Encontros E Desencontros - 2 Temporada
54 Capítulo 54 - Minha marrentinha
Notas iniciais
boa leitura...
_Você soube da Tamie e do Cris? –indagou Nayumi.
_Soube... E você, soube da Kiki e do Bily? –disse Aiko.
_Também... Minha nossa, acho que a coisa está feia dessa vez.
_Eu também acho, Cris assinou a transferência, vai embarcar no fim da semana pros Estados Unidos, onde vai ficar até completar sua residência.
_Parece até mentira.
_Fiquei abalado com isso... Cris tava tão apaixonado, tão realizado, agora passa a maior parte do tempo trancado no quarto, só estuda, quase não come, deve estar uns três quilos mais magros só nessa última semana.
_E a Tamie? Ela quase não está indo a fisioterapeuta, quase não sorri, e ainda insiste em dizer que está bem, feliz... Ela tá abrindo mão do Cris por essa bolsa que ele tanto queria, não sei dizer se é certo, mas com certeza está sendo muito autruista.
_O que eu não seria por você. –Aiko riu. –Na boa marrentinha, não ia te deixar atravessar o mundo sem mim.
_Que bom, porque não quero isso mesmo. –ela também sorriu. –Mas e o Bily?
_Nem sei dele, ele quase não para em casa mais, saí todas as noites, está faltando a um monte de aulas porque não acorda, não quero nem ver se vai conseguir fechar o semestre.
_E a Kira está estudando que nem louca, treinando sem parar, e agora apreceu com um carinha na casa dela, ele foi lá buscar um material de boxe, que ele emprestou pra ela, e podia ver o jeito com que ele a segurou pela cintura e falou com ela, enquanto ela pareceu nem dar bola.
_Está tudo doido nesse mundo, ainda bem que seu irmão e a Jum, assim como a Linda e o Jhon estão numa boa.
_Quem não estaria com a vida movimentada deles? –ela sorriu divertida.
_Como assim? –indagou Aiko sem entender.
_Deixa pra lá...
_Não, como assim, me diz.
_Paul não contou a surpresinha que fez na nossa viagem pra Jum não?
_Contou mais ou menos, quer dizer... –Aiko ficou sem graça.
_Pois é, pelo visto as surpresinhas estão quase que freqüentes, não podem ficar sozinhos. –disse Nayumi rindo. –Não é atoa que meu irmão está mais sossegado que nunca, e depois a Linda e o Jhon estão praticamente morando juntos, e com uma caisa inteirrinha pra eles, cheia de privacidade, sabe o que acaba acontecendo.
_Prefiro não pensar nisso. –disse Aiko rindo.
_Pois é, faltava só a Kiki e eu, mas pelo visto não sei de mais nada.
_Quer dizer então que você nunca... –ele não soube como terminar.
_Não. –ela disse tranqüila, mas não conseguiu deixar de corar um pouco.
_Hum... –ele se mexeu inquieto no sofá.
_Isso é um problema?
_Não, nenhum.
_Porque está assim então?
_Ah... Estava pensando naquela tarde no chuveiro, no que poderia ter acontecido se minha mãe não tivesse aparecido...
_Você acha que teria acontecido algo importante?
_Se dependense de mim iria acontecer várias coisas importantes. –ele sorriu sacana e adorou ver ela esconder o rosto corado. –É brincadeira marrentinha, não aconteceu nada mesmo.
_Mas e se eu disser que eu também queria muito que acontecesse? –ela indagou sem o encarar.
_A menina mandona e irritante está com vergonha de me dizer que é uma mulher cheia de desejos?
_Mais ou menos... Estou com vergonha de talvez ser a única a possuir desejos.
_Ah, entendi o problema, então vamos sanar isso.
Ele a puxou e a beijou de maneira tão intensa, que Nayumi sentiu que sua alma era sulgada por ele, o que a deixou compeltamente sem ar e sem chão quando ele a encarou.
_Essa é só uma amostra. –ele sorriu gentil, acariciando o rosto dela.
_A gente está sozinho aqui mesmo? Você disse que o Cris não sai do quarto.
_Ele está numa palestra agora, só saí pra ir a faculdade, e depois vai até uma agencia de viagens confirmar as passagens, Paul está fazendo trabalho na casa de um amigo, deve voltar só a tarde, Bily sabe Deus onde está, então estamos sim sozinhos.
_Então não quer ir me mostrar seu quarto? –ela sorriu de canto.
Aiko encarou ela surpreso, mas ao mesmo tempo muito contente, Nayumi era relativamente alta, expressão segura, mas com um coração tão grande e tão amedrontado, que não conseguia deixar a razão tomar conta dela plenamente, por mais que seus pensamentos fossem brilhantes.
Ela era uma garota cheia de insegurança, mas quando estava com o moreno de olhos perolados, era como se nada no mundo pudesse os alcançar e muito menos lhes fazer mal, por isso ela se entregava a ele por completo, e isso incluía sanar aquele desejo incandecente e luxurioso que só crescia dentro de ambos e não dava mais pra ser aprisionado.
Com cuidado ele ancarou os olhos dela e a beijou da mesma forma de momentos antes, deixando ambos sem ar, depois a abraçou e cochichou em seu ouvido:
_Eu te amo de mais marrentinha, mas quero que você tenha certeza disso pra não se arrepender depois.
_E eu tenho certeza Aiko, quero ser sua.
Ele sorriu e a puxou pela mão, a levando até seu quarto, ambos entraram e ele trancou a porta deste.
Nayumi ficou meio sem jeito olhando a sua volta, mas Aiko não tirava os olhos dela, e ficou pensando em como sua vida estava mudada e bem diferente do que pensou que seria. Quando se mudara pra aquele apartame nto anos antes imaginou que levaria sua ex-namorada pra aquele quarto, aquela cama, mas nunca o fizera, seu relacionamento fora curto de mais e agora ele agradecia por isso.
Passara tantos anos tentado esconder a atração que sentia por Nayumi, e depois o sentimento bem mais forte, com medo do que ela pudesse pensar e do que esse sentimento poderia causar em sua família, mas agora ela estava ali, consigo, e era ainda mais linda do que ele podia querer, mais esperta do que ele poderia ser e mais encantadora do que ela podia imaginar ser.
Nayumi tinha medo, estava insegura, mas mesmo assim sentia que estava na hora, era louca por Aiko desde sempre, e sabia que ele seria um verdadeiro cavaleiro, um verdadeiro homem com ela, e isso a deixava super feliz.
Aiko se aproximou de Nayumi e lhe tocou com rosto de forma gentil, e sorriu pra ela, aquele sorriso lindo e verdadeiro que ele herdara da mãe.
_Ouve... –ele disse mexendo no celular.
Ela ficou quieta, sentindo uma mão dele em seu rosto enquanto com a outra ele arrumava o celular e alguns instantes depois estava tocando a música favorita dela, a que sempre lhe lembrava ele.
Nay sorriu com o gesto do namorado e o viu colocar o aparelho sobre a mesinha de cabeceira, a enlaçando pela cintura em seguida.
_Você é a garota mais linda que eu já conheci na minha vida.
_E você o cara mais mentiroso. –ela sorriu divertida, o abraçando pelo pescoço.
_Nunca menti pra você, não começaria agora.
_Nunca é tarde pra começar.
_Não seja boba Nay, todo mundo sabe e vê o quanto você é incrível, você deveria se deixar ver também.
_Às vezes eu acho que consigo ver... Quando me olho no reflexo dos seus olhos.
_Então olhe sempre pra esse reflexo, porque é assim que você é.
Ambos sorriram e ele a beijou de forma mais calma, a envolvendo em seus braços de vagar, sendo levada por ele aos poucos, até que se deu conta que ambos estavam na cama, se abraçando, e se beijando e aumentando a intensidade de acordo com a vontade crescente.
Aiko levou as mãos sob a blusa de Nayumi sentindo a pele de sua barriga e cintura de forma delicada, e era tão macia, tão quente que ele suspirou contra os lábios dela, a fazendo sorrir, ela nem conseguia acreditar que poderia causar aquelas sensações nele.
Já sem ar, Aiko levou os beijos pro pescoço de Nayumi, e ao chegar a curva dele, próximo ao ombro, ela se encolheu toda, com a pele arrepiada, o deixando curioso e satisfeito, propenso a repetir aquilo, enquantoi suas mãos iam subindo pelas laterais do corpo dela, e levando a blusa junto.
Não demorou muito e a morena estava sem a blusa, com a pele a arrepiada e as mãos um pouco tremulas, desabotoando a camisa de Aiko, até retirá-la e o observar com cuidado, como já fizara outras vezes, mas agora ela podia sentir cada músculo que admirava, cada parte de sua pele alva, e deliciar com a carne tenra e apetitosa que ele tinha, mordiscando seu peito e seu abdomem de vagar.
Aiko também se arrepiava com os toques dela, a boca dela parecia ficar cada vez mais quente, queimando a sua pele aos poucos, e o deixando ainda mais desejoso.
Com um pouco de pressa, ele levou as mãos ao cós da calça dela e passou a abri-la pra retirar a peça, mas ainda assim ele era delicado, tinha um quê natural de paciência e habilidade de ser envolvente, e ela ia junto dele, sendo levada pelos toques, pelas caricias e pelos beijos ardentes.
Pouco tempo depois, ambos estavam apenas de roupas de baixo, com seus corpos se enroscando e se descobrindo por completo, então ela soltou os cabelos dele de seu costumeiro rabo de cavalo e a cascata negra lhe caiu sobre os ombros e o peito, ele soltou os ceblos dela semi-presos também, e os afagou de vagar, sentindo seu perfume, e inebriado pelo cheiro dela, ele levou uma das mãos a sua intimidade úmida e quente, lhe tocando ainda sobre a calcinha, e arrancando um sispiro longe de prazer dos lábios carnudos dela.
_O que foi minha marrentinha? –ele perguntou sacana.
_Não sei, porque não me diz você.
_Prefiro ações a falas, mas quero ouvir de sua boca o que esse suspiro significa.
E mais uma vez ele a tocou, se concentrando em seu ponto mais fraco, a fazendo arfar rápido de prazer.
_Isso é tortura, estou me sentindo muito excitada.
_Mas a brincadeira nem começou.
_Então porque não está muito diferente de mim?
Ela segurou o volume da boxe dele com vontade, percebendo o quanto ele estava rijo, e o ouvindo gemer baixo contra o ouvido dela.
O tempo parecia não existir, nada no mundo importava mais do que aquilo, então eles se demoraram aindqa mais em toques, cada vez mais íntimos, cada vez mais intensos, se livrando das peças de roupas que ainda usavam, e quando estavam completamente nus, Aiko beijou e mordiscou os seios de Nayumi, enquanto seus dedos a tocavam e invadiam de vagar, e ela retribuía massageando seu mebro cada vez mais latente.
_Aiko, por favor, não agüento mais. –ela gemeu sôfrega enquanto ele lhe punha um pouco mais de pressão em seu clitóris.
Ele sorriu de canto e se deitou sobre ela, sem por seu peso completamente sobre o corpo delicado dela, e beijando ainda mais apaixonadamente, enquanto se ajeitava entra as pernas dela.
_Se doer de mais, eu paro.
_Está bem.
Ambos tinham a falava entre cortada pela respiração pesada e acelerada, pelo prazer intenso que se estendia cada vez mais dentro deles.
Aiko não parou de beijar Nayumi nem por um segundo enquanto se punha dentro dela o mais devagar e delicado possível, e ela correspondia da mesma forma, estava completamente relaxada, com certeza do que queria e por isso não sentiu dor, claro que foi um pouco incomodo, mas logo passou e quando ambos se encararam com os olhos lotados de prazer e amor, eles sorriram e ele começou a se movimentar dentro dela.
Nayumi sentia uma onde de prazer crescente, e se agarrava ao corpo dele com vontade, querendo o sentir cqada vez mais, ele o mesmo, mantinha o ritmo enquanto a beijava na boca e pelo corpo onde alcançava, sentindo o cheiro da pele dela, e indo cada vez mais rápido e mais fundo dentro dela.
Ambos se envolviam naquele ritmo cadenciado e delicioso, até que não agüentaram mais e se derramaram no ápice do prazer.
O moreno se deitou ao lado da namorada e abraçou contra si, esperando que as suas respirações se normalizassem.
_Nossa quantas vezes essa musica já tocou? –indagou Nayumi se dando conta de que a mesma musica ianda se repetia.
_Eu sei lá, coloquei pra reproduzir só ela, e depois que estávamos só de roupa intima eu parei de ouvila pra ouvir só sua voz. –ele sorriu de canto e ela fez o mesmo. –Mas e então, o que achou?
_Do que? –ela se fez de desetendida, e o encarou com semblante inocente.
Ele ergueu uma sobrancelha e fez careta, a fazendo rir.
_Foi incrível meu amor, valeu cada segundo de espera.
_Doeu muito?
_Na verdade não senti dor, você foi tão perfeito que eu estava muito relaxada e tals.
_Que ótimo.
_Mas Aiko... Ah... Quer dizer... No calor do momento nós não usamos camisinha. –ela disse se dando conta do incidente.
Aiko bateu a mão na testa e fechou os olhos.
_Cara que mancada, nem me dei conta disso, tava tão envolvido.
_É, nós dois demos mancada, eu também não pensei, mas relaxa, quando eu sair daqui passo na farmácia e compro uma pílula do dia seguinte, apesar de não fazer muito bem, vai ser só dessa vez.
_Nossa marrentinha, que belo namorado, nossa primeira vez e já dou uma mancada dessa.
_Tudo bem, como eu disse o descuido foi meu também, quando um não quer dois não brigam, isso vale pra tudo, mas da próxima vez a gente tem que verificar tudo antes.
_Você está certa, não vou me descuidar mais, prometo.
_Mas espero que isso não tenha estragado nada do que acabou de acontecer.
_Claro que não estraga, nem se não percebessimos o deslise e tivessimos um filho iria estragar o que houve entre a gente, porque eu te amo de mais morena, você é tudo pra mim.
Ela sorriu encantada e o beijou sobre os lábios.
_Agora descaça um pouquinho, depois vou até a farmácia com você e te deixo em casa.
_Tudo bem então, estou mesmo com sono.
_Eu também, vem cá.
Os dois se abraçaram mais e se cobriram com o edredon e depois cochilaram juntinhos, tendo sonhos maravilhosos.
Notas finais
nos proximo, uma conversa inspiradora entre Kira e Bily, não perdem por esperar...
bjos e até o proximo...
Fale com o autor