Encontros
13 Décimo Segundo Encontro - Je t'aime
Notas iniciais
–- Pois nã... -- Abri a porta e a primeira coisa que vi foi uma mala, quando subi os olhos fiquei totalmente sem reação ao encontrar um moreno muito simpático em minha porta -- Sasuke? -- Não mozão, papai Noel!
–- Surpresa? -- Ele perguntou meio sem jeito, com o casaco ainda nos braços e os cabelos desgrenhados
–- Não... Quer dizer, sim! Muito na verdade -- Encarava sua cara e sua mala, sua cara e sua mala -- O que faz aqui... em Paris...tão tarde... na minha porta? – Muitas perguntas, admito.
–- Eu poderia explicar aí dentro? Aqui fora esta um pouco frio!
–- Ah claro -- Dei passagem e fechei a porta em seguida, tirou os sapatos e pediu permissão para entrar no apartamento -- Fique a vontade!
–- Obrigado! -- Sorriu colocando o casaco no cabide junto com o meu, como médica eu não deixaria de notar o quão pálido Sasuke estava.
–- Você passou muito tempo na neve? -- O ajudei a retirar o cachecol e logo peguei as luvas
–- Um pouco -- Respondeu trêmulo, coloquei a mão em seu pescoço e senti o quão gelado ele estava -- Talvez o banho frio que tenha feito isso, mas estou bem!
–- Banho frio? -- Perguntei -- Você esta maluco?
–- Era o que tinha -- Sorriu sem graça
–- Venha! -- Confesso que em certos momentos da vida eu agia mais como médica do que como mulher, e foi isso o que aconteceu quando puxei Sasuke para o quarto, não me importando com rosas ou cisnes – Tire a roupa! – E não, não havia segundas intenções, pelo menos, não por enquanto.
Enquanto ele me obedecia e tirava a camisa fui até o banheiro encher a banheira, joguei umas coisas espumantes e cheirosas lá dentro e pronto. Voltei ao quarto e ele parecia envergonhado por estar de cueca box e sem camisa na minha frente.
Eu era médica
M É D I C A
Não precisavam ter vergonha de mim, quantas vezes será que eu repetiria isso na vida?
Sentei a seu lado e depositei minha mão em sua testa
–- Você quer morrer Sasuke? -- Ralhei -- Hipotermia é tão comum e tão perigoso, como você faz uma coisa dessas?
–- Sabe, não era esse tipo de encontro ideal em Paris que eu imaginava quando cheguei -- Murmurou
–- Tome um banho quente e tente novamente em seguida, prometo que não me importarei.
–- Hm -- Sorriu e assentiu
–- Pode ir, vou te esperar na sala, mas não tenha pressa -- Afaguei seus cabelos enquanto me levantava -- Temos todo tempo do mundo!
Assim que a porta do banheiro fechou, me desesperei, mas só um pouco. Devo ter dado umas três voltas no apartamento segurando e derrubando roupas, seja a conversa que fosse, eu não queria te-lá vestindo um conjunto de calcinha e sutiam do Pororo.
Assim que coloquei um mais apropriado, arrumei os cabelos rapidamente e voltei para o quarto, abri a mala do Sasuke, porque sou entremetida mesmo e comecei a organizar as roupas no guarda roupa.
Pouco me importava se ele tinha uma reserva em outro hotel, eu não deixaria ele sair desse quarto.
Separei uma calça de moletom e uma camisa preta, que seria opcional, e que Deus permita que ele opte por colocar, senão eu não prestaria atenção nos motivos dele estar em Paris.
Sentei no sofá apreensiva, esse homem tinha se afogado na banheira?
Alguns minutos passaram até que eu ouvisse a porta do quarto sendo aberta, respirei aliviada por ele ter colocado a camiseta.
–- Seu semblante esta melhor -- Sorri como se eu nem estivesse abalada por sua presença -- Bati no assento do sofá a meu lado -- Sente aqui, deixe-me ver. -- Ele obedeceu
Sua temperatura corporal estava normal, seus batimentos cardíacos estavam tão fortes quanto deveriam e sua coloração havia voltado, aquele sim era Uchiha Sasuke
–- Ótimo! Não me assuste assim -- Murmurei e ele sorriu
–- Podemos começar de novo? – Perguntou
–- Vamos apenas pular a parte que você parece o abominável homem das Neves batendo a minha porta -- Concordei -- Primeiro, o que esta fazendo em Paris?
–- Pensei que o investigador aqui fosse eu -- Sorriu -- Mas é uma boa pergunta, só que para isso eu preciso explicar outras coisas
–- Então comece! -- Incentivei, subi com as pernas no sofá e me sentei de frente para ele
–- Não quero dar explicações hoje – Sorriu
–- Como assim? Você tem que se explicar para que eu possa enten... -- Havia modo melhor e mais eficaz do que ser calada por um beijo de Sasuke? Não! Pois é.
–- Lembra quando eu disse que precisava do momento ideal para te falar o que sinto? -- Apenas concordei com a cabeça -- Esse momento chegou.
–- Sasu...
–- No dia que te vi na delegacia, você era a mais engraçada das suas amigas -- Sorriu – E eu apreciei isso.
Suspirou e eu estava entretida demais em suas palavras
–- Eu gostei do seu jeito e depois da carona, pensei que nunca mais te veria, mas surgiu a chance e quase apanhei por uma caixa de morangos e ainda comi chocolates.
–- Não gosta? – Ri
–- Agora mais que antes -- Ele baixou levemente a cabeça e sorriu -- Nunca me diverti como nesses últimos meses, nunca vi uma mulher tão forte e determinada, com um coração tão puro e nobre, uma pessoa que ri e faz rir com tanta facilidade e aposto que nunca mais nessa vida vou encontrar alguém como você, por isso... -- Me encarou, os olhos negros tão brilhantes como a noite refletida nos vidros da janela -- Eu estou falando demais, sei disso, mas não quero perder a chance de ter uma pessoa tão boa quanto você a meu lado.
Momento ideal para meus olhos encherem de lágrimas, só um adendo
–- Não sou o homem mais presente ou falante, -- Completou -- Talvez eu passe longe de ser o seu tipo ideal, o homem dos seus sonhos, mas eu realmente desejo que você me dê uma chance, porque eu... -- Aproximou-se -- Eu.. eu tenho quase certeza que te amo Sakura. -- Um momento por favor! – Na verdade é certeza absoluta – Murmurou envergonhado.
Ou eu começava a chorar copiosamente, ou eu chorava copiosamente abraçada a Sasuke, e a segunda opção era melhor.
Senti o abraço ser retribuído e finalmente, depois de tantos anos senti aquilo que minha mãe e amigas diziam sobre o amor, ele realmente completava.
Quando finalmente as lágrimas deram trégua nos separamos para poder encarar os olhos negros que haviam tornado-se minha maior paixão. Eu estava emocionada sim, pela linda declaração e amor nas palavras, mas eu estava assustada, nunca tinha passado por isso, então quais eram as chances de dar errado?
Como você está pessimista Sakura, credo!
–- Não sou metade do que falou e talvez você esteja fazendo um julgamento muito bom sobre minha personalidade -- Limpei os olhos e sorri -- Mas seja como for, fico lisonjeada por ser amada por um homem tão lindo e tão corajoso, eu realmente... Realmente, te amo mais do que possa imaginar, e por mais que isso me assuste, sei que podemos lidar com isso juntos, não podemos?
–- Meus pais tinham razão -- Sorriu abertamente -- Até Itachi tinha razão dessa vez.
–- Sobre?
–- Dizer que você é a mulher certa para mim! -- E no fim, antes que eu pudesse dar qualquer resposta, fui beijada.
***
A neve caia fina do lado de fora do quarto e amontoava-se nas janelas límpidas, a Torre Eiffel mantinha-se toda iluminada como de costume, mas a decoração de Natal dava o toque especial necessário para a madrugada ficar mais bela.
Se beijavam lentamente, pois não tinham pressa para qualquer coisa, estavam de férias, na cidade luz... Na cidade dos amantes, era perfeito!
Sasuke inclinou-se sobre ela para que deitassem no sofá, as pernas firmes da mulher se descruzaram e repousaram juntas do lado direito do corpo do rapaz.
Diferente da outra vez que também terminaram em um sofá, dessa não havia afobamento, não havia resquícios de desespero e principalmente, não havia nada que pudesse incomoda-los.
O moreno puxou Sakura para que levantasse junto com ele, riram juntos quando Sakura esbarrou com mais força em seu peito e ambos cambalearam para o lado.
–- Sakura... -- Sasuke sussurrou gentil fazendo que os olhos verdes cristalinos voltassem aos seus
–- Hm? -- Foi virada para que admirasse a Torre Eiffel e suas costas se mantivessem encostadas ao peito de Sasuke
–- Isso vai soar muito bobo, mas... – Pausou
–- Diga logo Sasuke -- Riu com sua insegurança
–- Mas você tem certeza que podemos ir até o fim dessa vez? -- Perguntou encabulado -- Quer dizer... Se eu começar, talvez eu não possa parar.
–- Sasuke -- Puxou-o para seu lado e o encarou sorridente -- Tenho certeza que dessa vez podemos concluir o que começamos lá no sofá da minha sala -- Ficando na ponta dos pés, puxou seu rosto para perto e selou os lábios rapidamente, em seguida, sorriu ao moreno.
–- Ótimo! -- Puxou-a pela cintura tirando um gemido baixo da garota -- Tenho bons planos para essa noite!
***
Era fato que eu esperava o momento certo para me declarar e principalmente, para poder toca-la de modo digno e a sua altura, mas nem nos meus planos mais mirabolantes imaginei que tudo isso ocorreria em um quarto de hotel com vista para a Torre Eiffel iluminada pelo Natal e os flocos de neve caindo em Paris, era o time perfeito!
Sakura, pelo que notei, tinha o hábito de vestir roupas confortáveis para dormir, sempre com um short e uma blusa de mangas longas, por isso não seria estranho se vestisse uma lingerie de malha, eu não me importaria.
Mas quando a depositei sobre a cama e retirei sua blusa, dar de cara com um sutiã rendado preto me deixou mais excitado do que eu já estava, e consequentemente minha calça começou a incomodar.
Porém, eu não podia ser apressado, não depois de tanto tempo me contendo.
–- Você é linda -- Sussurrei me debruçando sobre ela e sentindo seu corpo encostar nos travesseiros. Vi suas bochechas corarem e um sorriso bobo e involuntária brotou nos meus lábios, sua mão veio em um tapa no meu braço -- Hey, o que foi? -- Perguntei divertido com o seu modo desconcertado
–- Não me elogie -- Respondeu sem graça -- Não sei lidar com isso! -- Ela era adorável
–- Acostume-se! -- Respondi vendo os olhos verdes brilharem, talvez em amor, talvez em ódio, mas não deixei que minha mente interpretasse, simplesmente voltei a beija-la – Hm – Murmurei quando derrubei as toalhas no chão – O pato caiu.
–- Não era um pato Sasuke, era um cisne – Riu divertida
–- Tem pena não tem? – Voltei a beija-la não dando importância as pétalas que enroscavam-se em seu cabelo e a deixavam mais bonita.
As mãos macias e pequenas deslizaram pelo barrado da minha blusa e esbarraram na minha calça, senti um frio na barriga como de um adolescente virgem, o que nunca pensei que aconteceria novamente.
A camiseta voou em direção a janela, e suas unhas voaram em direção as minhas costas, me aproximei mais, deixando meu corpo mais perto do seu e consequentemente, no meio de suas pernas.
Desci as mãos pela lateral de seus seios, passando por sua cintura e finamente alcançando meu objeto de desejo, suas pernas. As apertei e senti os dentes de Sakura prendendo-se em meus lábios, mas mais do que mordidas, eu queria seus gemidos.
Deixei sua boca e recebi o que queria, todavia não era um gemido de prazer, e sim, de reprovação. Sakura não gostava de ser contrariada, e eu também não.
Desci os lábios por seu pescoço, ela usava um colar com o pingente do símbolo da medicina, o peguei com os dentes para afasta-lo da minha área de dedicação. Os olhos verdes abriram-se levemente, e um sorriso matreiro estampou seu rosto quanto mordi levemente seu pescoço.
–- Não me deixe marcas -- Falou divertida -- Meus demais pretendentes podem não gostar.
–- Pretendentes? -- Certamente ela estava fazendo isso para me provocar, e tinha conseguido -- Diga quem são eles.
–- Precisa de uma lista? -- Riu apoiando-se nos cotovelos
–- Claro -- Ela era manipuladora -- Preciso saber os nomes e feições daqueles que tenho que matar -- Ela gargalhou e eu me senti um otário por dar atenção ao que eu sabia ser apenas uma brincadeira.
–- Você é possessivo -- Os olhos brilharam
–- Não sabe o quanto -- Murmurei alcançando seu short e o retirando rapidamente -- Cuido do que é meu Sakura.
–- Espero que cuide bem -- Sorriu -- Pois eu tenho o péssimo hábito de me meter em confusões!
–- Fique tranquila -- Beijei seus lábios -- Te livrarei de todas elas!
***
Vamos recapitular minha vida amorosa: Era um lixo bem lixoso.
Nunca tinha tido um relacionamento duradoura e quando ele passou dos 5 meses eu comemorei pensando que finalmente tinha chego o momento de me casar, o que não aconteceu, obvio!
Minha vida sexual também não era aquelas coisas, e isso pode ser baseado que minha primeira vez tinha sido com um desconhecido numa noite de bebedeira, nada para se orgulhar, mas tinha dois lados muito bons nisso:
1º O desconhecido era muito gostoso, pelo menos a parte que eu tinha visto;
2º Eu não lembrava da dor e nem de ter sentido dor ao deixar de ser virgem.
Aí vieram as transas ocasionais com os namoradinhos, mas fora isso, necas.
Mas com Sasuke, ah o Sasuke...
Ele chegou para finalmente colocar ordem na minha vida amorosa e me tirar dessa abstinência sexual, ele era perfeito.
Que língua maravilhosa é essa?
Mas melhor do que a língua, foi quando depois de me levar ao céu e esperar minha conexão com a terra, vi o que ele tanto guardava dentro das calças, e eu tinha certeza, seu sapato não era 42 a toa.
***
Sakura era doce, em todos os sentidos e sabores, deixei de compará-la a qualquer mulher quando senti seus lábios pela primeira vez dentro do meu carro, ela era única e eu tinha sorte de ter encontrado alguém como ela para passar o resto da vida.
Quando eu finalmente pude estar dentro dela, mais gemidos de satisfação saíram dos seus lábios e encontraram-se com os meus. Era aconchegante e apertado demais para que eu mantivesse a consciência de todos os meus movimentos e atos.
O que eu sabia vagamente era que hotéis luxuosos geralmente continham barreiras sonoras nas paredes, para que nenhum som chegasse a outros quartos, então eu poderia fazê-la gritar.
Não estava nos planos ser selvagem e deixar um pouco o romantismo de lado, mas não dava para ser suave quando eu me sentia na beira de um abismo.
Suas unhas arranhavam minhas costas e sua respiração, gemidos, gritos e principalmente meu nome eram sussurrados a meu ouvido eriçando os pelos da nuca.
A calefação parecia estar forte demais, ou nós que estávamos quentes demais...
Não importava.
Os lábios dela vieram aos meus, uma de suas mãos saiu de minha nuca e escorregou para meu queixo, uma mordida, um gemido, um nome e eu senti tudo o que havia sido reprimido pela água fria se libertando.
Era novidade para mim essa satisfação tão completa e mais novidade ainda era ouvir meu próprio gemido, rouco, baixo, mas ecoando para que nós dois ouvíssemos.
Ela mordeu o próprio lábio sentindo sua própria liberação, e eu observei admirado a mulher em baixo de mim, as maçãs do rosto levemente coradas, os lábios vermelhos e inchados pelos beijos e mordidas, a marca no pescoço, a vermelhidão nos seios, os cabelos longos esparramados pelos travesseiros e finalmente, os olhos verdes, grandes e brilhantes me encarando satisfeitos.
Ela sorriu e eu gostaria de guardar esse momento para sempre na memória, pois em 28 anos, ele parecia o melhor que eu já havia vivido.
–- Aishiteru -- Sussurrei deitando a seu lado e a vendo voltar-se a mim
–- Não pode voltar atrás de suas palavras, nem de seus atos, tem noção disso? -- Perguntou parecendo pela primeira vez insegura, o que não condizia com sua personalidade
–- Sei! -- Assenti é pude sentir sua respiração suave bater em meu rosto e seus dedos delicados aproximando-se de minha mão -- Por isso não diria, nem faria nada disso, se não fosse com você.
–- Sasuke... -- Me encarou, negros nos verdes e logo sua boca encostava-se a minha, delicadamente como nosso primeiro beijo – Aishiteru
***
Quando tratava-se de amor eu era um poço sem fundo de insegurança, eu não sabia amar, namorar, me comportar, era um zero a esquerda, por isso depois de sentir o quão intenso Sasuke era com seus sentimentos, ouvir uma declaração e um Aishiteru depois de tudo, eu estava tremendo toda.
–- Quando te conheci tive medo dos meus sentimentos -- Atraiu minha atenção -- E assim que notei que estava apaixonado eu queria me esconder dentro do banheiro e não sair nunca mais -- Sorriu e eu sorri junto, pois eu queria fazer a mesma coisa, mas meu esconderijo era outro -- Então notei que eu não podia lutar contra isso, e mesmo sem nunca ter sentido isso, quero que aprendamos juntos
–- Você esta sugerindo que nos amemos mutuamente e aprendamos com nossos próprios erros e acertos?
–- Você é sempre tão didática? -- Perguntou debochado e eu sorri
–- E se não der certo?
–- Nós faremos dar Sakura! -- Seu corpo girou sobre o meu e sua boca repousou delicadamente sobre a minha, gentil e devagar nós beijamos e com certeza, não pararíamos por aí.
***
–- Será que a Sakura não vai descer pro café? -- Kizashi murmurou enquanto passava geleia no croissant
–- Ela deve estar se aprontando -- Respondeu encarando o olhar reprovador do marido -- Tá bom! Eu subo pra ver.
Passou na recepção e conversou com a moça loira de cabelos longos e olhos verdes, pegou o cartão da camareira do quarto e subiu.
Se seu plano tivesse dado certo, Sasuke teria chego, se não, Sakura só estava dormindo de mais, mas pelo tamanho da curiosidade, decidiu averiguar.
Abriu a porta vendo as cortinas fechadas e as almofadas do sofá bagunçadas, não precisou de dois passos para ver através da imensa porta a cama de casal tomada por duas pessoas.
–- Isso! -- Comemorou fechando a porta e seguindo até o elevador, pegou o celular e discou apressada, sendo prontamente atendida
–- Mebuki, e então? Novidades? -- A Haruno entrou no elevador e enquanto a porta fechava, disparou um sorriso as portas duplas do quarto e murmurou
–- Tenho grandes novidades!
***
Abriu os olhos lentamente, porque seu quarto estava tão claro? Olhou para sala e notou as cortinas abertas, mas jurava que as tinha fechado noite passada...
Sentiu a respiração em seu pescoço, o peso agradável em sua cintura e o perfume amadeirado do homem que dormia a seu lado. Era reconfortante acordar ao lado de Sasuke.
Ele remexeu-se em seguida, afastou-se momentaneamente para coçar os olhos e voltou a abraçá-la, antes que ela levantasse como tentava.
–- Bonjour!–- A voz cristalina da mulher a seu lado soou, era delicioso te-lá na cama tão cedo -- Mon'ange–- Completou
–- Bonjour!–- Respondeu virando-a para si, como ela podia continuar linda recém acordada? -- Dormiu bem?
–- Muito bem! -- A mão delicada escorregou por seus cabelos -- Eles são mais bonitos ainda quando você acorda -- Sussurrou entretida com os fios negros
–- Só eles? -- Provocou vendo-a sorrir em seguida
–- Non! Eles e o dono deles, já vi muitos homens bonitos, mas igual você... -- Sorriu aproximando-se -- Não sei se é porque estou perdidamente apaixonada, ou porque você é realmente bonito
–- As duas coisas -- Beijou-a antes que mais constatações viessem.
–- Perdemos o café da manhã! -- Salientou levantando-se na primeira oportunidade, a camisola preta delineava o corpo esguio e deixava totalmente amostra a lingerie
–- Quem se importa com café da manha... -- Sasuke levantou-se ajoelhando na borda da cama e estendendo a mão para que ela pegasse -- Quando estamos sozinhos em um quarto? -- Puxou-a para si tendo a satisfação de ouvir um gemido baixo quando o corpo pequeno bateu sob seu tórax.
–- Que tal um banho? -- Sugeriu rodeando os braços pelos ombros do moreno, que respondeu retirando sua camisola antes de tomar-lhe os lábios.
–- Ótima ideia! -- Murmurou pegando-a no colo e levando até o banheiro, entre risadas e beijos, a porta foi firmemente fechada.
***
–- Pelo menos vocês estão aqui para almoçarem conosco -- Minha mãe respondeu depois de ouvir a história da vinda de Sasuke.
–- Por um momento pensei que Sakura passaria as férias dormindo, mas vejo que ela tinha motivos para ficar enfurnada no quarto.
–- Okay Otousan, agora vamos para a parte que vocês nos contam que plano bolaram com os Uchiha.
–- Vocês são muito lentos -- Mamãe despejou, com todo seu veneno em meu almoço -- Ou ajudávamos, ou vocês ficariam no 0 x 0, aí não dá Musume.
–- Se fossemos esperar vocês dois tomarem a iniciativa, seriamos avós quando já estivéssemos sentados no céu.
–- Otousan! -- Sasuke riu
–- Mas foi bom, veja, agora você poderá passear por Paris com seu namorado e não com seus pais.
–- E quem disse que eu não quero passear com vocês? -- Perguntei
–- E quem disse que eu quero vocês passeando conosco?
–- Outosan -- E novamente Sasuke riu, comecei a pensar que ele poderia acostumar-se com isso.
Minha família, era uma loucura!
***
–- Jingle Bells, Jingle Bells, Jingle Bells Rock, Jingle Bells swing... – Minha mãe estava realmente animada, fazia tempo que não passávamos o Natal fora do Japão.
–- Okaasan, o que faremos amanhã à noite? – Perguntei seguindo os dois que iam a frente com sacolas e sorrisos no rosto, enquanto eu usava Sasuke de cabide e segurava sua mão.
–- Depois da ceia no hotel, que tal um passeio até a Torre para ver os fogos? – Murmurou – Há uma pequena comemoração por lá
–- Pode ser – Assenti e perguntei a Sasuke – Por você também?
–- Esta ótimo! – Sorriu
–- E depois?
–- E depois vocês desgrudam da gente e cada um para seu quarto fazer sua própria comemoração.
–- Otousan! – Todos riram.
Até a data de partir, eu perderia as contas de quantas insinuações meu pai faria e de quantas vezes eu chamaria sua atenção.
Realmente, eu precisaria de muita paciência para sobreviver a essa viagem à Paris.
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