Encontros E Desencontros - 2 Temporada
45 Capítulo 45 - Descanse em paz meu amor
Notas iniciais
ah, antes q alguém infarte, ninguém morre e nem nd disso, explicarei o nome do cap. nas notas finais...
No acampamento...
_Para com isso Jum! Agora. –disse Paul imperativo.
Jum olhou pra ele assustada, nem mesmo na noite anterior ele havia gritado com Nayumi e jamais olhara pra ninguém daquela forma.
_Será que alguém pode me dizer o que está acontecendo aqui? –indagou Linda ainda sem entender nada.
_Agora não Linda. Jum você vem comigo. –disse Paul segurando o braço da namorada.
_Eu não vou a lugar nenhum com...
_Eu não perguntei, apenas fique calada. –ele disse serio, segurando o braço dela e a arrastando, agora fazia jus ao sangue quente e imperativo de um Sabaku.
Paul afastou Jum dos demais amigos e começou a falar com ela.
_O que deu em você?
_O que deu em mim? Você é que beijou aquela menina na frente de todo mundo.
_Eu não beijei ninguém.
_Não, a boca dela foi parar na sua por passe de mágica.
_Ela me beijou Jum, afastei a garota, você viu.
_Eu vi você com as mãos na cintura dela, e seus lábios nos dela, foi isso o que eu vi.
_Fui com ela comprar sorvete, ela me beijou de surpresa, pra afastá-la segurei na cintura dela, porque os braços dela estavam me enforcando. Desculpe se quis ser legal e fui com ela, mas esse foi meu único erro, eu não fiz nada além disso.
_Você me traiu, na minha cara, como pode?
_Me desculpe, mas eu não faço parte da sua família. –ele disse seco, odiava que desconfiassem dele, ainda mais quando estava certo.
Jum deu um tapa no rosto dele bem estralado.
_Lave sua boca pra falar da minha família, seu imbecil.
Paul cerrou os pulsos com raiva, então segurou o ódio preso na garganta, ela era mulher e não levantaria a mão pra ela.
_Nunca mais olhe na minha cara, nunca mais atravesse meu caminho e espero que aproveite bem essa garota pra te tirar a virgindade, porque assim que voltarmos, vou espalhar pra todo mundo seu segredo. –ela tirou a aliança do dedo e jogou contra o peito dele, lhe dando as costas em seguida.
Jum saiu chorando e Paul pegou a aliança no chão, seus olhos estava ardendo pelas lágrimas, mas ele não chorou, sentia raiva, se sentia traído, fora completamente enganado por aquela garota, porque a rosada que ele amava não era aquele ser mosntruoso que estava a sua frente agora.
A esta altura os amigos contaram a Linda e os outros o que havia acontecido, já que Bily e Kira vira o que se passara, por estarem junto de Jum no momento.
_Ele beijou mesmo ela?
_Claro que não Linda, está maluca. –disse Bily.
_Oras, mas vocês disseram...
_Não, aquela maluca que beijou ele, e claro que foi de propósito, pra ser amiga da Tina, só sendo dessa laia mesmo.
_Como assim? –indagou Kira.
_Tina sempre foi a menina mais rodada da escola, era atirada mesmo, beijava todo garoto com um pouco mais de beleza que um bagre.
_Ela beijou você?
_Devo ter ficado com ela umas duas ou três vezes...
Kira não disse nada.
_Mas o que importa é que Jum não vai perdoar o Paul e duvido que acredite nele. –disse Cris ouvindo aquela vozinha lhe atormentar.
_Vamos fazer ela falar a verdade então.
_Como pretende fazer isso? –indagou Jhon.
_Você não sabe do que sou capaz. –Bily sorriu de canto.
_Vai beijar sua amiginha pra isso? –Kira disse amarga.
Bily olhou pra ela de queixo caído.
_Está com ciúmes, Kiki?
Kira cruzou os braços emburrada e virou a cara, enquanto Bily riu a vontade e segurou a cintura dela.
_Você fica ainda mais linda assim, bancando a marrentinha. –ele disse olhando pra ela, que mantinha o rosto virado.
_Se essa garota chegar perto de você, eu juro que arranco cada fio de cabelo dela e seu, se der moral pra ela.
_Não seja boba, garanto que não vou dar chance pra ela, o Paul só foi pego de surpresa e é um garoto ingênuo, mas eu estou vacinado e vou conseguir o que eu quero, e depois... –ele pegou as mãos dela e beijou cada uma, a fazendo olhar pra ele. –Guarde suas delicadas mãos pra amiginha dela, tenho certeza que Jum vai querer ajuda. –ele riu.
_Vou com você falar com ela. –disse Cris.
_Ei! –disse Tamie brava.
_Relaxa minha menina, eu vou ficar longe dela, só quero ajudar a cuidar da minha irmã.
_Eu vou com vocês, ele é meu irmão poxa, e aproveito pra ficar de olho nos senhores. –disse Nayumi estralando os dedos.
_Cuidado marrentinha, não vai fazer nenhuma bobagem.
_Relaxa, querido, vou pegar leve. –Nayumi sorriu de canto.
_Mas não é assim tão simples, precisamos de um plano pra fazer ela falar, vamos esperar as coisas esfriarem um pouco e pegamos ela na curva, amanhã de manhã darei um plano a vocês. –disse Bily.
_Até lá é melhor manter Jum e Paul longe um do outro e calmos. –disse Cris sentindo uma sensação de alerta crescente.
Durante a tarde Paul ficou na barraca o tempo todo e Jum ficou perto do riu, tentava ler um livro pra se acalmar, mas já lera a mesma página duzentas vezes.
À noite, eles arrumaram uma fogueira, marshemelows e foram contar histórias de terror, mas o casal não se olhava, o clime era pior que Jhon e Linda.
_Beleza, sua vez Paul.
_Não rola, estou sem creatividade.
_Ela foi toda sugada. –disse Jum displicente, com a voz baixa, como se segredasse.
Paul encarou ela e ficou ainda mais puto da vida, porque tinha que dar tudo errado? Porque ela não acreditava nele? Como ela conseguia ser tão fria com o homem que ia se tornar completo com ela, que a escolhera pra isso?
_História de terror é? Vejamos o que posso fazer... –Paul não recuava a um desafio, e ia mostrar do que era capaz, então ele diminuiu as chamas da fogueira, deixando que mais sombras se formassem a volta deles, depois pegou uma lanterna de bolso e deixou meio acesa e com a voz um pouco diferente começou a falar. –Era uma noite chuvosa, cinco amigos estavam presos em uma cabana, não havia luz, fogo e o vento penetrava pelas frestas de madeira das paredes, seus corpos úmidos naquele ambiente embolorado só os deixava com mais náuseas, até que de repente, não mais que derepente a porta da frente se abre e com um relâmpago atrás de si, deixa todos arrepiados.
“Os cinco amigos tremiam dos pés a cabeça e o visitante se aproximava de vagar, e quando estava sob a luz de uma chama fraca de uma vela quase no fim, eles suspiraram, era o sexto amigos dele. O rapaz se sentou ao lado da namorada e todos ainda sentiam o frio na espinha lhes atormentar, até que um deles resolveu contar histórias sobrenaturais pra ver se o tempo passava.”
“A primeira história era sobre um velho nobre inglês, médico, que viajava em uma noite chuvosa, no meio da estrada sua carruagem foi parada abruptamente, o cocheiro quase não conseguira parar os animais, um corpo estava estendido a sua frente. O cocheiro e o médico foram até o corpo, uma mulher estava ali, deitada, mas se mexeu, encarou os dois e sorriu de leve, estendendo as mãos pra eles, um bebê ali estava, até então amparado pelo corpo da mulher, então os dois homens pegaram a criança, enquanto o cocheiro o punha em segurança na carruagem, o médico pegava sua maleta, e quando voltaram, a mulher havia sumido como num passe de mágica. Procuraram por perto e viram um corpo a alguns metros, era a mulher que entregara o bebê, mas ela já estava morta a muito tempo, suas carnes começaram a putrefar e seria impossível ter um bebê ali, então voltaram a carruagem, mas o bebê estava vivo, salvo, e eles não souberam dizer como.”
_Ai que horror. –disse Kira arrepiada.
_Mas essa era só a primeira história, as que vieram foram ainda mais estranhas. Os pais desses amigos haviam feito uma reunião e num momento de tédio fizeram uam mesa pra chamar os espíritos, descubriram que era um homem, estava internado, e pedia ajuda, ninguém lhe dava atenção, estava em fase terminal de câncer, no dia seguinte, os amigos foram ao tal hospital e um homem com aquela exta descrição havia acabado de morrer, os médicos eram investigados por negligência. A terceira foi ainda mais estranha, um homem muito ruim usava mulheres pra enriquecer, e conheceu a última, que livraria de todos os problemas.
“A jovem tinha um belo anel de diamantes no dedo, era linda e seria uma presa fácil, e assim ele foi seguindo seu ritual, a conquistando de vagar, até que a levar pra jantar. Na volta, ele parou o carro na estrada, com um canivete lhe acertou o peito após transar com ela, depois tentou retirar o anel, que não saiu, então lhe arrancou o dedo e a deixou esquecida naquele lugar perdido e esquecido. Anos se passaram, o dinheiro do anel havia gerado frutos e ele era um home muito rico. Numa noite em especial, sentado em um cassino, ele viu a mais bela mulher do mundo entrar pelo salão, tinha um rebolar cativante e uma maneira avassaladora de olhar. E aproximou do velho rico e passou uma das mãos por seu peito, depois soprou os dados e ele ganhou uma bolada, satisfeito e vendo que a mulher lhe dava toda a atenção, a levou pro seu quarto de hotel, os dois tiveram a mais selvagem e deliciosa noite de amor, mas antes de ir embora, a dama pegou sua gravata e lhe tapou os olhos, ele sorriu sacana, mas logo sentiu uma l
âmina fria em sua intimidade, o que se ouviu depois foi apenas um grito alto e agudo, e um desespero eterno, e quando lhe retirou a venda, antes de ter a garganta degolada, a mão da mulher não tinha o dedo anelar.”
As meninas tremeram dos pés a cabeça e os garotos ficaram sérios.
_O amigo que chegara por último a casa, foi ficando irritado, sua namorada estava com medo e se afastava dele. –Paul continuou a narrativa. –Os amigos tentaram argumentar, mas ele ficava com mais raiva, não acreditava no sobrenatural, então tiveram de provar a ele. Os seis saíram da cabana velha e mofada e andaram por uma estrada tortuosa, de lá viram a pote de acesso pra cidade totalmente destruída, e a uma certa altura do caminho, três pás estavam encostadas em uma pedra, eles pegaram as pás e continuaram, era um lugar ingrime, até uma lareira na montanha, quando chegaram lá, a namorada do garoto segurou sua mão e os outros amigos dissera pra ele olhar mais a frente, assim ele fez e uma cova recém coberta com uma placa feita mão indicava um lápide, uma lápide com seu nome. Em revolta ele quis que a brincadeira acabasse, mas os amigos disseram que não era brincadeira, ele havia morrido a dois dias e eles o enterraram por não poderem esperar o resgate, o garoto ficou perdido, então pediram pra ele acreditar n
o sobrenatural, e que agora era hora dele partir. Como suplica, ele encarou os olhos da namorada e respirou fundo, ela lhe beijou sobre os lábios e soltou sua mão dizendo: “Descanse em paz, meu amor.” Um trovão caiu ao lado deles e depois não houve mais nada a não ser o silêncio e a figura de cinco amigos ao lado de uma cova.
Um relâmpago cortou o céu e as meninas deram um pulo, fazendo Paul sorrir.
_Não tem graça. Não quero mais brincar. –disse Nayumi emburrada.
_Pegou pesado, cara. –disse Bily abraçando o corpo trêmulo de Kira.
Paul desligou a lanterna e se ergueu.
_Não peguei não, apenas quis deixar claro que devemos dar valor o que a gente tem enquanto temos oportunidade, porque vai que o sobrenatural não exista e não se tenha uma segunda chance de se despedir? –ele encarou os olhos negros de Jum sobre si e depois saiu. –Boa noite.
_Abursado! –disse Bily rindo.
_É melhor irmos deitar, hoje já deu o que tinha que dar. –disse Aiko pegando a mão da namorada.
_Mas como fazemos com as barracas agora? –quis saber Tamie.
_A mesma coisa de antes. –disse Bily.
_Ah tá. Quer ver fogo e pancadaria por aqui? –indagou Cris.
_Ai gente, para, tá todo mundo aqui e não dá pra ir embora por pelo menos mais três dias, então parem de futricagem e vamos logo com isso. –disse Bily pegando Kira pela mão.
Jum olhou pra Paul entrando na barraca, Linda encarou Jhon, pelo visto seria uma longa noite.
Havia dois sacos de dormir de casal na barraca de Paul, Jum, Jhon e Linda, então os quatro se entre olharam.
_Beleza que vamos conviver por mais uns dias, mas isso não vai dar certo. –disse Jum azeda.
_Cris tem um saco de dormir a mais, vou pegar com ele e durmo lá fora, vocês duas ficam com este aqui e Jhon com aquele. –disse Paul se erguendo.
_Você não viu que vai chover? Não pode dormir lá fora. –disse Linda a Paul.
_Tamie precisa ficar com o Cris pra ter mais espaço, Bily não vai largar a Kira, Nayumi muito menos com Aiko, então não tem outro jeito.
_Fica, não vai fazer diferença nenhuma, eu sou obrigada a olhar pra sua cara mesmo. –disse Jum.
_Você vai dormir grudada em mim, tem certeza? Porque com certeza não vou ficar com o Jhon. –disse Paul. –Na boa cara, mas...
_Beleza, eu concordo com você em numero, gênero e grau.
_Você é insignificante, não vai fazer diferença. –disse Jum arrumando seu travesseiro e se deitando no saco de dormir.
Paul bufou e foi se deitar também, mas sem camisa, o ego de Jum estava abafando o lugar.
Linda olhou pra Jhon e ficou meio sem jeito, então ele sorriu matreiro, como a muito não fazia e disse:
_Lado direito ou esquerdo? –ele indagou brincalhão.
_Esquerdo, por favor. –ela disse sorrindo também, pelo menos ele era bem humorado e a situação não se agravava mais.
Eles se deitaram e a noite foi passando. Linda pegou rápido no sono, Jhon foi o segundo, mas Jum e Paul não conseguiam dormir, um de costas pro outro, até que ele se virou pro lado dela, vendo suas costas, porque tinha que ser acostumado a dormir pra aquele lado?
Jum percebeu a respiração dele em sua nuca e apertou os olhos, as lágrimas correram silenciosas, porque ele tinha que ter feito aquilo? A única coisa que queria era ter sido dele, ser feliz com ele e programar o resto de suas vidas juntos.
Paul respirou fundo, aquele perfume era torturante, e sem se dar conta, seus dedos foram para a cintura dela, tentou retirar a mão, mas não conseguiu, seu corpo era mais forte que sua mente, então a sentiu virar pra si, seu rosto manchado pelas lágrimas e seu olhar marcado pela dor.
_Por quê? Só me diz isso, por quê?
_Eu não fiz nada Jum, eu juro. –ele não conseguia ficar brigado com ela, assim como não conseguia brigar com a irmã.
_Paul, eu vi que...
_Por um segundo, esquece que viu ela com os lábios nos meus, acha mesmo que eu iria te trair, ainda mais no dia seguinte a você dizer que queria ser minha e que eu queria ser seu? Pô Jum, esperei esse momento por muito tempo, queria ter certeza que faria a coisa certa, acha que eu ia desperdiçar isso com uma garota qualquer? Eu te amo rosada, te amo pra caramba, eu jamais iria querer te ver sofrer.
_Paul...
A mão dele correu mais pela cintura dela e ele se aproximou ainda mais, colando a testa na dela, depois pegou uma de suas mãos e colocou contra o seu peito.
_Vê? Eu não abriria mão da mulher que deixa meu coração assim.
_Eu quero tanto acreditar em você...
_Só não acredita porque não quer.
Sem saber o que dizer, Jum viu seus lábios serem presos pelos dele, com certeza ela não queria brigar com ele e não queria acreditar que tudo fora mentira, então retribuiu o beijo, não queria mais pensar em nada, amanhã seria um novo dia e de nada adiantaria tentar prevê-lo.
Notas finais
o nome do cap. se deve ao Paul ter convencido a Jum q o amanhã ninguém sabe como é, e a convenceu com a historinha macabra q ele contou, que não saiu inteiramente da minha cabeça, e sim foi adaptada de um livro, com o nome deste cap., escrito por Pedro Bandeira, um excelente escritor q já pelo menos ouviram falar. O livro é curtinho, quem tiver interesse de ler vai gostar, eu já li três vezes e recomendo...
bjos e até mais...
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