Encontros E Desencontros

10 Abraços, carinhos e frescurinhas


Notas iniciais
Ooooi gente, capítulozinho aqui para vocês :D Espero que gostem XX

[FLASBACK ON]

Eu não poderia estar mais feliz. Até tinha me beliscado algumas vezes, (pelas costas do Ian, claro; senão ele iria ficar se achando até o próximo século) para ver se eu estava em alguns dos meus sonhos loucos. O que foi? Eu estava com raiva dele, mas isso não me impedia de ter esses sonhos. Eles eram quase tão naturais quanto respirar.

Mas eu não era única assim. Dava para ver no sorriso bobo do Ian que ele também estava imensamente feliz. Quem diria né? Ian Kabra com um sorriso bobo no rosto. Não, eu preciso tirar uma foto disso. Peguei meu celular e tirei uma foto dele, fingindo que eu estava tentando achar sinal. Mas o click da câmera me delatou. Ele me olhou com a sobrancelha erguida, pedindo por uma explicação. Eu apenas ri e salvei a foto o mais rápido possível.

— Eu precisava de uma foto desse sorriso bobo seu aí, é uma raridade. – falei e ri de novo.

— Amy linda do meu coração, amor da minha vida, apague essa foto agora. – ele falou calmamente e eu apenas ri ainda mais.

— Nananinanão. Me obrigue. – olhei para ele o desafiando enquanto um sorriso se abria no seu rosto.

— Você está me desafiando? – ele começou a se aproximar com passos lentos e eu notei que as portas finalmente se abriam.

Eu corri para fora, rindo, sem dar chance para ele me alcançar. Ele nunca ia apagar aquela foto do meu celular. Esbarrando nas pessoas, corri o máximo que eu pude. Mas eu não conhecia Londres, então não conseguia achar de jeito nenhum o lugar onde a limusine tinha nos deixado. Olhei para trás, mas não vi ele me seguindo. Droga, agora eu estava perdida num país estranho e sem a única pessoa que poderia me levar para casa. Parei de correr e coloquei as mãos na cabeça, nervosa. O que eu tinha feito?

Até que eu sinto algo apontado para a minha cintura. F-u-d-e-u. Vou ser assaltada, estuprada e morta aqui. Cadê aquele Kabra imprestável quando eu preciso dele? Engoli em seco e um arrepio percorreu a minha espinha quando a pessoa aproximou-se de mim e sussurrou no meu ouvido.

— Passa o telefone – o homem tinha um sotaque muito forte, mas eu conhecia aquela voz. Droga Ian, onde você se meteu? O vento começou a soprar contra mim e um cheiro me abateu. Um perfume para ser mais exata. E eu só conhecia uma pessoa que usava aquele perfume. Me virei e dei de cara com um Ian risonho, que se controlava para não rir da minha cara.

— Seu idiota! Eu quase morri de medo! – falei estapeando o braço dele. Legal, não parecia fazer nem cosquinhas no garoto. Ele apenas ria.

— Você deveria ter visto a sua cara. – ele riu abertamente e eu chutei a sua canela. Era a única maneira que eu sabia que ele sentiria dor. – Aai, eu tava só brincando.

— Isso não é coisa que se faça. – cruzei os braços e virei o rosto.

— Ah não, não vai ficar com raiva de mim de novo não. Me desculpa, me desculpa, me desculpa, me desculpa – ele falou me pegando pela cintura e me levantando, para que ele pudesse esconder o rosto na curva do meu pescoço, causando uma sensação conhecida quando a sua respiração batia na minha pele.

— Para, para, para, isso faz cosquinhas!- falei me contorcendo e rindo.

— O que? Isso? – ele passou o nariz pelo meu pescoço, rapidamente, de um lado para o outro e eu ri novamente.

— Eu te desculpo se parar de fazer isso – falei ainda rindo e ele me colocou no chão. Eu e as minhas cosquinhas no pescoço. Ridículo.

Andamos de mãos dadas até o carro que já nos esperava. O motorista nos olhou pelo retrovisor, mas não comentou nada. Entramos na mansão que estava com as luzes apagadas. Parece que todos já estavam dormindo. Tentamos não fazer muito barulho, mas o primeiro passo que eu dou, tropeço em algo. Como ainda estava de mãos dadas com Ian, ele caiu também. Nós começamos a rir e me dá um beijinho rápido. Mas uma voz no topo da escada me faz congelar.

— Que bom que chegaram – O Sr. Kabra falou com a sua voz firme. Corei até ficar da cor dos meus cabelos ao perceber o que o pai do Ian estava pensando ao ver-nos nessa posição. Ian estava em cima de mim, com os braços sustentando todo o peso do corpo. Empurrei o peito dele e ele rolou para o lado. Me levantei rapidamente e limpei a minha roupa.

— N-nós caímos. – falei nervosamente e ele ergueu uma sobrancelha. Pude ouvir Ian rindo ao meu lado, e dei uma cotovelada na costela dele.

— Ok então. Tentem não quebrar nada. – ele andou para o corredor da direita não parecendo ter acreditado nada do que tinha ouvido. Assim que ele saiu do nosso campo de visão, Ian começou a rir mais ainda. Engraçado como ele tinha rido mais nessa noite do que em todos os anos que eu conheço ele.

— Eu não acredito – eu falei ainda corada e ele riu ainda mais. – Para de rir! Eu nunca mais vou conseguir olhar para a cara dele.

— Você fica tão linda corada. – ele apertou as minhas bochechas, fazendo eu corar ainda mais, se é que isso é possível.

— Para – falei e ele riu. Bocejei e continuei — que horas são?

— Duas e catorze. – ele olhou no relógio rapidamente e respondeu.

— Nossa, o tempo passou voando.

— Eu sei que a minha companhia é maravilhosa e você nem viu o tempo passar por causa disso. – ele falou passando a mão no cabelo e sorrindo.

— Convencido — bati no braço dele e ele me puxou para a escada, para irmos para o andar de cima.

Ele fez questão de me levar até a porta do quarto e me deu um abraço forte. Quando me soltou, colocou uma mecha atrás da minha orelha e me beijou. Eu senti o mundo rodar ao meu redor outra vez e lamentei a hora que o ar fez-se necessário. Necessidades sem importância nenhuma agora para mim.

— Boa noite . – ele deu um sorriso e eu sorri involuntariamente.

— Quase bom dia né? – falei ele deu uma risada. – Durma bem.

— Tem certeza que não me cabe aí dentro não?

— Não, não cabe. Vai logo, senão eu vou acabar mudando de ideia.

— Não seria uma coisa ruim, seria? – dei um soco fraco no ombro dele e dei um último selinho.

— Boa noite Ian. – vi ele entrar em seu quarto e fechei a porta do meu. Fiquei uns segundos encostada na porta, para assimilar tudo aquilo que tinha acontecido. Eu tinha beijado o Ian Kabra. Senti meu rosto corar na hora e um sorriso brotou nos meus lábios. Tomei um banho e me joguei na cama, pegando no sono rapidamente, de tão cansada.