Encontros E Desencontros
11 Uma advogada na família
Notas iniciais
No dia seguinte, fui com Natalie para um SPA que, segundo ela, era D.I.V.I.N.O. Sim, desse jeito mesmo que eu falei. Ela fez questão de soletrar a palavra para mim umas cinco vezes dar mais ênfase. Eu simplesmente não via graça nisso. Mas eu não ia falar na frente dela, porque ela parecia realmente feliz por estar indo comigo lá. Viver numa casa com dois homens deve ser um tanto quanto monótono para o furacão purpurinado Natalie. Ninguém para fazer compras com ela, ninguém para comentar sobre o quanto Ian Sommerhalder é lindo e nem para ficar até tarde da noite vendo revistas de moda com ela. Estávamos no carro e ela estava falando sem parar como era chato não ter ninguém para fazer essas coisas femininas com ela. Desculpa Nat, mas acho que você escolheu a pessoa errada para isso.
— O Ian até vai às compras comigo, mas ele só quer ficar enfurnado naquela loja Armani ou vendo as novidades da Ralph Lauren. Eu preciso de alguém para ir à Prada comigo! Minha mãe até que ia comigo, mas depois ela foi presa, então... Veja o estado deplorável em que me encontro.
— Eu sinto muito Nat. – falei e ela deu um sorriso.
— Mas chega de falar de coisas tristes, vamos falar de coisas sérias agora. – ela fechou a cara e me encarou – O que tem entre você e o meu irmão? – Não me aguentei e comecei a rir da cara que ela fez.
— É sério, para de rir – ela ralhou, mas também estava rindo.
— Eu... Eu não sei Natalie.
— Qual é, é claro que você sabe! Vamos, eu quero detalhes. E ai de vocês se não me chamarem para ser a madrinha do casamento. – Vi que ela olhava minimamente para dentro da bolsa e desconfiei. Será que... Não, não pode ser... Ele não faria uma coisa dessas. Ou faria? Peguei a bolsa dela, apesar de seus protestos e vi que o celular dela estava ligado, e o Ian estava escutando tudo do outro lado da linha.
— Ianísio Kabra, eu sei que você está escutando. Mandar a própria irmã tirar informações de mim? Nossa – fez-se um silêncio no outro lado da linha, mas eu podia ouvir o barulho da sua respiração fracamente. – Não adianta fingir que não está aí, eu estou escutando a sua respiração.
-Droga Natalie, eu disse para ser discreta. E meu nome não é Ianísio.
-Mas eu fui! IANÍSIO HAHAHAHAHAHAHA ADOREI AMY!– eu agora ria da discussão dos dois.
— Meu. Nome. É. Ian. Você provavelmente ficou olhando de segundo em segundo em direção á bolsa. Não foi Amy?
- Ei, não me mete no meio. – falei ainda rindo.
— Se está achando ruim, pergunta você mesmo, querido irmão. Ou melhor, Ianísio. – ela caiu na risada de novo e Ian bufou do outro lado da linha.
— Eu ainda tenho aquele vídeo seu que você fala enquanto dorme Natalie.Eu acho que a Amy adoraria saber o que você tanto falava enquanto dormia para contar para o...
- Fale mais uma palavra e a Amy será viúva antes mesmo de vocês se casarem Ian. – ouvi a risada maléfica do Ian e vi a Natalie bufar de raiva.
— Ei, alguém me explica o que está acontecendo? O que eu ia contar para quem?
— Nada Amy, nada. É só que o Ian é um idiota que não tem coragem de perguntar as coisas ele mesmo e fica descontando em mim.
— Com quem será com quem será com quem será que a Natalie via casar? Vai depender, Vai depender, Vai depender se o...
- IAN! – a Natalie gritou, não me deixando escutar o nome no final da música. Ian riu maleficamente de novo e eu revirei os olhos.
— Deixa a menina ser feliz Ian.
— Tudo bem, tudo bem, já parei. Onde vocês estão agora?
— Numa rua aqui que tem um monte de lojas.
-Legal, ajudou muito. Tem tipo umas trocentas ruas assim.
— Olha que eu desligo na sua cara, ouviu? – eu falei e ele riu.
— Eu hm.. estou com saudades.
- Eu... eu também. – falei corando e Natalie riu da minha cara. Virei para janela e prestei atenção no que Ian dizia.
— Eu tenho uma surpresa para você.
- O que é? – meu lado curioso falou mais alto agora.
— É uma surpresa Amy, se eu contar não vai ser mais tão surpresa assim.
— Eu prometo que faço uma cara totalmente surpresa na hora. – ele riu e eu o acompanhei.
— Não mesmo. Quando chegar aqui você vê.
— Você é tão chato. – vi que o carro tinha parado então supus que tínhamos chegado. – Eu tenho que desligar, chegamos.
— Então tchau, nos vemos depois.
— Tchau Ian. – desliguei o telefone e saí do carro, entregando-o a Natalie.
— E depois diz que não tem nada né? – ela falou com uma risadinha.
— Eu não disse que não tinha nada. – falei corando. Droga para de corar sua idiota.
— Então você confirma que tem alguma coisa? – sério, a Natalie daria para ser advogada. De acusação. Como ela consegue pegar as coisas que a gente fala e transformar em uma coisa totalmente diferente?
— Ei, eu não falei isso! — ela empurrou a porta e entrou com um sorriso convencido no rosto.
— Mas insinuou minha querida prima e mais nova cunhada.
— Você está distorcendo o que eu disse. O que eu o Ian temos, se é que temos alguma coisa, é muito complicado. Nem eu mesma entendo.
— Não sei por que o meu irmão complica tanto as coisas. – ela falou um pouco alto, como se ele de alguma forma pudesse ouvir.
— Não acredito que ele está ouvindo de novo. – Nat riu da cara que eu fiz – Um pouquinho de privacidade seria bom, Ianísio.
— Tá ouvindo? Sua namorada quer privacidade Ianísio – ela soltou uma gargalhada e retirou uma escuta que estava no seu broche. Jogou no lixo e continuou – Pronto, agora ele não vai mais incomodar. Vamos?
Entramos e mais adiante tinha uma mulher no balcão da recepção que digitava furiosamente no computador. Natalie deu um sorriso e ela correspondeu.
— Natalie, que bom ver a senhorita aqui.
— Eu também estou muito feliz de estar aqui Brianna. Essa é Amy, a namorada do meu irmão.
— Eu não sou a namorada dele, Natalie. – falei corada.
— Que seja, que seja. Ela tá de rolo com ele. – Brianna abriu a boca num O perfeito.
— Aquele que veio te trazer aqui no outro dia? – Natalie assentiu e ela continuou — Nossa tá podendo ein garota? – Droga, eu tinha que arrumar um jeito de parar de corar assim tão facilmente. Ela nos deu um cartão magnético para entrarmos nas salas e fomos trocar de roupa. Pela quantidade de salas que tinha ali, ia ser um dia muuuito longo.
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