo que eu não fique com o Ben, a minha relação com ele se foi. – Anita disse atormentada. – Eu trai ele, a não ser que eu seja cínica a ponto de não falar nada, falando pra ele tudo que houve aqui, ele vai terminar tudo, que cara que vai se sujeitar a isso, você tem consciência do que eu fiz Meg, logo eu que sempre cobrei honestidade das pessoas. – Proferiu ela, totalmente desapontada.
– É ai Anita, para não coloca as coisas nestes termos, aconteceu, você não planejou. – Meg tentou tira-la de seus pensamentos.
– Mais eu fiz, eu não posso, simplesmente ignorar o que aconteceu. – Anita afirmou. – Eu tenho uma reunião de trabalho, mas assim que eu sair de lá, eu volto pra ajudar, eu quero que a mamãe encontre tudo já em ordem. – Completou ela, pegando a bolsa, desligando o celular, e jogando dentro da bolsa de qualquer jeito.
– Pode ir tranquila, eu cuido de tudo aqui, prometo. – Garantiu Meg.
– Valeu, bom dia pra você. — Desejou ela saindo.
– Oi bom dia, to entrando hein. – Disse Sidney indo até o casarão e encontrando a porta entreaberta.
– Oi, tudo bem. – Anita pronunciou ao dar de cara com ele, depois de descer as escadas.
– E aí como você esta. – Respondeu ele cumprimentando a garota com um sorriso.
– To bem, to ótima e você. – Falou Anita, feliz por vê-lo.
– Tá tudo certo também. – Sidney respondeu com simpatia.
– Bom se vai me desculpa, mais eu tava de saída mesmo, já estou até meia atrasada, mais fica a vontade, o resto do pessoal tá lá em cima, bom você conhece como é aqui em casa. – Anita falou, sentida por não poder ficar mais.
– Ah tudo bem, pode ir. – Sidney entendeu. – Eu vim pra ajudar, a Sofia ela acabou me pedindo. – Justificou ele.
– Então a gente se vê depois, tchau. – Anita se despediu do garoto, deixando o casarão logo depois, Sidney ficou observando o casarão em volta, como se buscasse alguma semelhança passada no local.
– Oi bom dia. – Meg disse quando o viu.
– Bom dia, tudo bem. – Falou ele, sorridente.
– Se tá procurando alguém. – Perguntou Meg, com certa curiosidade.
– Não é que eu vim ajudar, na arrumação da casa, mais será que eu cheguei meio cedo. – Explicou o garoto.
– Não, não, na verdade tá tudo meio bagunçado ainda. – Meg afirmou.
– E fui eu que convidei Meg, e realmente a gente tá perdendo tempo. – Sofia se pronunciou, ao escutar parte da conversa dos dois. – Tudo bem Sidney. – Disse a loira, indo em direção dele.
– Tudo, tudo sim. – Respondeu o garoto.
– Bom vocês fiquem a vontade. – Meg achou melhor se retirar.
– Claro e a gente vai. – Sofia falou, sorrindo, tentando manter a calma, mas sentindo certa insegurança nos olhares alegres de Sidney e Meg. – Vem cá, eu quero te mostrar uns desenhos que eu fiz. – Sofia disse puxando o garoto pela mão até perto do sofá.
– Sofia querendo compartilhar seu trabalho com alguém, é deve ser incrível mesmo. – Brincou ele, encarando ela com um sorriso.
– Hum, e são mesmos. – Sofia falou, não se intimidando.
– É impressão minha ou ela ficou com ciúmes de ti. – Marcelo cochichou no ouvido de Meg, que tomava um copo de suco na cozinha.
– O que. – Meg se viu confusa, soltando a jarra em cima da mesa.
– A Sofia, ela não gostou nem um pouco do que viu. – Marcelo justificou, pois acabou presenciando a cena por completa.
– Não sei, mais ela não tem por que. – Meg afirmou, não entendendo onde ele queria chegar.
– Vocês já namoraram. – O garoto não resistiu em satisfazer sua curiosidade.
– Ai Marcelo, como você é curioso. – Meg resmungou, não querendo responder. – Sim, há muito tempo, quando eu morei no Brasil, Sidney e eu namoramos, o resto você sabe. –Meg acabou confirmando.
– Ah bom. – Ele se viu um pouco frustrado. – Mais eu ainda tenho chance ou não. – Perguntou ele descarado, sorrindo para ela.
– Você eu não sei, mais com o Sidney, eu é que nunca tive, não de verdade. – Meg fugiu da resposta desta vez.
– Meg, brincadeiras a parte ontem eu, eu é, o que aconteceu, eu não. – Balbuciou ele, com dificuldades de encontrar as palavras. – Eu não queria, que você pensasse que eu estava de brincadeira com você, eu tava falando sério, muito sério. – Afirmou Marcelo.
– Ai meu deus, eu arrumei uma encrenca, né. – Meg disse, sem graça.
– Bom se você tá se referindo ao fato, de que eu não vou desistir de você, sim você esta encrencada. – Ele confessou.
– Eu vou ajudar, o Pedro e a Giovana lá no quintal tá, depois a gente conversa. – Meg achou melhor sair pela tangente, deixando Marcelo apenas com um sorriso bobo no rosto.
– Você não cansa não. – Ben alfinetou vindo até ele.
– Canso, do mesmo jeito que você cansa em correr atrás da Anita. – Cochichou o garoto, implicando. – Será que eu vou voltar pro Estados Unidos, com essa mulher como um fantasma na minha vida velho, assim quase paixão platônica. – Marcelo falou decepcionado.
– Hahahaha, e se bobear eu vou te fazer companhia nisso aí. – Ben debochou do amigo. – A quantidade de tocos que eu tomei da Anita não deve ser maior dos que você tomou da Meg, pode ter certeza. – Ben afirmou, preocupado com o rumo das coisas.
– Ah é, sei não viu, ela é linha dura. – Marcelo falou em dúvida.
– Ah só pra deixar claro os meus, vem com uma lembrancinha do passado junto, sacou. – Ben riu.
– Pelo menos vocês já namoraram no passado, e eu que mal fiquei com a Meg a fui ignorado. – Retrucou ele.
– Espera ficou, ficou com ela, caramba tu não perde tempo mesmo. – Ben sorriu irônico.
– Nem eu, e nem você, o esperto, ou você acha que eu não saquei aquela tua cara de cachorro acuando pra lua ontem, tá na cara que você e a Anita andaram se engalfinhando de novo. – Marcelo disparou.
– E cala a boca você, espalha pra casa inteira, meus irmãos não precisam ficar sabendo né. – Ben o reaprendeu pelo teu de voz elevado.
– Tá bom, foi mal, mais você também não se emenda hein. – Marcelo resmungou, deixando uma risada escapar.
– Aquele ali é o Sidney. – Ben disse ao olhar para a sala e avistar o garoto conversando com Sofia, sentados ao sofá.
– Bom foi esse o nome que a Meg deu pra ele. – Marcelo falou sem entender.
– O Sidney era aquele meu amigo de infância que eu te falei. – Ben se justificou.
– Ah aquele que você chifrou, quando se. – Ele se calou, pelo olhar repressor de Ben. – Aquela confusão, que você armou ficando com a Sofia, ele gostava dela, aliás, pelo jeito ainda gosta. – Marcelo se explicou melhor. – Vou te dizer uma coisa, teu passado te condena, se Anita for querer zerar as contas de vocês, tu tá ferrado hein. – Afirmou ele.
– Ai meu deus, o que eu faço da minha vida, me atiro de uma ponte. – Proferiu Ben, vendo que o amigo tinha razão.
– E aí, você gostou. – Sofia perguntou a Sidney apreensiva.
– Gostei muito, são lindos. – Disse ele, visualizando os desenhos da menina.
– Ai obrigada, eu achei que você iria achar um pouco demais. – Sofia falou mais aliviada.
– Sofia dizendo que a minha opinião é importante, vive pra ver isso mesmo. – Ironizou ele.
– Ai chato, tua empresa que vai produzir não é, por isso. – Se defendeu ela.
– Claro. – Falou Sidney sorrindo.
– Obrigada, pela força. – Sofia deu um abraço no garoto.
– Imagina. – Respondeu ele, retribuindo o abraço.
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