O clima mudou, o silêncio.

Ele já não olhava mais com aquele mesmo olhar sereno, era alguém sério e frio.

— Ele perdeu os pais, quando era pequeno, mesmo que ele tenha superado a morte dele, ele ainda se sente culpado, no que aconteceu naquele dia.

O meu coração acelerou, mal conseguia respirar direto, as lembranças que eu tinha esquecido daquele dia: o acidente veio como filme em minha mente.

— Desculpe, não foi minha intenção.

— Você é muito aporético.

— Eu não sou. Nunca imaginei, que?

— Você só pensa em si, julgar as coisas sem antes pensar e sempre duvidar de tudo.