Encontros E Desencontros - 2 Temporada
61 Capítulo 61 - Não é como eu pensei que fosse
Notas iniciais
a fic já estava na reta final, então vou postar o restante, por isso espero q gostem e que valha a pena cd um deles...
boa leitura...
_De novo Nayumi?
_O que eu posso fazer meu amor?
_Que tal dizer de uma vez que não quer mais se casar comigo? –disse Aiko irritado.
_Não é nada disso Aiko, é só que...
_Não vem com mais desculpas, não agüento mais isso, se soubesse que seria assim preferia você longe da policia.
_Não acredito que disse isso, como pode?
_Estou de saco cheio Nayumi, deveríamos nos casar junto com Jum e Paul, mas você pediu pra adiar, tinha saído o resultado da prova pra delegada, depois adiou porque estava tomando posse, agora de novo, porque? Porque está ajeitando sua mesa?
_Eu preciso me firmar no departamento, Aiko, como vou pegar licença logo de cara pra lua de mel? Você sempre disse que me apoiava, agora age assim?
_Assim como? Ofendido? Bom, eu estou me sentindo assim!
_É só a porcaria de um casamento, que diferença faz quando ele acontecer?
_Você é inacreditável. –ele disse amargo.
_Olha quer saber, estou farta de discutir com você. Não há meio de fazer você entender o que eu te digo, então vai embora daqui.
_Nayumi, se eu sair por aquela porta agora, eu não vou mais voltar. –ele manteve o tom e o sentimento.
Ela o encarou boquiaberta, não sabia o que dizer, apenas se concentrou nos olhos embaçados de cólera.
_Pensa bem antes de repetir essa frase, se eu for embora, eu não vou voltar Nayumi, e estou falando muito sério.
_Esse é todo o amor que sente por mim?
_Te devolvo a pergunta, esse é todo o amor que sente por mim? Vai mesmo por nosso noivado de escanteio por um capricho da delegacia?
_Você não é a pessoa que eu pensei que fosse.
Ele engoliu a seco, então pegou a aliança dourada da mão direita e a retirou do dedo, colocando sobre a mesa do lado do sofá.
_Sinto muito Nayumi, mas você é que não me ama como eu pensei que fosse.
Ele deu as costas pra ela e saiu da casa dela, ela pegou a aliança dele onde já tinha o nome dela gravado e ficou olhando, sentindo os olhos arderem, e depois sentiu ódio, então pegou um vaso e o arremessou longe, o estilhaçando.
_Nayumi? O que foi? –disse Temari correndo até a filha e abraçando, pois está estava aos prantos.
A morena colocou a aliança na mão da mãe e continuou a chorar, então Temari a abraçou mais forte, e deixou ela chorar até que a dor diminuísse e ela conseguisse falar, mas isso não aconteceu antes de Paul chegar.
_O que está acontecendo? –ele indagou preocupado.
_Espera Paul. –disse Temari com a filha nos braços.
O garoto ficou olhando a cena, mas estava preocupado de mais, seu instinto protetor falava mais alto.
_Dá pra, por favor, me dizerem alguma coisa? –ele disse se sentando ao lado das duas.
_Eu não vou mais me casar Paul. –disse Nayumi ainda chorando e soluçando, pondo o anel de noivado nas mãos dele.
_Como assim? O Aiko está liuco, ele não pode fazer isso. –o loiro começava a perder a paciência e a falar mais alto.
Ao dizer aquilo Nayumi au mentou mais o choro.
_Nay, se acalma minha filha, conte pra gente o que aconteceu. –disse Temari com a voz terna, como poucas vezes os filhos viram, mas sempre que ela aparecia, lhes dava paz e tranqüilidade.
Nayumi enxugou o rsoto e fez esforço pra parar de chorar, mas os soluços ainda a atingiam.
_A culpa foi minha mãe, eu acabei com meu casamento.
_Você? Como assim? –Temari olhou de modo repreendedor pro filho.
_Eu disse que teria de adiar o casamento de novo.
_De novo?
Mais uma vez Temari o fuzilou.
_Desculpa. Mas maninha, porque, não dá pra entender.
_Eu preciso de tempo Paul, tempo pra me estabilizar como delegada, mas Aiko não entende isso, ele... –ela não conseguiu terminar a frase, segurar o choro estava deixando sua garganta amarga.
_Minha filha, não está certo fazê-lo esperar mais, ele está achando que você não quer se casar, não é justo também adiar mais esse casamento que parece ser tão importante pra ele.
_E é pra mim também mãe, mas eu não posso me casar agora e eu...
_Deixa de frescura Nayumki, você está é com medo de se casar e está enrolando meu amigo. –disse Paul firme.
_Você devia estar do meu lado.
_E eu estava, mas você está aginda como louca. Estou quase a três meses casado e você nem se quer escolheu seu vestido de noiva.
_Eu... Eu...
_Sinto muito minha filha, mas seu irmão tem um pouco de razão. Não vou dizer que é louca, mas está acontecendo alguma coisa, porque você ama aquele rapaz, sempre foi louca por ele, então porque esse medo e porque está fugindo de se casar?
_Porque eu não quero me casar. –ela não segurou as lágrimas que lhe vieram de novo.
_Por quê?
_Porque eu tenho medo, porque estou aflita, porque não sei se vou suportar viver com outra pessoa pro resto da minha vida, porque eu não sei se posso fazer ele continuar a me amar.
_Eu disse, ela está louca.
_Paul, cala a boca, vai falar com seu pai lá em cima vai, e nos deixe aqui.
_Mas...
_Anda.
Ele nunca teimava com aquele olhar sobre si.
Temari segurou as mãos da filha e a encarou seriamente.
_Porque essas dúvidas agora? Você me disse bque Aiko lhe fazia muito bem e que ele tinha curado seus medos.
_Eu não sei por que estou assim mãe, mas de repente entrei em pânico, e depois, estão todos enganados, eu não sou como a senhora, eu não sou tão forte.
_É você que está enganada, é a garota mais corajosa que eu já conheci, mais corajosa do que eu fui, porque está arriscando e chegando onde eu nunca fui, você é delegada e é respeitada, se formou como a melhor da sua turma como deve ser, e agora minha querida, você merece ter o amor de um homem, e do homem que te faz bem.
_Não sei o que fazer mãe, fiz Aiko me odiar, se visse como ele me olhou... Eu também não quero me casar porque não quero ter que me subjugar a usar o nome de um homem, não quero ser a esposa de alguém, eu quero ter uma identidade, quero que continuem olhando pra mim e me vendo e não temendo a aliança que tenho no dedo. Os homens na delegacia me respeitam muito mais porque sou noiva do que porque sou delegada.
_Mas desde quando o que os outros pensam importa?
_Desde que eu concordo com eles e não gosto disso.
_Porque não conversou com Aiko então, poderiam ter achado um jeito.
_Eu quis, mas fiquei pé atrás, sabe como a família Hyuuga é conservadora e depois fiquei animada com a idéia de me casar, poder dormir e acordar todos os dias ao lado de uma pessoa, não pensei direito na hora.
_Então fale agora.
_Ele não vai me escutar, é orgulhoso como uma porta.
_E você é mais teimosa que uma mula. –ela sorriu. –Ele merece isso Nay.
_Tem razão, mas eu tenho que por a cabeça no lugar primeiro, estou muito agitada pra ir até lá agora.
_É bom que ele também tem um tempo pra pensar.
Nayumi suspirou e Temari beijou o topo da cabeça dela e lhe afagou os cabelos.
_Imdependente do que acontecer, eu vou estar aqui pra você, está bem?
_Obrigada mãe.
Temari apenas sorriu em resposta.
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_Doutora, mais um ataque.
_Fala sério, não estou com cabeça pra isso hoje.
_Sinto muito senhora, mas aquele centro está um caos.
_Esse povo tá pedindo. –ela disse irritada.
_O que quer que eu faça?
_Prepare uma equipe, vamos averiguar o que se passa lá.
_Vamos? A senhora vai também?
_Algum problema? Não vou assistir meus homens morrendo nas ruas e esses ataques apenas da minha cadeira, precisamos achar algum jeito de fazer alguma coisa. –ela disse firme.
_Está bem, farei a melhor equipe.
_Obrigada.
O agente saiu e Nayumi caiu sentada na cadeira, tudo o que não precisava era de mais um ataque “terrorista” na sua área, contra seus agentes, ainda mais quando decidira ir falar com Aiko, mas não tinha escolhas, teria de por um fim aquilo e proteger os policiais, então iria pessoalmente cuidar disso.
Todos se arrumaram, se armaram e partiram pelas ruas, encontraram uma viatura alvejada, sem nenhum espaço sem marcas de balas, um policial morreu antes mesmo de poder sair da viatura, o outro morreu a pouca distancia do carro.
Nayumi sentiu o estomago embrulhar, era uma cena terivel, um dos dois mortos tinha sofrido um ferimento na cabeça e seus miolos estavam jogados de lado, era grotesco e nauseante, mas ela agüentou tudo até que os legistas fizessem todas as análises e seus homens recolhecem os cartuchos vazios e qualquer outra prova no perímetro.
Depois de uma hora, a notícia já estava nos jornais e algumas transmissões ocorriam pelo país sobre mais um atentado, e mostravam as investigações.
Aiko estava sentado em uma lanchonete com Paul e Bily conversando e a imagem na TV lhe chamou a atenção.
_Olhem só, é a Nay. –disse Bily naturalmente, ele ainda não sabia do rompimento.
_Pelo vsito ela sempre está muito ocupada. –disse Aiko um pouco amargo.
_Ixi, o que foi? Brigaram é? –indagou o ruivo.
_Longa história. –disse o Hyuuga evasivo.
_Mas deve ser sério, pra ela ir pras ruas pessoalmente... –comentou Paul.
Ninguém respondeu nada, e assim perceberam movimentações na televisão, com o repórter correndo.
_Pode aumentar, por favor? –pediu Paul ao dono do lugar.
O pedido foi atendido e a repórter dizia:
_Isso aqui está uma loucura, parece que decidiram agir no mesmo lugar, os policiais foram pegos despreparados, todo mundo está correndo por aqui.
A imagem mostrava Nayumi arrastando um policial pra trás da viatura já abalada pelos tiros anteriores.
_Meu Deus. –disse Aiko se levantando da cadeira.
_Isso só pode ser brincadeira. –disse Bily de quiexo caído.
Eles ficaram vendo a cena, mas quem estava mesmo pedindo por Deus era Nayumi, que era ensurdecida pelo barulho dos disparos.
“O que vou fazer? Temos que sair daqui.”
Era basicamente um beco sem saída, os policiais haviam sido pegos de surpresa, e mesmo depois de alguns momentos, quando a ficha caiu, se depararam com um numero bem maior contra eles de pessoas, e pior, com armas de fogo muito mais avcançadas e eficientes.
Nayumi estava aturdida, mas não era hora pra isso, precisava de um plano, precisava de um médico e precisava sair dali.
Não tinha muito o que fazer, era sair dali ou sair da li, mas o problema era como! Estavam cercados e com todas as disvantagens já citadas.
A morena olhou em volta, a cidade parada no olhar dela que a câmera de reportagem conseguia captar, e o coração de Aiko estático no tempo, assim como sua respiração, precisava ajudá-la, mas nem se quer conseguia se manter vivo. A respiração voltou ao normal e ele piscou, mas a mente continuava em branco.
Paul sentia as mãos suarem e um frio de baixo dos pés, aquela era só sua irmãzinha.
Nayumi viu acima deles um andaime de construção, mais ao lado havia vigas de ferro forjado, atrás dela o carro não aguentaria por muito tempo, então viu a recém chegada policial, uma mulher novinha, com seus vinte anos e um tamanho de desafiar as leis naturais, talvez ela tivesse entre um e quarenta e um e meio metro de altura, então a morena se aproximou dela e lhe cochichou algo no ouvido, ao que a garota respondeu com um aceno de confirmação.
Em seguida ela puxou o revolver do parceiro que estava ferido, o mesmo que ela arrastara momentos antes e enquanto a garota corria ela se erguia e a protegia, deixando todos os espequitadores aflitos e com o coração na mão.
A jovem policial correu de encontro as vigas e conseguiu passar por entre elas, depois correu até alguns homens que estavam atrás da parede metálica que fechava o contorno da obra, e pediu que ele a suspendesse no andaime, ninguém entendeu porque, mas ele não recusou, apesar de pequena ela era muito persuasiva.
Nayumi corria o mais rápido que suas pernas pudiam aguentar, assim como seus dedos puxavam os gatilhos no mesmo ritmo, mas os bandidos eram muitos, e acabaram a acertando com um tiro no peito que atravessou seu colete a prova de balas, e ela caiu estirada de costas, sem poder ver o que aconteceria em seguida.
A garota era suspendida pelo andaime e logo todo o mundo a chamaria pelo seu nome, Crsitine; seria reconbhecida pelo seu grande trabalho, que se constituiu em subir o mais rápido que o andaime conseguia, até atingir a torre de um grande prédio a direita, de lá ela chamou reforços com elicopteros, enquanto isso pegou bombas de gás e soltou do alto, alcançando uma larga escala e fazendo os bandidos ficarem cegos pelos olhos ardidos, e os policiais com máscaras os controlar, logo tinham várias prisões e o fim de mais um ataque contra policiais.
Aiko não estava longe do ocorrido, e viu quando a repórter filmava Nayumi estirada no chão, então ele e seus amigos saíram correndo de encontro a jovem delegada.
Ao chegarem lá, médicos começavam a se por ao lado dela, mas Aiko não pensou duas vezes, se ajoelhou e segurou o corpo inerte de Nayumi contra si, deixando lagrimas caírem de seus olhos.
_Não, não, não... Nayumi, não faz isso comigo.
Os médicos tentavam examiná-la, mas Aiko não conseguia solta-la e Paul estava em choque, sem saber o que fazer.
_Nayumi, me perdoe, por favor, me perdoe, não faz isso comigo. Nay, eu te amo, eu te amo, por favor... –Aiko perdeu as palavras, o choro era muito forte e intenso.
Logo várias lágrimas caíram sobre o rosto pálido da morena marrenta, e aos poucos ela foi abrindo os olhos, e sua visão ia se formando, e ela não podia acreditar que estava nos braços de Aiko.
_Meu amor... –ela sussurrou baixo, assustando a todos.
Aiko estava estático, então os médicos aproveitaram e arrancaram ela dele, abrindo o colete e rasgando a camiseta que ela usava, revelando uma bala de calibre pesado alojada no pingente do cordão que sua mãe lhe entregara, e fora presente de seu pai. O pingente que era a replica de uma medalha que já salvara uma vida. O cordão que aproximou Nayumi e Aiko pela primeira vez.
Paul, Aiko e Bily se entreolharam, depois encararam a medalha de novo e começaram a rir de alegria e da ironia do destino.
_Minha marrentinha, você está viva. Nunca mais vai ficar longe de mim, entendeu?
_Mas nosso casamento...
_Não importa o que você disser, nos casamos semana que vem.
_Mas...
_Não vou correr o risco de te perder de novo estando longe de você e sem poder lhe provar todos os dias o quanto a amo.
Ela ficou com os olhos cheios de lágrimas o abraçou forte.
_Precisamos levá-la pro hospital. –disse um paramédico.
_Não, o remédio de que ela precisa está bem aqui. –disse Pul sorrindo tranqüilo e observando a irmã beijar seu cunhado.
Notas finais
espero q comentem e ñ desistam dessa fic...
bjos e até mais...
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