Notas iniciais
Apenas algo para se distrair e mostrar, que a vida é mais que um simples conto de fadas

Annie viveu a vida como a sociedade ditava, sempre se comportando e se vestido como eles achavam "correto". Mas nem sempre fazia o que os outros queriam, sempre com pouca paciência, Annabeth Chase mostrava que sabia bater naqueles que mexiam com ela.

Sempre linda e educada, Annie sabia ganhar as pessoas, mas isso não durava muito, logo elas viam que aquela menina tinha muito mais para mostrar do que lindos olhos cinzas tempestade.

Uma menina que sempre viveu para os amigos, sentia as dores e as rejeições das pessoas e dos “amigos”, mas nem isso fazia ela deixar de ser quem sempre foi.

A vida seguiu seu curso, os anos foram se passando, e ela aprendeu que as coisas não são, e nem sempre serão como ela quer. Em uma noite já escrita, uma nova história começou. O medo foi perdido e a noite se tornou mágica.

E mesmo assim, depois de tanto lutar e mostrar que podia sim amar, as coisas não foram como esperadas. Foi novamente derrubada e anos depois nasceu uma linda borboleta, que se mostrou muito mais forte.

Aquele que um dia vez seu coração bater, deixou de existir. Até outra noite, um simples “Oi” e uma troca de olhares. Uma outra vida começou, um caminho se seguiu, e a princesa aprendeu, que o castelo não podia te proteger de tudo.

—AAAAANNNIIIIEEE- gritou lá em baixo alguém despertando a menina de seus pensamentos

—Para que você me grita, se vai subir de qualquer forma? — Questionou a loira, a olhar para uma morena em sua porta

—Porque eu gosto de gritar. Agora, vamos sair, não quero ficar em casa hoje- respondeu a mesmo enquanto deitava na cama da amiga

—E por isso, você vem até aqui gritar e me tirar do quentinho? — Questionou a loira, olhando para o projeto de gente que tem como amiga

—É, a onde vamos?

—A lugar nenhum, não quero sair.

—Para de ser chata, vamos vai.

—Você nem sabe para onde quer ir.

—Times Square?

—E desde quando você gosta de lá?

A morena deu de ombros, e resmungou como a sua amiga era chata

—Desde sempre, apesar de cheio, é bonito e eu só não quero ficar em casa

—Se eu falar que vamos, você para de me encher o saco? – Antes que a morena pudesse responder, o celular da amiga apitou, avisando que uma mensagem tinha chego

“Hey, tudo bem? ”

“Tudo e com você? ”

“Estou bem sim. O que está fazendo de bom? ”

“Olhando para a cara de uma louca que quer me tirar de casa a essa hora e você? “

“Thalia está aí? Kkkkkkkkkk coitada de você”

“E quando ela não está?”

“Isso é verdade, mas você sabe que vai acabar saindo né? Onde vão? ”

“Ela quer ir para a Times Square, mas pelo jeito só quer andar”

“Eita, tem lugar menos cheio não?!”

—Vocês dois podem parar de conversar para eu poder sair? Obrigada

—Mas como é chata, ele só quer saber o que estávamos fazendo

—Avisa que vamos sair, e vamos logo

—Já fiz isso. Posso ao menos me arrumar?

—Pode, me dá o celular aqui para eu conversar com ele.

E foi em pequenos gestos que ela aprendeu que um conto de fadas podia sim ser vivido. Na verdade, você não precisava de um príncipe, apenas de um amigo, ou amigos que fizessem a diferença em momentos diferentes.

Foi nessa época que a pequena menina, hoje crescida, viu que podia viver em vários mundos. Para Hogwarts ela foi estudar, na arena ela lutou, pelo o teste passou e em Narnia foi morar. Conheceu outros mundos com os mesmos olhos, mas os mesmos olhos não viam mais o mesmo mundo como ele era.

Coisas simples, se transformaram em motivos de sorrisos, brincadeiras, novas amizades e um novo amor. Esse que a transformou, de formas e jeitos diferentes. Um dia quis um príncipe, depois não quis mais, e a verdade? Ela continua não querendo. Ela encontrou um aluno da grifinória, um semideus do chalé 3, um dos mais novos e viciados fãs da Marvel e DC. Agora me diz: Príncipe para que? Se o que ela precisa mesmo, é de alguém tão louco como ela é?

—Mãe?

—Oi querida

—Então, eu não preciso de um príncipe como a Cinderela?

—Amor, o que você precisa é ser feliz, mas nunca ficar correndo atrás dela. A Cinderela não foi aquele baile em busca de um amor, ela foi lá para ver o príncipe de perto, para se divertir e ser “normal” uma vez na vida.

—Mas ela conseguiu ser feliz e normal

—Conseguiu porque ela foi quem nasceu para ser, uma princesa que sofreu, mas que a felicidade a encontrou. Você precisa apenas viver, que um dia, o que tiver de ser será, e quem tiver de ficar ao seu lado irá ficar

—Assim como você e o papai? Porque as vezes nem parece que são casados

E ela riu, riu mesmo, pois ali estava uma frase que sempre escutou, desde dos seus 18 anos

—Sim meu amor, eu e seu pai somos algo totalmente fora do normal, mas ele é o meu normal dentro de um mundo que não compreende como isso é possível. Nossa relação é as claras, assim com água, nos matamos mais nos amamos

—Acho tão bonito vocês, parecem eternas crianças

—Mas somos/ela é eterna(s) criança(s)- e eles riram, porque mesmo depois de anos, essa mania nunca passou

—Escutando atrás da porta senhor Perseu?

—Eu? Imagina meu amor

E ali, ela olhando para seus pais, percebeu o que eles sempre falaram: Príncipe só no conto de fadas, mas um dia, você pode encontrar na vida alguém que faça um papel tão bem quanto um.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!