Notas iniciais
boa leitura...

_O Bily o que? –disse Kira assustada.

_O Bily foi seqüestrado Kira. Querem que Gaara dê um jeito de soltar um criminoso e pague cem mil de resgate.

A menina foi sentindo o ar ir diminuindo, e a cor se esvaiu do rosto dela.

_Kira, fica calma, Kira. –disse Aiko segurando a prima e vendo ela cair em seus braços, quase desacordada.

_Cris, acode aqui. –disse Aiko desesperado.

O moreno correu até a menina, e a deitou no chão, se ajoelhando do lado dela, e tomando seu pulso, depois olhou suas pupilas, e de vagar foi chamando pela menina, enquanto ponha suas pernas em algo mais alto que o nível da sua cabeça, até ela voltar a si.

_Afasta gente, deixa ela respirar. –disse o moreno.

Os outros sete se afastaram um pouco, mas de olho na menina estendida no chão.

_Eu estou bem. –ela disse baixando as pernas e se sentando.

_Tamie, pega um copo de água com açúcar pra ela. –disse o moreno. –Não faz isso de novo Kira, se não vou ter que te levar pro hospital.

_Me desculpe, eu não quis causar nenhum tumulto.

_Não tem problema, só fique calma.

Ela bebeu a água e eles se sentaram em volta dela, arrasados.

_Então eu entendi certo? –indagou Kira, e os outros abanaram a cabeça.

_Meu irmão foi seqüestrado por algum lunático que acha que meu pai pode fazer o que eles querem. –disse Linda tentando conter as lágrimas.

_A minha mãe está muito empenhada nesse caso, ela não dorme a dois dias, atrás de pistas. –disse Nayumi suspirando.

_Mas será que estão mesmo com ele? Será que não é um blefe? –disse Cris esperançoso.

_Duvido muito. –disse Jhon olhando a carta novamente. –Ele não ia entregar a pulseira assim, até eu sei disso.

Os outros tiveram de aceitar.

Eles estavam muito mal, Bily era um pedaço deles, e nada podiam fazer pra ajudar, e se sentir inútil é terrível, principalmente em uma situação como aquela.

_Espera ai. –disse Jhon dando um pulo do sofá.

_O que foi? –indagaram os outros.

_Acho que tenho uma pista. –ele disse com um sorriso brincando nos lábios, enquanto pegava o celular no bolso e discava um numero. –Temari, é o Jhon, o namorado da Linda, acho que tenho alguma coisa pra você, posso ir até a delegacia? É, é sobre o Bily, e é muito importante mesmo... Certo. –ele desligou. –Ela vai vir pra cá.

_Conta, o que você achou ai? –indagou Jum.

_Esses recortes não são comuns, quando a Temari chegar eu conto porque. Ela vai vir na viatura.

Poucos minutos depois a loira estava na sala de jantar de Naruto, com seus amigos a sua volta e Jhon com os amigos de Linda a volta dele.

_Veja, aqui, esse valor foi escolhido totalmente aleatório, porque cem mil foi tirado de uma frase já pronta. O intuito é mesmo soltar esse bandido, o dinheiro é só ficção. Esse cara foi transferido ontem de prisão, foi pra uma de segurança máxima...

_Porque estava vendendo informações da cadeia. –disse Temari.

_Exatamente. Numa segurança máxima não ia mais poder atuar, e portanto muita gente ia perder negócios e dinheiro. Escolheram o Gaara porque ele foi o responsável pela construção do presídio, e como presidente, é o cara mais indicado pra conseguir isso.

_Mas eu não sou mais presidente.

_Mais é ainda mais influente do que o presidente atual. E olha, o nome do bandido também foi tirado de uma frase feita no jornal e só existe uma edição de jornal que teve a noticia do bandido transferido e as palavras cem mil em letras garrafais, como manchete, a edição que é distribuída na região norte da cidade. A gazeta Enterprise é um jornal econômico, que é distribuído regionalmente na cidade, porque cada ponto desta tem uma concentração de economia, sendo assim, o cara que teve acesso a esse jornal deve ser funcionário de alguma empresa de grande porte do norte e usou o jornal que tinha a mão, e as duas noticias estão no mesmo jornal porque ele vendia informações financeiras.

_Porque acha que não foi de propósito a escolha do jornal, como um blefe?

_Houve um vizinho que viu alguém sair de um carro azul e colocar a carta na caixa de correio em um horário bem próximo do telefonema, provavelmente enquanto este acontecia, de modo que o bilhete foi feito não com muita antecedência, porque a cola ainda estava um pouco fresca, e depois os outros jornais não são entregues nas segundas-feiras, de modo que a chance de Jhon estar certo é enorme. –disse Temari sorrindo de canto.

_Se isso estiver certo, as chances diminuem muito. –disse Nayumi.

_É isso que eu espero filha. –disse Temari pegando o celular. –Fred, quero que monte uma equipe de inteligência pra ontem e uma outra de ação pra ante ontem, acho que tenho uma boa pista sobre meu sobrinho. Chego ai em dez minutos. –ela desligou.

_Você é bom Jhon, você é muito bom. –disse o Nara mais velho.

_Valeu. Espero estar mesmo certo.

_Obrigada Jhon. –disse Linda o abraçando forte e deixando lágrimas correrem.

_Não fique assim, vai dar tudo certo. –ele abraçou Linda com carinho.

Kira olhou pros dois e seu coração se aliviou um pouco, ele estava fazendo muito bem a Linda e estava ajudando a trazer Bily de volta pra casa, de modo que não conseguiu mais o odiar.

Temari deu um beijo em Shikamaru, pedindo sorte, e ele desejou toda a sorte do mundo pra ela, então ela correu pra delegacia.

_Não se preocupe Gaara, ela é a melhor, e vai cumprir o que disse. –disse Tenten com experiência de causa.

_Eu sei Tenten, só espero que não seja tarde.

_Não se preocupe, não será.

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Depois de esmiuçar tudo o que ela e Jhon tinham concluído, o pessoal da inteligência começou a obedecer às ordens de Temari, que dizia como queria uma busca pelo pessoal que trabalhava nas fabricas na região da cidade, depois foi até a equipe de ação.

_Quero uma busca discreta por possíveis locais de esconderijo e cativeiro, rotas de fuga, locais de encontros, quem conhece quem, quem é estranho na região, quem é veterano no lugar e quero que me digam se alguém notou algo estranho por lá nos últimos dias. Senhores, sejam discretos, rápidos e eficientes, é da vida de um adolescente que estamos falando, e pra piorar pra vocês é meu sobrinho, se fizerem alguma merda, vão pagar, entendido?

_Sim, capitã.

_Agora vão.

_Foi muito boa essa pista. –comentou Fred.

_Sim, foi ótima. Jhon deve conhecer muitos jornais pra ter pegado essa dica.

_E ainda bem que ele entrou pra família, espero que continue cuidando e fazendo minha afilhada feliz.

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_Acha que vão morder a isca?

_Lógico que vão, não iram por a vida do playboy em risco.

_Ainda acho que devíamos ter pedido pra policia ficar longe disso.

_De que adiantaria, a tia do fedelho é capitã da policia, nem se quiséssemos a policia ia ficar fora disso, mas não se preocupe, não tem como chegarem na gente. Aquela carta foi escrita com aquele jornal que ninguém lê, estamos no nosso território e ninguém vai ariscar o pescoço bronzeado desse ruivo metido.

Bily estava amarrado a uma cadeira, seus braços pra trás, seus pés nos pés da cadeira, seu corpo dolorido, há três dias estava naquela posição, havia apanhado um pouco quando chegou ali, nada que deixasse muitas marcas, mas o soco no estomago, sem poder se defender, havia feito estragos duradouros. Só comera um pedaço de pão no dia anterior, água só à noite, mas nada disso o preocupava.

Ele prestava atenção as vozes que ouvia, o que diziam, e sabia que estava ali por ser filho de Gaara e por suportar muito mais que sua irmã, assim como sabia que estava com raiva de ter ido parar ali antes de fazer o que iria fazer.

Saíra de casa, depois de falar com o pai, a fim de conversar com Kira, dizer que a amava e que precisava dela. Não conseguia mais pensar que os dois se gostavam e estavam separados, não conseguia mais guardar dentro de si que estava diferente, queria uma namorada pra chamar de sua, queria fazer ela entender que nada era mais importante do que sentiam, e se ela dissesse que não o queria, ele iria voltar pra capital com Linda, e nunca mais iria procurá-la, só assim poderia seguir sua vida.

No caminho, alguém lhe acertou as costelas com um pedaço de ferro, o fazendo perder o ar e cair de costas, um saco preto de pano foi posto na sua cabeça, e ele foi jogado em um furgão ou algo assim. Quando o tiraram do veiculo, o arrastaram, depois o prenderam na cadeira, eles riam dele sob suas mascaras negras, e batiam nele, até que cuspiu na cara de um deles, que lhe acertou um soco muito forte no estômago, o outro segurou este que lhe batera e os três saíram de lá.

Bily agora temia não voltar mais pra casa, não rever sua família, não dizer tudo o que queria a Kira, não se divertir mais com os amigos, não ter as amigas por perto, e isso lhe fazia muito mal. Se lembrou de uma vez que ficou muito doente, de cama, por conta de um resfriado que desencadeou uma pneumonia. Ino ficou com ele dia e noite, ao lado da cama dele, lhe contando histórias e zelando pelas melhoras dele, as meninas fizeram biscoitos de chocolate que ele tanto gostava e os meninos faziam sua lição, já que Ino o trouxera pra mansão e pra perto dos amigos.

Ele se deu conta de que agora chorava, era a primeira vez em muito tempo, e chorava em silêncio, deixando as lágrimas caírem, enquanto os três homens riam dele e seus planos maléficos.

O ruivo se sentia cansado, seu corpo fraco e aquele sentimento ruim na garganta foram ficando pesados de mais pra ele suportar, então desmaiou, com as lágrimas secando em seu rosto.

Era impossível precisar por quanto tempo ele dormiu, ou ficou desmaiado, só sabia que aquele cheiro de tabaco estava lhe sufocando, então tossia forte, depois da pneumonia nunca mais seus pulmões foram os mesmos.

_A boneca tem fraqueza a fumo? –indagou um dos bandidos com a máscara erguida até a cima da boca apenas, tragando o cigarro fedido. –Fumar é tão bom. –disse o homem jogando a fumaça na cara dele, que inalou aquilo e se sentiu tonto.

_Deixe o fedelho, quer que ele fique doente?

_Que doente o que, isso aqui é cavalo velho, vive em festas. –disse o outro baforando na cara de Bily de novo.

O garoto tossia muito, virava o rosto, mas era em vão, inalava aquela fumaça, e suas narinas ardiam. Ele tinha rinite alérgica, propensão a pneumonia e aquela fumaça era um veneno, ainda mais levando em conta que ele estava fraco, mal alimentado e o aposentado era úmido, com uma corrente de ar gelada.

_Por favor, pare com isso, não estou me sentindo bem.

O outro riu e deu mais uma tragada, a ultima do cigarro, jogou a fumaça no rosto dele e o resto ele apagou no braço esquerdo do menino, que apertou os olhos de dor, contendo um grito.

_O que está fazendo seu demente? –o outro homem veio até eles, e empurrou o comparsa.

_Quer estragar nossa única chance de barganha, que merda. Ele tem que sair daqui inteiro, caralho.

_É só uma lembrancinha... –disse o outro dando de ombros.

_Que porra viu. Você vai ficar longe dele, entendeu? Será que só eu penso por aqui.

O terceiro deles adentrou o lugar, trazendo um saco de compras e jogando na mesa no canto.

_O que está havendo?

_Esse bastardo ai. Olha o braço do garoto.

O outro se aproximou e viu a marca de queimadura, então rangeu os dentes e foi pra cima do cara que fizera aquilo.

_Se encostar nele mais uma vez, eu juro que te mando pro inferno.

_Nossa, qual é o problema de vocês? É só um pivete.

_E é esse pivete que vai limpar nossa barra, e eu não quero sair dessa com nenhuma gota de sangue, então trate de cuidar desse garoto, e dêem algo pra ele comer, já está ficando verde.

Bily achou aquilo curioso, haviam batido nele, mas não pra lhe machucar de mais, o deixavam com fome, mas não iriam querer ele morto, e estavam cuidando pra que não ficasse lesionado, mas o que queriam afinal? Que moeda de troca tão valiosa ele se tornara?

O que o defendera primeiro veio até sua cadeira, e ele resmungou, queria ir ao banheiro.

_Pra que? Você não come nada há dias.

_Mas bebi água e estou que não me agüento, de verdade.

O outro bateu as mãos impaciente e pegou uma chave, soltou as mãos dele da algema, e depois desamarrou as pernas dele, Bily quis se levantar, mas suas pernas não obedeceram, então o homem o levantou pelo colarinho, de uma só vez.

“Merda, assim não vou conseguir fugir.”

Ele foi levado até o banheiro, e o outro ficou parado na porta, com esta aberta, Bily ficou de costas pra ele, pra fazer xixi, e olhou pela pequena janela a sua frente, ele podia ver a ponte do rio, estava na região norte da cidade, e muito longe de casa, era um lugar afastado, algumas árvores, poderia ser uma boa, se não estivesse tão fraco.

_Anda logo. –gritou o homem.

Ele foi até a pia pra lavar as mãos e viu um anel sobre esta, um anel dourado com pedra azul e no meio da pedra, o desenho de uma flor.

_Acho que alguém esqueceu isso. –disse Bily com a voz entre cortada.

O outro tomou o anel dele e com raiva colocou a cabeça do garoto sob a pia com água corrente, enquanto lhe tapava a boca e um pouco o nariz, deixando que o menino se afogasse um pouco.

_Se disser que viu isto, eu lhe arranco a língua e os olhos, entendeu?

_Entendi, me desculpe, eu não sabia que eu não devia ver.

_Agora sabe.

Ele empurrou Bily até a cadeira.

_O que aconteceu? –indagou o recém chegado vendo Bily encharcando.

_Ele tava fedendo. –disse o outro amarrando o ruivo de novo.

E nada mais foi dito, enquanto o preso tentava de todas as formas guardar todos aqueles detalhes, ainda poderia lhe ser muito importante.

Notas finais
Kira com certeza sentiu mto td isso, Jhon acabou sendo mto útil, será q consegue ir juntando sua remissão assim? Bily está passando por mals bucados, Temari vai ter q suar pra trazê-lo de volta...
reviwes?
sei q está corrido pra td mundo, mas obrigada pelo esforço de comentar e por me deixarem feliz pra continuar...
bjos e até o proximo...