Encontros E Desencontros - 2 Temporada
7 Capítulo 7 - Amor proibido
Notas iniciais
Tamie estava de frente ao espelho apenas de lingeri, com os cabelos molhados sobre os ombros tentando imaginar o que deveria vestir. Ela nunca fora preocupada com isso, não era cheia de manhas como as outras e só arrumava as unhas e os cabelos quando estava com as amigas e elas insistiam muito em colocá-la na roda, mas agora era diferente.
A loira bem sabia que Cris era um homem sério, turrão e difícil de lidar, assim como sabia como ele admirava as garotas delicadas e femininas, e por alguma razão estava preocupada com isso, pensando no que deveria vestir e ele aprovasse.
_Ta, eu vou sair com a Linda e... –Kira parou de falar, ao ver o ar de desalento de Tamie. –O que houve? –ela perguntou por fim.
_Não é nada.
_Você não vai sair com o Cris em vinte minutos?
_Vou...
_Então porque ainda não se vestiu?
Tamie olhou pra irmã, ela era sua melhor amiga, sua confidente e uma das pessoas que mais confiava no mundo, sem contar que era mais velha e tinha a obrigação de lhe ajudar.
_Você vai rir de mim se te contar uma coisa?
_Não, juro que não. –disse Kira ficando preocupada, a irmã não era de ficar séria e fazer mistérios.
_Jura de verdade? –ela disse esticando o dedo mindinho e fechando os outros, era o gesto que as irmãs faziam pra selar uma promessa.
_Juro juradinho. –Kira entrelaçou seu dedo mindinho no da irmã.
_Kira, eu não sei o que vestir.
_Como assim?
_Eu queria me vestir de um modo diferente, algo que o Cris não ache inapropriado, mas não sei o que fazer.
_Está bem, agora qual é a parte que eu iria rir?
_Oras, é essa mesma, não tem cabimento eu ficar me preocupando com uma coisa dessas, eu nem queria sair com ele.
_Ta, vamos ser sincera, você sempre teve uma quedinha pelo marrento.
_Está maluca Kiki? Bebeu foi?
_Vai mentir pra mim a essa altura do campeonato? Sou sua irmã mais velha, te conheço como ninguém, então pra cima de mim não cola. Você acha ele lindo, e ele é sim, mas também está sempre querendo saber dele, dos rolos dele e gostou de estar com ele ontem, de terem dito que vocês eram um casal, então pare de fugir e admita, você tem uma queda por ele.
_Está bem, pra você vou admitir, eu tenho mesmo um tombo por ele. –ela sorriu sem graça, ficando vermelha.
_Que bom que eu ainda sobrou uma cota de timidez pra você. –disse Kira sorrindo amável. –Mas agora vamos ao que interessa, vocês sempre se deram bem da forma que você é, tem certeza que precisa se vestir diferente pra ele te notar?
_Eu só queria que ele não me visse mais como aquela garota moleca que um dia ganhou dele numa queda de braço, quero que ele veja que eu também sou uma garota, e que me note, e pra isso, acho que tenho que mudar um pouquinho, pra ao menos ele ver que eu cresci, estou me tornando uma mulher.
_Está certo, sendo assim, ofereço o meu guarda-roupas.
_Jura? Maninha, você é a melhor de todas.
_Eu sei, eu sei... –disse Kira afastando a irmã. –Mas vamos misturar algumas peças suas, assim ele também não cai de costas achando que você foi abduzida.
_Está bem, sou toda sua, se ainda tiver um tempinho antes de sair...
_Sem problemas, a Linda vai entender que eu tive um contra tempo.
As duas sorriram contentes e Kira foi ao seu quarto, buscar umas peças de roupa, quando voltou, Tamie já tinha secado os cabelos loiros medianos.
_Seus cabelos são lindos, porque não os deixa soltos só pra variar?
_Eu vou andar de kart, nem rola.
_Lá você prende, mas deixa eles soltos, homens não resistem a cabelos sendo levados pelo vento.
_Se você diz...
_Agora toma, põe essa saia.
_É uma saia Kira, ai também não. –disse Tamie com pouco caso.
_Justamente, é uma saia, e você é mais alta que eu, tem pernas lindas, não precisa cobri-las o tempo todo, e nem vem com a desculpa de que vai correr porque eu sei que você se troca e põe o macacão.
_Está bem... –Tamie bufou.
_Agora pega aquela sua blusa preta, sem mangas e com uns escritos de branco e vermelho, vai ficar uma beleza com essa saia branca.
_Eu gosto daquela blusa.
_Eu sei, assim você fica um pouco mais a vontade com algo seu e que você gosta, sem contar que vai deixar seus seios mais evidentes, sem ser escandaloso, e ele não vai resistir, combinando isso as suas pernas lindas. Agora ponha aquela sandália vermelha de salto baixo e me deixe te maquiar.
_Detesto maquiagem.
_Vai ser levinha, você vai gostar, tenho certeza.
Tamie se deixou levar e depois de inteiramente pronta ela não pode acreditar, estava adorando o que via no seu reflexo, era um pouco diferente, mas tinha ficado ótimo.
_Menina, com esses conhecimentos, como ainda está solteira? –disse Tamie de seu modo animado.
Kira sorriu e ficou um pouco vermelha, então a irmã a abraçou feliz.
_Bom, eu vou indo, depois me liga e eu venho pra você me contar como foi.
_Está bem, agora vou descer com você e pegar minha bolsa, se bem que o Cris está atrasado e isso não combina com ele.
_Tem razão, da uma ligada pra ele, como quem não quer nada.
_Acha mesmo que eu devo?
_Claro que deve e depois você já nasceu descontraída, não vai parecer nada de mais.
_Está certo.
Elas saíram do quarto e foram pelo corredor, depois chegaram as escadas, e enquanto conversavam animadas, elas viram que Cris estava na sala conversando com Naruto, os dois muito amistosos.
Cris colocou os olhos em Tamie e ficou perdido, que par de pernas era aquele? Kira percebeu e riu baixinho, cochichou com Tamie e as duas riram. Cris ficou sem graça e baixou os olhos, porém, algo dentro dele estava vivo de mais, e ele não pensou que fosse se sentir daquela forma por aquela moleca doidinha, porém tinha de admitir, fosse o que fosse que acontecera com ela da noite pro dia, tinha deixado ela espetacular.
_Papai, vou indo, a Linda está me esperando.
_Está bem filha, se forem demorar liga.
_Pode deixar. –ela beijou o rosto do pai de sua forma meiga e ele ficou super feliz de ver que Hinata iria viver pra sempre em sua filha e mais do que isso, de ver que tinha duas filhas lindas e perfeitas, ele se orgulhava delas a cada segundo.
_E vocês, vão correr então né? Filha vê se pega leve tá bom?
_Vou tentar papai. –ela sorriu e o pai lhe deu um beijo no topo da cabeça, e deixou os dois na sala.
_E ai, podemos ir?
_Claro, só tem um problema... –ele disse meio sem jeito e já se arrependendo por ver o que causaria. –Eu vim de moto.
“Maldita hora que decidi cair no plano da minha irmã... Se bem que só dele ter babado já foi de mais.”
“Merda, porque justo hoje não peguei o carro? É crime fazer ela esconder essas pernas de novo.”
_Bom, se você não se importar, a gente pode ir de táxi, você economiza na gasolina e eu não perco tempo me arrumando de novo.
_Ótimo. –saiu rápido de mais.
Ela riu e pegou a bolsa sobre o aparador da sala, e então eles chamaram um táxi e ficaram lá fora esperando, em silêncio, até que ele não resistiu e perguntou:
_Porque a mudança hoje?
_Como assim?
_Não vejo você usar saias desde seus quatro anos de idade, e só usou porque era sua mãe que comprava roupas e te vestia.
_Ah, minha irmã estava passando lá pelo meu quarto, eu estava meio indecisa, então ela me emprestou a saia, disse que faz bem usar de vez em quando, ai resolvi mudar, estou com espírito de aventura, de descobrir coisas novas. –ela soltou a risada que ele tanto gostava de ouvir.
O táxi chegou e eles foram pra tal pista de kart, quando chegaram lá, estava cheio, tanto a pista, quanto o boliche, então pegaram uma senha e se sentaram em uma mesinha de onde dava para ver as pessoas correndo na pista.
Cris pediu algo pra eles comerem e beberem enquanto o tempo passava, e ele tentava achar um assunto pra falar com ela, mas depois que o garçom saiu levando o pedido, um homem que parecia ser o dono ou gerente do lugar se aproximou da mesa.
_Com licença, mas não resisti, a senhorita é Tamie Uzumaki.
Ela ficou um pouco rubra, não gostava desse tipo de coisa, e Cris achou muito interessante ela ficar com vergonha, geralmente era só Kira que conseguia a proeza de sempre estar rubra.
_Sou eu sim.
_Minha nossa, a garota prodígio das pistas aqui... É uma honra vê-la em nosso estabelecimento.
_Imagina... Eu nem ganhei tanta coisa assim...
_A senhorita vai ser a próxima, vou pedir que lhe arrume um...
_Não, muito obrigada, mas não, eu vou esperar como todo mundo. –ela disse mais séria dessa vez.
_Mas a senhorita...
_Eu estou muito bem aqui, assim como estou, obrigada.
O homem ainda tentou insistir e agradar ela além da conta, mas acabou desistindo, deixando ela meio irritada e sem graça, aquilo era a coisa que ela menos precisava na vida.
_Desculpe, eu não queria nada disso.
_Não se preocupe, eu sei bem como é, sempre esperam grandes coisas minhas e da minha irmã, ficam dizendo que seremos os próximos promotores e médicos que vão mudar o mundo.
_Ninguém entende que somos só pessoas? Claro que tenho orgulho de ser filha de quem eu sou, de ter a oportunidade de correr com ótimos patrocínios e com muito espaço porque meu pai foi o grande campeão de todos os tempos, mas não quero que me vejam como a sombra dele, amanhã eu posso querer parar, ou então não ser tão boa e ai todo mundo vai se decepcionar, eu não quero isso.
Cris percebeu que seus olhos claros reluzentes não estavam tão vivos como de costume, seu sorriso estava se apagando e ele não suportava ver aquilo, ela não era nada sem seu sorriso e seu modo divertido de se impor, então ele segurou a mão dela por impulso e encarou seus olhos.
_Você é ótima no que faz, e independente do que acontecer ou do que você escolher, só tem uma pessoa no mundo que eu sei que você se preocupa com que vai achar, e acredite, seu pai vai lhe apoiar em qualquer coisa que você quiser fazer, porque ele e sua mãe são loucos por vocês, eu tenho certeza disso.
Ela encarou os olhos verdes dele, tão intensos, e ficou meio presa a eles por algum tempo, mas por fim sorriu, ele tinha mesmo razão e que bom que ele estava ali com ela, que lhe deu forças, com certeza ele era uma pessoa boa por trás daquela casca grossa.
_Obrigada Cris, você está sendo ótimo.
Ele ficou muito feliz de ver aquele sorriso enorme de volta ao rosto dela.
Eles beberam e comeram enquanto conversavam sobre assuntos diversos, como a faculdade dele, o apartamento dos meninos, os campeonatos de kart, a fase do colégio e várias outras coisas, e nem deram pela hora, só perceberam quando chegou a vez deles irem pra pista.
_Minha nossa, já faz quatro horas que estamos aqui. –disse ela rindo.
_É incrível como o tempo passa rápido quando a gente se diverte. –ele a puxou pela mão e ela riu consigo mesmo, ele se divertia com ela.
Eles colocaram os macacões de corrida, os sapatos e pegaram os capacetes, os dois e outras três pessoas foram pra pista, já na largada Tamie saiu na frente, o que não era de se estranhar, e ela ganhou uma boa dianteira nas três primeiras voltas, mas ai se deu conta de que não era uma competição, era só pra se divertirem, então ela tirou o pé e deixou que os outros a alcançasse, e passou a correr sem se preocupar com o tempo, com a volta perfeita, com os competidores, só dirigia pelo prazer que sentia de dirigir e quando passou pela bandeirada, ela e Cris passaram a linha de chegada empatados.
Eles desceram do carro e viram o resultado, ela riu, mais ele fechou mais sua cara emburrada, eles ainda ficaram recebendo comprimentos e por fim saíram da pista. Quando Tamie terminou de tirar as roupa de corrida e de calçar suas sandálias voltando pra mesa, via que Cris tinha deixado o dinheiro em cima da mesa e saia do local, então ela correu trás dele.
_Cris, espera, por favor.
Ele olhou pra trás, mas não parou.
_Cris, eu disse por favor.
Ele então parou, mas não olhou pra ela, encarava o chão e seus tênis brancos com azul escuro.
_O que houve? Porque saiu assim? –ela perguntou quando alcançou ele um pouco ofegante.
_Detesto que tenham pena de mim, detesto que me cedam alguma coisa.
_Não entendo, o que está querendo dizer?
_Porque me deixou empatar com você?
_Eu não deixei, nem vi que era você que estava do meu lado.
_Você é tricampeã de kart, estão de olho em você pra entrar no lugar do seu pai e se tornar a mulher mais jovem a pilotar um carro de corrida em um campeonato, então como consegui empatar com você se você não deixou?
Ela ficou meio atordoada, nunca falavam da carreira dela em si, ele nunca a vira correr antes, como sabia tudo aquilo? Mas no momento o que lhe preocupava mais era uma forma de explicar as coisas pra ele.
_Cris, eu não deixei você empatar e nem iria deixar você ganhar, eu só não competi, eu apenas dirigi, apenas andei na pista.
_Me desculpe se não consigo ver lógica nisso.
Ele quis das as costas pra ela, mas ela o segurou pelo braço e o parou.
_Eu gosto de ganhar, quem não gosta, mas a primeira vez que entrei em um carro de corrida, era porque eu queria a sensação de liberdade que meu pai descrevia, queria sentir tudo que ele sentia, e eu consegui e gostei, por isso corri de novo e de novo até chegar as competições. Os troféus, os prêmios, tudo é ótimo, mas hoje, hoje eu não queria competir, queria aquelas sensações de novo, me esquecer do tempo, da volta, dos outros, ficar só eu e a sensação de que a qualquer momento eu vou poder abrir os braços e voar, sair do chão. Eu sinceramente não espero que você veja lógica nisso, mas é assim que me sinto e foi só por isso que nós empatamos, não te deixei vencer, não dei chance pra você e realmente eu acho que você não precisa da minha pena ou que eu ceda alguma coisa pra você, só queria que continuássemos nos divertindo.
Ele olhou pra ela e seus olhos tão claros lhe davam a sensação de estar vendo sua alma, cristalina, por isso sentiu que ela falava a verdade, que estava querendo fazer ele entender e por fim ele respirou fundo, aquela garota mexia tanto com ele, lhe despertava tantos instintos que o deixava confuso e receoso, ela conseguia ir a uma parte de si que ninguém mais fizera, e ele não conseguia entender como e nem porque, mas sabia que começava a sentir e a ver Tamie de um jeito diferente, de um jeito que não poderia ver.
_Me desculpe, está bem? Passei da medida, mas é que estou cansado de pessoas que se aproximam de mim com favores e essas coisas pra chegarem em meus pais ou se aproveitarem do que eu sou e tenho por causa de ser filho deles.
_Eu te entendo, você viu como eu entendo, aliás, todos nós, filhos daqueles dez malucos sabemos o que é isso.
_Bom, acho que não tem problema então continuarmos nos divertindo né?
_Eu adoraria me divertir tanto assim todos os dias. –ela deu um de seus melhores sorrisos então ele a pegou pela mão e foram tomar sorvete.
Os dois caminharam até uma sorveteria não muito longe, escolheram os sorvetes e foram pra pracinha, Cris pensou em sentar no chão, mas viu as belas pernas naquela saia e pensou que não ia ser uma boa idéia.
_O que foi?
_Nada, melhor a gente ir mais pra lá, tem alguns banquinhos e...
_Ah para, aqui de baixo dessas arvores é muito mais gostoso, vamos sentar no chão mesmo.
Ela reparou que ele encarava suas pernas, então riu e o puxou pela barra da camiseta vermelha que ele usava, e assim os dois se sentaram, e ela ficou bem comportada de saia.
Os dois tomaram os sorvetes e ficaram conversando, até que ela achou que não faria mal se aproximar um pouco mais dele, assim se encostou em seu ombro, com a desculpa de lhe mostrar um ninho que estava acima deles na arvore. Ele sentiu o perfume dos cabelos dela livres sobre seu ombro e peito, o modo alegre dela, o calor de seu corpo e ele não suportava mais a ter tão perto, mas tão longe ao mesmo tempo, assim, quando ela voltou a encará-lo, ele segurou o rosto dela com delicadeza e a puxou de vagar, ficando a milímetros da boca dela, olhando em seus olhos.
Tamie pensou que estava morrendo e indo pro céu, há tanto tempo queria provar aqueles lábios, queria sentir ele daquela forma, não podia acreditar que era real, mas ai sentiu a respiração dele contra o seu rosto, quente e pesada, então soube que era real, ela conseguia sentir tudo, inclusive os olhos dele a penetrando de forma incrível, e assim ela fechou os olhos, esperando por ele, que não a decepcionou, chegando de vagar e selando seus lábios, e de vagar irem aumentando o ritmo e a profundidade.
Cris jamais provara uma boca tão macia e tão saborosa, nem sentira seu coração disparar daquela maneira por mais ninguém, por isso a abraçou forte contra si, seu peito batendo na mesma velocidade que o dela, o corpo tão bonito que ela tinha tão perto, enquanto mantinham suas bocas coladas.
Quando o ar lhes faltou, eles se separaram com um selinho e se olharam novamente, ela estava levemente rubra, com um sorriso meio bobo nos lábios e ele não controlou, iria explodir de felicidade, por isso também deixou escapar um sorriso meio de canto, mas que deixou ela boba, ele era ainda mais lindo sorrindo.
Eles ficaram ali se admirando por sabe Deus quanto tempo, parecia que o mundo tinha parado, mas então ele encarou os olhos dela, os olhos de sua doce tia, e ficou chocado, ele acabara de beijar uma das garotas que foi criada dentro da sua casa, como sua irmã, tendo seus pais como tios e amigos, como podia fazer uma coisa como aquela?
Tamie percebeu o olhar perturbado dele, o modo como queria falar alguma coisa, mas não podia, então ela perguntou o que estava havendo.
_Isso é errado Tamie.
_O que? Por quê?
_Caramba. –ele se levantou agitado, nervoso. –Você é quase minha prima, minha irmã, isso não poderia ter acontecido.
_Eu não sou sua irmã nada, a gente não é nada um do outro, a não ser amigos, qual o problema de eu gostar de você?
_Não, para, não diz isso. Você não pode gostar de mim, eu não presto.
_Me desculpe, mas eu gosto, gosto desde que ganhei de você naquela competição boba de queda de braço, e você está errado quanto a si mesmo.
_Será que não percebe que isso tudo é loucura?
_Você está arrependido do que aconteceu?
_Claro que sim, isso não podia ter acontecido, nós...
Ele parou, os olhos dela estavam raros de lágrimas doidas que lhe faziam mal, ela fechou os olhos, os apertando e quando abriu de novo seus olhos de cristal reluzente já não reluziam tanto e ela parecia muito triste.
_Vou te poupar de mais aborrecimentos. –ela pegou a bolsa no chão e saiu correndo, sem conter as lágrimas, ele pensou em ir atrás dela, mas não sabia o que diria, então apenas deixou ela ir, ele precisava por a cabeça no lugar.
Notas finais
bjos e até o proximo...
Fale com o autor