Encontros
12 Décimo Segundo Encontro - Bienvenue à Paris
Notas iniciais
17 de Dezembro 2014
–- Colocou os casacos na mala Sakura? -- Minha mãe andava para lá e para cá com uma imensa lista em mãos -- Lá esta muito frio, parece que o inverno chegará com tudo!
–- Claro mãe, sei olhar a previsão do tempo!
–- E as botas? Cachecóis, luvas e capuzes?
–- Sim, sim, sim e sim! -- Enumerei brincando de apertar Goku.
Ele não poderia ir, mas Hinata cuidaria dele junto com Yin, o imenso labrador, não sei precisar quantos anos não tiro férias de dias seguidos, mas deixar Goku me deixava realmente chateada, não poderia passar o primeiro Natal junto a meu filhote.
A segunda coisa chata disso tudo é também deixar Sasuke para trás, não que tivéssemos alguma coisa, pelo menos não ainda, mas andávamos passando bons momentos juntos. Ele vinha me visitar quase todas as noites, nos encontrávamos no lobby e lá ficávamos conversando um pouco, perguntando como foi o dia um do outro e ocasionalmente trocando alguns beijinhos, breves o suficiente para que nenhum morador visse, nem mesmo Yoshi.
Ele trabalhava bastante, mas isso realmente não me incomodava, pois eu não era nenhum exemplo caseiro, o que me incomodava era esse medo dele de subir até meu apartamento, isso sim!
–- Sakura, esta ouvindo? -- Mamãe balançou o telefone em minha frente -- Hinata quer falar com você.
–- Ah sim! -- Peguei o aparelho ignorando o olhar mortal de "você não estava me ouvindo garota ingrata"–- Mochi Mochi
–- Tá aí uma coisa que não como faz tempo, Mochi no café da manha é ótimo!
–- Obrigada pela dica, agora o que você quer? Estou ocupada vendo minha mãe rearrumar minha mala!
–- Ocupadíssima! Só queria avisar que Naruto esta indo aí buscar Goku, vamos a um passeio hoje!
–- Você esta me dizendo para entregar o meu precioso filhote ao Naruto? -- Ela sorriu sem graça do outro lado da linha -- Hinata, se acontecer alguma coisa com Gokuzito eu coloco seu noivo na coleira e aí sim, ele saberá o que é ter um dia de cão!
–- Sabe de uma coisa? Estou indo junto, nos espere -- Falou animada
–- Muito sensata, estou te esperando!
Quase duas horas depois, meus pais continuavam em casa, falando mais que a boca e acrescentando malas a bagagem.
A campainha tocou e não só Hinata com Naruto entraram, e sim a trupe toda, Neji e Tenten, Sai e Ino, Shikamaru e Temari e até mesmo Yin e Choco.
–- Mas o que...? -- Tentei perguntar, mas fui completamente ignorada enquanto eles cumprimentavam meus pais e os cachorros rolavam alegres e brincalhões por meu tapete.
Eram 16h e meu vôo só decolaria 1h40 da manha, eu tinha certeza que essa festa de despedida duraria mais do que eu gostaria de agüentar.
***
–- Ino, venha cá -- Mebuki chamou a loira enquanto Sakura conversava distraída -- Pode entregar isso a uma pessoa para mim?
–- Entregar? -- Pegou o envelope que lhe foi estendido -- Para quem?
***
–- Bom, a festa tá boa, vocês já comeram, beberam, destruíram parcialmente meu patrimônio, hora de ir não é? -- Bati as mãos para que prestassem atenção em mim
–- Já Sakura? São 20h ainda -- Naruto choramingou
–- Au revoir mes amis–- Falei pegando Goku no colo, o abraçando e colocando dentro da caixa de transporte -- No japonês claro, vazem!
–- Você é um amor Sakura -- Temari levantou-se -- Não se esqueça de nossos presentes e avise quando chegar
–- Sentiremos sua falta -- Tenten pulou em cima de mim -- 15 dias é tanto tempo!
–- Voltarei lotada de presentes -- Murmurei entregando Goku a Hinata -- Cuide bem do meu filhote e todos vocês se cuidem na minha ausência.
–- Hi! -- Falaram juntas e começaram a sair, meus pais foram os últimos, dizendo que passariam para me pegar as 23h
Precisava apenas de um banho e talvez, de um cochilinho rápido, mas a casa ficava tristemente vazia sem Goku.
***
–- Meninas, meninas -- Ino chamou no estacionamento quando todas se dirigiam a seus carros -- Venham cá!
–- O que foi Ino, estou cansada -- Temari resmungou
–- Emergência grau 5 -- Falou e viu todas correndo em sua direção, deixando os noivos sozinhos com os cachorros.
–- O que foi? -- Tenten perguntou curiosa
–- Temos uma encomenda para entregar -- Mostrou o envelope sorridente -- E vocês nem imaginam quem é o destinatário!
***
–- Graças a Kami a noite esta tranqüila -- Suigetsu espreguiçou-se -- Até podemos tirar um cochilo se nos concentrarmos -- Juugo concordou
–- E você Sasuke, como anda o lance com a rosadinha -- Juugo perguntou de sua mesa e obteve a atenção de todos os subordinados de Sasuke
–- Não tem lance nenhuma e é Sakura para você, não, melhor, Doutora Haruno -- Rosnou contrariado
–- Você apaixonado é uma das coisas mais estranhas que já vi e olha que todo dia vejo algo estranho! -- Suigetsu sorriu
–- Para ver algo estranho é só se olhar no espelho Suigetsu -- Sasuke alfinetou e riu junto com os outros homens -- Preciso de férias de vocês isso sim! -- Levantou-se para espreguiçar-se e foi surpreendido por furacões femininos invadindo sua delegacia
–- Sasukezinho querido -- A loira amiga de Sasuke entrou animadamente por volta das 22h, na concepção de Sasuke, quem era tão animado assim as 22h da noite?
–- Ino? -- Torceu para acertar o nome da loira
–- Bingo! -- Sorriu -- Precisamos falar com você.
–- Em particular? -- Perguntou já encaminhando-se a sua sala, mas deteve-se pela voz de Tenten
–- Precisa não, pode ser aqui mesmo! -- A morena tomou o envelope das mãos da loira -- Estamos aqui a mando dos pais da Sakura e dos seus também.
–- Dos meus pais? -- Perguntou desconfiado
–- Exato! -- Hinata sorriu -- Nos pediram para que te entregasse isso Sasuke-sama! -- Mais uma vez o envelope trocou de mãos e Hinata o entregou
–- O que é isso?
–- A única coisa que nos foi pedida para dizer era que lesse em casa e o mais rápido possível.
–- Em casa?
–- Sim, pois aparentemente, você tem malas a fazer -- Ino piscou vendo o semblante confuso do moreno e puxou as amigas para fora -- Boa noite rapazes -- Acenou da porta e disse uma ultima vez -- Se eu fosse você Sasuke, seria rápido!
***
–- Esta cinco minutos atrasado Otousan -- Falei enquanto entrava no carro, minha costela já não doia tanto depois de uma semana, e os ponto internos eram quase invisíveis, estava pronta para outra, não, brincadeira!
–- O trânsito esta horrível, ah se eu tivesse um helicóptero -- Resmungou
–- Ah de você pisasse mais nesse acelerador -- Uma das funções da minha mãe na vida do meu pai era tirar com a cara dele, por isso eu amava viagens em família.
Chegamos ao aeroporto, fizemos o check-in, comemos umas besteiras e assim que nosso vôo foi anunciado, éramos os primeiros para entrar no avião.
Levei algumas leituras, coloquei musicas novas no celular, mas eu fazia isso apenas de praxe, pois assim que o avião subia, eu caia em sono profundo e geralmente acordava apenas com o serviço de bordo.
***
Cheguei em casa confuso ainda, que diabos tinha sido aquilo na delegacia, que entrega era essa e porque meus pais estavam no meio?
Tirei o sapatos e o casaco, me joguei sobre o sofá e abri o envelope azul. Retirei dois papeis e me ative ao primeiro que possuía letras o suficiente para ser uma carta. E aquela letra era da minha mãe
"Musuko
Itachi esteve aqui para um jantar no meio da semana, e ficamos sabendo que seu relacionamento com Sakura evoluiu, estamos realmente felizes que vocês estejam juntos, pois Sakura é a menina dos meus sonhos para você.
Tendo em vista que nós e os Haruno somos amigos, nos encontramos em uma cafeteira há dias atras e ficamos sabendo do sequestro e de seu resgate, seu pai e eu estamos realmente orgulhosos de você querido.
Todavia, o que importa nesse momento, é que Uchihas e Harunos já se relacionam como uma família, isso não é magnífico? E por isso, nos foi dito sobre a viagem de Sakura à Paris, e por incentivo de seu irmão, que nos assegurou que você precisaria de um momento a sós com a pequena Sakura, estamos, junto aos Haruno te dando esse presente.
Infelizmente, não conseguimos os mesmos horários, mas você chegará apenas 5 horas depois, então acredito que haja tempo suficiente para que faça as malas, organize as idéias e diga tudo que deve ser dito.
Afinal, Uchiha nenhum se acovarda diante das decisões.
Espero que seu irmão esteja certo e que futuramente, possamos vê-lo amando e sendo amado como merece.
Com carinho
Uchiha Mikoto
Fechei a carta colocando-a sobre a mesa e puxei o resto do envelope, o bilhete da Air France com meu nome, meus dados e horário de saída as 5h20 me informava muito bem que aquilo era uma passagem, e por mais impressionado que eu estivesse pela idéia de meus pais, eu finalmente entendi o que eu tinha que fazer.
Eu iria a Paris
Encontraria a Sakura
E me declararia, pois não podia perder mais nenhum minuto sem ela em minha vida.
***
Finalmente tínhamos chego, como o previsto eu dormi muito bem obrigada a viagem inteira, fazia tanto tempo que não saia do Japão que respirar os ares europeus me fez espirrar.
Quando eu viajava com meus pais, eles cuidavam de tudo e eu me tornava a pessoa que sentava em qualquer lugar, lia qualquer revista e apoiava os pés nas malas, porque minha única função era vigia-las.
–- Aqui -- Mamãe estendeu o cartão chave em minha direção.
–- Não vamos ficar no mesmo quarto dessa vez? -- Perguntei curiosa
–- Sakura, você já não tem mais 12 anos, pode ficar sozinha.
–- Mãe, nós fomos para os Estados Unidos ano passado e você me socou no mesmo quarto para "curtirmos a viagem completa em família"–- Fiz aspas com os dedos -- Que novidade é essa agora?
–- É uma segunda lua de mel -- Meu pai respondeu rápido
–- Vocês tem lua de mel todo ano, já devem estar na vigésima, mas em todo o caso -- balancei o cartão em frente aí rosto -- Obrigada!
–- Você esta na cobertura, nós estamos na presidencial -- Minha mãe chacoalhou-se animada -- Ah férias...
–- Vocês pouco trabalham
–- Cala essa boca Sakura -- Rosnou, Ah como eu adorava provoca-los -- Vamos subir, nos arrumar e descer para dar uma volta e jantar, o que acha?
–- Acho ótimo, porque aquela comida do avião não me fez diferença! -- Sai arrastando minhas bagagens até o elevador
–- Como é esganada, tinha que ser filha do seu pai mesmo!
***
Não estava de férias, nem de licença, nem de folga ou era fim de semana, mas o que isso importava quando eu estava desembarcando no aeroporto de Paris?
Nada exatamente!
Pedi a Juugo que mantivesse as coisas dentro do controle, pois eu voltaria logo, só não disse que o logo variaria de 10 à 15 dias. Em todo caso, faria os papeis da minha licença quando eu voltasse, e ficaria tudo bem.
Nunca tive interesse de aprender falar francês, mas eu deveria agradecer minha mãe por ter me enfiado naquela aula cheia de meninas e com uma professora bem tiazona que cuspia enquanto falava, nesse momento eu estava realmente satisfeito.
No verso da carta havia o nome do hotel que Sakura estava hospedada, e só agora que pisei em Paris notei que eu não possuía reserva em hotel algum, dormir em baixo da Torre Eiffel não estava exatamente nos planos.
Peguei um taxi e depois de alguma conversa, ele me indicou um Pub hospedaria, onde eu poderia comer, tomar um banho e se eu tivesse sorte, ficar hospedado.
Mas eu realmente não tive sorte, pois os quartos estavam todos cheios. Conversei com o dono por uns instantes, e por generosidade ele permitiu que eu tomasse um banho e me trocasse em seu quarto, o fiz o mais rápido que pude para não incomoda-lo e desci para comer alguma coisa.
Durante nossa conversa descobri que o hotel que Sakura estava, localizava-se perto da Torre, e era um dos mais cobiçados e luxuosos de Paris, ficou obvio que eu não conseguiria um quarto lá também, não é?
Sai do Pub e peguei um taxi rumo a meu encontro com Sakura, e sobre o lugar que eu dormiria, na pior das hipóteses, eu pediria abrigo em uma delegacia, afinal, nós combatentes do crime somos todo irmãos não é?
***
–- Que jantar magnífico -- Entrei no saguão do hotel com meus pais de mãos dadas atrás -- Obrigada!
–- Não mais agradeça agora e sim amanha -- Respondeu meu pai olhando no relógio
–- Amanha? -- Encarei-o -- Doushite?
–- Porque sim e Sakura... -- Minha mãe me chamou -- Pare de dar consultas que as pessoas não pedem, aquele casal italiano ficou realmente assustado.
–- Desculpe mãe, mas você viu como o rapaz tremia? -- Entrei no elevador acompanhada deles -- Pensei que estivesse com febre, ou pior, hipotermia.
–- Coloque um ok ao lado de "estragar um pedido de casamento" em sua lista de vacilos Musume -- Meu pai gargalhou
–- Não enche pai! -- Subimos para nossos quartos
Meus pais saíram do elevador primeiro, a suite presidencial ficava no sétimo andar, já a cobertura ficava no décimo oitavo. Não importa onde eu fosse, sempre ficaria entre o décimo sexto e o décimo nono andar, era uma espécie de karma.
Desci do elevador e passei o cartão na porta contente, tinha feito uma boa viagem, chego bem, descansado bem, comido maravilhosamente bem e eu estava morta, quando olhei no celular, vi doze ligações perdidas da Ino.
E ter ligações perdidas da Ino era pior que ter da minha mãe.
–- Ino? -- Perguntei assim que ouvi o alô
–- Sua ingrata, porque não avisou antes que chegou bem?
–- Você por acaso viu alguma noticia de desastre aéreo? Não mé, então -- Sorri sem graça.
–- Vá para o inferno Sakura -- Resmungou mal humorada, mas no segundo seguinte sua voz já era doce e contida -- Alguma novidade? Nenhuma encomenda? Entrega especial ou algo do tipo?
–- Do que diabos você esta falando agora em? -- Fechei finalmente a porta do quarto, ficando em pé na sua frente
–- Absolutamente nada, boa noite!
–- Ino? Ino! -- Encarei o celular, ela realmente tinha desligado na minha cara? E o que era aquilo de entrega especial? -- Eu em!
Joguei o telefone na mesa perto da porta e retirei as botas deixando no canto, a calefação estava ligada então quanto mais rápido eu tirasse o cachecol, as luvas e o casaco, melhor seria.
Coloquei tudo no cabideiro perto da porta e fui ver o que tinha no frigobar e em cima da mesa, alguns salgadinhos, chocolates, água, sucos, balas, nada que realmente me agradasse.
Me joguei no sofá lendo o guia ilustrado de Paris, tínhamos alguns passeios de praxe para fazer, mas eu queria dessa vez conhecer lugares novos. Fiquei assim uns 15 minutos, até decidir que eu estava com a digestão feita e pronta para o banho.
Entrei na suite e a cama de casal era imensa, não entendi muito bem o motivo das pétalas de rosa, dos cisnes e do champanhe...
–- Champanhe? -- Me aproximei retirando a garrafa do balde -- Mas isso não estava aqui quando eu cheguei -- Coloquei de volta e sorri em seguida -- Uuuuh cortesia, adoro uma coisa gratuita!
Deixei as flores, o cisne e a bebida para lá e me meti embaixo d'água quente. Tomei um banho de banheira relaxante, com umas espumas e aromatizastes muito bacanas e sai revigorada.
–- Espero que amanha as camareiras reponham essas coisas legais -- Já que eu estava roubando todos os sabonetinhos, shampoos e sais que haviam sobrado.
Coloquei um short e uma blusa simples, a calefação européia funcionava muito melhor que a asiática ou a lá de casa estava com algum problema.
Fechei as malas, guardei as roupas, tirei os sapatos do meio do caminho e Voilà, o quarto estava impecavelmente arrumado e cheiroso, porque aqueles óleos de banho impregnavam.
Sentei no sofá para procurar algum canal interessante na TV, mas não consegui ler nem o manual do controle remoto para liga-la antes que a campainha do quarto tocasse.
***
Cheguei ao saguão do hotel por volta das 23h, era tarde o suficiente para saber que provavelmente não veria Sakura, por isso decidi primeiro tentar uma reserva, falaria com ela amanha.
–- Boa noite senhor! -- O rapaz com uniforme impecável sorriu brevemente
–- Boa noite, preciso de um quarto -- Respondi, depois de tantas horas de viagem e perambulando por aí, não estava com muita paciência para conversas.
–- Claro! -- Sorriu novamente e eu fiquei realmente aliviado -- Preciso da passagem e do passaporte senhor. -- Entreguei e logo seu semblante mudou -- Senhor Uchiha, já temos uma reserva em seu nome.
–- Em meu nome?
–- Sim! Senhora Mebuki Haruno a efetuou dias atrás. -- Mexeu no balcão retirando algumas coisas e logo me entregou um cartão -- Aqui, quarto 1008, no décimo oitavo andar , por favor, bata na porta e espere, seu cartão ainda não encontra-se disponível para utilização.
–- O cartão o qu... -- Fui cortado pelo gentil rapaz que devolvia meus documentos
–- Tenha uma ótima estada em Paris, desfrute o Natal na cidade Luz -- Agradeci e segui até o elevador.
Bater na porta? Se o quarto estava reservado para mim quem abriria? Será que a camareira estava colocando o quarto em ordem para uso ainda? Mas tão tarde?
Eram tantas perguntas, mas meu raciocínio começava a ficar lento para que eu respondesse a todas, no fim, eu descobriria batendo na porta, simples!
Cheguei ao décimo oitavo andar e me dei conta que sequer havia perguntado de Sakura, teria sido melhor, pois logo cedo eu poderia me dirigir a seu quarto.
Encarei as portas duplas do número 1008 e bati como ordenado, geralmente eu era uma pessoa fácil de cumprir regras.
Ouvi passos dentro do cômodo e por um segundo as coisas se organizaram, não podia ser... podia?
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