Encontros E Desencontros - 2 Temporada
48 Capítulo 48 - Especial - parte I
Notas iniciais
eu amei o resultado desse cap. espero q vcs gostem tbm...
_O que houve Paul?
_Acontece que tenho uma suspresa pra você.
_São só sete horas da manhã, pelo amor de Deus...
_Deixa de ser priguiçosa, tenho um dia cheio pra gente hoje.
_Mas eu tenho que ir com as meninas a uma loja.
_Não tem nada, as meninas vão estar ocupadas.
_Vão mesmo. –disse Cris pegando Tamie no colo e a pondo na cadeira.
_Como assim? –indagou Nayumi.
_Menos perguntas e mais ação, marrentinha, tenho uma surpresa.
_Isso vai babar. –disse Tamie revirando os olhos.
_Um pouco de fé em nós, por favor. Nunca as metemos em enrascadas. –disse Bily, pegando a mão de Kira.
_Na verdade...
_Quietinha maninha, você que não venha bancar a dona da verdade, porque eu estou ocupado pra discutir hoje.
_Mas o que afinal está havendo?
_Jhon é um gênio, um homem sem igual e nós vamos embarcar na idéia dele, mas sinto muito, mana, hoje não vou te incluir.
_Valeu, fui jogada pra escanteio legal.
_Não leve a mau priminha, é por uma boa causa. –disse Paul amável e tranqüilo.
_É, aproveite o dia pra descansar, se bronzear e ter sussego, nós estamos de saída. –disse Bily apressando Kira que terminava de escovar os dentes.
Momentos depois o acampamento deles estava vazio, cada um saíra pra um lado.
_Então tem dedo seu nisso, não é? –ela disse divertida a Jhon.
_Eles precisavam de um empurrãozinho, então apenas os incentivei, a idéia foi totalmente deles. –disse Jhon com seu lindo sorriso.
_Bom, e agora, o que temos pra fazer?
_Acho que vou surfar, depois tenho que enviar uma matéria pro jornal, acho que vou te entediar, mas se quiser vir comigo...
_Não, tudo bem, vou me arrumar, ir tomar café, depois pra praia e quem sabe eu não faça uma trilha mais tade... Bily tem razão, vou aproveitar pra relaxar.
_Como quiser. Até mais tarde. –disse Jhon saindo.
_Até mais. –ela disse suspirando quando ele já estava mais afastado.
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_Que lugar é esse Bily?
_Bem vinda ao centro nascional da poesia.
_Eu nem sabia que existe um lugar assim... –ela olhou a edificação no centro da cidade.
_É um lugar novo, mas com três milhões de poesias cadastradas, em um acervo infinito. São obras de grande renome como Carlos Drumond, Fernando Sabino, Fernando Pessoa e seus pseudônimos, e mais uma renca de grandes autores, mas há muitos também que são amadores, mas que ganham destaque aqui. Meu pai aprovou o projeto pra este lugar meses antes de sair da presidência. –eles adentravam o grande casarão de dois andares que servia de instituto.
_Nossa, é incrível... –ela ficava boba olhando as paredes carregadas de letras de alguns poemas e poesias, e as estantes lotadas de obras como livros, pergaminhos e etc.
_Aquela é clássica... –ele disse com seu sorriso sedutor de canto.
_ “Amor é fogo que ar sem se ver/ ...É um contentamento desconte...” –ela lia alguns trechos em voa alta.
_Venha, quero te mostrar as minhas favoitas. –ele a pegou pela mão e a conduziu pelo grande salão, até algumas mesas, onde podias pegar as obras e lê-las.
Passaram o dia todo lendo poesias, nem perceberam que já passara a hora do almoço e ficaram lá até quase o dia se por, apenas tendo comido o café da manhã.
_É tudo tão surreal... É incrível...
_Agora veja, leia está aqui. –ele disse um pouco rubro, mas ela não percebeu.
_Minha nossa, é linda.
_Você acha?
_Sim, com certeza, mas eu não consigo saber de quem é, com certeza é de algum autor famoso, porque é perfeita, mas acho que nunca li essa.
_Na verdade é de autor armador.
_Não! Sério? É muito linda, muito bem escrita.
_Bom, é exatamente igual à musa inspiradora dela.
_Qual é a história dessa poesia?
_Um rapaz muito jovem, quase uma criança, era muito hiperativo, fazia amizades fácil e começava a encantar as garotas e a se envolver com elas, no entanto, havia uma só que ele jamais encantaria, era uma menina completamente diferente dele, uma garota delicada e linda como jamais poderia existir outra igual, então um dia, ele se sentou na escrivaninha pra fazer o dever de casa e não conseguia, só pensava naquela garota, havia outras milhares pra pensar, mas ela era única pra ele. Passou alguns dias nessa amargura, até que resolveu estravasar aquilo de algum modo, então pegou papel e caneta e começou a escrver, e fez o poema com o que sentia por ela, mas nunca teve coragem de mostrar a ela, nunca teve coragem de se aproximar, só lia aquele poema quando se sentia sozinho, longe dela, e permaneceu assim por muito tempo.
_Ela nunca soube do amor dele? –ela indagou interessada.
_Ele tinha medo de demosntrar, nem sabia ao certo o que era aquilo que ele sentia, então foi deixando passar, mas quando a reencontrou, quando finalmente encarou os olhos dela de verdade, depois de vários anos, viu que ela era diferente, que era ainda mais perfeita e ficou mexido, porque só ela conseguia fazer seu coração disparar, e assim ele teve de admitir que a amava, e a amava muito, por isso falou com ela, que ficou assustada no começo, mas depois se deixou levar por ele, ambos ficando perdidamente apaixonados.
_Nossa, que lindo, e viveram felizes pra sempre. –ela sorriu.
_Não, não viveram.
_Não? Como assim?
_Uma garota muito má semeou a discórdia entre eles, e o garoto ficou com medo de perder sua doce menina, mas não seria assim tão fácil. Não tem como ser fleiz pra sempre, não na vida real, mas ele queria provar a sua amada que daria pra ficarem sempre juntos e nada do que já pudesse ter havido na vida deles antes de estarem juntos importava, então ele teve uma idéia, pegou sua jovem donzela, a levou até um lugar novo, mágico, se sentou com ela e lhe mostrou a poesia escrita há anos, pra ver se ela acreditava nele, pra ela ver que aquela garota da discórdia não tinha significado nenhum pra ele e assim eles poderiam ser felizes e enfrentar as barreiras juntos.
Kira encarou ele meio perdida, tentando acertar seus pensamentos.
_Você Kiki, é você minha musa inspiradora, é você que eu amo secretamente há muitos anos e é você que eu vou esperar, nem que seja pela eternidade, porque apenas minha bonequinha faz meu coração disparar.
Kira sentiu o coração pulando dentro do peito e ficou ainda mais impolvosoro ao sentir ele lhe tocar a face e sorrir daquele jeito envolvente que só ele tinha.
_Nada muda meu amor por você, e ninguém sabe o quanto você é especial.
_Não, eu sou só uma bonequinha sem sal. –ela disse triste.
_Você sabe que não é, pode ser uma pimenta quando precisa, e é isso que mais me aproxima de você, essa mistura de tempero explosiva. –ele sorriu.
_Eu te amo muito Bily, e não quero mais sentir ciúmes, porque sei que está comigo agora.
_Prometo te ajudar nisso, e eu também a amo de mais, minha bonequinha.
Os dois se beijaram e então ela sorriu, com certeza ele era o garoto mais especial que já conhecera.
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_Aiko, estou cansada, estamos andando há horas, desde o café.
_Só mais um pouquinho, minha linda, já estamos chegando.
_Não, não quero mais, diz logo o que está querendo.
Ele passou pra trás dela e foi a empurrando.
_Agora não, falta bem pouco pra surpresa que tenho pra você, então pode ir andando mocinha.
_Aiko, eu...
_Psiu, e continue a caminhar.
Nayumi bufou e continuou andando, até a entrada de um celeiro enorme e velho.
_Chegamos.
_Está de gozação, não é?
_Não, chegamos mesmo, bem aqui.
_Aiko Hyuuga, você me fez andar quilômetros até esse celeiro velho, caindo aos pedaços e quer que eu fique feliz? –ela disse irritada.
_Sabe, eu achei que de todas as pessoas no mundo você seria a primeira a entender que não se julga um livro pela capa e nem uma pessoa por sua aparência, o que importa é o conteúdo.
_Balela. Beleza não põe na mesa mais abre o apetite.
_Você está sendo muito superficial, tenho certeza que se deixar ser levada, descobriria várias coisas diferentes.
_Olha, não sei o que pretende com essa filosofia barata, mas estou farta, com licença, estou indo embora.
_Não quer nem espiar o que tem lá dentro?
_Não, não quero. Só deve ter velharias e mofo, não vou entrar ai.
_Tudo bem, eu vou até lá te mostrar então. –ele se encaminhou a porta velha e escura do celeriro.
_Fala sério, quer pegar tétano ai?
_Quando as pessoas olham pra você, o que vêem? –ele indagou abrindo o trinco da porta.
_Uma menina marrenta e desengonçada, você está caereca de saber. Agora vamos embora.
_Desengonçada não, mas marrenta com certeza... É isso que a gente vê quando olha pra você. –ele segurou a porta destrancada, pra que ela não abrisse. –Mas quando olhamos pra dentro de você Nayumi, vemos uma mulher forte, determinada, dona da verdade, mas com um coração enorme e frágil, que tem medo de se ferir, vemos uma alma plácida, linda, cheia de qualidades que você tenta esconder. Você é uma garota totalmente diferente por dentro, apesar de ser incrivelmente linda tanto por dentro quanto por fora, mas deixa o mundo te ver como alguém bem diferente de quem realmente é, então Nayumi, esse celeiro é como você. Ele parece meio estranho, distante, marrento... –ele sorriu. –Mas dentro é algo completamente diferente. –ele deixou a porta se abrir.
Nayumi esticou o pescoço e pode ver um imenso jardim de gérberas, suas flores favoritas, assim como de sua mãe, de todas as cores diferentes, com borboletas adentrando as frestas do telhado e pousando sobre as flores vivas e vistosas que ali estavam sendo cuidadas.
A Nara foi caminhando lentamente até a porta e de queixo caído via a luz do sol adentrando as frestas também e enchendo de alegria o ambiente.
Aiko acompanhou a morena até o centro do celeiro e ela ficou abobalhada com a beleza de tudo a sua volta, até que uma borboleta pousou na ponta de seu nariz, delicada e colorida, como se a beijasse.
_É assim que você é pra mim. Viva, linda, colorida, e especial, não importa como os outros lhe vejam, porque eu conheço a verdadeira Nayumi.
A borboleta voou e Nayumi a observou se afastar, quando ela sumiu de vista, a morena sorriu abertamente e se virou pra Aiko, o abraçando forte contra si, e lhe beijando em seguida.
_Você é muito incrível.
_Só porque tenho uma mulher incrível. Mas venha, vamos almoçar.
_Não, quero ficar mais um pouco, quero tocar as flores, quero...
_Quer almoçar com elas? –ele apontou uma pequena mesa rústica no canto do galpão do celeiro, e sorriu.
Nayumi viu um senhor entrar com o almoço e eles se sentaram, pra comer, depois ficaram a tarde toda entre as flores e antes de ir, ele pagou os serviços do velho senhor e pegou um maço de flores pra levar, e saiu com Nayumi. Eles caminharam de volta e pararam a praia, andando pela orla, observando a noite estrelada.
_Suas flores sob o meias belo céu de estrelas.
_E com o homem mais lindo do planeta. Eu te amo Aiko, te amo muito mesmo.
_Eu também a amo com toda minha alma, e sempre te amarei.
Eles se beijaram e ficaram olhando o céu por mais algum tempo, cada um fazendo seus planos em silêncio, mas com seus destinos sempre cruzados.
Notas finais
deixem os reviwes por favor, vou precisar de mto animo pra inspiração chegar...
bjos eaté o proximo...
ps. eu comentei aqui q estava escrevendo uma fic como co-autora, bem decidimos mudar um pouco as coisas e ela está super nove e ainda melhor... procurem a fic Alguém especial e ñ vão se arrepender, algumas leitoras aqui já se aventuraram por lá e estão gostando mto, tenho certeza q vc tbm vai adorar, e tem mais, até amanhã saí mais uma one-shot, deem uma passada pra conferir...
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