Encontros E Desencontros - 2 Temporada

58 Capítulo 58 - Quero te fazer feliz


Notas iniciais
esse cap está começado há quase um mês, mas com provas e uma dor de cabeça cronica eu demorei de mais pra terminar, então me desculpem, mas acho q de qualquer forma vão gostar...
boa leitura...

_Onde está me levando? Vamos acabar perdendo o casamento da Linda e do Jhon.

_Não vamos não, ainda falta uma hora e isso vai demorar bem menos.

_Cris, para de palhaçada, a gente tem mesmo que ir.

_Dá pra parar de ser resmungona e me deixar te levar, caramba.

Cris segurava as mãos de Tamie, que tinha uma venda negra sobre os olhos e ia sendo guiada por ele sem saber pra onde.

_Falta pouco, só tome cuidado com esse degrau. –ele disse a trazendo pra mais perto de si e ajudando ela a imitar seus movimentos.

_Eu não acho que isso é uma boa idéia, nós somos padrinhos esqueceu?

_Tamie, é só uma celebração no civil, temos tempo e depois Linda foi quem me ajudou, sabe muito bem onde estamos então fica aqui quietinha.

_Legal, minhas amigas me apunhalando. –ela sorriu debochada.

_Prontinho... Vou tirar a venda dos seus olhos.

Ele retirou a venda e Tamie ficou cegada pela luz forte do sol que brilhava naquela tarde, e demorou a se acostumar com a claridade, quando o impacto passou, ela se viu no meio de um autódromo de velocidade ao lado de um carro de corrida.

_O que é isso?

_Quero te ver correr. –ele disse dando um capacete pra ela.

_Não Cris, eu não corro há muitos anos.

_Não importa, esse carro foi adapitado pra você naquela época e ficou guardado até hoje, ele só poderá ser pilotado por você e eu sei que quer isso.

_Eu jurei pro meu pai nunca mais correr.

_Tamie, há várias noites que dormimos juntos e em todas elas, quando estamos conversando você sempre diz que gostaria de correr mais uma vez, eu sei que você nasceu pra isso, então tente, eu sei que você quer, que consegue e quanto ao seu pai, ele mesmo sempre disse pra nós nunca desistirmos de um sonho e o seu é ser campeã.

_O acidente...

_O acidente é passado, você está super bem e aqui não tem ninguém pra te ferir. –ele estendeu o capacete pra ela mais uma vez, inssistindo qiue ela pegasse. –Vamos lá Tamie, a pista é toda sua.

Tamie ficou encarando o capacete, tudo o que mais queria era sentir a adrenalina de novo, era poder correr, se sentir livre, feliz e completa de novo, mas tinha medo, não de se acidentar, sabia que o que tinha acontecido fora obra de um idiota e não por falta de competência sua, mas tinha medo de quebrar a promessa feita a seu pai, de o deixar infeliz com ela, mas por outro lado, tinha medo de não correr, de não aproveitar aquela oportunidade e se sentir triste por perder seus sonhos.

Cris sorriu e colocou o capacete nela, lhe deu as sapatilhas especiais de seu antigo uniforme e abriu a porta do carro.

_Você pode.

Ela sorriu e afivelou o capacete, entrando no carro e calçando as sapatilhas, depois deu um enorme sorriso pra Cris e o beijou. Cris sorriu com ela e fechou o carro, destravou as rodas e fez sinal pra ela, que ligou o carro e acelerou na frente dele, o ronco do motor fez o coração dela acelerar.

Tamie soltou o freio de mão e saiu zunindo pela pista... 50, 70, 90, 110, 180 quilometrôs por hora, era como se estivesse vuando em terra firme, e aquilo era delicioso, o sorriso era presente em seu rosto, os movimentos ainda eram perfeitos e mesmo depois de tanto tempo sem experimentar aquilo, as suas pernas ainda tinham um compasso sincronizado e ágil, acelerador, freio e embreagem...

A loira dirigia como se o mundo dependensse disso e em seu canto, Cris conometrava o seu tempo e sorriu quando ela compeltou uma volta, fora sua melhor volta em todos os seus anos como pilota, com certeza ela poderia voltar a competir. Calro que era empolgação, ela teria de voltar a controlar a ansiedade, organizar sua concentração, fazer exercícios pra agüentar a pressão dentro do carro e tudo mais, mas com certeza ela ainda era a melhor e poderia ser campeã logo, logo.

Quando ela encostou o carro e desceu deste, tirou o capacete o jogando de lado e correu até Cris, o beijando intensamente.

_Foi incrível.

_Foi, foi perfeito, você pode competir na próxima temporada.

_Não Cris, eu disse que...

_Uzumaki, Uzumaki, o sangue de seu pai realmente voa em suas veias. –uma voz assutou os dois.

_Perci... –disse a loira encarando o antigo dono de sua equipe.

_Você é perfeita garota, nunca vi uma curva quatro tão perfeita.

_Eu não corro mais Perci.

_Não corre mais? O que foi aquilo? Você nasceu pra correr Tamie.

A loira encarou Cris.

_Ela nasceu sim, mas ainda é cedo pra enaltecer tanto a volta dela.

_Então pretende voltar?

_Sim/Não. –responderam Cris e Tamie ao mesmo tempo.

_Não, eu não vou voltar. –disse Tamie decidida.

_Garota, você tem tudo pra ser mais vitoriosa que seu pai.

_Não quero isso, e não vou quebrar a promessa que fiz a ele.

_Tamie, Tamie... Há tanta coisa que não sabe sobre seu pai... Ele também jurou nunca correr a sua avó, e veja como tudo acabou... A última coisa que ela fez na vida fora de um hospital foi ver a primeira vez que ele se tornou campeão mundial. Seu pai está com medo e quer lhe proteger, mas quem vai proteger você de não ser infeliz sem seus sonhos?

_Meu pai nunca nos contou isso.

_É porque ele não se orgulha de não ter cumprido uma promessa, mas ele vai te entender Tamie, e quando ver você correr como nós vimos agora, tenho certeza que ele vai ser o primeiro a querer você de volta as pistas.

_Deixe ela agora, é bom ela pensar e amadurecer a idéia. –pediu Cris.

_Você está certo, mas sinta-se a vontade pra vir dar uma voltinha quando quiser.

Cris e Tamie deixaram o homem pra trás e foram pro cartório, Jhon e Linda os aguardavam.

_Podemos começar? –indagou Linda um pouco preocupada pelo semblante sério de Tamie.

Tamie suspirou profundamente e depois ergueu os olhos a encarando com um sorriso, e voltando ao normal.

_Opa, vamos lá, quero assinar de madrinha, estou ficando importante. –ela sorriu.

A cerimônia de Linda e Jhon foi bem discreta e familiar, depois de tudo assinado, foram com a família e os amigos pra um restaurante, onde comeram e conversaram até tarde da noite.

Depois disso, Jhon levou Linda pro quarto de hotel onde estavam instalados na cidade, já que a casa deles ficava na capital.

Jhon segurou Linda no colo e adentrou o quarto todo iluminado por velas e alguns abajures meia luz, com flores pelo chão e a cama achegante ao lado de uma garrafa gelada de champanhe.

_Bem vinda, minha esposa. –ele sorriu encantador.

_Ai, diz de novo. –disse Linda sorrindo de satisfação.

_Minha esposa, e só minha. Minha mulher e a mãe do meu filho.

_E u estou tão feliz.

_Eu também Linda, estou super feliz. –ele a colocou sobre a cama, e se ajoelhou na frente dela. –Eu cometi tantos erros meu amor, eu fiz tanta coisa errada, mas ainda assim, se eu não tivesse feito, jamais me aproximaria de você, jamais iria te conhecer, então Deus e você que me perdoem, mas no fim eu não me arrependo. Eu poderia ter feito a coisa certa antes, poderia ter concertado meu erro de forma decente, ter te contado tudo, ter pedido perdão quando eu deveria, mas eu fiz tudo errado, mas ainda assim você foi boa de mais, me perdoou e me deixou te amar, então Linda, obrigado por me deixar ficar do seu lado, obrigado por ensinar o que é amor, obrigado por ter me aceito e obrigado por me fazer o homem mais feliz do mundo e me dar a chance de acertar com meu filho.

Linda estava com lágrimas nos olhos, nunca estivera tão feliz e emocionada, e não era só por conta da gravidez, era porque realmente amava e desejava passar o resto dos seus dias com Jhon e com seu filho, desejava ter uma família feliz e unida, como ela sempre fora com a sua.

_Jhon, você é o único homem que tive em minha vida, o único com quem dividi tudo, e mesmo tendo começado de maneira errada, agora tudo se ajeitou e nada pode mudar nosso amor. Eu não quero mais saber daquele tempo que fizemos coisas erradas, eu só quero saber do agora e do futuro, quero que essa criança nasça no nosso amor e da nossa felicidade.

_E assim será, eu prometo Linda, eu vou mover céus e terras pra você e essa criança, porque eu os amo mais que a mim mesmo.

Linda o abraçou pelo pescoço e se aproximou mais dele, o beijando de vagar, e sentindo ser beijada por ele, que se sentou ao lado dela e a segurou pela cintura, até o ar lhes faltar. Quando o beijo se findou, ambos ficaram passando os lábios de leve pelo do outro com os olhos fechados deixando apenas as sensações a sua volta tomarem conta de si.

_Quero arrumar uma casa pra nós aqui, até que nosso filho cresça e você retome sua carreira na política. Vai fazer muito bem essa criança nascer aqui, perto da sua família e dos nossos amigos.

_Eu também acho, mas Jhon, você também tem família.

Jhon interrompeu o movimento dos lábios contra os da esposa e a encarou, ela abriu os olhos de vagar, sabia o que ia encontrar, mas mesmo assim achava que devia tentar.

_A única família que tive antes de vocês foi minha mãe, que está morta. –ele disse firme.

_Seu pai tenta contato com você a anos e foi acapaz de te ajudar quando precisou, talvez estivesse na hora de falar com ele de verdade, dessa vez de homem pra homem. Ele é tão solitário Jhon, tão...

_Não quero saber desse assunto Linda, ele foi um canalha idiota, teve a oportunidade de consertar os seus erros e não o fez, não quero esse sujeito perto de nós, perto do meu filho.

_Jhon, esse sujeito é seu pai.

_Ele apenas engravidou minha mãe, meu pai ele nunca foi. E quer saber, não sei porque estamos falando e discutindo isso, ainda mais hoje, agora, eu não quero mais saber disso.

_Fugir não resolve o problema meu amor, e depois, ele devia estar aqui hoje, tenho certeza que ficaria muito feliz de o ver se casar.

_Porque insiste nisso?

_Porque eu amo meus pais adotivos, os amo porque pra mim é como se eu só tivesse tido a eles como pais, minhas lembranças deoutra família se perderão a muito tempo, mas ainda assim Jhon, eu sinto que se pudesse eu estaria com eles só mais uma vez, iria querer conhecê-los, saber que são, como eram suas vidas e seu pai quer o mesmo contigo, ele demorou, perdeu oportunidades, mas se deu conta de que não mais ele tem além dos filhos e quer te conhecer, se aproximar, reparar o que fez de errado...

Jhons ficou olhando pros olhos castanhos adocicados da esposa, deixando a voz dela ecoar, o timbre de sua voz, o modo de falar de o encarar... Linda era mais especial e ainda mais bondoza do que ele pensou e isso o deixava mais apaixonado e mais confuso, não sabia como lidar com aquela situação, de repente o apelo fazia sentido, mas ao mesmo tempo era algo que ele não podia aceitar.

_Eu vou pensar, está bom assim?

Ela abriu um lindo sorriso e como ele já estava de pé, ela se ajoelhou na cama e abraçou seu pescoço.

_Adorei. –ela disse animada, em seguida emendou um beijo cálido nos lábios dele, deixando seu corpo se aproximar mais do dele, lhe acariciando a nuca do jeito que ele tanto gostava.

_Cuidado com essas mãos mocinha. –ele disse com um sorriso safado no canto dos lábios.

_Por quê? O que tem de mais nelas? –ela indagou travessa, descendo as mãos e as colocando nas costas dele sob a camisa.

_Elas são tentadoras de mais. –ele disse beijando o pescoço dela, e deixando as palavras quentes baterem no pescoço dela.

_E seus lábios assim não o são?

_Acho melhor ter certeza do que quer. –ele disse encarando os olhos dela por fim.

_Eu sempre tenho certeza do que eu quero.

Ele admirou a determinação e o calor que ela transmitia e sorriu mais uma vez, aquela prometia ser uma excelente noite de nupicias...

Notas finais
Beleza, não é o melhor cap. da fic, mas não ficou tão ruim assim né? comentem, estou precisando de animo pra continuar e de sugestões, pq eu tenho a linha que quero, mas minhas surpresas e novidades estão se esgotando...
espero a compreensão de vcs e até o proximo...