Encontro inevitável
2 Capítulo 2 - O treinamento
Notas iniciais
No capítulo anterior...
...Vegeta: E você, Nappa?! Vai fazer como Radits? Prefere ser um fracote como ele e descansar?
Nappa: Não, Vegeta. Eu irei com você, não sou como Radits.
Vegeta: Hum... Acho bom. Os saiyajins precisam ser fortes, e esse idiota é uma desonra à nossa raça!...
Assim, os dois entram na base e partem para a sala de treinos; iniciando com um treinamento pesado e intenso...
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Vegeta e Nappa entravam na base do planeta Freeza. Tinham que passar por um longo corredor para chegarem até a sala de treinamento.
A sala não era tão espaçosa e seus métodos de treino eram ultrapassados. As técnicas eram fracas, chegando a ser patéticas para o príncipe, que mesmo tão jovem, era detentor de um enorme poder...
Sala de treinamento...
Soldado: Ma-mas isso é impressionante!! – o soldado se espanta com o feito do jovem guerreiro – Ele acabou com todos os saibamans! E de uma só vez!!...
Nappa: Hahaha! Ora, isso não é de se espantar, ele é o príncipe da raça guerreira saiyajin, tinha que ser realmente muito forte!...
Soldado: Mesmo assim, soldado Nappa! Ele só tem doze anos... – de repente, Vegeta interrompe a conversa que os dois tinham.
Vegeta: Ei, abram essa porta! Abram logo, senão irei derrubá-la! – diz de modo grosseiro e impaciente.
Soldado: Si-sim, já irei abri-la. Só um momento, só um momento... – o soldado se apressa para abrir a porta, antes que Vegeta a derrubasse.
Vegeta tinha dado o treino como encerrado, pois acabara muito facilmente com os saibamans que eram seus adversários.
Com apenas um golpe, todos os saibamans são eliminados. Utilizando um poder relativamente baixo para ele, o treino foi classificado como “entediante”, não o desafiando em nada...
Agora, fora da cabine de treino, Vegeta encontra-se frente a frente com o soldado que formulou o treinamento realizado por ele.
Soldado: Ah... Soldado Vegeta, o que achou do treinamento??... – diz com um pouco de medo e receio, vendo a cara fechada do saiyajin e olhos semicerrados como de costume.
Vegeta: Como ainda tem coragem de perguntar algo tão óbvio como isso?! Esse treinamento é fraco demais, assim como você, seu inútil! – Vegeta menospreza o soldado e logo em seguida o empurra com uma das mãos – Saia da minha frente, verme!... Nappa! Vamos embora daqui.
Nappa: Mas eu ainda nem treinei, Vegeta...
Vegeta: Ora, não me conteste, Napa! Além do mais, esse treinamento seria considerado fraco até mesmo para você; não tem o porque realizá-lo! Agora, vamos!!
Nappa: Sim, Vegeta. – então Nappa o acompanha para fora da sala e, os dois seguem pelo extenso corredor.
No corredor...
Nappa: E então, Vegeta, o que vai fazer agora?... – ele pergunta ao jovem enquanto caminham pelo corredor.
Vegeta: Vou falar com Freeza, para que eu possa treinar em outro planeta, com técnicas mais avançadas que essas tidas aqui...
Nappa: Vai falar com Freeza?! Ma-ma-mas... Vegeta...
Vegeta: Se não quiser me acompanhar até lá, tudo bem, seu covarde. Mas irá comigo até o próximo planeta onde farei o meu treino.
Nappa: Está certo, Vegeta.
Vegeta então parte para a sala de comandos onde Freeza estava, deixando Nappa na parte de fora, esperando por ele.
Sala de comando...
Vegeta: Com licença, Grande Freeza. Gostaria de falar com o senhor... – Vegeta entra na sala de Freeza, porém, este não estava sozinho. Zarbon estava junto a ele e se incomoda com a presença do jovem.
Zarbon: Mas... O que pensa que está fazendo aqui?! Este local não é para moleques como você! Além do mais, não está vendo que o Grande Freeza está ocupado falando comigo?!...
Freeza: Soldado Zarbon! – Freeza o interrompe.
Zarbon: Sim, Grande Freeza.
Freeza: Não seja tão duro com ele. Ande, Vegeta, venha até aqui e diga o que quer comigo. – Vegeta se aproxima mais de onde Freeza e Zarbon estavam.
Vegeta: Grande Freeza, gostaria de pedir permissão para partir a outro planeta para poder treinar.
Freeza: Partir deste planeta?! Por que, Vegeta? Por acaso os treinamentos daqui não são bons o bastante para você? – ele o indaga já sabendo a resposta.
Vegeta: Com todo respeito, Grande Freeza. Não. Os treinamentos são de nível muito baixo.
Freeza: Hum... Então está certo. Tem a permissão de treinar em outro planeta, soldado Vegeta. Partirá quando?
Vegeta: Se puder, hoje mesmo.
Freeza: Então avisarei aos soldados para que preparem sua nave para partida.
Vegeta: Obrigado, Grande Freeza. Com sua licença... – Vegeta faz uma reverência e, antes de sair da sala, olha para Zarbon e dá um sorriso cínico em sua direção, por pura provocação; o que o deixa muito irritado...
Após a saída de Vegeta da sala, Zarbon retorna a falar com Freeza, mas desta vez, ao invés de retomar um assunto de antes, o soldado comenta sobre a atitude do Imperador com o garoto.
Zarbon: Grande Freeza, com todo respeito, por que trata esse garoto desta forma?!
Freeza: Ora, soldado Zarbon, este garoto tem talento, não é como os outros soldados.
Zarbon: Ele é muito insolente e atrevido... Ele pede para sair do Planeta Freeza, mesmo sabendo que é proibida a saída deste local a não ser para cumprir com alguma missão!
Freeza: Sim, mas eu lhe dei a permissão para que saísse e treinasse. As técnicas daqui são ultrapassadas e fracas; somente os soldados com poder mais baixo acham esses treinamentos eficazes!...
Zarbon: Mas, Grande Freeza, dessa forma ele ficará mal acostumado, achando que pode burlar as regras e ordens dadas pelo senhor... Além de que esse fedelho é um maldito saiyajin!... – ele diz com desprezo e ódio – Por que manter ele entre nós, se foi o senhor mesmo quem acabou com aquele planeta o qual esse pirralho era príncipe?! Isso é ilógico!
Freeza: Soldado Zarbon, não me conteste!! – Freeza se enfurece, mas logo retoma a compostura – Soldado Zarbon, sei que não se dá bem com Vegeta, porém ele é um dos meus melhores soldados. Faz um excelente trabalho em pouco tempo, então terá que aturá-lo... Por acaso tem medo de ser ultrapassado por ele, soldado Zarbon?... – diz de forma debochada.
Zarbon: Claro que não, Grande Freeza. Esse garoto pode ser forte, mas não se compara a mim. – fala de forma convencida.
Freeza: Está certo, soldado. Então não tem com o que se preocupar. Vegeta é forte, astuto e inteligente. Tê-lo conosco é muito mais vantajoso do que matá-lo. Enquanto for útil e fiel a mim, terá minha proteção, e não deixarei que façam nada a ele. Está entendido, soldado Zarbon?
Zarbon: Sim; Grande Freeza...
Zarbon não gosta nem um pouco do que ouve de Freeza. Saber que Vegeta era o protegido do Imperador do Universo, o deixa com muita raiva, pois no fundo, sabia que Vegeta tinha potencial para ultrapassá-lo. Se isso acontecesse, Zarbon teria que se rebaixar e ouvir das provocações e deboches de Vegeta, não podendo fazer nada a respeito...
Do lado de fora da sala...
Vegeta saía da sala e encontrava com Napa, que estava o esperando do lado de fora.
Nappa: Ah, Vegeta! Já falou com o Grande Freeza?! – estava apreensivo com o resultado da conversa.
Vegeta: Sim, já falei com ele... – diz de modo indiferente.
Nappa: E então, Vegeta, qual foi a resposta?
Vegeta: Partiremos ainda hoje para treinar em outro planeta. Há soldados preparando as naves para que possamos usá-las...
Nappa: Então foi mais fácil do que imaginei. Como foi que conseguiu convencê-lo de deixar este planeta?! Normalmente, o Grande Freeza barra a entrada ou a saída das naves que não sejam para cumprir missões de conquista ou retornando a pedido dele...
Vegeta: Ora, não sei, Nappa. Mas, deixe de besteiras e trate de se preparar para embarcar na nave.
Nappa: Está certo...
Os dois param de falar e vão em direção onde as naves são preparadas para partir do planeta Freeza. Quando chegam até lá, dois soldados barram os saiyajins.
Soldado1: Ei, o que pensam que estão fazendo?
Vegeta: Não é óbvio?! Vamos embarcar nas naves.
Soldado2: Não nos foi informado o surgimento de nenhuma outra nova missão, por isso não poderão partir.
Vegeta: Temos permissão do Grande Freeza para partir.
Soldado2: O quê?! Há! Conte outra história, moleque.
Vegeta: Se está duvidando, fale com o próprio!...
Soldado2: É o que eu vou fazer! – e então o soldado fala com Freeza, que acaba lhe dando uma bronca...
Freeza: O soldado Vegeta tem a minha permissão para sair e treinar, e não venha me atormentar com isso novamente! Senão...irei acabar com sua vida insignificante!!
Soldado2: Sim, Grande Freeza...!! – diz o soldado, amedrontado – Me desculpe, isso não irá se repetir.
Freeza: Acho bom mesmo. – então ele encerra a transmissão.
Soldado2: Peço desculpas, soldado Vegeta. Podem embarcar em suas naves...
Vegeta: Saia da frente, verme! Você me fez perder tempo, não me faça perder mais...! – então Vegeta e Nappa entram nas naves e partem ao planeta Konatz.
Dentro das naves – espaço sideral
Nappa: Vegeta?
Vegeta: O que foi, Nappa? – os dois se comunicavam pelo scouter, pois estavam em naves separadas.
Nappa: Vegeta, a qual planeta estamos indo?
Vegeta: Ao planeta Konatz.
Nappa: Hum...
Vegeta: O que foi, Nappa??
Nappa: Neste planeta há belas mulheres... Poderíamos nos divertir um pouco também ao invés de somente treinar... O que acha, hein?!... – diz com malícia.
Vegeta: Ora, Nappa, estamos indo para treinar, e não para nos divertir!
Nappa: Só um pouco, Vegeta. Anda, isso vai ocupar pouco tempo. Um dia só...
Vegeta: Está certo, Nappa. Mas apenas quando terminarmos o treinamento. No último dia nós vamos a algum “bar”... – ele dá um sorriso sacana de canto ao terminar a frase.
E assim era a vida de Vegeta. Entre batalhas e missões, treinos e noites de regalia...
Mesmo tendo esses momentos de prazer, a vida do soldado era vazia e solitária; nenhum sentimento preenchia verdadeiramente o seu coração, que com o tempo se tornou mais frio que o de costume; mais corrompido pela maldade e sentimentos obscuros..
Fale com o autor