Notas iniciais
Sofidney!!

Sofia terminava de arrumar as compras que ela e Giovana trouxeram do supermercado, todos tinham ido para seus afazeres e a loira estava sozinha.

– Ai nossa, que peso, minha unha quase foi. – Sofia resmungou para si mesma, quando assustou-se com o peso de uma pacote de farinha.

– Ai por isso, que eu vou trabalhar muito pra não precisar fazer supermercado, eu vou ter alguém pra fazer. – Afirmava a loira, virada para o armário, terminando de arrumar as últimas coisas, Sidney entrou devagar pela porta, e a avistou na cozinha, caminhou devagar e ficou observando a garota com os braços cruzados parado em frente a mesa de jantar.

– Ai Sidney, nossa, nem vi você entrar. – Falou Sofia, com um sorriso surpreso quando virou-se e se deparou com o garoto ali.

– Foi mal, eu não queria invadir, assim, é que eu entrei tava um silêncio, achei até que não tinha ninguém. – Justificou ele, sorrindo também.

– É coisa rara nessa casa, silêncio, mais de manhã todo mundo sai mesmo. – Afirmou ela, caminhando até ele.

– Claro, mais eu vim aqui pra saber da tua mãe, o Hernandez falou que ela esta no hospital. – Disse ele, perguntando por Vera.

– É nem me fala, que susto eu levei, quando soube, mais parece que apesar de tudo ela tá bem. – Sofia respondeu, mais aliviada.

– Ah que bom, mais também a Vera é forte, vai dar tudo certo. – Sidney afirmou contente pela noticia.

– Ai tomara, eu já dei problemas de mais pra minha mãe, não gosto de ver ela doente. – Disse a loira sentando-se ao sofá.

– Sofia, na boa, você não acha que esta mexendo muito no passado não. – Afirmou o garoto, indo sentar ao lado dela.

– Sei lá, ficar nessa casa aqui realmente mexe demais comigo, quando eu decidi morar com meu pai, quando ele disse que iria mudar-se pra São Paulo, não foi pra castigar ninguém, mas sim pra eu poder recomeçar sem nada me perturbando. – Desabafou ela, aflita.

– Ai Sofia, eu acho que você tá se prendendo a algo que hoje não tem importância, pra que isso. – Afirmou Sidney, querendo tirar as ideias da cabeça dela.

– Será Sidney, não é, que, o jeito que o Ben e a Anita se tratam me diz. – Sofia soltou.

– Mais isso também não é problema teu, também é deles que não se resolvem, que não superam. – Ele explicou.

– Eu não sei. – Disse a loira, com o olhar perdido, abaixando rosto.

– Não fica assim, todo mundo tem seus medos, mas também você não precisa se sentir responsável por tudo no mundo. – Aconselhou ele, levando a mão no rosto dele e erguendo.

– Obrigada pela ajuda. – Agradeceu ela, esboçando um sorriso tímido.

– Não tem de que. – Falou ele sorridente. – Estamos aí, e eu sempre me preocupei com você apesar de tudo, e eu sei que eu também já muito errado com você. – Afirmou ele, meio decepcionado consigo mesmo.

– Mais eu não quero falar disso, já chega, odeio melancolia demais. – Sofia respondeu rindo, o olhando fixamente.

– Ok. – Concordou ele.

– Você tem sido um bom amigo, sabia Sidney. – Afirmou a garota, aproximando-se dele.

– Só amigo, bom pelo menos eu fiz alguns avanços. – Riu ele, meio acanhado.

– Acho que mais que isso. – Sofia respondeu, levando a mão na nuca dele e o puxando para um beijo, bastante empolgado.

– Onde isso tudo vai nos levar hein. – Questionou Sidney, saindo do beijo.

– Eu não sei, acho que nunca gostei de me preocupar muito com isso. – Disse ela, sorrindo alegre.

– Eu já esperava que você fosse me dizer isso. – Sidney retrucou rindo, e os trocaram alguns sorrisos, até que Pedro entrou pela porta apressado.

– Ah oi Pedro. – Sofia se afastou um pouco do garoto, quando viu o irmão caçula.

– Atrapalhei alguma coisa. – Perguntou ele, sentindo um clima estranho no ar.

– Não, imagina, Sidney e eu estávamos só conversando. – Sofia afirmou, olhando para Sidney com uma cara como se quisesse que ele confirmasse.

– É isso mesmo, eu vim saber como tava a Vera, soube que ele tinha passado mal, só isso. – Também afirmou Sidney.

– Claro, mais eu to com fome. – Falou o garoto, a loira.

– Ai tá bom, meu esfomeado predileto, eu vou ver se ficou alguma coisa de ontem, ou se não faço uma massa pra gente. – Disse Sofia levantando e indo abraça-lo, arrancando alguns sorrisos de Sidney, pelo carinho dela com o irmão.

– Tá bom, pode ser. – Pedro concordou rindo.