Encontros E Desencontros - 2 Temporada
46 Capítulo 46 - Nada mudará
Notas iniciais
boa leitura...
_Tamie? O que foi? –Cris acordou assustado.
_Me desculpe, não quis te acordar. –ela disse envergonhada.
_Não, tudo bem... –ele passsou as mãos pelo rosto e espantou o sono. –Precisa de alguma coisa?
_É que está um pouco frio, ia pegar uma blusa nas minhas coisas.
_Eu pego pra você.
_Não. –ela o impediu de se levantar. –Eu posso fazer isso sozinha.
_Eu sei, mas... –ele se calou, viu que ela era dura no olhar. –Desculpa, só quis te ajudar.
_Eu sei, mas eu sei fazer muitas coisas sozinhas. Desculpe se de acordei, tive um pouco de dificuldade pra sair de dentro do saco de dormir, mas já que estou aqui posso fazer sozinha.
_Tudo bem.
Tamie se arrastou um pouco e vestiu uma blusa de frio azulada, e depois voltou pro lado do namorado.
_Pronto?
_Pronto.
Eles se deitaram, o dia logo amanheceria, mas ainda era muito cedo, então tentaram dormir de novo, mas não obtiveram sucesso.
_Acha que o Bily vai conseguir ajudar sua irmã e o Paul?
_Eu aposto que sim, apesar dele não querer política, ele sabe como fazer e usá-la, então pode ser muito persuasivo, se bem que eu acho que não vai precisar, aquela vozinha está mais calma e se conheço o suficiente de Paul, ele não vai agüentar ficar perto da minha irmã sem fazer nada pra convencê-la da verdade.
_Tomara mesmo que eles se acertem.
_Tomara mesmo. Mas e você, está gostando de acampar?
_Iria gostar mais se não precisasse de você pra tudo.
_Não porecisa de mim pra tudo, você está indo muito bem.
_Não estou nada. Não posso entrar no mar, não posso ir com a cadeira até a praia sem ajuda, não posso fazer a trilha pela reserva, é tudo um monte de não posso.
_Mas você pode aproveitar mesmo assim, se divertir, foi pra isso que viemos.
_Apesar de alguns contra tempos que estamos tendo, eu estou me divertindo, mas se eu pudesse andar séria muito melhor.
_Não se preocupe, você vai voltar a andar.
_Você sabe melhor do que eu que é mais provável que eu não volte a andar e que jamais consiga ter filhos. –ela disse séria.
_Não pense nisso, apenas tente se divertir, só isso.
_Quer mesmo ficar com uma garota que não pode andar e não sabe se poderá ter filhos?
_Bom, pelo menos nunca vamos precisar nos preocupar com sexo sem camisinha. –ele disse debochado, e sorrindo de canto. –E eu já descobri que posso te dar prazer de mil maneiras diferentes que não em sua intimidade que quase não sente nada.
Tamie sorriu de canto, ele estava aprendendo a fazer piadas, mas preferia ver nos olhos dele mais que muito amor, queria ver desejo ao pensar em ter alguma coisa com ela, mas como teria desejo por uma completa nada?
_O que foi? –indagou Cris vendo ela ficar chateada.
_Nada. –ela se deitou e se cobriu, virando o rosto.
_Pra cima de mim não Tamie, te conheço, o que está pensando?
Tamie ficou em silêncio, tímida, mas se lembrou da irmã, se até ela conseguia falar sobre o assunto com o namorado dela, porque ela não conseguia?
_Eu te amo Cris, você é lindo de morrer, todo mundo que olha pra você baba, como vou deixar você ligado a uma menina que não pode nem se mexer direito e lhe dar prazer.
_Sua companhia me dá muito prazer e depois, quando tiver que rolar algo a mais entre a gente eu tenho certeza que vai ser ótimo.
_Fala sério Cris, não tem como pensar que vai...
_Está pensando que porque pessoas vivem em cadeiras de roda elas não transam? Posso te dizer com toda certeza que ela podem ser super realizadas na cama.
_Queria que sentisse desejo por mim que...
Ele a calou com um beijo fogoso, tomando todo o ar de sua boca e a apetando contra si, matando o anseio que tinha há tempos, enquanto lhe explorava a boca por inteiro.
_Não diga isso nunca mais.
_Cris...
_Nunca mais Tamie, nunca mais.
Ele a beijou de novo, cada vez mais de forma mais intensa, e ela retribuiu da mesma maneira, ele abraçou a cintura dela e lhe puxou pra cima de si, levantando sua blusa até a barriga e lhe tocando a pele alva e delicada, enquanto a beijava ainda mais luxuriosamente, sentindo ela passar a ter tanta urgência quanto ele, e lhe abraçar forte, e levar as mãos a sua barriga lisa e definida.
Cris pressionou o mebro já firme contra ela, e ela sorriu contra seus lábios, talvez ela estivesse mesmo errada, então arranhou o peitoral dele de leve e sorriu ao ver encerrar o beijo sem ar.
_Tamie, assim você me faz perde a cabeça.
_Até que enfim! –ela riu travessa e tirou a camisa dele.
_Aiko me mata.
_Está mesmo preocupado com isso?
_Se eu morrer depois disso, serei a alma mais realizada do além. –ele sorriu também e tirou a camiseta dela, sorrindo ao ver seus seios firmes em um sutiã azul escuro, quase negro, e os cabelos dourados caindo sobre os ombros.
De vagar ele inverteu as posições e voltou a lhe beijar a boca, depois correu os lábios úmidos e quentes por seu pescoço e apertou de leve os seios dela em suas mãos, e assim ambos suspiraram e gemeram baixo, pelo prazer que ia se intensificando.
Cris beijou e mordiscou o pescoço, a orelha, os ombros, o colo, os seios, a barriga e chegou ao cós do short dela, ao qual ele retirou de vagar, fazendo com suas pernas o mesmo que fizera com o resto de seu corpo, beijando e mordiscando, vendo Tamie fechar os olhos e gemer de prazer.
A loira sorriu e se assustou ao senti-lo em sua intimidade, afinal, ela o sentiu dedilhar seu ponto mais fraco, e sentir algo era incrível, mas sentir a onda que lhe invadiu em seguida foi ainda melhor.
O moreno sorriu de alegria e prazer ao ver que ela sentia seus toques, então levou a língua e fez pressão no seu ponto fraco, afastando um pouco a calcinha dela. Tamie segurou os cabelos escuros dele e se deixou levar, logo ela não sabia em que planeta estivera, mas fora a sua melhor viagem.
Cris resolveu ver o que mais ela sentia, mas percebeu que ela não sentia quando ele dedilhava sua entrada, mas não se deixou abater por isso, apenas voltou a tocar o corpo dela e lhe precionar o clitóris de vagar, a torturando pelo prazer imenso sendo interrompido momentaneamente.
Com pressa, ele acabou de despir o corpo dela e a tocava por inteiro, sentindo cada parte de seu corpo, e a deixando cada vez mais entegue, até que ela levou as mãos à calça dele, ele pensou em retrair, talves não devessem ir até o final, mas os olhos translúcidos dela não o permitiram fazer ela parar, veria até onde poderiam ir, e depois falaria com ela, assim deixou ela abrir sua calça e depois a retirou, ela quis fazer o mesmo com sua cueca, ele ainda pensou um pouco, mas também cedeu, assim ambos nus se tocavam e se amassavam, enquanto se beijavam pelo corpo e na boca, deixando cada segundo passar como se fosse a eternidade.
_Cris, eu quero muito deixar de ser virgem.
_Tamie, eu não acho que...
_Por favor.
Ele pensou em um milhão de maneiras de dizer a ela que achava melhor esperar, mas não encontrou nenhuma boa pra fazer ela entender que ele queria, só acahva que não devia.
_Tamie, eu sei que estamos muito acessos... –o seu mebro doía. –Mas você... quer dizer, eu...
_Que casal tem o privilégio de não precisar de camisinha na primeira transa? –ela sorriu divertida. –E depois, tenho certeza que não vai doer, o que é ainda mais privilégio.
_Isso com certeza é um sonho, mas...
_Por favor, eu sei que vou sentir como eu devo sentir, isso que importa.
Cris ainda pensou um pouco, mas ao sentir o beijo dela, as mãos dela lhe correndo pelo corpo, e a vendo trêmula de desejo, ele não resistiu, poderia não ser o mais certo a se fazer, mas aprendera que qualquer gesto feito com amor poderia ser entendido e correto, e ambos estavam prontos pra aquele momento.
O garoto se ajeitou entre as pernas dela e segurou uma delas na sua cintura, enquanto a beijava e a penetrava de vagar, e os dois aumentaram ainda mais a velocidade e a profundidade do beijo, quando ele começou a estocá-la, e ele gemeu de prazer contra os lábios dela, no entando não ia sentir isso sozinho, então lhe tomou os seios, como fazia ela tremer de prazer com a boca e com a mão livre lhe massageou o clitóris, a fazendo morder o próprio lábio com força afim de segurar o gemido alto, quase um grito, que queria escapar de seus lábios.
Tamie via a dança do corpo dele, o prazer que ela sentia e o olhar dele penetrando o seu, enquanto seus corpos se chocavam e descobriu que ele jamais quebraria uma promessa, porque disse que daria muito prazer a ela de várias formas que não as vias de fato e ele cumpriu com maestria, deixando os dois suados, cansados e deitados juntos, com os corpos ainda entrelaçados.
_Parabéns pra mim, sou uma mulher completa. –ela disse sorrindo, ainda um pouco ofegante contra o peito dele.
_Não, parabéns pra mim que tive o privilégio de lhe tornar mulher, minha mulher.
Ela lhe beijou e ele sorriu.
_Eu te amo muito Ta, e não importa o que aconteça, eu vou continuar te amando.
Tamie sorriu e se aconchegou mais contra o peito dele, suspirando o perfume de seu corpo, mas eles foram tirados do transe com o burburio de mais um dia se iniciando no acampamento.
_Eu te ajudo a se vestir. –disse Cris ajeitando o cabelo dela.
Tamie sorriu e foi vestindo o sutiã e a blusa, enquanto ele lhe punha a calcinha e o shot, beijando suas pernas e fazendo ela rir, depois ele se vestiu e a beijou apaixonadamente, lhe acariciando a nuca.
_Vamos dar bom dia? –ele sorriu.
_Sim, bom dia ao melhor dia da minha vida. –ela riu alegre.
Os amigos já estavam de pé e todos sorriam.
_O que eu perdi? –indagou Cris ouvindo uma vozinha alegre dentro de si, enquanto trazia Tamie consigo.
A resposta veio da irmã em um beijo alegre em Paul, que sorriu tranqüilo.
_Fala sério, achei que tinha me livrado de você. –disse Cris fazendo todos rirem.
_Não vai ser assim tão fácil.
_Acho que vou dar mais uma chance a esse preguiçoso irritante. –Jum estava só sorrisos.
_Assim é bem melhor. –disse Bily passando o braço pelos ombros de Kira.
_Então vamos aproveitar pra ir comer alguma coisa, estou faminta. –disse Nayumi alegre.
_Então somos duas. –disse Tamie animada.
E assim eles foram tomar café, no mesmo restaurante do dia anterior.
Todos conversavam e progamavam o dia, até que Jhon e Linda puseram uma mão sobre a outra do outro pra pegar uma fatia de pão doce com geléia. Os dois sorriram sem graça.
_É sua.
_Não, fiquei com o jornal ontem, esse é seu.
_De boa, faço questão.
_Que isso, pode pegar.
Bily que observava os dois sorriu de canto e os outros se deram por vencidos, Bily sabia armar um plano.
_Quer saber... –Jhon pegou uma faca e cortou a fatia ao meio. –Pronto, esse pra mim, esse pra você.
_Super pratico. –ela sorriu.
_E adulto. –ele sorriu também.
Os dois deram uma mordia em sua respectiva metade e ficaram se encarando, até que Jhon pegou o guardanapo de tecido e levou aos lábios dela.
_Géleia. –ele disse limpando a boca dela, rezando internamente por poder fazer aquilo com os próprios lábios que queimavam de saudade dos dela.
_Obrigada.
Por alguma razão obsecura, aqueles olhos púrpuras era magnetizantes, completamente mágicos e ela se prendia a eles sem saber como se soltar, e ele se predia aos olhos castanhos amendoados, de forma que não queria se livrar.
_Linda...
_O que é?
_Não, você, você é linda. –ele sorriu e se aproximou um pouco dela.
Ela não disse mais nada, foi fechando os olhos, vendo ele se aproximar dos lábios dela de maneira lenta, como se o mundo tivesse parado, até que seu celular tocou, a assutando e fazendo pular pra longe, deixando todos a volta deles emburrados, estavam esperando muito aquilo.
_Alô?... Ah, minha nossa, é verdade, me desculpe, estarei ai em meia hora. Até logo. –ela desligou o celular e foi se erguer, mas Jhon segurou o braço dela e a encarou suplicante. –Sinto muito Jhon, eu não posso, seria um erro novamente.
Ele a soltou e ela saiu correndo, o deixando muito chateado, será mesmo que não conseguia nunca mais se aproximar?
Notas finais
comentem, está bem?
bjos e até o proximo...
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