Encontros E Desencontros - 2 Temporada
15 Capítulo 15 - Sabor de um beijo
Notas iniciais
_Pai, mãe, precisamos conversar. –disse Paul entrando na sala de estar.
Já se passara duas semanas desde o aniversário de Linda e agora não tinha mais como fugir, ele teria que falar com os pais e com Sasuke e Sakura, então rezava a Deus por não estar fazendo nada de errado.
Temari encarou a expressão seria e compenetrada do filho e percebeu que era algo muito, muito importante mesmo, porque assim como o pai, ele só perdia a tranqüilidade quando estava muito preocupado.
_O que foi Paul? –indagou a mãe preocupada.
_Bom, é complicado... –ele disse se sentando de frente pros dois. –Eu nem sei por onde começar...
_Que tal pela parte que diz do que se trata? –incentivou Shikamaru.
_É sobre a Jum. Bem, o Cris descobriu que gosta da Tamie e ela dele, coisa forte de mais pra deixar passar, e bem, parece que eu não tiro a Jum da cabeça. Nós crescemos muito juntos e de repente, nos demos conta de que elas não são só aquelas garotinhas que brincávamos. Sei que é estranho, eu também acho muito estranho, mas eu gosto dela. A gente trocou um beijo por brincadeira e por fim não consegui mais parar de pensar nisso. Desde que a salvei na piscina me sinto ligado a ela...
_A flor branca... –disse Temari mais pra si mesma do que pro menino, se lembrava da história de Sakura há anos atrás, quando conhecera o Sasuke.
_É, desde lá ela se tornou uma pessoas diferente e agora... Sei que pode parecer que só estou confuso, mais pensei muito no assunto, rememorei muito e nada se compara ao que senti naquele momento do beijo e muito menos ao que senti depois. Ela com certeza é diferente das outras e me faz me sentir diferente.
_E o que quer fazer agora? –indagou Shikamaru.
_Quero namorar com ela. Eu sei que sou um pouquinho mais novo, mas acho que ela também não liga, e isso não é desculpa pra gente não ficar junto.
_O Sasuke não vai gostar disso. –disse Shikamaru sorrindo de canto.
_Eu sei, com certeza vai ter um ataque como o Naruto, mas prefiro que acertemos isso logo, não quero que seja escondido.
_Pelo menos é nesses momentos que sei que não errei com vocês. –disse Shikamaru sorrindo de canto.
_Obrigado pai. E você mãe, o que acha?
_Não vou dizer que gosto da idéia, porque não gosto. Meu filho vai sair de casa, arruma uma namorada, vai fazer faculdade e com certeza tem potencial pra atravessar o mundo, mas também não vou dizer que acho ruim, porque não acho. Jum é uma menina maravilhosa, vai saber lidar com o seu jeito e nós sabemos quem e como ela é, por isso acho que você deve fazer o que seu coração pede.
_Pede pra eu ficar com ela, por mais que eu odeie admitir. –ele sorriu de canto.
_Então pronto, você sabe o que tem que fazer.
Paul sorriu de orelha a orelha, estava muito contente, até que não fora tão difícil quanto lhe pareceu anteriormente.
_Podem ir comigo até lá? Assim vai ter testemunhas do meu assassinato. –ele brincou divertido.
Eles combinaram de ir à casa dos Uchira mais tarde e esperaram ansiosamente pelo momento, Paul nunca se sentira daquela forma, sempre levava as coisas com naturalidade e calma, porém estava agitado desta vez, era sua vida sim, mas com mais alguém.
Já era noite e os Uchira estavam na sala, junto aos Nara, que como sempre conversavam animados, até a hora de entrar nas vias de fato.
_É sempre bom receber vocês aqui em casa, mas porque uma reunião só nossa? –indagou Sakura.
_Tem certos assuntos que temos que resolver, vamos dizer assim. –disse Temari com seu jeito de comando.
_Não estou gostando, parece que falo com a Temari policial do trabalho e isso quer dizer que é coisa séria. –disse Sasuke bem humorado.
_É porque é sério mesmo, mas quem vai dizer é o Paul. –disse Shikamaru tranqüilo.
Sakura percebeu que a filha tremia dos pés a cabeça ao lado de Paul, sentada no sofá, enquanto menino tranqüilo ficava sério.
Um longo momento de silêncio se prolongou, até que Cris se manifestou.
_Anda logo com isso vocês dois, a Jum está tão nervosa que eu já estou tremendo por causa dela. –reclamou o moreno impaciente.
_O que está havendo? –indagou Sasuke ficando sério.
_Sasuke, a gente veio aqui hoje, porque eu tenho um pedido pra lhe fazer, eu gosto muito da Jum e gostaria de namorar com ela. –disse Paul com calma, mas com a voz firme.
Sasuke encarou aquele jovem rapaz com os cabelos loiros e olhos escuros, o modo de falar, de se portar, ele se parecia muito com o pai dele, apesar de lembrar mais Temari fisicamente, mas como o pai dele, Paul falava com segurança o que sentia e fazia o pedido com tanta afirmação que Sasuke se lembrou imediatamente da noite em que estavam no bar, todos os seus quatro amigos e ele contando como se apaixonaram por garotas que só viram uma vez.
_Isso é sério mesmo? –indagou Sakura a Jum.
_É sério mãe. Eu gosto do Paul também, e por mais que a gente ache estranho porque crescemos juntos e brigando, a gente acabou se apaixonando e queremos ficar juntos, e que nos apóiem.
_Vocês são duas crianças. –advertiu Sasuke carrancudo.
_Não somos adultos e nem completamente responsáveis, mais isso não quer dizer que não somo maduros pra sabermos o que sentimos, tão pouco que não possamos ficar juntos. O senhor trabalha com pessoas que são acusadas por crimes bárbaros todos os dias e sabe que idade e tamanho não são documentos. Eu gosto da sua filha, e por mais que tenha tentado esquecer isso e fazer de conta que não, ela é importante pra mim.
_Paul, você é um bom garoto, mas Jum é minha filha, não posso simplesmente... –Sasuke se alterou um pouco, mas foi interrompido pela mão da esposa na sua, o fazendo suspirar e fechar os olhos por alguns segundo, então voltou a abri-los e continuou. –Ela é minha filha, não posso fingir que não me importo.
_Longe de mim pensar que não se importa, pelo contrário, sei que se importa e muito, assim como o Cris que sempre foi uma grande amigo, por isso mesmo estamos aqui, porque se importam e a gente também se importa.
_Esse preguiçoso irritante é o melhor garoto que já conheci papai, então, por favor, deixe eu ser feliz com minhas escolhas, que agora abrangem ele...
Sakura não agüentou, olhou pra Temari e riu, a loira também sorriu, ambas se lembrando dos velhos tempos, de como a amiga chegou a achar Shikamaru lerdo de mais a deixando cheia de desejo sem tocá-la, e os outros ficaram olhando pras duas, sem entender.
_Desculpem, eu sei que o assunto é sério e não estou rindo de você, mas é que a vida é cheia de surpresas. –disse Sakura segurando o riso.
_Nem me fale... –disse Temari também sorrindo.
_A gente tem escolhas? –indagou Sasuke encarando Shikamaru, depois de um tempo.
_O Naruto teve escolhas? –indagou o outro sorrindo leve.
_É, acho que não tem jeito... Mas esse negocio vai ter regras, mocinha. –disse Sasuke erguendo um dedo e apontando pra filha.
Jum correu até o pai e o abraçou forte.
_Você é o melhor pai do mundo.
_É, eu sei, mas preste atenção, não quero saber de nada indecente nesse namoro, entenderam?
_Sim, papai.
_Entendeu Paul? –indagou o moreno se olhos ônix ao rapaz com a expressão mais leve, como era sua habitual.
_Sim senhor.
_E que Deus nos ajude. –disse Sasuke pra esposa e os amigos, que sorriram.
Jum sorria muito feliz, nunca pensou que se sentiria tão bem e tão realizada sendo namorada do garoto mais irritante que ela conhecera, mas estava completa, sentia que poderia fazer qualquer coisa, e teria Paul do seu lado.
Ela se juntou ao loiro e ambos sorriram, então ela o puxou pela mão até o jardim de sua casa.
_E então, feliz? –ele indagou segurando a cintura dela com delicadeza.
_Muito, muito mesmo, e você?
_Mais do que eu pensei um dia poder estar.
_Você foi corajoso e muito fofo, tenho certeza de que se não gostasse de mim, não teria passado por isso, afinal, pode ter a menina que quiser...
_Eu estou com você, que é a única com quero estar há muito tempo. Não consigo esquecer o que a gente já passou e aquele beijo, minha nossa, me tirou toda a razão, e todas as minhas palavras naquele dia, foram verdadeiras.
_Não sabe como é bom saber disso.
_Jum, agora vou poder te chamar de minha, só MINHA, namorada, e não sabe como adoro sentir o gosto dessas palavras. –ele sorriu de sua forma gentil e tranqüila, fazendo o coração dela disparar e se incendiar.
_Meu namorado preguiçoso.
_Minha garota problemática.
Os dois se beijaram e ele não pode acreditar, ela estava vermelha de vergonha e quase não olhava pra ele, então soube que por mais que ela fosse parecida com sua mãe às vezes, ela ainda tinha algo só dela e era isso o que mais gostava em Jum, aquela mistura de sua personalidade.
_O que foi, se arrependeu?
_Não, é que é estranho, você é meu primeiro namorado, parece diferente beijar meu namorado.
Ele sorriu, também sentia algo diferente, mas era algo bom.
_Espero que seja algo bom e que sempre sinta.
_É muito bom, e só vamos saber se sempre sentirei se te beijar de novo. –ela sorriu travessa e ele retribuiu o sorriso, ela com certeza sabia ser delicada mesmo quando queria alguma coisa, assim como era explosiva quando não queria.
Os dois se beijaram, foi apaixonante, delicioso, uma mistura de carinho, amor e sedução que os envolvia por inteiros, até que ouviram alguém pigarrear perto deles.
_Papai disse que não queria pouca vergonha. –disse Cris de sua forma mais séria.
_Não enche, pirralho. –disse Jum sem paciência.
_Olha aqui sua chata, quer esquecer que sou alguns minutos mais novo e passar pra dentro, mamãe está chamando.
_Chato é você, e agora sai da frente então.
Ela puxou Paul que sorriu pra Cris, conhecia de longa data os bate bocas dos irmãos, então só foi com Jum pra dentro, enquanto Cris pensava que Paul fazia muito bem a irmã, jamais conseguira senti-la tão feliz naquela vozinha que os ligava.
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Jhon e Linda estavam almoçando em um pequeno pub no centro da cidade, eles conversavam sobre várias coisas, com certeza se davam bem. Pra ela, Jhon era um homem muito interessante, era inteligente, defendia opiniões sempre com embasamento em algum estudo, ou experiência, era divertido, apesar de meio cínico às vezes, seus olhos púrpuras eram maravilhosos, assim como todo seu corpo e boca deliciosa, ele era um exemplo de que beleza e inteligência poderiam sim andar juntos e ele pensava o mesmo sobre ela.
Desde o dia em que se encontraram pela primeira vez, Jhon ficara curioso, Linda não parecia ser a mesma mulher firme dos palanques, quando estava fora deles era uma garota ainda, delicada, meiga, esperta, e apesar de decidida e firme, sempre queria aprender mais e tinha uma excelente hermenêutica que o deixava confuso vez ou outra.
Por onde passavam todos admiravam, eram duas pessoas lindas e integradas, era gostoso ficar perto deles, era animado e mesmo quando falavam sério não discutiam. A coisa parecia que só poderia melhorar.
Enquanto conversavam no almoço, ele perguntou a ela porque escolhera a carreira política.
_Sempre vi meu pai, apaixonado pelo o que ele faz, acabei sedenta pelo mesmo sentimento e emoção. Adoro ter o poder de mudar as coisas.
_Mas pode acabar mudando também, várias pessoas entram pra política pra mudar o mundo, mas acabam se corrompendo.
_Meu pai quase morreu por ser honesto, ainda me lembro das audiências e dos relatos na época em que eu estava sendo adotada, depois estudei o caso, há algum tempo, e sabe, nunca senti tanto orgulho de ser filha dele, quero que um dia meus filhos sintam o mesmo orgulho de mim.
_Mas soube que lhe fizeram uma boa proposta se eleger algumas pessoas pro seu governo no estado, seria mesmo capaz de recusar todas as propostas?
_Como sabe disso?
_As notícias correm... –ele disse displicente, levando uma garfada a boca.
_Bom, foi mesmo uma boa proposta, mas não estou interessada, no entanto, é obvio que também não se pode abrir mão de tudo o que lhe oferecem, se não acabam te derrubando, só basta saber o que pode ou não ser aceito.
_Já aceitou alguma coisa?
_Não, ainda não precisei, mas sei como se faz.
_Seu pai já fez?
Ela ficou intrigada, porque aquele monte de perguntas sobre aquele assunto? Mas ele pareceu entender o que ela pensava e se adiantou:
_Sou curioso, ainda mais sobre política, sempre quis saber como a coisa funciona por dentro, mas se isso lhe incomoda, podemos mudar de assunto.
_Não é que me incomoda, só me deixou curiosa do porque esse interrogatório.
_Não foi minha intenção, por isso vamos deixar isso pra lá, mudar de assunto.
_Está tudo bem, com você sei que posso falar sobre tudo, certo?
_Nunca direi uma palavra se quer.
_Bom, teve uma vez que papai teve que aceitar uma super faturação de uma obra, uma nova escola precisava ser feita e o processo pelas vias legais de licenciamento demorariam muito, então trocou uma margem de lucro nas obras pra empreiteira afim de conseguir a escola mais de pressa.
_Decisão difícil.
_Vida de político não é fácil.
_Imagino. –ele sorriu de canto.
_Mas agora vamos mudar de assunto, isso tudo é muito pesado pra hora do almoço.
_Tem razão, é sim. Vamos mudar de assunto... –ele levou a mão ao bolso e tirou de dentro dele duas entradas pra uma seção de balé de Hinata. –É a despedida da Hyuuga, sei que vocês todos já devem ter convites, mas esses são pro camarote, ficaria feliz se fosse comigo.
_Minha nossa, tinha me esquecido disso, é amanhã né?
_Isso mesmo, as nove, quer ir comigo?
_Como você disse iremos todos, mas ficarei feliz de ficar do seu lado.
_Então passo pra te pegar e a gente vai juntos.
_Certo. –ela sorriu animada.
Eles terminaram de comer e pararam a porta do lugar, ele estava com o carro dele e ela no dela.
_Te vejo amanhã, então. –ele disse segurando as chaves do carro.
_Está bem, passe pra me pegar às oito?
_Claro, é melhor chegarmos cedo.
_Então até amanhã. –ela disse sorrindo meiga.
_Até amanhã.
Eles se encaram por algum tempo, andavam juntos por muitos lugares, mas não tinham se beijado mais desde a brincadeira, mas por alguma razão, os dois sentiam necessidade daquilo naquele momento, mas não sabiam como dizer ou fazer.
_Ah, o que devo usar nessas ocasiões?
_Bom, é uma noite de gala, Hinata conseguiu se colocar em uma ótima academia de balé aqui perto pra não ter que largar o marido e as filhas, é sua noite de despedida, então são aquelas pompas habitual, sendo assim, algo social no mínimo.
_Já sabe o que vai vestir?
_Ainda não.
_Está certo então. –ele disse e se aproximou pra beijar o rosto dela, e ela fez o mesmo, mas foram tão espontâneos que seus lábios acabaram se tocando.
Linda ficou sem graça, e encarou os olhos dele nos seus.
_Desculpe, eu não percebi que...
_Não se desculpe, porque eu não vou fazê-lo, queria isso há bastante tempo. –ele disse sério, colocando uma mecha de seu cabelo avermelhado atrás da orelha.
_Eu não consigo esquecer aquele beijo que trocamos, mas parece que o sabor está se perdendo. –ela sorriu meiga, mas com o olhar travesso.
_Vamos resolver isso então.
Ele a abraçou com carinho e a beijou profundamente, aninhando o corpo contra si, e se aprofundando naquele momento, até não terem mais ar.
_Bom, eu tenho mesmo que ir. –disse Linda alegre.
_Não vou mais te segurar aqui. Te pego amanhã à noite.
_Vou esperar ansiosa.
_Eu também.
Ele a soltou e viu ela se encaminhar pro seu carro, o deixando com o coração aos pulos no peito, ela entrou no carro dela e sorriu mais uma vez pra ele, se despedindo, depois saiu dali, Jhon suspirou e levou a mão ao peito, jamais havia ficado daquela forma depois de beijar uma garota.
“Pode parar Jhon, não vá se apaixonar agora, não é hora pra isso.”
Ele quis se afastar de mais algum sentimento que pudesse ter e por isso foi pro seu carro e voltar ao seu dia habitual, tinha muito trabalho a fazer, o almoço lhe proporcionara uma tarde produtiva.
Notas finais
até o proximo...
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