Notas iniciais
Ooooi meus amores, demorei muito para postar dessa vez não foi? Estava numa crise séria sem criatividade para continuar a história :( Mas aqui estou eu, linda&loira novamente -q ( quem vê até pensa KKK) Boas vindas para os leitores novos e espero que gostem :)

Eu coloquei uma roupa bem básica, afinal só ia conhecer a cidade, não ia para uma festa. Uma blusa de manga comprida, com uns detalhes de renda, de botões; uma calça jeans e um casaco pesado, já que fazia um pouco de frio. Coloquei um tênis quentinho também prendi meu cabelo em um rabo de cavalo. Passei um gloss e um rímel e saí do quarto, procurando por qualquer sinal da dupla dinâmica.

Andei um pouco, em frente, para ver se encontrava o quarto de Natalie. Passei por inúmeras portas que pareciam não ter fim. No final do corredor, uma bifurcação. Resolvi ir pela direita, passando por mais algumas portas. Virei á esquerda em outra bifurcação e nada. Eu sabia que se continuasse assim era capaz de eu me perder dentro daquela casa. Resolvi dar meia volta, e voltar pelo mesmo caminho, mas eles eram todos iguais. A Mansão Kabra era um perfeito labirinto. Andei por uns cinco minutos mais até que finalmente topei nos dois.

— Até que enfim, pensei que nunca ia achar o caminho de volta.

— Você estava demorando, então resolvemos te procurar. Eu disse que ela ia se perder antes de chegar na sala. Pode ir passando. – Natalie falou e o Ian passou um maço de notas para ela, de cara amarrada. Pois é, eu perdida e eles apostando na minha capacidade de achar uma bendita sala, Kabras nunca mudam. Eu apenas os encarei, balançando a minha cabeça negativamente.

— O que? – Ian falou como se isso fosse simplesmente normal. Eu apenas bufei e saí andando, virando á direita no corredor. – Hum, a saída é por ali. – ele falou apontando para o lado contrário, se controlando para não rir. Idiota.

— Que seja. – falei andando na outra direção , com eles nos meus calcanhares. Suspirei de alívio quando avistei a escada. Saímos da mansão e entramos numa limusine que nos aguardava. Sentei ao lado de Natalie, enquanto Ian se dirigiu á um banco á nossa frente.

Ele vestia um casaco pesado também, azul-marinho. Uma calça jeans escura, perfeitamente ajustada ao seu tamanho e mocassins marrons. Simples, mas ao mesmo tempo elegante. Ao contrário da sua irmã, que vestia um vestido rosa claro, um casaco de pele, meia calça grossa e uma sapatilha prateada. Acho que até maltrapilhos aqueles dois chamariam atenção. O motorista abaixou o vidro que separava as duas partes e se dirigiu a nós.

— Para onde, senhor Kabra?

— Para o Big Ben, primeiramente.

Nós fomos para vários lugares, depois do Big Ben. Para a sede do Parlamento, o Admiralty Arch, O Palácio de Buckingham, o Mosteiro de Westminster Abbey , o Museu imperial da Guerra, O St. James Park e o Green Park; a Natalie vibrou quando passamos na Harrods, Picadilly,Regent Street e Oxford Street. Á noite, a cidade ficava toda iluminada, ainda mais bonita do que de dia. Fomos á Tower Bridge , Soho e andamos num daqueles grandes ônibus vermelhos, por insistência minha. Uma cidade maravilhosa, apesar do frio de congelar que estava fazendo. Paramos para comer alguma coisa em um restaurante e fomos para a limusine de novo.

— Acho que essa comida não está me fazendo muito bem. – Natalie falou assim que paramos na frente da London Eye. O irmão apenas a olhou como se não acreditasse no que ela estava dizendo. Nem com a própria irmã ele se preocupa, nossa.

— Acho melhor voltarmos, já está ficando tarde.

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Ian narrando

— Acho que essa comida não está me fazendo muito bem. – ouvi a Natalie falar e me virei para ela descrente. Aquele era o restaurante preferido dela, ia toda semana e nunca tinha passado mal com a comida de lá. A Amy me olhou como se eu estivesse matando a minha própria irmã e depois falou, ainda espantada.

— Acho melhor voltarmos, já está ficando tarde.

— Não, o Charlie me leva de volta e depois vem buscar vocês. Londres é linda vista lá de cima, não quero que a Amy perca isso. – ela piscou discretamente para mim e eu entendi. Ela não estava passando mal coisa nenhuma. Aquela coisinha estava só fingindo.

— Tem certeza que vai ficar bem, Natalie? – Amy falou preocupada ainda. Minha irmã não prestava mesmo. Segurei uma risada e Natalie me olhou, censurando-me.

— Claro, não se preocupe. – ela praticamente empurrou a garota para fora do carro e eu saí logo depois. – Divirtam-se, mas não tanto ok? Estou muito nova para ser tia. – ela fechou a janela rapidamente e a limusine saiu, sem dar chance de replicarmos.

Olhei para a Amy que estava vermelha, olhando para o chão. Murmurei para ela me acompanhar e nós fomos para perto da grande roda gigante. Era um dos meu lugares favoritos aqui.

— Isso é seguro mesmo? – ela hesitou na porta da cabine.

— Claro que não é, só quero te levar para te jogar lá de cima. – falei ironicamente, rolando os olhos.

— Bem, não seria a primeira vez não é? – ela rebateu e entrou, meio insegura.

— Touché. – andei para perto da vidraça, para observar a paisagem de Londres à noite. Ela apenas ficou parada, no mesmo lugar, junto á porta de entrada.

— Você não vai ver nada daí. – falei me virando para encará-la.

— Prefiro ficar aqui e viva, obrigada. – ela olhava nervosamente para os lados, onde a vidraçaria mostrava que nós subíamos cada vez mais alto.

— Foi só uma brincadeira, você deveria ter mais senso de humor. — me virei de novo para observar a paisagem e o silêncio reinou naquela cabine. Era insuportável.

Vi pelo vidro ela dar um passo mais para perto da vidraça e ficar na ponta dos pés para ver a cidade lá embaixo. Ri um pouquinho e ela olhou na direção do vidro e me flagrou a observando.

— Do que você está rindo? – ela cruzou os braços e me encarou com uma cara que deveria intimidar, mas só a deixava mais adorável ainda.

— Nada, nada. – falei rindo um pouco, levantando minhas mãos para mostrar que não era culpado.

— É bom mesmo – era para soar como uma ameaça, mas de novo, teve o efeito contrário.

— Você tem consciência que é tão intimidadora quanto um filhote de pinguim? – eu olhei para ela e ela me mostrou o dedo do meio. Eu apenas ri ela olhou para o outro lado. E pronto aquele silêncio constrangedor estava de volta.

— Ok, esse silêncio está ficando insuportável. O que eu fiz agora?

— Quer em ordem cronológica ou alfabética? — ela falou me olhando incisivamente.

— São tantos erros assim? Uau, nem tinha percebido — ela rolou os olhos e eu continuei – Comece pelo pior.

Notas finais
o que acharam ? :D
Kisses ;*;*