POV Julia

Eu não pude acreditar quando eu vi quem estava sentada na mesa do professor quando chegamos na sala de aula, senti um alívio imediato, meu coração disparou, um sorriso brincou nos meus lábios.

A professora Carmela era linda, Afro-latina, ou latinx que a Naya Rivera adotou, se ela adotou, ... vamos usar a terminologia certa então. De qualquer forma, a Carmela era alta, com longos cachos pretos que batiam nas costas, como ainda era verão e estava quente, ela estava usando um vestidinho largo beje, mais larguinho com estampas coloridas, e uma sandália de tirinhas no peito do pé, a roupa era delicada como ela, mostrava a personalidade gentil e doce.

“Olha se não são minhas pestinhas favoritas!” Professora Carmela exclamou com um sorriso na voz.

Ela puxou nós três num abraço apertado e eu afundei meu rosto contra o peito dela, tive que me segurar muito para não desmoronar ali, na frente dos meus colegas.

“Tu nos seguiu, sorinha?” Perguntou a Luci, brincalhona.

“Não poderia ser diferente, né?” Perguntou ela com um sorriso brincalhão. “A Ana veio junto.”

Relutante me afastei do abraço “Mesmo?” Perguntei, encarando os olhos dela, estava muito empolgada com a notícia

“Uhum. Ela vai dar Biologia pra turma de vocês.” Disse a professora. “Iria ser a outra professora, mas a Ana insistiu.”

“Eu tenho que agradecer ela, depois.” Lua comentou.

“Sora, deixa eu te apresentar a nossa mais nova amiga.” Disse eu puxando a Paula. “Essa é a Paula, nossa futura socióloga, e mais uma pra te dar dor de cabeça.”

“É ela tem personalidade forte, que nem uma certa baixinha aqui.” Brincou a Luciana.

“Eu sou da tua altura amiga!” Bronqueei, fazendo elas rirem.

“Tu quer sociologia então?” Perguntou a Carmela encarando a Paula com um sorriso.

“Eu quero sim, meus pais também são, vou entrar para o negócio da família.” Disse a Paula soltando uma risadinha.

“Bem, estuda bastante, te dedica e seremos colegas um dia.” Comentou a Carmela com um sorriso animado.

“Tomara mesmo. Então a senhora foi professora delas?” Perguntou a Paula.

“Fui sim, tu não tem ideia de como eram as três juntas.” Rolou os olhos, mas pude ver o brilho de nostalgia nos olhos negros.

“Okay gurias, podem sentar, depois conversamos mais.” Prometeu.

Eu fiquei aliviada que na aula de artes não seria apenas desenho, faríamos mosaico, trabalharíamos com argila, gesso, até palito de picolé, também teríamos muita teoria sobre história da arte, no fim, acabei me empolgando para esta matéria, foi um alívio, para ser honesta, teria mais um motivo para sair da cama na terça feira.

A manhã finalmente acabara, foi um alívio, então depois de me despedir da Lua, Luci e Paula, no portão da escola, peguei meu mp4 que sempre deixo dentro da mochila, liguei o aparelho, selecionei minha playlist favorita, coloquei os fones no ouvido e segui para uma lanchonete perto de casa, assim poderia comprar um lanche para comer em casa.

Terças e quintas nunca tinha ninguém em casa quando chegava da escola, a mãe, que é professora de Português da aula em uma escola de outro bairro, o pai é professor de História de um centro universitário de um bairro mais afastado, e a mana fica na faculdade até o meio da tarde, então eu almoço sozinha.

Segunda, quarta e sexta, vem a nossa empregada doméstica, a Dona Vitória, ela sempre faz almoço e doces deliciosos, os melhores doces que já comi, nenhum se compara com os dela.

Dona Vitória começou como babá minha e da Milla, então é como uma segunda mãe pra nós duas, nos conhece como ninguém. Cheguei na pequena lanchonete, pausei a música que estava ouvindo e entrei.

“Oi Seu Deja!” Cumprimentei animadamente.

Como moro naquela mesma rua desde que nasci, eu conheço todo mundo, então tenho uma relação amigável, desde os vizinhos até os garis e guardinha da esquina.

“Oi Julinha! Já vejo que tu tá morrendo de fome depois da aula.” Disse ele com um sorriso grande.

“Nem fala, to verde de fome, podia comer um boi hoje!” Contei pra ele. “Mas vou me conter e comer um xis de calabresa bem recheado e uma coca light pra ajudar a descer.” Disse pra ele, um grande sorriso abriu nos meus lábios.

“Quem não te conhece vai pensar que os teus pais não te alimentam.” A Fabiana, vizinha nossa que mora na casa ao lado brincou.

Ri alto com o comentário da Fabi. “Ah, o real problema é que eu fico faminta depois de exercitar o cérebro!” Contei abertamente, eles não puderam deixar de rir alto.

Meu xis ficou pronto rapidinho, só com o cheiro senti as lombrigas se animando e a barriga roncou alto, sentei em uma das mesinhas com toalha de plástico, carregando meu xis e a minha latinha e comecei a comer toda animada

Depois de pagar, me despedi e agradeci profusamente e fui para casa, me sentindo completamente satisfeita com o lanche, o bom é que eu daria uma boa caminhada até o cursinho de inglês, e ajudaria a baixar a comida.

POV Rubi.

A manhã finalmente acabara, em vez de ir para a parada do ônibus, decidi caminhar mais algumas quadras e passar no mercado próximo, isso não arriscaria de acabar entrando inadvertidamente em alguma livraria, mesmo que tivesse que gastar uma fortuna no taxi ou carro de aplicativo, mas eu sabia que fazer minhas compras era mais importante agora do que qualquer coisa.

Foi o que fiz, me encaminhei para dentro do supermercado, peguei o carrinho e comecei a caminhar pelos longos corredores com prateleiras brancas, abarrotados de mantimentos, estava distraída enquanto comparava as marcas, checava os menores preços, quando ouvi meu nome.

“Rubi?” A voz conhecida perguntou, estremeci, fazia quatro anos.

“Pai?” Perguntei, virando em meus calcanhares hesitante.

Os olhos verdes do meu pai foram a primeira coisa que eu vi, não tinha aquele brilho caloroso que eu amava, na verdade, só vi tristeza nos olhos dele, eu senti uma dor no meu peito, e um nó na garganta.

‘maldita hora que eu decidi vir no mercado longe de casa.’

“Oi minha filha.” Disse ele com a voz triste. “Posso ver que esses anos te fizeram bem.” Comentou ele, as sardas no nariz bem aparentes. “Trabalha por aqui?”

“É, na escola Horizonte, aqui perto.” Contei.

“Ah sim, é uma boa escola, escuto boas recomendações de lá.” Comentou ele. “Fico feliz que conseguiu um bom emprego depois que te formou.”

“Pois é um amigo recomendou, ele é professor de música lá, a diretora ficou bem feliz com o meu currículo, disse que seria refrescante uma professora mais jovem com idade próxima dos alunos dando aulas lá.” Contei, um sorriso brincando nos meus lábios.

“Que bom, tá começando como substituta?” Perguntou ele.

“Não... sou professora fixa de português e Literatura brasileira.” Contei, ele sorriu com orgulho.

“Fico orgulhoso de ti...” Disse ele.

Nos despedimos logo depois desta curta interação, eu tinha que fazer minhas compras e ele apenas viera para comprar um lanche antes de voltar para o trabalho, não perguntei pela minha mãe e ele também não citou.

Meus olhos estavam marejados, não teve troca de abraços ou telefones, só uma conversa entre conhecidos no supermercado. Talvez, isso era o que éramos agora, apenas conhecidos.

Apenas me apressei a terminar minhas compra e ir para casa, acabei pagando uma fortuna no taxi, mas pelo menos eu teria os armários e a geladeira cheia.

POV Julia

Como a aula de Inglês era só às três da tarde, peguei as listas de livros que recebemos ontem e hoje, fui ao escritório da mãe e do pai pra ver se tinha os livros didáticos que os professores indicaram, no meu quarto só tem os de ficção mesmo, então teria que ver no escritório e marcar o que já tinha.

Finalmente chegou duas da tarde, pude começar a me arrumar para a aula de inglês, estava esperançosa que seguiria com a mesma turma este ano, as vezes os alunos desistem, ou mudam, então eu nunca sabia que continuaria com os mesmos colegas.

Quando cheguei na escola já encontrei o Marcos, a Luciana e a Luana que também fazem comigo, conversando animadamente. O Marcos era um guri meio grandalhão e desengonçado, mas super querido e amigável ele mudou de cidade dois anos depois e perdi contato, uma pena.

“Julinha!” O Marcos exclamou animado, já me abraçando. “Como foi de férias? Se divertiu? Conheceu uma gostosa?”

“Cara! Nem gostosa, nem feiosa!” Contei rindo. “A única boate LGBT lá da praia é pra maior de idade, sem opção pra menor entrar, então nem rolou.” Contei rindo alto. “Daí fui ao pub, lá o Tropical e não fiquei com ninguém, e tu, pegou alguma?”

“Ah certamente que sim!” Contou ele sorrindo animado, os olhos verdes brilhando, e mostrou a foto. “Pra minha completa surpresa, ela mora aqui em Porto, mas não vai na mesma escola que eu, podia ser um amor de verão, mas acho que vai continuar.”

“Amigo! Isso é incrível!” Disse a Lua feliz por ele.

“Pois é, e vocês duas, conheceram alguém?” Perguntou ele.

“Não, a gente foi para o sítio, só tinha vaca, porco e ovelha mesmo fazendo companhia.” Brincou a Luciana.

“Deus! A gente tem que sair mais, gurias!” Reclamei. “E tu, da um jeito de apresentar ela, eu quero ter certeza que ela é um bom partido pra ti.” Disse com a voz firme, ele gargalhou assentindo. A gente se conhece a anos afinal.

“Não te preocupa, tem barzinho LGBT que vai de tudo, até hetero e menor também, lá na cidade baixa, a gente marca pra um final de semana, vocês três desencalham, e eu apresento ela.” Sugeriu o Marcos. “Mas me diz, qual é a do cabelo colorido?”

“Tu sabe o que rolou na nossa escola ano passado né?” Perguntou a Lua.

“É, nem precisa falar, decidiu se rebelar contra o sistema.” Assumiu o Marcos, sorrindo compreensivo.

“Não, parecer durona na escola nova, assim não pegam no nosso pé.” Expliquei. “Elas me ajudaram com o novo visual, e a mana apresentou Alanis.” Apontei a camiseta que eu vestia

“Alanis é incrível! Super indico, além do mais, ela realmente fala com a gente né? É como se ela dissesse o que a gente precisa ouvir, não o que queremos ouvir.” Comentou a Penelope, outra colega da nossa turma. “Amei o cabelo Ju.”

“Valeu Penny.” Disse eu sorrindo abertamente.

“Então, empolgados pra esse ano?” Perguntou a Luci.

“Muito! Mal posso esperar pra começar o Inglês avançado, vai ser divertido.” Comentei. “É perfeito, que assim eu consigo o certificado do nivelamento, e consigo um intercâmbio lá, pra curso profissionalizante depois do ensino médio.” Disse eu.

“Ah isso é uma ótima ideia, tem meu total apoio.” O Marcos disse com um sorriso largo.

Recebemos os materiais para o ano e fomos chamados para a sala de aula, pela professora, estava superanimada para este ano, sabia que iria me divertir, especialmente com meus amigos do Inglês, eles além da Luci e da Lua, eram os únicos que sabiam sobre mim e aceitavam, naquela época.

Como eu tinha Inglês de tarde, terça e quinta eu não pegava a Anita, o vô dela, meu tio quem ia, então depois da aula, eu, a Lua e a Luci, fomos juntas na sorveteria perto de casa, tomar um sorvete, afinal início de março ainda é super quente, e sorvete é a melhor pedida.

“Ai um sorvete nesse calorão, é a melhor coisa, né?” Comentou a Lua, comendo o sorvete de doce de leite que ela tinha colocado na cestinha.

“Eu sei. Eu amo que eles vieram com novos sabores agora!” Disse gemendo de satisfação. “O de caramelo salgado é o melhor que tem.”

“Ah! Eu amei esse de yogurt, mas passas ao rum nada mal.” Comentou a Luci, pegando das duas bolas.

“Hum, tem razão amiga. Passas é delicioso, com caramelo junto então! É paraíso na boca.”

“Maravilhoso é esse de Rocher.” Comentou a Lua, sorridente. “Eu sei que recém é terça, mas o que tu vai fazer no findi?” Perguntou a Lua pra mim.

“Sei lá, eu queria ir ao sítio, a gente nem passou lá depois da praia.” Comentei triste. “Saudades do meu cantinho no meio do mato, e vocês?”

“A gente geralmente vai pro sítio final de semana, é provável que a gente vá lá, mas bem que eu queria ir numa boate. Sair pra dançar.” Disse a Luana.

“Hum, seria uma boa né mana? A gente podia falar com a mana, ver se ela topa.” Comentou a Luci.

“Vamos falar com ela, a Lu geralmente topa qualquer coisa pra não ir pro sítio, ela é muito mais da cidade.” Pontuou a Lua empolgada.

Depois de terminarmos de comer as cestinhas de biscoito, fomos para casa, as gurias me deixaram no portão da minha casa que era mais perto da sorveteria e foram para casa delas.

Quando cheguei, a mana já tava lá, sentada no sofá da sala, sentei no encosto e deslisei até o assento, beijei ela na bochecha, a mana virou para mim, com um sorriso largo.

“Oi!” Disse ela me abraçando.

“Oi!” Respondi, retornando o abraço. “Então, chegou faz tempo?”

“Uns vinte minutos, tu tá cheirando a calda de caramelo e sorvete de ...” Ela inalou. “chocolate.”

“Errou, tem que melhorar esse nariz, é sorvete de caramelo, e de passas ao rum além dos toppings, calda de chocolate, com umas duas conchas de cereja além dos confeitos.

“Bem eu acertei o caramelo, e o chocolate, mas errei a calda e o sorvete.” A mana deu a língua.

“Tu chega lá.” Prometi. “E tu tá cheirando a suor, misturado com cigarro, então eu sei que tu encontrou com a Vanda e o Camilo, ou um ou outro.”

“Os dois e mais a Rafaela, e a Pietra.” Comentou ela rindo alto.

“Que bom, eles não desistiram da faculdade, né?” Comentei.

“Verdade, e tu, como foi de aula.” Perguntou a Milla.

“A Carmela e a Ana nos seguiram, então elas vão ser nossas professoras de novo, na escola.” Contei, animada. “Carmela já deu aula pra gente hoje, sociologia.”

“Ai, que bom.” Disse ela aliviada.

“Pois é, e a sora Rubi sentou com a gente no recreio, a gente meio que arrastou ela conosco depois da aula de português.” Contei pra ela. “Foi bem divertido.”

“Eu fico impressionada, com essa tua habilidade de ‘arrastar’ pessoas contigo.” Disse a minha irmã com um sorriso zombeteiro.

“Aparentemente não funciona com todo mundo, minha colega Sofia, também é nova na escola, veio do interior... nem a Lua, nem a Paula, nem professora Rubi conseguiram, a gente tá tentando desde ontem.”

“Tu tentou?”

“Não, depois das três? Duvido que comigo funcione.” Comentei, sem muita esperança.

“Tenta.” Pediu ela. “Talvez é tu que precisa arrastar junto, não as gurias ou a professora.”

“Tá, eu vou tentar amanhã, vou subir, tá? Eu tenho tema pra fazer.” Disse a ela.

Ela assentiu “Tá bom, eu te chamo quando a janta tiver pronta.”

“Valeu mana.” Disse eu com um sorriso e fui pro meu quarto.

Primeira apostila que peguei foi a da professora Rubi, junto com a gramática que peguei lá no escritório, peguei meu caderno na mochila e comecei a trabalhar, primeiro bimestre era formação estrutura fonética mesmo, começando com os fonemas e o tema era ler o texto, introdutório e fazer um resumo para entregar na próxima aula.

Peguei o marcador de texto, uma caneta bic azul e comecei as anotações no caderno, como rascunho, usaria as folhas de fichário para entregar o trabalho, visto que ela não aceitava trabalho impresso.

Minha mão ficou destruída. Quando a mana chamou pra janta, eu estava alongando meus dedos.

“Janta tá pronta.” Avisou ela.

“Me traz uma pomada? Mal consigo mexer a mão.” Pedi, fazendo beicinho.

“Ai... deixa eu adivinhar... a professora pediu uma página e tu escreveu três, certo?” Perguntou ela.

“Tu não tem ideia como fonética pode ser intenso!” Me defendi. “Ela pediu um resumo do texto de introdução.” Mostrei pra ela. “Eu acho que exagerei.” Apontei pras três folhas no meu rascunho.

“Julia, resumo é pra ser mais curto que o texto, não mais longo, isso se chama resenha, ou dissertação!” Minha mãe exclamou pasma.

“Ah, eu me empolguei!” Cocei a nuca, com um sorriso inocente. “Mas tá bem completo, eu sei que a sora vai ficar impressionada.”

“Certamente que tá completo, mas não é o que ela pediu, tu vai ter que refazer, e não usa material extra.” Pediu a mãe.

“Mas material extra faz toda a diferença.” Disse eu, levantando e dando um abraço nela. “Tá vamos jantar, que eu to faminta!”

“Quando tu não tá faminta?” A mana zombou.

“Quando eu durmo, daí quando eu acordo eu to.” Disse piscando e rimos alto.

Depois de lavar a mão eu fui com a mãe e a mana para a cozinha, onde o pai já tava sentado esperando.

“Oi Julinha.”

“Oi paizinho.” Brinquei.

A janta foi divertida e animada conversamos sobre nossos dias, e eu contei muito decepcionada que teria que refazer meu tema de português. Por sinal, senti meu estômago revirar quando vi o resultado, estava extremamente curto.

“Agora, isso é um resumo.” Disse a mãe, depois de ler.

“Mas tá muito curto!” Reclamei.

“Ju, resumo, é pra ser curto.” Disse ela.

“Eu vou entregar os dois, to nem aí, eu não vou entregar só uma folha, nem pensar!” Anunciei, olhos arregalados. “Parece errado!”

“Eu entendo perfeitamente filhota, quem gosta de escrever, adora adicionar detalhes, mas o que a professora pediu não foi isso, certo?” Perguntou minha mãe beijando o topo da minha cabeça. “Mas se tu quiser entregar o trabalho extra como um complemento, acho que ela vai ficar feliz que tu está mostrando interesse na matéria dela, mas não espere que ela te dê nota pelo trabalho extra.”

“Nem quero, eu quero uma nota justa, não gosto de injustiças, mesmo que me beneficie.” Comentei. “E tu sabe que eu me dedico em dobro nas matérias que eu tenho dificuldade, né?”

“Eu sei, e em triplo praquelas que tu odeia.” Comentou a mãe.

“Essas eu passo na base do ódio mesmo, assim eu nunca mais preciso ter que trombar com elas de novo.” Dei de ombros.

“Verdade, o que mais tu tem de tema?” Perguntou ela.

“Artes e Socio, os outros ficaram muito empolgados discutindo o plano de ensino pro ano, que esqueceram de passar o tema, então eu não preciso me preocupar com elas, e pro cursinho de inglês, ela não pediu nada também” Comentei.

“Tá bom, então termina o tema, toma um banho e vai lá pra baixo, a gente tem que chegar no episódio vinte longo.” Disse a mãe dando uma piscada. Eu sorri e assenti veementemente.

Depois de terminar o tema, tomei um banho quente e relaxante, coloquei meu pijama, e fui me juntar com a minha família, para assistir mais quatro episódios, assistir série com meus pais e a mana era a maior diversão naquela época, nós incluímos a Rubi, as gêmeas nos finais de semana, é a melhor parte.