Notas iniciais
dizem que gestos valem mais do que mil palavras...
boa leitura...


_Posso entrar? –indagou Jum batendo na porta do quarto do irmão.

_Claro.

A rosada entrou no quarto e se sentou na cama ao lado do irmão.

_Tem um minuto pra gente conversar como nos velhos tempos?

_Sempre vou ter um minuto pra você, maninha.

_Cris, eu estou muito, muito feliz, estou formada, trabalhando, com o homem que eu sempre amei, mas não está tudo bem, falta você.

_Como assim, Jum?

_Eu vi como olhou pra Tamie hoje, como ficou observando ela na mesa, você a ama tanto...

_Isso foi há muito tempo Jum, eu e a Tamie somos muito diferentes, não tem amor, é só saudosismo, coisa do tipo...

_Não Cris, eu sei o que eu vi hoje, e sei o que eu estou vendo nela durante esse tempo todo, ela sofreu muito com a separação de vocês, e se fez o que fez, foi por você, e pelo medo de nunca mais andar.

_Isso não importa mais, ela tem a vida dela e isso não me inclui, eu vou voltar pro meu lugar em dois dias também, e tudo vai ficar como deve ser.

_Vai mesmo embora de novo? –ela indagou com o olhar triste.

_Ei, não fica assim, eu vou voltar em alguns feriados e você vai poder me visitar, levar meus sobrinhos que logo vão chegar pra passar as férias lá e tudo se ajeita.

_Eu não quero que vá Cris, você é meu irmão, o fedelho que sempre me importunou, mas o homem que sempre me ajudou. Você e nossos pais são tudo o que tenho Cris, apesar do Paul e eu nos amarmos e eu poder contar com ele, vocês são sangue do meu sangue, você é parte de mim; divido minha existência com você desde que nem sabíamos que éramos gente, eu não quero que vá embora agora.

Cris abaraçou a irmã com carinho.

_Eu sempre vou ser seu irmão fedelho Jum, seu irmão ciumento, e continuar sendo parte de você e você minha, mas eu não posso ficar Jum, não consigo conviver com a Tamie mais, eu não sei fingir que não me importo e que já me esqueci de tudo, e depois, não suportaria a ver com outro cara, construindo a vida dela, sendo engenheira... aquela não é a mulher que eu amei, mas também não deixa de ser.

Jum abraçou mais forte o irmão, ele estava sofrendo, não poderia querer isso pra ele, mas deixar ele ir embora também era difícil, ela o amava com sua vida.

_Você vai ser feliz minha irmã, feliz de um jeito que eu nunca vou saber como é, mas enquanto eu tiver a sua vozinha feliz dentro de mim, eu vou ser feliz também.

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_Festa? Não, obrigado.

_Como não? Você vai embora pela manhã e acha que não vamos dar uma festa? Fala sério.

_Nossa, Bily, dá um tempo, eu não sou como vocês.

_Ah, claro que é, e quem sabe uma boa garota não desamarra essa tromba. Tem um bar de striper que é uma beleza, vai te deixar muito animado. –ele sorriu sacana. – E aproveitamos pra fazer a dispidida de solteiro dos nossos cunhados e do Aiko.

_A Linda vai te matar. –disse Jhon divertido.

_Vai nada, ou não tá sabendo que elas tão armando uma despida de solteiro também?

_O que? –indagaram Paul e Aiko em uni som.

_Ah gente, fala sério, direitos iguais, agora vamos pra festa.

_Isso vai babar.

_Dá pra ser mais otimista?

_Ah, está bem, você venceu.

_Yes! Bora lá.

Eles seguiram pra tal boate, mas se surpreenderam por ver as garotas na porta também.

_O que fazem aqui? –indagou Paul.

_O mesmo que vocês, a boate é mista, ora essa, tem dançarinos e dançarinas. –disse Jum sorridente.

_Afe...

_Para de neura galera, a gente faz tudo junto mesmo, vai até ser divertido, vão ter muito o que comentar na lua de mel. –disse Bily safado.

Os outros acabaram concordando.

Dentro da boate, as meninas foram pra um canto e os meninos pra outro.

_Quatro disco-voadores, quatro cervejas e uma água tônica. –pediu Nayumi.

As meninas beberam o disco coador em um único gole e depois abriram as cervejas, enquanto Linda ficava só na água.

_Benza Deus. –disse Jum maliciosa quando um garçon passou por ela e lhe deu uma piscadinha.

As outras gargalharam.

_Nossa, essa idéia foi ótima, mas como sabiam desse lugar? –indagou Linda.

_Minha mãe me indicou. –disse Nayumi rindo.

_Nossas mães deviam ser o oh. –disse Jum rindo.

_Com certeza. –concordou Kira.

_Tamie, para de olhar se não ele vai sumir. –disse Linda rindo.

_Olhar o que?

_A bunda do Cris.

As meninas gargalharam.

_Deixa de ser besta, com tanta bunda melhor, acha que vou ficar secando ele?

_Ah vai, com certeza vai, você e toda a nação de mulheres desse lugar, porque ele é um Deus grego, sempre foi e sempre vai ser.

_E com aquela barba ficou tão mais homem... Ui. –disse Nayumi se abanando.

_Se vocês tão assim, imagina ela que já provou. –disse Kira rindo.

_Ah, sabia, você não ia deixar aquele gostoso escapar sem tirar uma lasquinha. –disse Nayumi rindo.

_Para gente. –Tamie ficou rubra.

_Não negue amiga, eu sei que meu irmão é um gato, somos feitos do mesmo matgerial. –disse Jum dando uma piscadela, fazendo as outras rirem.

_Nunca neguei, ele é uma delicia, mas não é mais pro meu bico.

_Pois eu acho que ele ainda cairia de quatro por você. –disse Linda.

_Não, ele já está vacinado.

_Pois eu aposto que você seria capaz de por ele aos seus pés.

_Não estou com essa moral toda não.

_Pois se você tentar, duvido que não dá uns amassos nele até o fim da noite. –disse Linda desafiadora.

_Será? Não, melhor não, ele vai embora pela manhã...

_Mais motivo ainda, ele vai embora de manhã e tudo segue seu rumo natural.

Tamie mordeu o canto da boca, é claro que queria um flash back, mas estava com medo, e se ele não a achasse interessante mais? Naquela época que ficaram juntos estavam apaixonados, mas agora era diferente, uma transa casual é bem diferente.

_Bom, será que sei mesmo fazer mágica? –ela sorriu de canto.

_Apostas... –disse Jum pegando um dinheiro do bolso e pondo sobre a mesa, rindo divertida.

_Antes, uma tequila. –disse Tamie indo até o balcão e virando uma dose da bebida, depois pegou sua cerveja de novo e foi até o meio da boate, começando a dançar.

_Não é por nada não, mas a Tamie está gostosa boje em. –disse Bily olhando a garota de canto.

_Você não vale nada mesmo, querendo as duas irmãs? –disse Jhon rindo.

_A Kiki é a Kiki, nem se eu quisesse eu daria conta das duas Uzumaki, mas não sou cego, né?

_Ela é isso tudo mesmo Cris? –indagou Paul malicioso.

_É isso tudo e um pouco mais. –ele disse engolindo a seco.

_Pelo visto ainda te deixa aceso. –disse Aiko rindo.

_Vamos parar com isso, né... –disse Cris querendo desviar o foco.

_Acho que ela não vai deixar, não. –disse Paul apontando por cima do ombro de Cris, o fazendo se virar pra olhar.

_Vamos dançar? –ela indagou ao moreno.

_Bem, eu...

_Vem logo. –ela o puxou pela mão.

Os dois pararam no centro da pista de dança, e Cris ficou parado, observando Tamie dançar em volta de si.

_Vai ficar só olhando?

_Não sei dançar essas musicas.

_O que ficou fazendo nos Estados Unidos até hoje? Bom, acho que vou ter que te ensinar.

Tamie olhou maliciosa pra Cris e colocou as mãos dele nos quadris dela, rebolando quase grudada nele.

_É só me acompanhar.

_Tamie, eu...

_Não fala, só dança.

Ela voltou a se mexer e leva as mãos dele junto, o incentivando a dançar.

_Eu sei que você consegue, dandou maravilhosamente dentro de mim há alguns anos.

Ele encarou os olhos dela, o mesmo olhar daquela barraca, desejoso e alegre, então se deixou levar por ela e logo pegou o jeito, então ambos ficaram dançando juntinhos, rebolando e se envolvendo.

A certa altura da noite, Tamie encostou a testa na de Cris, e deixou suas bocas bem próximas, o enlaçando pela cintura.

_Um beijo de despedida?

_Não sei se devo, vai ser o beijo mais amargo da minha vida.

_Por que diz isso?

_Porque não quero mais me despedir de você, e se o fizer, não vou esquecer.

_Ótimo, não quero que me esqueça.

_Seu namorado pode não gostar.

_Não tenho namorado há muito tempo.

_Aiko me disse...

_Aiko não entende muita coisa.

_Não Tamie, é melhor eu ir embora. –ele a segurou pela cintura e afastou um pouco.

_Pode ficar... Podemos ficar.

_Podemos, mas eu não quero.

Ela o soltou e suspirou.

_Então até mais.

Ele não respondeu apenas foi saindo da boate.

O resto da noite o pessoal curtiu a festa, mas Tamie ficou distante, e foi embora com o restante da turma, quando faltavam poucas horas pro dia amanhecer, e ela nunca mais poria os olhos em Cris.

A loira foi pro seu pequeno apartamento, que ela alugava como estagiaria de uma empresa e não ficava longe da casa dos pais, mas queria se sentir independente, e sempre subia de escadas os quatro andares, sentira tanta falta de andar, de correr, de subir escadas, que fazia isso sempre que podia, mas se assustou ao ver Cris saindo do elevador quando ela se aproximava de sua porta.

_O que faz aqui?

_É seu apartamento? –ele indagou quando ela colocou a chave na fechadura.

_É.

_Está sozinha? –ele a viu abrir o apartamento.

_Estou. Mas Cris, o que faz aqui?

_Não fala, só me beija.

_Mas...

Ela não teve tempo de terminar, ele a segurou firme pela cintura, e a beijou, a conduzindo pra dentro do apartamento dela, e fachando a porta com o pé.

Cris prensou Tamie na parede do corredor de entrada, e a viu jogar no chão a bolsa e os sapatos que ela tirara e carregava na mão, enquanto trocavam um beijo exasperado, até o ar lhes faltar.

_Você disse que...

_Esqueça o que eu disse, estar com você mais uma vez é melhor que nunca mais estar.

_Cris, isso é errado.

_Por quê? É só uma transa, daqui três horas vou sumir do mapa.

Ela encarou os olhos dele, agora estavam cheios de luz de novo, tocou seu rosto, ele tinha feito a barba, seus mãos haviam deixado o cabelo dele desgrenhado, todo espetado, agora ele estava mais parecido com seu namorado de anos antes.

_Tem razão, não temos nada a perder.

Com isso ambos juntaram a vontade à ação, e ele voltou a apertar o corpo dela, enquanto a beijava na boca e no pescoço e ela fazia o mesmo.

Depois passaram a se despir pelo caminho, ele tirou o vestido dela, ela a camisa dele, depois ele arrancou os sapatos e o sutião dela, ela tirou as calças dele e ao empurrar na cama tirou a cueca também, e desceu os beijos até seu mebro, o abocanhando em seguida, e o chupando com voracidade, o fazendo gemer alto, com a cabeça pra trás.

Cris se sentia cada vez mais excitado, seu tesão era crescente, e logo não podria mais agüentar, tentou parar Tamie, mas ela estava decidida a provar seu líquido e não pararia até conseguir, então o chupava mais, e o lambia por toda a extensão enquanto seuas mãos brincavam com a barriga e as coxas firmes dele, até que enfim ele gozou e ela bebeu tudo, com um sorriso satisfeito.

Ele pensou como ela aprendera aquilo, mas tratou de mandar esse pensamento pro espaço, isso não importava, a tinha pra si naquele momento e era isso que queria, era isso que faria.

A puxou contra si e tomou seus seios, arrancando o sutiã, e mordiscando-os, a fazendo tremer em seus mãos de ansiedade, enquanto lhe mordia e beijava o pescoço, a deixando mais mole e entregue a ele.

Ele foi descendo os beijos e arrancou a calcinha dela, e lhe dedilhou e a invadiu com os dedos a vendo dar um grito agudo de prazer, contra seus lábios sôfregos.

Quanto mais à via se mexer involuntariamanete, mais ele investia contra ela, mais lhe tocava em seu ponto fraco e mais se deliciava com a expressão dela, assim como seu corpo.

Quando ele estava completamente duro de novo, abriu as pernas dela com delicadeza e lhe encarou nos olhos, como se pedisse permissão, ela se virou na cama e se sentou sobre ele, deixando o mebro adentrar em seu interior e a preencher pulsante.

Cris não pode evitar sorrir ao sentir as pernas dela lhe enlaçar e ela comandar o ritmo com elas, ela estava complemante solta e decidida, e o cavalgava de maneira deliciosa, fazendo os dois gemer e se beijarem ainda mais intensamente, como se dessem ar um ao outro.

Ele era um homem firme, mas que gostava de ter uma mulher no controle, porém, sabia e queria controlar também, ela ditara as regras até ali, mas agora era sua vez, assim a virou na cama, prendeu seus braços sobre a cabeça, e enquanto lhe tomava os seios, continuava a estocá-la profundamente, aumentando cada vez mais o ritmo, a fazendo gemer cada vez mais e mais alto, até ambos explodirem de prazer.

Tamie abraçou o corpo dele, sem o deixar sair dela, e ficou abraçada a ele por um tempo, depois ele deixou o corpo cair ao lado dela, e ela se deitou sobre o peito dele, logo ambos dormiram, e não viram o dia amanhecer.


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Tamie acordou preguiçosa pela luz que entrava pela janela, e se contorceu de vagar na cama, percebeu que sorria, que se sentia muito bem, então se lembrou da noite deliciosa que passara com Cris, abriu os olhos de vagar, se acostumando com a claridade, e se virou pro lado que ele dormira, mas ele não estava lá.

A loira se sobressaltou e ficou sentada na cama, coberta pelo lençol, mas não havia nem sinal dele, nem das roupas dele e nem vestígio dele, então ela suspirou, será que fora só um sonho?

Ela viu suas roupas jogadas, mas ela geralmente fazia isso quando bebia além da conta, e a sua cama era toda desarrumada, era espaçosa e com sono agitado como o pai, então ela suspirou, com certeza fora só um sonho.

Ela se levantou e foi ao banheiro, olhou no espelho e viu uma marca arroxeada em seu pescoço, que não estava ali antes da noite anterior. Ela jogou uma água no rosto pra despertar de vez e voltou a encarar a imagem, verificando que a marca ainda estava ali.

Bom, se não fora um sonho, então era pior assim, porque ele tinha ido embora de novo, e dessa vez tinha cara de ser pra sempre.

Tamie suspirou e entrou de baixo do chuveiro, tomou um longo banho, e depois foi se vestir, escolheu um par de sandálias rasteiras, um shot jeans e uma bata azul escura, prendeu os cabelos em um coque desgrenhado, penso, e foi pra sala, precisava de uma café bem forte, porque sua babeça doía um pouco.

Quando entrou na cozinha, deu de cara com Cris. Ele estava sem camisa, esta estava pendurada no encosto de uma cadeira no lugar, estava com a calça e com o tênis, os ceblos bagunçados e fazia suco de laranja.

_Cris?

_Bom dia, sua sem graça. –ela sorriu alegre, depositando um beijo nos lábios dela. –Não podia esperar eu levar o café/almoço na cama?

_Cris... Eu não estou entendendo...

_Bom, eu acordei às onze horas, ou seja, perdi o vôo, então fiz panquecas doces, suco de laranja e torradas com geléia.

Tamie olhou no relógio, já eram quase meio dia.

_Você não foi embora?

_Não e nem vou, pelo menos por enquanto, ainda tem tempo até ter de decidir meu emprego, então vou ficar por aqui... Quer dizer, na cidade, não na sua casa, porque você tem seu canto, seus namorados e...

Ela o calou com um beijo apaixonado, que ele retribuiu sorrindo e a beijando.

_Eu te amo Cris.

_Achei que...

_Para, você sabe que é mentira.

_Não devia ter feito aquilo Tamie, eu sofri tanto.

_Eu também, mas você precisava ir, olha só pra você, está diferente, bem formado, com emprego garantido e já é conhecido como uma promessa, não podia ter ficado.

_É, eu estou bem profissionalmente, mas por dentro... Nunca deixei de te amar Tamie.

_Eu também não, você sempre foi e sempre será o único homem da minha vida.

_Único? Como foi que aprendeu aquilo... Querb dizer...?

Ela riu ruidosamente, de seu jeito especial.

_Tenho muitas horas de teoria. –ela sorriu de canto.

_Minha nossa, não quero nem ver quando por tudo em prática.

_É só me deixar comer essas panquecas que te mostro muita prática. –ela sorriu maliciosa.

_Demorou.

Eles trocaram mais um beijo, e depois tomaram café, pra caírem direto na cama novamente, o dia seria bem agitado.

Notas finais
e então o que acharam? confesso q como escritora coruja q sou eu gostei bastante deste cap., me digam se tbm gostaram, estou ansiosa esperando vcs...
bjos e até o proximo...
ps. querem casamentos? está na hora de começarem, né... no proximo mto romantismo e vida.
ps2. já está disponivel a minha nova fic, Imperatriz da Areia, a continuação da fic com GaaIno, espero q vcs deem uma passada por lá e comentem