Notas iniciais
Oi amores! Trago mais uma história do casal Lee e Gaara, fiz ele um dia antes a virada do ano, desculpe os erros ortográficos e esperem que gostem. Não deixem de comentar gente! Boa leitura!

Esse definitivamente não estava sendo um dos meus melhores finais de ano. E eu que amo essas datas comemorativas, simplesmente estou a odiar, mas que tudo nessa vida e claro, arrependido, muito arrependido. Tinha tudo para dar certo e ser o melhor final de ano de sempre, incomparável e maravilhoso afinal iria passar ao lado dele, da pessoa que eu amo, em segredo claro! Mas tudo, como quase tudo que planejo para ele saiu um completo fracasso. Agora eu, estou aqui, sozinho vendo um filme qualquer, comendo uma pipoca de sabor comum e marca qualquer e pouco interessado para a vida.

Eu estava sendo um pouco dramático, na verdade muito eu sei! Mas o que posso fazer se tudo para mim é intenso, o sentimento que sinto por ele é intenso, a dor, ódio e raiva que sinto agora por não o ter e saber que a essa hora ele deve estar transando com aquele maldito é intensa, ainda por cima tem essa solidão, que também é intensa que esta me deixando fodidamente deprimido.

Hoje é dia 31 de Dezembro, e amanha, será o novo ano, novo dia, novas coisas e eu, não acredito que dispensei passar com os meus pais e amigos para ficar com ele e no final das contas ele acabou por me dispensar.

Ele? Sabaku no Gaara. Meu colega da faculdade, e amor platónico desde o colegial, nunca tive coragem de me declarar e o pedir em namoro. Primeiro: por sermos ambos homens, eu tinha muito medo do preconceito e tudo que envolvesse a homofobia, e de uma rejeição. Não foi fácil me aceitar a mim próprio como homossexual, imagina meus pais? Mas graças a Kami, eles entenderam numa boa ate me deram apoio, claro que não era isso que eles esperavam do único filho que poderia encher a casa de netos e uma nora, mas aceitaram.

Segundo: no começo não tinha como chegar a ele, Gaara era meu objecto inalcançável, algo impossível de se ter, era da classe alta e eu baixa, antipático, anti-social, indiferente a tudo e todos mal me respondia quando o cumprimentava, porem no último ano de colegial, quando insisti tanto em me aproximar ele finalmente aceitou milha amizade. Agora somos quase que inseparável, isso por causa da minha insistência, porque ele não fazia questão que nossa amizade desse certo, ele até reclamava de forma rude dizendo o quão chato eu era, confesso que nos primeiros dias doeu tanto ouvir palavras duras dele, mas agora nem tanto, estou vacinado!

Terceiro: eu descobri que ele era homossexual também, eu deveria saltar de alegria, comemorar ate mesmo cogitar a hipóteses de me declarar, ele me aceitar e sermos felizes para sempre, mas não! Descobri isso da pior forma possível, por vivermos no mesmo prédio, ele na cobertura e eu no apartamento do segundo andar ao qual dividia com o meu amigo/colega do curso Naruto, vi Gaara e Sasuke quase se devorando perto da minha porta. Aquilo doeu de mais, tanto que simplesmente voltei de onde vinha: a rua.

Lembro-me de ter chorado rios depois nos braços de Naruto esse que mais tarde foi se interessar pelo Uchiha e agora estão juntos, estão tão grudados, e foi a partir desse dia que Gaara deixava eu me aproximar mais, porque sua separação com Sasuke parecia ter o afectado muito. Ai minhas esperanças voltaram a se ascender, o convidava para o cinema, com muita insistência ele ia, mas quando eu achava que tudo daria certo, estava novamente enganado, ele arranjou um outro namorado.

Eu só me dava mal nisso e não aprendia a lição mas dessa vez eu simplesmente resolvi desistir com muito custo claro, Ai decidi não investir mais no inalcançável, mas mesmo assim não consegui me apaixonar por mais ninguém, e nem permiti que ninguém desenvolvesse sentimentos amorosos por mim, era muito jovem mas um jovem solitário no requisito “namoro”.

Meu pai se me visse agora com certeza me xingaria e diria que eu sou um jovem e deveria mostrar a força da juventude para Gaara, que não deveria desistir, mas eu estava cansado de sentir dor. Ele, as vezes só me deixa constrangido, ter um pai como o Gai era bom mas precisavas ser vacinado para aguentar tanta vergonha e momentos mais inusitados de sempre.

Despertei dos meus pensamentos com o toque do meu celular, não me dei o trabalho de ver o nome apenas atendi.

— Alô? – Disse, baixo estava sem vontade de absolutamente nada ate de falar, eram 22h:30minutos.

— Ate que enfim atendeste – meu coração disparou, me levantei do sofá e sentei.

— Gaara? – Perguntei não escondendo minha surpresa, afinal porquê ele estaria ligando para mim a essa hora? Deveria estar no encontro certo? Certo!

— Não! É o papai noel – disse ele parecia irritado, e sua voz estava mais grave.

— Porquê ligaste? – Indaguei já recomposto.

— Ah…hmm…eu, esqueci minha garrafa de champanhe no seu apartamento – disse, logo franzi o cenho não me lembrava dele ter deixado nenhuma garrafa aqui.

— Deixou? Aonde?

— Na cozinha – assim que ele disse, calcei, os chinelos e fui a cozinha e encontrei a garrafa na mesa “ estranho eu me lembro de ter passado por aqui tantas vezes e não ter visto essa garrafa” pensei – …Lee?

— Oi! Encontrei, podes vir levar – disse voltando para sala com a garrafa na mão.

— Trás você – disse imediato – é que não posso deixar meu convidado sozinho, entende? – Oh! eu não acredito! Tudo bem saber que a pessoa que você ama esta com outro mas ver já é demais para mim! Não que seja a primeira vez mas simplesmente já não aguento mais!!!

— Claro – como sou fraco, não burro, poderia ter recusado. Poderia. mas infelizmente não consegui e alem do mais não poderia estragar o encontro dele, apesar de tudo Gaara era meu amigo e a felicidade dele em primeiro lugar.

Suspirei indo em seu apartamento, na cobertura peguei o elevador, enquanto estava lá dentro, com a garrafa em mãos, as lembranças de ontem e hoje percorriam a minha cabeça.

Naruto tem 19 anos assim como eu, Gaara e Sasuke tinham 20 se bem que Gaara parecia ter 18 era baixinho e de corpo não atlético mas não era magricela, ambos era fãs e se vestiam ao estilo j rock, o que os deixavam mais bonitos principalmente o meu baixinho.

Por faltar apenas dois dias para o reveioum, todos estávamos animados, com a ideia de viajarmos para passar com a família, mas de repente no mesmo dia do dia 29 os planos mudaram, antes Naruto e Sasuke queriam viajar mas resolveram ficar porque disseram que iria fazer algo “diferente”, somente para os dois, e Gaara estava triste porque o pai disse que estava muito ocupado com os negócios e foi impossível voltar da Alemanha para o Japão e seus irmão, estavam também fora, eu era o único que não tinha mudado de planos, mas decidir ficar por ele.

— Você, está louco? – Me questionou absorto.

— Não! Já disse, vou ficar aqui para passar contigo! – Respondi pegando o meu notbook que estava em sua mesa – estávamos em seu apartamento – você é meu amigo, não quero te deixar só.

— Não preciso da sua generosidade por pena – falou ríspido, eu estreitei os olhos.

— Eu não faço por pena – me defendi e era verdade faria por amor a ele.

— Então é o quê, não seja hipócrita, seja sincero! E não preciso da sua pena – eram palavras como essas que me feriam tanto. Detesto quando ele é assim.

Eu não sinto pena de ti, muito pelo contrário, eu…eu só queria passar a virada do ano consigo e fique você sabendo que, não vou mudar de ideia – falei saindo de casa dele. E dei de cara com Naruto no elevado, ele também acabou por se tornar amigo do Gaara ainda não sei como, porque eles se detestavam. O cumprimentei e fui dar voltas pela cidade e só voltei quando já eram vinte horas. Assim que entrei em casa vi Naruto, e Gaara sentados no carpete felpudo de cor preto e branco, rindo de qualquer coisa e assim que me viram se calaram.

— Boa noite! – Disse.

— Boa noite! – Disseram em uníssono. Tirei os sapatos e coloquei no canto e o casaco de frio também.

— Não vais jantar? – Perguntou o loiro quando eu me dirigia para o quarto.

— Não, estou sem fome! – Respondi sem parar o meu trajecto, fui tomar banho, e quando sai do banheiro enrolado com apenas uma toalha a cintura, vejo Gaara sentado na borda da minha cama, quando me viu desviou o olhar para o lado, o que era estranho não era a primeira vez a me ver assim.

— Desculpa – foi directo, como quase sempre – por hoje, não deveria ter falado daquele jeito! – Continuou, e eu sorri mostrando todos meus dentes, pelos vistos ele se importava comigo, para vir ate aqui se desculpar. Eu na verdade não consigo ficar muito tempo zangado com ele e as vezes me achava um idiota e fraco por isso.

Depois disso o dia transbordou tranquilamente, conversamos mais um pouco ate ele decidir ir para casa, e quando passamos da sala avistamos Naruto e Sasuke quase transando, e coraram quando nos viram, achei que Gaara fosse ficar enfurecido ou mínimo triste por isso, mas me surpreendeu quando riu dos dois dizendo “vocês tem quarto e Naruto acho que não vou sentar mais nesse sofá” foi engraçado ver Naruto constrangido. Mas queria ser eu a arregaçar aquele ruivo naquele sofá.

No dia seguinte acordei muito feliz, porem minha felicidade morreu quando mensagens de Gaara entraram no meu celular fazendo meu peito se comprimir.

Enviado por: Meu ruivo *-* às 7:48 minutos.

“Oi, desculpa por isso, mas não vou poder passar a passagem de ano com você surgiu um imprevisto ou quase isso, e desculpa novamente”.

Fiquei triste retornei a mensagem perguntando o que tinha acontecido mas, ele não respondeu, ate cheguei a pensar que algo grave estava acontecer mas descartei essa hipóteses quando por acaso eu estava saindo do quarto – por estar descalço meus passos não foram escutados – Gaara e Naruto pareciam muito felizes em uma conversa que não perdi a “oportunidade” de a escutar.

— Você já comprou tudo? – Perguntou Naruto ambos estavam na sala.

— Sim, apenas vou precisar de sua ajuda para arrumar a casa quero tudo impecável – falou e corou em seguida quando o loiro sorriu para ele de forma sugestiva, franzi a testa.

— O seu encontro será lindo e espero que inesquecível…Itachi vai adorar isso! – Exclamou Naruto arrumando as enumeras sacolas que estavam em cima do sofá onde estavam sentado. Eu congelei, Naruto disse encontro? Então, o imprevisto era um encontro? e pelos visto não era eu essa pessoa e sim Itachi? Merda!

Quanto Sasuke namorava Gaara, Itachi fazia de tudo para interferir, a princípio todos pensávamos que era protecção de irmão mas, na realidade era ciúmes. Ele mais tarde confessou estar apaixonado por Gaara o que rendeu uma briga entre os irmão, ai eu pensei: “pts! Que sorte, mais concorrência, ele tinha muitas qualidades e a minha era…nenhuma, sem contar que era muito bonito e não possuía sobrancelhas que ultrapassam a medida” estava ferrado. Então ele agora resolveu ficar com o Uchiha mais velho, um riso amargo saio dos meus lábios chamando a atenção dos dois, que não esconderam a surpresa em me ver ai.

— Então…- comecei dando uma pausa para que a minha voz não saísse falha – você não quis passar comigo porque vai ter um encontro com Itachi? – Ele arregalou ainda mais os olhos, se levantou do sofá.

— Lee…

Garra impediu Naruto de continuar com um gesto de mão.

— É verdade Lee, não queria que soubesses assim, por isso omiti, sei que fizeste isso de bom grato mas, eu decidi dar uma chance ao Itachi, você ainda tem tempo de pegar um onibus ou mesmo táxi para sua casa – eu não podia estar mais destroçado, aquilo foi pior que um chute na bunda e navalhas no peito, um no se formou em minha garganta, abaixei a cabeça, minha franja cobria os meus olhos marejantes, ele falou tudo aquilo tão frio. Aquilo doeu tanto mas o que podia fazer? Se ele preferia outro?

— Tudo bem…eu…vou no quarto, qualquer coisa é só chamarem! – Disse sorrindo forcado, não sei de onde tirei forças para formar aquelas frases, fui para o meu quarto e lá desabei, o que era normal em mim, chorar feito um adolescente rejeitado pelo playboy da escola, claro que não soluçava, apenas deixai as lágrimas banharem o meu rosto e travesseiro.

E cá estou eu, indo alegrar a noite alheia, bufei frustrado, queria socar a cara meio pálida de Itachi o deformar tanto mais tanto que seria impossível decifrar se era realmente um humano, mas não podia alem de Gaara me odiar por resto da vida, seria preso e apodreceria na cadeia.

Com o som do elevador anunciando que tinha chegado ao meu destino, suspirei precisava de muita coragem para entrar ai, muita mesmo, se possível sobrenatural.

Sai a passos lentos fui ate a sua porta, levei alguns segundos a bater nela, esperava que ele tivesse um pouco de consideração em atender a porta, levar a garrafa e me mandar pro cantelhos, mas não!!! Tinha que ser ele: Uchiha Itachi. Argh! Quase rangi os dentes, me encarou de cima a baixo, como se tivesse me medindo. Eu fui lutador faixa preta podia o quebrar agora mesmo.

— Oi Lee – disse ele, sorrindo de lado, a quem achava aquilo sedutor mas, para mim não era, me dava mais raiva – entra – convidou. Ah por favor, ele não disse isso. Pegou-me pelo braço me arrastando para dentro.

— Me solta – protestei rude.

— Calma – disse me soltando, vi Naruto também ai, veio em nossa direcção.

— Oi Lee! – Cumprimentou super alegre – o Sasuke já deve estar a minha espera, tchau – disse ele saindo, pelo menos ele teria uma noite super boa com a pessoa amada já eu? Completamente sozinho, só rezava para aquela tortura acabar logo.

— Tchau! – Falou o moreno de cabelos longos, que não era eu, também saindo o olhei confuso, pensei que estava a despedir Naruto, apenas piscou um dos olhos e saio.

— Lee! – Me chamou Gaara, me virei para ele, e quase babei com a imagem dele, simplesmente lindo.

— Ena! Estás lindo! – Digo não escondendo minha admiração.

— Obrigado. – Murmurou corando em seguida. Ok! Aquilo foi inusitado, única vez que o vi corar foi após altas doses de álcool em uma festa da faculdade, mas assim sombrio era novo para mim, mas encantador, me permiti sorrir – você demorou.

— Não estou entendendo nada – falei depositando a garrafa na mesinha de centro, não estava mesmo se ele tinha encontro com Itachi, porque ele foi embora, ou talvez voltara? Claro que voltara, deixa de ser bobo e iludido Lee. – Esta aqui a garrafa melhor ir antes que ele volte.

— Isso tudo era para você. O encontro… – falou Gaara, apressado para a minha surpresa, parei de súbito, estava para voltar, mas após aquele afirmação…

— Como? – Perguntei agora sem entender mais nada. Como assim para mim?

— Eu sei que pode parecer estranho dizer isso agora e assim, mas eu…descobri que gosto de você…que me apaixonei de verdade por você nesse tempo em que eu estive mal por ter me separado de Sasuke, você esteve do meu lado quando eu mais precisei, me deu seu ombro tantas vezes mesmo que te dissesse não, ate te enxotar eu enxotava, mas você voltava – sorriu, um pouco nervoso, se aproximando de mi, não podia dizer que não estava feliz, eu estava e muito, mas me controlava para não explodir. – Pensei que era gratidão, mas vi que não foi tarde eu sei, mas foi necessário você ficar chateado comigo e ter saído daquele jeito da minha casa que eu vi que precisava de tomar uma atitude, porque…eu fiquei com medo de perder você – digam que isso não é um sonho, que não vou acordar em minha cama e notar que foi um dos meus sonhos românticos, para não dizer chicle, mas ao invés de eu me declarar foi o meu ruivo.

Eu estava estagnado no mesmo lugar nem um músculo, mexi apenas meus olhos pinicavam.

— Não…vais dizer nada? – Falou agora mais próximo de mim, me encarava de cima por eu ser um pouco mais alto que ele, faltavam apenas cinco centímetros para nossos corpos se colarem, sentia sua respiração indo de encontra ao meu pescoço. – Vai ficar mudo? Eu sei que é recíproco Lee, Naruto disse! – Meu coração parecia mais uma bomba relógio que aumentava o ritmo a cada segundo como se a qualquer momento fosse explodir peito a fora.

— Eu…- Merda! Eu queria falar, na verdade tinha muita coisa a dizer, mas eu era “tímido” nisso, na verdade já namorei uma vez em toda a minha vida e foi a moça que me pediu em namoro, eu era virgem que vergonha.

Ele colocou as mãos em meu ombro, e torneou abraçando o meu pescoço, ficou nas pontas dos pés para poder ficar na mesma altura eu, só pude segurar sua cintura.

Beijou o meu maxilar, seus lábios eram gelados, me provocou arrepios. Depois beijou minha bochecha.

— Eu sei que você me que quanto eu te quero Lee – sussurrou no meu ouvido me causando mais arrepios – e me deseja da mesma forma que eu – mordeu o lóbulo da minha orelha para a minha perdição, céus aquele homem queria me enlouquecer só podia. Me afastei minimamente, apenas para poder o encarar.

— É verdade? – Ele confirmou, voltando a ficar mais baixo – então o Itachi?

— Naruto disse aquilo porque comprou uma camisa para o cunhado e ele veio, ate aqui buscar o loiro para um lugar misterioso onde Sasuke o quer levar.

Então aquilo tudo era para mim e eu acabei por entender tudo errado, sorri largamente.

— Eu te amo Gaara – disse, não conseguindo mais me segurar me inclinei para beijar aqueles lábios que eu tanto almejava. Se ele me dissesse antes talvez viria com uma roupa mais apresentável, para o meu encontro, podia dizer as cegas? Hum, talvez! Sorri durante o beijo e procurei aprofundar mais, aquela noite prometia.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!