Notas iniciais
Eu honestamente não faço a menor ideia se o Nyah vai permitir este capítulo, por isso dei uma modificada no nome de alguns personagens, visto que são baseados em celebridades e subcelebridades da época, uma delas, que faz parte dos núcleo principal, é baseada em uma atríz real que infelizmente já partiu e eu não superei, então sim é uma homenagem, alguns de vocês, talvez entendam, eu não a conheci pessoalmente, não sei como era a vida dela e tudo o que eu escrever na história é liberdade criativa, eu realmente espero que não me cancelem e não me crucifiquem, visto que Encontro de Almas- Volta às origens é uma história ficcional, com menções honrosas a famosos reais, visto que a história passa em 2012 e é para um público adolescente, então tem sim personagens baseados em Celbridades e subcelebridades da época

POV Naya

2030

Eu, Joseph e Stella tínhamos recém-chegado em Los Angeles onde passaríamos o Natal e o ano novo com a minha família, já fazia uns oito anos que Josey havia se mudado para o Brasil e estava vivendo conosco, ele amava a cidade, a escola, que por sinal era a mesma em que a Jules havia estudado no ensino médio e inclusive já fizera amigos lá, amigos que levaria para a vida inteira.

Fomos direto do aeroporto para a cobertura que eu comprara uns cinco anos atrás, assim não precisava ficar na casa dos meus pais ou do Ryan que casara de novo e construíra uma família, agora meu filho tinha um irmão e uma irmã mais novos, além da madrasta que era uma produtora musical.

Fomos direto para o quarto, nós estávamos exaustos da viagem, um banho e algumas horas de sono seria o suficiente para nós três recuperarmos a energia. Em meu sonho, eu estava sozinha, em um lindo pomar, embora fosse noite, o céu estava todo iluminado com estrelas e vagalumes iluminavam todo o lugar, eu nunca vira um lugar como aquele, a energia do lugar parecia mágica e a brisa que acariciava meu rosto, era tão suave que me passava conforto, eu não fazia ideia que lugar era aquele, mas me sentia confortável.

“Seja bem-vinda, Naya.” Uma voz feminina e suave soou atrás de mim enquanto eu olhava o lugar em admiração.

Levei minha mão ao peito, tentando acalmar meu coração acelerado e a respiração, pelo susto, não imaginei que tivesse mais alguém lá comigo, me virei e para meu completo choque, uma jovem, com uns 20 anos de idade, cabelos longos prateados, a pele era tão branca que parecia mármore, e intensos olhos castanhos avermelhados me encarava com um sorriso gentil.

“Este pomar mágico, é a porta de entrada para um bosque, onde diversos animais selvagens e criaturas vivem em harmonia, o bosque é um santuário para os animais que estão em risco de extinção e feras mágicas, e eu sou a guardiã.” Disse a mulher, vestida em um longo vestido branco e sandálias prateadas.

“Oh...” Eu não estava certa do que dizer, e ‘oh’ parecia apropriado.

“Meu nome é Artemis.” Ela se apresentou.

“Como a Deusa?” Perguntei, me arrependendo da pergunta idiota.

“Exatamente.” Disse ela com um sorriso travesso, muito parecido com o sorriso da Jules, quando ela estava prestes a aprontar alguma das suas travessuras ou uma ideia surgia naquela mente brilhante da minha melhor amiga.

Eu ofeguei, meu queixo caiu, eu estava passada, chocada, como o meme do começo dos anos vinte, Artemis soltou uma risadinha. Quando ela segurou meu ombro, senti a mão delicada era fria mas ao mesmo tempo calorosa , o que era muito estranho.

“Vamos dar uma volta.” Ela instruiu, eu apenas assenti. “Naya tem algo importante que precisamos conversar.” Disse ela e começamos a andar.

Eu me perguntei por um momento se realmente estava sonhando, conforme pensava, Artemis e este lugar pareciam tão reais. Virei para ela e ela assentiu, como se lesse meus pensamentos

“Na linha do tempo original, em um universo diferente deste, porém muito semelhante, no dia em que tu foi ao lago Piru com o teu filho...” Ela fechou os olhos, respirou fundo, hesitou por um momento, e engoliu em seco, eu estremeci, temendo o que ela diria em seguida. “Tu não conseguiu...” Eu pude sentir uma profunda tristeza em sua voz, senti meu coração despencar. “Nós abrimos um portal, depois de muitas tentativas sem sucesso, e voltamos para aquele dia, naquele ano e conseguimos te resgatar.”

“Eu deveria ter...” Disse eu baixinho.

Ela parou de andar, virou para mim, os olhos me encaravam com raiva. “Não, poderia ter sido evitado, tudo isso poderia ter sido evitado, se tu tivesse aceitado o colete salva vidas.” Artemis ralhou, eu estremeci, sua voz era poderosa. “Eu te trouxe aqui com a ajuda de Morpheus.” Eu ofeguei com a nova informação. “Sim o Deus, para te fazer a mesma proposta que fiz a Julia e Rubi hoje.”

“O que tu quer dizer?” Perguntei surpresa, a Jules e a Rubi conheciam a deusa? Como elas nunca haviam me contado sobre isso?

“Elas te contaram sobre o romance que tiveram quando Julia ainda estava no ensino médio, certo?” Perguntou, eu assenti confirmando. “Eu ofereci que elas retornassem ao passado, para corrigir certas consequências que ocorreram devido ao que ocorrera no passado.”

“O que?!” Eu exclamei, incrédula. ”Como assim?” Eu exigi. “Tu tá zoando com a minha cara, né?”

“Não, como meu avô neste momento está indisponível...” Ela disse com um ar zombeteiro. “Meu pai, que eu acredito que tu saiba exatamente quem é...”

Eu segurei o ar, meu coração batia dolorosamente contra meu peito, a boca estava completamente seca. Senti meu rosto queimar violentamente percebendo finalmente com quem eu falava.

“Me emprestou o poder de controlar o tempo, por tempo limitado. Assim, eu posso te enviar de volta com parte das memórias intactas, e conhecimento limitado do futuro, para corrigir algum arrependimento que tu tenha, e ajudar as almas que partiram antes do tempo esperado.”

“Essa proposta, seria um tipo de dívida por terem me resgatado, mesmo que eu não tenha pedido?” Exigi, estreitando os olhos.

“Não, tu tem a opção de dizer não e seguir a tua vida do jeito que ela está nos dias de hoje, formar a família que tu sonha em ter com Stella e Joseph.” Explicou Artemis.

“Stella...”

“Será enviada de volta ao passado com as memórias e conhecimentos adquiridos no futuro completamente seladas.”

“Se eu aceitar, eu vou lembrar dela?” Senti minha voz embargar, lágrimas formando em meus olhos. “Ou dos amigos que fiz, da Jules...?”

“Esta é a tua decisão, quem tu vai querer lembrar, quem tu vai querer esquecer, até o momento do reencontro.” Explicou a Deusa, eu finalmente aceitara o fato, que esta mulher era uma deusa mitológica.

“Elas aceitaram, né?” perguntei.

“Sim, e o plano é elas ficarem no passado, elas planejam reviver o passado, mudar algumas decisões feitas, e fazer escolhas diferentes. Eu também aconselhei que elas não dissessem a vocês sobre a decisão tomada, para não haver o risco de mudarem de ideia na última hora.”

“O quanto eu vou lembrar desta conversa quando eu acordar?” Perguntei.

“Se tu decidir voltar, o suficiente para saber qual a tua missão no passado, se decidir não voltar... tu vai esquecer que nos conhecemos.” Disse Artemis.

“Eu acredito que tu me chamou pois sabia exatamente qual seria minha resposta, assim como tu sabia da resposta da Jules e da Rubi...” Comentei, zombeteira. Artemis soltou uma gargalhada assentindo. “Como funciona?”

“Tu vai acordar já no ano de 2012, no período de férias das gravações, assim tu terá um tempo para se adaptar ao teu corpo mais jovem, será capaz de falar fluentemente português e espanhol além da tua língua nativa. Terá lembranças dos amigos, mas não terá qualquer lembrança de como conheceu eles, visto que tua graduação em cinema e especialização em roteiros, estarão selados.”

“Faz sentido.” Concordei.

“Tu só vai lembrar da Stella quando ocorrer o reencontro, assim a separação não será tão dolorosa.” Artemis me disse, eu assenti aliviada. “Eu vou também enviar itens que vão te ajudar a lembrar deste futuro, fotografias, livros.”

“Posso ficar com o meu iPhone? Tem várias músicas e fotos... ah os DVD’s também.” Pedi.

“Julia e Rubi vieram com duas malas cada uma para a ‘viagem’ delas, além do violão e a guitarra” Eu caí na gargalhada, bem típico daquelas duas.

“Eu aposto que elas só não levaram a casa toda, porque não tinha como.” Comentei. Artemis gargalhou alto, confirmando.

“Basicamente, se quiser que eu mande também as roupas mais modernas dos dias atuais, eu farei isso.” Artemis assegurou.

“Se não for problema, eu aceito, a moda da primeira década dos anos 2000 era horrível.” Reclamei, rolando os olhos. “Eu só preciso lembrar do e-mail da Jules e da Rubi...”

“Rubi voltou com as memórias seladas, sem qualquer conhecimento do futuro, evitar que repita os mesmos erros também para não demonstrar toda a experiência profissional que adquiriu ao longo dos anos.”

“Isso significa, que ela e a Jules...” Eu senti meu coração afundar.

“Era a decisão mais segura para que a missão desse certo. Não tinha outra escolha.” Artemis se defendeu.

“Eu sei, mas a Jules, deve estar sofrendo, com tudo isso... eu vou entrar em contato com ela, assim que eu chegar lá.” Disse com firmeza.

“Certo, mas não esqueça que tu também vai precisar de alguns dias para assimilar o que está acontecendo na época em que tu aterrizar lá, teu cérebro e corpo vão precisar de um tempo para readaptação.” Artemis lembrou, eu assenti.

Quando acordei, o sol estava a pino, eu estava na minha cobertura, senti meus olhos pesados, e um pouco de saliva seca no canto do lábio, o pijama que eu vestia, era completamente diferente do que eu havia ido para cama naquela noite, e o quarto nem se comparava com o que eu estava acostumada, então percebi que havia funcionado, eu estava de volta ao ano de 2012, só precisava agora saber que dia era hoje.

POV Julia.

Faltava uma semana para as aulas começarem eu podia ouvir os pensamentos ansiosos da minha eu mais jovem invadirem a minha mente mais uma vez só naquela quarta-feira, o medo de não se encaixar, o medo de ser rejeitada.

“Tu vai ficar bem... na primeira vez deu tudo certo, tu vai tirar de letra.” Disse eu em pensamentos, enquanto acessava o YouTube no meu notebook.

Estava na casa de hóspedes do nosso terreno no sítio, eu me sentia mais em casa lá do que na casa principal, mesmo que não tivesse nada do que abandonamos.

Em um dos quartos do andar de cima eu fiz um escritório, visto que a casa era minha agora, o pai colocou a minha escrivaninha, me deu um sofá e uma poltrona, colocamos duas estantes, onde eu colocaria meus livros e uma luminária de leitura.

Acessei o canal 5minutos da Kéfora. Foi engraçado como isso aconteceu. Enquanto eu só acompanhava Felipe Junior e Whendersson Neves no YouTube, naquela época, eu não acompanhava o canal da Kéfora, nem do Cauã Morais. Com toda a polêmica e o cancelamento que ela passou em 2018, não me importava com ela, até chegar setembro de 2024, quando o algoritmo do YouTube, por alguma razão achou que eu gostaria dos vídeos dela, eu assisti ao primeiro vídeo do retorno dela para o YouTube, e por um mês talvez, eu estava obcecada, agora, eu assistia o canal e me divertia com a minha adolescente interior.

“Me pergunto porque nunca assisti este canal antes.” Pela primeira vez tive uma resposta, até me surpreendi de escutar a minha voz mais jovem e fina dentro da minha mente.

“Eu me perguntei por uns bons anos, e em 2022, ela participou de vários podcasts, contando sobre a vida dela, os perrengues que passou na vida adulta.” Contei.

“Como é a tua vida?” A minha adolescente interior perguntou.

“Eu não lembro muita coisa, acho que é o efeito da ‘viagem’, eu sei que era casada, com a Bi... tu conheceu ela no dia da matrícula.” Comentei, ofeguei, talvez tenha sido a minha eu mais jovem, surpresa, soltei uma risadinha.

“Espera, eu conheci a Andréia e a Professora Rubi.” Comentou a voz infantil, e meus olhos arregalarem.

“Eu sei...” Gargalhei “Mas pra isso dar certo, para a missão funcionar... bem a gente precisa trabalhar juntas, controlar os teus hormônios.”

“Eu entendi esta parte, o que mais, além disso?”

“Bem... fizemos bons amigos na faculdade, que eu não faço ideia qual era, mas lembro de algumas pessoas, a Leti, Lu a Beta, a Nay...” Senti as lágrimas se formando. “A Stell, o Jorge, a Re...”

“Nay... de Nayara?”

“Nay de Naya... e tu tinha que ver a minha cara, quando eu conheci ela... não lembro detalhes, mas eu gaguejei, muito!”

“Pera, de que Naya a gente tá falando?” Perguntou confusa.

Levantei e apontei a imagem da atriz na capa do box da série glee. “Tu tá zoando, né?”

Não, eu definitivamente não to zoando, e à primeira vista, eu jurava que o meu cérebro estava pregando uma peça comigo, jurava que eu tava vendo coisa, alucinando, não fazia o menor sentido. Por mais que eu quisesse que fosse real, não acreditava, mas era real, ela estava lá e se tornou a minha melhor amiga.” Contei, voltando a sentar na cadeira.

“Uau, mas as gêmeas?” Perguntou a mais jovem.

“Bem, a gente meio que se afastou, a Luci engravidou, não terminou a faculdade, eu fiquei meio decepcionada que ela não me escolheu como madrinha... foi um político amigo do marido dela.” Contei.

“Putz e a Lua?” Perguntou ela.

Fui interrompida pela notificação do meu e-mail do Gmail no celular, fiquei surpresa, ninguém mandava mais e-mail, era basicamente mensagem no MSN, e no Facebook, o Orkut quase ninguém usava mais, mesmo que volta e meia eu entrava, só pela nostalgia mesmo, das comunidades e jogar fazenda feliz.

Abri a mensagem, não acreditei, aparentemente a minha versão mais jovem também não, porque senti meu coração explodir e o meu rosto queimar, minhas mãos tremiam, minhas pernas completamente pesadas, eu tive um dejavu.

“A minha reação foi exatamente esta.” Contei, e soltei uma risadinha.

“Oi Jules,

Aqui é a NayNay, espero que tu lembre de mim, e não vai ficar surpresa com esta mensagem...

Eu criei um MSN e um Skype para podermos nos comunicar, o e-mail do Hotmail é naomiandrade@hotmail.com, então se tu puder entrar em contato eu ficarei aliviada, espero que tu esteja bem.

Naya Riviera.”

“Isso é real mesmo?” A Jujubinha perguntou, eu assenti.

“Tenta não parecer uma fã neurótica, mesmo que seja difícil, tá?” Pedi.

“Ela é tua amiga, né?”

“Sim, pelo menos eu acho... a eu mais jovem dela provavelmente também está no comando.” Comentei. “E eu não conheço a Naya de 2012.” Expliquei, o bom é que o pai instalara o wi-fi no sítio e poderia acessar a internet normalmente.

Liguei meu Skype, mesmo que raramente usasse, adicionei o contato da Nay, e vi que ela aceitou rapidamente, então chamei ela para uma conversa por vídeo.

“Jules!” A Nay exclamou, senti meu coração transbordar, e os olhos dela estavam cheios de lágrimas. “Meu deus! Eu tava certa, tu era adorável, na época do ensino médio!”

“E tu ainda mais implicante!” Eu gritei. “Eu senti tanto a tua falta!”

“Eu também, voltei faz uns quatro dias, e tu tá mais vermelha que no dia que nos conhecemos.” A Naya zombou.

“Quanto tu lembra?” Perguntei.

“Não muito, eu sei que eu morei no Brasil, em Porto Alegre, que eu larguei a carreira artística, mas não lembro o que eu fazia lá.” Contou a Naya, não pude deixar de rir. “Ou porque eu mudei pra lá.” Ela rolou os olhos.

‘Ela provavelmente nem lembra da Stell... talvez seja melhor.’ Pensei e a minha versão mais jovem perguntou.

“Quem é a Stell?” A Julinha perguntou

“Tradutora da Nay.” Contei “como tu tá? Tu tá te adaptando bem?” Perguntei pra Naya. Ela sorriu levemente, meio rolando os olhos.

“Tu continua a mesma... sempre preocupada.” Naya comentou, com a voz um pouco quebrada, fungou alto, e as lágrimas começaram a escorrer.

“Nay...”

“Eu to bem... eu só não consegui sair do apartamento ainda. Não estou certa do que eu vou encontrar lá... o boina já mandou o roteiro da quarta temporada, e meu agente conseguiu um estúdio pra gravar um single.” Contou ela, eu lembrava que ela gravara um single naquele ano.

“É, Supremassive black hole, né?”

“Deus, eu por um momento, esqueci que tu sabe toda a minha carreira artística.”

“Esqueceu que eu sou tua fã número um?” Perguntei esganiçada. Me sentindo até um pouco ofendida.

“Eu sei, foi mal... sobre carreira... o Joseph vai nascer em 2015.” Comentou ela. “Por isso a minha personagem morre em Devious Maids.”

“Eu sei... então tu quer conselho?” Perguntei.

“É... tu acha que vale a pena? Pegar o papel?”

“Valeu a pena fazer na primeira vez?” Devolvi a pergunta.

“Não foi um papel que me desafiou..., mas acho que todo papel vale a pena, me deu mais experiência.” Contou ela.

“Então pega, se tu acha que vai ser uma boa ideia, pega..., mas Nay não tu tem uma segunda chance aqui, então não exagera tanto, okay?”

“Pode deixar, e onde tu tá? Não to reconhecendo esta sala.” Naya comentou.

“O pai reformou um dos quartos na casa de hospedes aqui no terreno do sítio, e eu uso como escritório, eu to ficando aqui, claro que não posso morar, tecnicamente eu sou menor de idade...”

“E de tamanho.” A Nay zombou, eu dei a língua pra ela, fazendo a minha amiga rir alto.

“Idiota, enfim eu não posso morar aqui, mesmo que eu tenha a minha vespa e posso ir com ela todos os dias se eu quiser, mas de novo, eu não tenho carteira de motorista, então não dá pra dirigir ela na rua até completar dezoito.” Expliquei.

“A vespa foi contigo?” Perguntou a Naya surpresa, os olhos negros arregalados.

“Pois é, quando chegamos no sítio, ela estava estacionada ao lado da casa.” Confidenciei.

“Tem chance de a minha moto também ter vindo, então... certo?” Ela perguntou.

Eu soltei uma gargalhada, obviamente a Nay iria querer a moto, assenti. “Nay, já que tu tem fluência em Português, tenta se manter conectada com a língua tá? Assiste vídeos dos YouTubers brasileiros, séries e filmes Brasileiros com áudio original.”

“Eu to fazendo isso, quais YouTubers tu recomenda? Eu não sei o que tinha de Youtubers no Brasil nesta época.” Naya comentou.

“Kéfora, Christian Figueira, Felipe Neto, Whenderson Neves, Lubisco Tv, Cauã Moraes e Phelipe Castanha, estes eram os mais conhecidos.” Listei, vi o sorriso da minha amiga se alargando.

“Valeu Jules, eu tenho que ler o roteiro aqui... Posso te chamar mais tarde?” Perguntou ela, com um brilho de esperança nos olhos.

“Claro, pode sim. Eu to em férias, e não tenho muito o que fazer, to aproveitando o sítio, lendo meus livros que eu trouxe, e livros que eu sei que vou precisar para a escola, não chego tão ‘burra’ no primeiro dia de aula.” Brinquei, a Naya soltou uma gargalhada.

“Tá bom, aproveita o teu tempo livre, a gente se fala mais tarde então. Te amo Jules.” Naya disse levemente.

“Tenta tomar um sol, vai na praia, tá?” Pedi, ela assentiu concordando.

“Pena que não tem Instagram pra tu ver minhas fotos.” Comentou a Naya

“Cria um fotolog,” Sugeri.

“Taí, gostei. Farei isso.” Prometeu

Naya desconectou e eu fui assistir os vídeos da Ké, estava impressionada com a quantidade de vídeos que ela tinha deletado na timeline original, mas fiquei feliz que agora poderia maratonar tudo. Comentei em todos, e ainda minha eu mais jovem xingou os haters dela. Foi uma tarde divertida maratonar os vídeos.