Encontro inevitável
12 Capítulo12 – Vamos à Namekusei: a corrida pelas esferas
No capítulo anterior...
“Bastou apenas alguns minutos para entender o funcionamento do aparelho e logo ela sabia o controlar. Ela foi levada até a Corporação Cápsula e com a ajuda de Bulma e do Doutor Brief, Aiyme usa da tecnologia daquela nave como base e faz uma maior, já que essa era individual.
Estava decidido então, eles iriam para Namekusei encontrar as Esferas do Dragão e trazer seus amigos de volta à vida.”
Estava tudo pronto. Aiyme tinha conseguido recriar perfeitamente uma nave com dimensões maiores que as dos saiyajins e com a tecnologia igual ou até melhor que a deles... Não se deve subestimar a capacidade dela como cientista, principalmente se está trabalhando com o mestre detentor de um conhecimento tão grande como o Doutor Brief e também de sua filha, Bulma, que tem uma mente brilhante!
Passando-se o tempo mínimo de semanas, Aiyme, Bulma, Kuririn e Gohan partiriam rumo à Namekusei atrás das esferas originais...
Flashback...
Hospital – uma semana após a luta
Chichi: Fique quieto, Goku! Você é pior que uma criança, nem mesmo Gohan tem medo de injeção!! Comparado aos ferimentos que você teve na luta, é ridículo ter medo de uma agulha!... – Chichi discutia com Goku no quarto do hospital em que ele estava e também Kuririn e Gohan. E nesse momento, Aiyme aparece para visitá-los.
Aiyme: Pelo visto não cheguei numa boa hora... – ela diz, de modo debochado ao entrar pela porta do quarto.
Goku: Ah, Emi, pode entrar!!... Chichi e eu só estávamos discutindo um pouco...
Aiyme: Hunf! Como o de costume, não?! – um sorriso torto se pendura nos lábios dela – E não me chame de Emi! Você já está bem grandinho pra falar meu nome corretamente...
Goku: Foi mal... Me esqueci e você não gosta que te chame assim.
Aiyme: Está certo. Não vim aqui falar futilidades como essa e discutir à toa por tudo... – e, uma leve indireta é jogada para Chichi. As duas não se davam bem e não tinham um bom relacionamento – Vim aqui porque tenho uma notícia importante a dar...
Kuririn: E qual é, Aiyme?
Aiyme: A nave dos saiyajins que ficou na Terra, bem... Ela era pequena demais para uma viajem com mais pessoas, já que foi feita para uso individual. Só que está sendo feita uma expansão nela com base na original, e em pouco tempo teremos uma nave maior e com a mesma potência.
Goku: Quanto tempo isso vai demorar?
Aiyme: Hum... Acho que em aproximadas duas semanas já estará tudo pronto.
Goku: Duas semanas?! Puxa, que rapidez... Isso será uma pena, já que eu só posso sair daqui depois de quatro meses.
Aiyme: Mas e as tais Sementes dos Deuses?! Ela não pode dar um jeito nisso?
Goku: Sim, é verdade! Como não pensei nisso antes?!
Kuririn: Espere, Goku. Não se lembra que aquele cara esquisito que mora com o Mestre Karin estava aqui também porque de uma forma ou outra ajudou na batalha, cortando a cauda do saiyajin e disse antes de sair que daqui um mês, quando tiver novas sementes ele as trará aqui. Ou seja, ainda não se tem as Sementes dos Deuses para ajudar na recuperação. Você terá que esperar pelo menos um mês pra sair daqui...
Goku: Ah, é verdade... Droga! – ele fica desapontado em não poder ir. Mas, de repente, alguém inesperado se pronuncia.
Gohan: Eu... – e todos olham para ele – Eu também quero ir.
Chichi: O quê?! Por acaso ficou louco, meu filho? Por que que ir até esse lugar?...
Gohan: Quero poder ajudar a reviver o Senhor Piccolo, mamãe. Ele deu a sua vida para salvar a minha, então eu quero ir com eles.
Chichi: De jeito nenhum! Você não vai!!
Gohan: MAS EU QUERO IR! – e ela se assusta quando Gohan grita. Ele nunca tinha feito isso antes.
Chichi: Meu filho está se tornando um rebelde sem causa...
Gohan: Não é isso, mamãe... Me desculpa falar dessa forma com a senhora, mas é que ir até Namekusei é algo que eu quero muito. O Senhor Piccolo morreu por minha culpa e agora eu quero poder ajudar a revivê-lo. Por favor, deixa... – ele suplicava e a olhava de modo quase que desesperador.
Aiyme ainda estava lá e presenciou toda a cena de revolta de Gohan. E, sinceramente, ela estava se divertindo com isso tudo.
Aiyme (pensamento): Hum... Parece que esse ano que passou com Piccolo, foi capaz de mudar o garotinho mimado e acostumado a sempre obedecer ordens da mãe.
Chichi: Mesmo assim... É nobre a sua atitude, meu filho, mas é perigoso demais e eu não posso deixar.
Aiyme: Na verdade, não. Não é tão perigoso. – e todos voltam a atenção para ela – Dessa vez, vamos até lá para procurar as esferas, e os inimigos que tínhamos devem estar tão debilitados ou mais... Não devem se recuperar em tão pouco tempo, por isso não será um problema.
Chichi: Ah... – ela suspira, derrotada – Está bem, pode ir.
Gohan: EBA! Obrigado, mamãe.
Chichi: Mas... – ela frisa nessa parte – Tem algumas condições.
Kuririn: Sabia... Tava bom demais pra ser verdade. – ele cochicha para Aiyme.
Aiyme: Nem me fala...
Chichi: Em primeiro lugar, quero saber quem vai nessa viagem.
Aiyme: Ai, caramba! É verdade, esqueci de confirmar quem vai... Só eu não posso reunir essas esferas sozinha, preciso de mais alguém. – pensamento – Bem... Eu irei na viajem, assim como Bulma e... e... E o Kuririn! – ele foi a melhor pessoa que Aiyme pôde pensar para levar consigo na viagem.
Kuririn: O quê?! Eu?? Mas por que eu? Podia ser outra pessoa? Já tem a Bulma e você!
Aiyme: Precisamos de alguém mais na viajem, e você é o melhor entre os que estão aqui.
Kuririn: Droga... Está bem, então vamos. Nessa semana mesmo eu já recebo alta.
Aiyme: Certo. Quando a nave ficar pronta, eu aviso.
Duas semanas depois
Aiyme: Está tudo pronto, podemos partir.
Bulma: Aar... Não acredito que eu vou ter que ir junto com vocês! Por que mesmo eu tenho que estar nessa nave, indo a outro planeta desconhecido?!
Aiyme: Porque você me ajudou na construção dessa nave, e se ela der problema, quatro mãos trabalham mais rápido que duas.
Kuririn: Se der... problemas?!
Aiyme: Relaxa, Kuririn. Essa é só uma hipótese, a nave foi muito bem construída...
Bulma: Sim, é verdade. Bem... Se vamos ir, vamos logo.
Aiyme: Espere, ainda falta o Gohan. Eu disse que o levaria.
Bulma: O quê? Você disse que levaria uma criança para um lugar como esse?!
Aiyme: Ah, se acalma aí, Bulma. Aproveita que você gosta de crianças e, qualquer coisa acalma ele também...
Bulma: Ah! Então foi pra isso que você me trouxe até aqui!! Pra ser babá do garoto que você prometeu cuidar, não foi?! – ela se irrita com isso e tem um pequeno surto.
Aiyme: Ei, vejam só... Ele chegou. – e ela dá as costas para Bulma e a deixa falando sozinha.
Bulma: Não me ignora não, dona Aiyme! Hunf!... – ela cruza os braços e bufa, mas vai até onde Aiyme e Kuririn estavam para recepcionar Gohan.
Aiyme: Já não era sem tempo. Demoraram muito. – seu típico tom de mal humor era visível.
Gohan: Desculpe, é que estávamos pegando minhas coisas e minha mãe estava dando instruções de como me portar na viajem...
Aiyme: Hunf! Está certo. Chega de enrolação e vamos logo partir, estamos atrasados. Aprenda a ser pontual em seus compromissos, garoto... – ela abre a porta da nave e eles iam entrando. Mas algo os interrompe no caminho.
Chichi: Esperem!
Aiyme: Aar... Mas o que foi agora?!
Chichi: Quando irão voltar?
Aiyme: Não tem previsão certa de quando voltamos, isso depende muito de quanto tempo vamos demorar até achar as esferas. Mas a previsão para chegada até Namekusei é de aproximadamente um mês.
Chichi: Um mês... Isso é muito tempo... – e antes que desse tempo de Chichi fazer alguma objeção em relação à viajem, Aiyme se despede bruscamente e fecha a nave, aprontando-se para a decolagem em poucos segundos.
Aiyme: Bem... Tchau, já estamos atrasados. – e a porta da nave se fecha.
Chichi: Mas... Mas... Mas... Como assim? – e ela dica com uma cara petrificada, não acreditando no que estava acontecendo.
Interior da nave
Aiyme: Todos com os cintos de segurança?!
Kuririn: O quê?! Como assim?
Aiyme: Está certo, vamos decolar. – e ela dá uma ordem ao sistema da nave – Pronta para ser feita a decolagem, iniciar contagem regressiva do cinco.
Sistema: Cinco, quatro...
Bulma: Ãmm?
Sistema: ...três, dois, um.
Gohan: Mas...
Sistema: Decolar. – e a nave decola com uma rapidez absurda, deixando rapidamente a Terra para trás.
Aiyme: Pronto. Deixamos a órbita terrestre e agora a estabilidade da nave já foi reestabelecida. – ela sai detrás da direção da nave e coloca no piloto automático. Falava calmamente, como se nada tivesse ocorrido.
Kuririn: Aiyme, nunca mais faça isso!...
Bulma: Você ficou louca, é?! Quer matar a gente?
Aiyme: Ora, não fiz nada de mais... – sua fala sai cínica e debochada.
Bulma: Não se faça de desentendida! Nós não estávamos prontos para uma decolagem como essa.
Aiyme: Eu avisei para colocarem os cintos, não avisei? Não colocaram porque não quiseram...
Bulma: Não colocamos porque não tivemos tempo!
Aiyme: Tiveram cinco segundos para isso...
Bulma: Arr... Mas isso nem pode ser considerado um tempo digno de se aprontar!
Aiyme: Está bem... Está bem... – ela sai andando e ia entrando em uma das divisões da nave, onde seria o lugar em que ela havia guardado suas coisas e mantimentos para a viagem antes de terem partido.
Bulma: Espera aí, onde você vai?!
Aiyme: Me trocar e colocar uma roupa apropriada para o espaço, e você deveria fazer o mesmo. Tem um mês inteiro para isso, não vá dizer que não teve tempo de se aprontar... – e ela sai de lá.
Bulma: Aar... Aiyme!!
Passando-se um tempo, Aiyme retorna até a sala de comando e se encontra com Kuririn e Gohan, que faziam um de seus treinos mentais, e também com Bulma, que estava deitada.
Bulma: Ei, que roupa é essa que está usando? – ela se levanta da pequena cama improvisada e se senta sobre ela.
Aiyme: É a mesma que a sua.
Bulma: Não é não!
Aiyme: O material é o mesmo...
A roupa que Bulma usava era um traje espacial um pouco volumoso, porém até mais ajeitado que outros que se vê por aí. Ele tinha cor amarela e preta. Já a roupa que Aiyme usava, era um macacão de tecido emborrachado, bem elástico e apertado, esse era na cor preta com vermelho, que era a mesma de seu traje espacial que ia por cima dessa roupa para proteger melhor o corpo.
Aiyme: Para de se Importar tanto com as roupas e volte a descansar. Temos muito tempo até chegarmos até o nosso destino.
Bulma: Aah, nem me fale...
Enquanto isso, em outro lugar no espaço sideral...
Vegeta: Aar... Maldito! – o saiyajin se ajeitava como podia na apertada nave e utilizava da máscara de oxigênio, pois tinha dificuldade para respirar.
Vegeta provavelmente tinha costelas quebradas, e isso o afetava enormemente. Seu corpo estava repleto de machucados. O desgaste dele era notável, tanto que mal conseguia falar, mas seus pensamentos não paravam por nada...
Vegeta (pensamento): Arr... Droga! Nunca fui tão humilhado em toda minha vida... Todas essas feridas, nenhuma delas se compara ao insulto que foi ter sido salvo por aquele insolente do Kakarotto! ...Logo ele que era tão fraco, chegando ao ponto de ser enviado àquele planeta medíocre... A Terra que era possuidora de seres tão inferiores, como pode fazer dele mais forte que eu?! – nesse momento a vista do guerreiro começa a escurecer, e seus sentidos vão falhando. Aos poucos, Vegeta perde a consciência, mas antes de apagar completamente ainda balbucia algumas palavras – ...e-eu vou te superar... Kakarotto....
Para sua sorte, faltava muito pouco para a chegada até a base do Planeta Freeza, e quando aterrissa até lá, soldados de prontidão notam que Vegeta volta sozinho, e que ele não sai de dentro da nave. Então percebem que há algo de errado e vão verificar...
Soldado1: Esta é a nave do Soldado Vegeta, ele está retornando da Terra.
Soldado2: Mas, onde estão as naves dos soldados Nappa e Radits? Eles partiram juntos...
Soldado1: O Soldado Radits morreu em uma batalha. Mas, os soldados Vegeta e Nappa estavam vivos. O que será que aconteceu na Terra??
Soldado2: Não faço ideia... Por acaso, só eu que estou achando estranho ele não sair da nave?
Soldado1: Tem razão, é mesmo estranho. Vamos verificar. – e assim eles veem pela parte de vidro da nave a situação de Vegeta.
Soldado2: Veja! Ele está usando a máscara de oxigênio e os batimentos são muito baixos. Levem-no até a sala de recuperação imediatamente!!
E assim os soldados levam Vegeta para a sala de recuperação e o colocam no tanque em um líquido com alto poder de cura. E após se recuperar, ele iria atrás das Esferas do Dragão em Namekusei, porém descobrirá que não seria o único. Freeza também buscava por elas e queria se tornar imortal, o mesmo desejo de Vegeta, que por outro motivo pediria isso. Queria ter a vida eterna para poder ter a chance de derrotá-lo e nunca mais se sujeitar aos seus comandos e ordens.
Na câmara de recuperação, Vegeta acabava de se restabelecer, voltava mais forte que antes, pois todo saiyajin quando está agonizando, mas depois se recupera dos ferimentos sofridos, aumenta seu poder de luta e força num nível bem alto.
Soldado: Bem vindo de volta, senhor Vegeta. Nós conseguimos recuperá-lo de todos os seus ferimentos, mas a sua cauda não foi possível...
Vegeta: Hum... Bem melhor agora... – ele esticava os braços à sua frente – E, quanto a cauda, não tem problema, posso viver sem ela...
Soldado: Senhor Vegeta, o Grande Freeza tem um recado para você.
Vegeta: Hunf... Não quero saber.
Soldado: Mas, senhor...
Vegeta: Cale-se! Já disse que não tenho interesse em ouvi-lo.
E nisso, Vegeta ignora as palavras do soldado, porém no corredor ele se depara com Gurdo, um membro das Forças Especiais Gyniuu. E é aí que ele descobre que Freeza não está na nave. Ele havia partido e estava em busca das Esferas do Dragão. Saindo de forma exasperada e pegando da mão do soldado o seu scouter que antes havia pensado que não precisaria, vai para sua pequena nave e parte também rumo à Namekusei.
Vegeta: Esse maldito não pode tê-las! Esse desejo será meu...
Estavam trilhados os caminhos com um mesmo destino: Namekusei. E uma hora ou outra eles iriam se encontrar...
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