Notas iniciais
Mais uma história =)

Numa terça-feira, no penúltimo período, o professor de matemática estava corrigindo as provas. Depois de uns minutos ele disse:

- Quem pegou a prova, já pode ir embora.

Como não tinha o último período, eu, a minha mana Selena e a nossa amiga Luciana que já tinha pego a prova estávamos indo embora. A nossa prima a Jéssica ficou, porque ela não tinha pego a prova ainda. No caminho a mana fala:

- Quer ver, só porque eu não peguei a agenda, a monitora vai pedir, isso é macumba.

- Bah, pior que é mana — riu.

Chegando na porta de saída não tinha ninguém. A irmã da Selena fala:

- Que milagre hein, não ter ninguém ali.

Depois a Luciana vê seu irmão ali na frente do portão e Selena e sua irmã vão juntas embora. No meio do caminho elas vão conversando depois a Selena se despede de sua irmã Diuli e atravessa a rua e a outra segue pra parada, depois chegando em casa ela vê seu pai no portão com um homem fazendo pesquisa, ela cumprimenta e dá um beijo no rosto de seu pai, entrando no pátio ela vê sua prima e da oi e vai para sua casa pra trocar de roupa. Logo depois o celular de Diuli vibra: era sua irmã que tinha mandado mensagem dizendo para ela:

- Unnie, nem te conto! acabou de acontecer uma coisa muuuuuito assustadora.

- Ai mana fala o que aconteceu? — perguntou rindo.

- É que tipo a minha mãe tava lá na frente com meu mano andando de skate, quando chegou uma velha e disse que tinha uma plantação de morangos, que tinha dado uma facada em alguém, que a pessoa virou um demônio que agora foge dela. Aí falou que ela já morreu duas vezes e esse era o espírito dela, que caminhou no céu e voltou.... fiquei até com medo que quase saíram lágrimas dos meus olhos.

- Mana, então a velha é imortal?

- Ela é louca, isso sim! Que medo...

- Ela é louca mesmo ou não? Bah, isso deve ser uma lenda!

- Sei lá, a velha apareceu do nada. Nunca vi ela antes e não faço a minima idéia de quem ela seja.

- Bah que susto, dá pra fazer uma história!

- Bah, ia ser tri, eu ia gostar de ler!

- Mana, eu vou almoçar e já falo com você depois.

Logo depois que Diuli falou com sua irmã, Selena foi almoçar não dando muita bola do que sua irmã tinha falado, depois que almoçou Diuli manda sms para a Selena falando:

- Mana voltei!

- Minha mãe disse também que ela falava meio baixo e que ela não entendeu quase nada. Que o cara que ela matou era um velho baixo que parecia bom, mas quando ela acertou ele com a faca ele era um demônio com a cara de cão. Que tem uma igreja que enterra a cabeça das pessoas e sei lá mais o que. Meu irmão Matheus disse que agora não quer mais andar de skate lá na frente com medo que ela apareça de novo.

- Bah, isso é uma coisa assustadora.

- Pior! Acho que vou tomar um banho só depois que minha mãe chegar. Não tem ninguém em casa agora, daí não é nada legal...

- Hahaha, bah!

Logo depois as duas param de falar e Diuli vai ver televisão e sua mana fica mexendo no pc e o dia se vai. Chegando na escola a Selena fala o que tinha acontecido pra Luciana sem saber que toda a pessoa que ficasse sabendo o que a velha falava poderia correr risco de vida, logo depois sua irmã chega e sua prima Jéssica. Depois de alguns minutos o tempo começa a se fechar do nada, depois ficou tudo nublado e todo mundo disse vai chover, quando bateu para o próximo período tinha prova para quem estava em recuperação e alguns não ficaram; entre eles Selena, Diuli, Luciana e Jéssica. Logo que saíram da sala de aula elas foram para o banheiro como sempre de costume, de repente começa uma ventania e falta luz e a porta se fecha e fica trancada e o desespero pega nas gurias só que a prima não conseguia entender o que estava acontecendo e de repente a velha que a mãe da Selena viu aparece na espelho do banheiro com uma faca. Diuli gritou e foram tentar abrir a porta, mas estava trancada; depois de uns minutos a luz voltou e a porta se abriu e a velha foi embora e Jéssica não entende o porquê dos gritos e elas falam:

- Você não viu a Jéssica no espelho que parecia uma velha com a faca?

- Não!

- Como não?!

- Acho que vocês estão vendo filmes de terror demais hein...

Na hora de ir embora todas se despedem e quando a Selena chega em casa conta tudo para sua mãe Raquel e Diuli chega em casa e vai para seu quarto.

Durante a noite, a irmã de Diuli não conseguia dormir, então ela pegou um livro e foi ler como de costume. No que ela está lendo, aparece que ela vê uma aranha, depois um sangue escorrendo da folha e joga o livro no chão, com medo; seu irmão Matheus acorda e pergunta:

- 'Tá tudo bem com você, Selena?

- Sim, está. Por quê?

- Nada não, só acho que você está estranha.

- Não estou nada, vai dormir.

- 'Tá bom, não precisa ficar brava.

- Tá ok.

No outro dia indo pra escola, ela ficava olhando pros lados com medo, quando ela vira a cara ela vê a velha com a faca cheia de sangue olhando pra ela e Selena saiu correndo chegou assustada na escola, sua irmã e sua amiga perguntam:

- O que houve Selena?

- Eu vi!

- Quem você viu?

- Ela! Ela! Ela!

- Ela quem, você está nos assustando!

- A velha do espelho!

- Acho que aquilo é coisa nossa e a Jéssica deve estar certa, acho que a gente olhou filme de terror, por isso estamos assim.

- Mas eu não olhei nenhum filme de terror que tivesse uma velha com a faca!

- É, você tem razão, nem eu.

- Pois é, nem eu!

- Viu? Eu devo estar louca.

- Olha a prima ali!

- O que houve com ela?

- Nada, por quê?

- Porque ela está pálida.

- Ah, é o efeito da boyband SHINee, por causa do Minho.

- Hahahaha.

- Ah bom hahahaha.

No dia seguinte, Diuli vai se arrumar, vai tomar banho e falta luz quando era noite já. E aconteceu a mesma coisa que o banheiro da escola: a velha aparece do nada no espelho. Ela tenta sair e Diuli começa a gritar, seu pai vem correndo e tudo volta ao normal e ele diz:

- 'Tá tudo bem, minha filha?

- Acho que sim, pai...

- Mas por que esses gritos?

- Eu me assustei aqui.

- Minha filha não faz isso, quase tive um infarto aqui, pensei que tinha acontecido algo!

- 'Tá bom, pai.

- Tem certeza que você está bem?

- Sim pai, por quê?

- Ultimamente você tem andado estranha...

- Não é nada pai.

- 'Tá bom então.

Chegando na escola Diuli conta tudo o que aconteceu para Luciana e Selena. Elas falam:

- Nossa, sério mesmo?

- Sim né, gente!

- Viu! Quando eu falei pra vocês duas, não acreditaram em mim.

- Isso é horrível mana!

- Eu ainda não acredito, meninas!

- O quê?

- Eu e a mana vimos a mesma velha e você diz que não acredita!

- Eu não, gente...

- Por quê?

- Isso é coisa da cabeça de vocês!

- Então tá, depois que acontecer não vem reclamar.

- Tá bom gente! vamos entrar pra sala.

Chegando a noite Luciana se arruma para dormir e meio da madrugada ela sente uma coisa gelada no seu pé, mas não dá bola. De repente ela sente uma mão segurando e puxa ela para debaixo da cama e Luciana não consegue gritar. De repente ela vê a mulher com a faca e o velho com a cara de cão ali segurando o velho com uma corrente. Luciana tenta fugir, mas a velha vai atrás dela; já nem sabe pra onde ir e vai correndo pela rua, na avenida onde passam muitos automóveis. No meio do movimento de carros Luciana quase foi atropelada, mas ela pede ajuda a um motorista e ele pergunta a ela:

- O que foi, moça?

- Moço, por favor, me ajuda?

- O que houve?

- Tem dois velhos vindo atrás de mim!

- Onde?

- Não sei, moço,mas eu sinto que eles estão vindo.

- Você está bem?

- Claro que não, moço, não está vendo que eu estou apavorada aqui?

- Não quer que eu leve você ao hospital?

- Nãããããoo!

- Me desculpe então moça, não consigo ajudar você. Se cuida viu e tome cuidado ao atravessar a rua. Adeus.

Logo em seguida a mãe de Luciana procura sua filha e não acha. Sua mãe começa a ficar preocupa. Depois de algumas horas sua filha aparece e sua mãe fala:

- Tudo bem, filha?

- Não sei, mãe.

- Onde você estava ?

- Por aí.

- Mas de pijama?

-Pois é.

- O que está acontecendo com você, minha filha, diz pra mim?

- Não tá acontecendo nada!

- Tem certeza?

- Siiiiim!

Naquele dia Luciana não foi na aula e Jéssica sentiu a falta dela e falou para Selena:

- O que será que houve pra Lu não vir?

- Poxa, nem sei...

- Ela é de avisar quando acontece alguma coisa!

- Estranho...

- A Diuli sabe, será?

- Manaaaa, helloooooo!

- Oieeeee, fala maninha linda do meu coração!

- Até que enfim você né!

- Pois é né, Diuli... a gente se matando aqui te chamando e você bem bela...

- Ai prima desculpa eu, vai, é que eu estava escutando música aqui e tava desligada do mundo.

- 'Tá bom... — riu.

- Mas... voltando ao assunto... o que você queria falar: prima e a mana?

- É se você sabe por que a Lu não veio hoje.

- Poxa, pior que não. Ela não me disse nada; vai ver que ela dormiu mais que a cama hoje.

- Pois é, deve ser.

Enquanto isso Luciana estava em sua casa pensando, que já fazia umas semanas, que estava acontecendo tudo isso e que elas também tinham que dar um jeito na história.

No outro dia, Lu chamou Selena e Diuli e foram conversar:

- Olha, gente, andei pensando em algumas coisas.

- Sério?

- Sim.

- Então fala.

- Olha só, vamos ter que descobrir o motivo dessa velha estar no perseguindo. Vai que ela queira nos mostrar algo; sei lá, gente, temos que pensar em alguma coisa.

- É verdade, Lu.

- Pois é, gente, já faz algumas semanas que isso anda acontecendo com a gente.

- Pior que é verdade.

- E ai, gurias, vocês duas topam tentar descobrir algo ?

- Eu topo sim e você, mana?

- Ai gente, tem certeza que vocês querem mexer com essa velha louca?

- Ai, Selena, para de ser medrosa, a tua irmã não tá tanto assim!

- Ai gente, mas dá um medo só de pensar que a gente vai mexer com a velha pirada.

- É melhor a gente fazer algo do que ficar sempre vendo aquele monstro horrível na nossa frente, né?

- É verdade. Então mana, topa?

- 'Tá bom né, mas estou fazendo isso porque sou uma boa menina que luta pela paz mundial — deu risada.

- 'Tá bom, né — as outras duas riram junto.

- Bom, mas me diz como a gente vai resolver isso, Lu.

- Pois é mesmo, a mana está certa, como, Lu?

- Calma gente, temos que pensar!

- Vish, estou vendo que isso vai ser difícil...

- Diuli, a gente sabe que não vai ser fácil, mas temos que tentar.

- Nem precisa tentar né? Porque a velha sempre acha a gente de qualquer jeito mesmo, pra que procurar o capeta?

- Nossa, como você tem senso de humor...

- Meninas, parem. Mana e Lu, pensamento positivo que vai dar tudo certo.

- Ok.

- Ok.

- Vamos começar amanhã, tá bom meninas?

- 'Tá bom.

No próximo dia elas se encontram na escola e combinam que elas iam no período do professor de inglês no banheiro porque foi onde tudo começou. Luciana tinha se lembrado quando estava em sua casa ontem e as meninas também lembraram porque tinha faltado luz e o tempo estava nublado como no dia em que elas iam começar a investigar tudo.

Logo depois de alguns minutos, elas foram no banheiro pra ver se ia acontecer alguma coisa, mas nada acontece. Elas ficam pensativas porque era o lugar onde aconteceu tudo. Enquanto isso, bate o sinal e Jéssica vai atrás delas pra saber o que elas estavam fazendo de importante no banheiro, porque elas demoraram um pouco. Jéssica chega e fala com as meninas:

- Oi gurias, o que vocês estavam fazendo ai ?

- Ah você sabe né — Diuli deu risada.

- Ok, ok.

- Mas por que a demora?

- Demora?

- É que vocês foram e depois não voltaram.

- Aaaaahh...

- Então, gente?

- Bom, sabe a gente tava aqui né...

- Eu sei que vocês estão aqui, e o que mais?

- Ah você nos viu né? Aqui e agora você sabe que a gente veio pra cá.

- Aiaiai meninas...

- É verdade, prima linda do meu coração.

- O que vocês três estão me escondendo, hein?

- A gente??!!

- Sim, vocês!

- Capaz! Claro que não.

- Aham, sei...

- Ah, não se preocupa, a gente tá bem.

- Vocês andam muito estranhas ultimamente.

- Aiaiai, já ouvimos isso antes...

- Ué, de quem?

- Ah, deixa pra lá... hahahahaha.

- Ok, ok, tô vendo que vocês não vão falar mesmo.

Cada dia que se passava elas ficavam mais nervosas ainda porque não conseguiam encontrar alguma pista. De tanto pesquisar e tentar pensar em alguma coisa que poderia dar certo, nesse dia as três meninas estavam todas na casa de Luciana tentando resolver o mistério de tudo, de repente a luz falta e todas começam ficar com medo, já que era noite. Uns minutos depois começa a ventar e a velha aparece do nada atrás delas e nenhuma viu, dali um pouco quando Selena se vira e vê a velha não consegue falar nada e fica pálida. A porta do quarto de Luciana se fecha e elas começam a gritar e não conseguem, quando elas acabam vendo a velha transformada em cara de cão e possuída por um demônio com a boca cheia de sangue e com aranhas espalhadas pelo seu corpo. Quando ela chegou perto das meninas sua língua era de uma cobra e as gurias não sabiam o que fazer, por que já não havia mais saída. A velha começa a falar:

- Vocês estão com medo, não é?

- Por favor, não faz nada com a gente!

- A vida de vocês me pertence como todas as outras também.

- Não, por favor.

Enquanto isso, Diuli pega um machado que tinha debaixo da cama e corta o pescoço da velha e começa espalhar sangue pra todo lado e as gurias começam a gritar. A velha se levanta com a cabeça cortada e coloca no lugar de novo e Diuli fala:

- Mas esse dia não morre não.

E quando ela pega o machado de novo pra tentar matar a velha, a cabeça da mulher gira e ela pega a Diuli e joga contra a parede, fazendo a menina desmaiar. Depois de fazer isso, ela olha para as outras duas e vai na direção delas enquanto Selena vai na direção da porta e consegue abrir, porém já era tarde e a velha aparece pra ela e mesmo assim a menina tenta fugir, mas não consegue e acaba sendo amarrada de cabeça para baixo, onde ela via cobras no chão e aranhas venenosas.

Enquanto, isso Luciana aproveita e foge para a igreja próxima de sua casa. Chegando lá, ela vai para o porão da igreja. Depois de uns instantes ela vê uma barulho e alguém tentando abrir a porta do porão onde ela estava, mas Luciana estava tentando achar uma saída e não conseguia e ela escutava a voz dizendo:

- Não adianta se esconder eu vou te achar de qualquer maneira, onde você estiver.

Luciana louca de medo tentava não fazer nenhum barulho. Durante esse meio tempo ela consegue abrir uma janela que tinha e saiu pelos fundo da igreja e acaba saindo numa rua que no final dava em um cemitério onde ela não fazia a miníma idéia do que ia encontrar ali nos túmulos. Ela tentava achar um lugar pra se esconder daquele monstro que amedrontava ela, pois indo num corredor ela dá de frente ao caixão de uma velha só que não percebeu nada, quando ela tropeça numa pedra e cai de cara no chão bem ao túmulo de uma mulher chamada Veridiane Carvalho do Campo, de repente quando ela olha reconhece a velha e vê a data de quando ela morreu. Ela tinha uns 45 anos, morreu nova. Durante esse tempo que Luciana tenta escapar da velha Diuli, se acorda com dor na cabeça, mas se levanta chamando sua irmã, porém, não a encontra. A menina olha a casa revirada, pega o telefone e liga para sua amiga Lu, pois Luciana estava apavorada vendo a foto da mulher de repente começa a tocar a música de seu celular que ela nem se lembrava que estava com ela. Vendo que era Diuli, ela atende:

- Luciana, onde você está?

- Aqui no cemitério.

- Mas o que você está fazendo aí, menina?

- Depois eu te explico.

- Tudo bem.

- E você, está bem ai?

- Tô com dor na cabeça, tá doendo.

- Olha só, você está perto de algum computador aí?

- Sim, né! Tô na sua casa, não se esqueça!

- Agora não é hora de piadinhas!

- Tá bom, desculpa só quis fazer você dar uma risadinha.

- Pesquisa aí o nome de Veridiane Carvalho do Campo.

- Tá bom, mas só tem um problema!

- Que problema?

- O computador não está ligando.

- Olha só, faz o seguinte: vai à biblioteca perto da prefeitura.

- Tá bom. Já to indo lá!

- Ok, qualquer coisa me liga.

- Tá, pode deixar.

Diuli vai depressa para a biblioteca, chegando lá ela pesquisa e acaba vendo muitas coisas sobre a mulher que foi parar até em jornais e a reportagem dizia que a mulher era maltratada pela família dela; era uma escrava e que ela foi numa religião e entregou a alma dela para o Diabo; depois de três dias ela foi morta pelo seu próprio marido e antes dela morrer ela olhou nos olhos dele e disse que iria se vingar de toda a família e das pessoas que se aproximavam-se dela ou vice-versa. E ali dizia que depois de um mês cada um dos familiares dela foram morrendo até não sobrar nenhum deles. Numa lenda dizia que quando uma pessoa entregava sua alma tinha três oportunidades de vida.

Depois que Diuli leu tudo isso, ela liga para sua amiga falando tudo que leu a respeito da mulher. Logo depois a ligação caiu e a velha aparece novamente do mesmo jeito que ela tinha aparecido antes e Lu saiu correndo e o portão do cemitério se fechou, pois não havia mais nenhuma saída. Mas daí a Lu viu uma casinha — era mais parecido com um galpão — e vai correndo. Quando chega lá, ela tranca a porta e uma janelinha que tinha por ali perto. Desesperada, ela vê uma outra porta que está trancada com uma cadeado e uma corrente. Lu pega um machado de cortar lenha e quebra a corrente e essa porta que tinha dá para uma rua que ficava atrás do cemitério e ela saiu correndo. Logo depois ela dá numa rua e consegue achar o caminho de onde ela veio. Chegando na casa de Diuli, Luciana mal consegue conversar e sua amiga dá um copo de água e Diuli fala:

- O que houve, amiga?

- Deixa eu recuperar meu fôlego!

- Ok, amiga, a hora que você quiser falar vou estar aqui pra te ouvir.

- Obrigada, Diuli.

- Por que você não descansa um pouco, dorme aí?

- Não não não.

- Tá, tá, tá, calma!

- Não temos muito tempo!

- Ok, então!

- Temos que dar um jeito pra acabar com isso tudo!

- Isso tudo o quê?

- Ah, vai dizer que você não sabe?

- Saber o quê?

- Ah, não te faz, né, Diuli!

- Ai, meu Deus!

- Vai dizer que você esqueceu aquela velha idiota que faz a gente perder o sono! Nós não podemos perder tempo. Temos que fazer essa velha morrer logo! Chega de tanta enrolação, já cansei que ficar fugindo com medinho dela, temos que aproveitar tudo que estiver ao nosso alcance.

- Huumm, entendi Lu.

- Até que emfim, hein.

- Tá, tá, desculpa.

- Tudo bem, agora devemos focar em como podemos fazer isso.

- Rá.

- O quê? Teve uma idéia?

- Não, não.

- Então por que você falou "Rá"?

- É porque devemos falar com a Selena, você não acha?

- Bá, é verdade. Agora botou o cérebro pra funcionar?

- Ah, de vez em quando...

- É, já percebi.

Depois de alguns minutos, Diuli liga para Selena.

- Oi, mana.

- Oi. Tudo bem?

- Sim. Aliás mais ou menos.

- Por quê?

- A Lu tá irritada já com a velha louca.

- Atá.

- Você poderia aparecer aqui pra gente conversar? Mas não fala pra prima ou ela poderá correr perigo.

- Tá bom.

- Até daqui um pouco então.

- Tá.

Logo depois de alguns minutos, Selena chega na casa de sua irmã, onde está a Lu andando de um lado para o outro, pensando no que poderia fazer. Enquanto isso, Diuli vai abrir a porta para sua irmã.

- Oi mana, ainda bem que você chegou, não aguento mais ver a Lu andando pra lá e pra cá.

- Ok, tá bom.

- É capaz dela fazer um buraco no chão daqui a pouco.

- Lu, a mana já chegou aqui!

- Oi, Selena, ainda bem que você veio.

- Já estou aqui. Tô louca pra saber o que você tem de importante pra falar.

- Olha, é o seguinte: a gente tem que pensar numa estratégia pra que essa velha do demônio morra logo. Não aguento mais ficar fugindo dela! Já cansei, não quero mais isso, por que já não consigo dormir direito e nem estudar também.

- É, nisso a gente concorda com você!

- Bom, eu tava pensando no seguinte ...

- Será que isso vai dar certo Lu?

- Tem que dar, né, porque se não a gente tá ferrada!

- Então tá, vamos nessa.

Depois de uma hora, Lu vai até o porão da igreja e se esconde. Enquanto isso, Selena procura na igreja alguma coisa que possa prender a velha para que não possa sair de dentro da igreja e Diuli sai para ver se encontra alguma forma pra atrair a velha pra dentro da igreja para que as outras conseguissem arrumar algumas coisas para fazer a armadilha.

Logo depois o tempo começou a se fechar e Diuli fica meio assustada e começa um vendaval e do nada a porta da igreja começa a bater e a Selena e Lu ficam assustadas também; logo que elas conseguiram o que queriam . Elas saem dali e vão para uma casa, mas era uma igreja antiga que depois foi reformada. Quem passava pensava que era uma casa, mas não era que tinha um piso falso e Selena fez o círculo no chão com água benta e sal. Luciana tem em suas mãos Adaga de prata e está banhada de sangue de dragão.

Quando Diuli está numa árvore e o dia começa a virar noite a velha aparece com cara de cão e possuída mais que das outras vezes com uma faca e na ponta com um sangue preto que parecia lama. Diuli sai correndo e a velha vem atrás dela, chegando perto da igreja falsa a irmã da Selena dá um grito e Diuli entra dentro da casa, e quando a velha vem correndo, ela tenta travar mas não consegue e acaba dentro do círculo onde Selena fez e começa os demônios a se manifestar na pele da velha e Luciana tenta observar o momento que pode enfiar a adaga na velha. Selena vai e começa a distrair a velha e Lu vem atrás da velha por trás faz que vai abraçar ela e enfia no coração e a velha começa a pegar fogo e a gritar e os demônios tentam fugir mas não conseguem fugir porque já estão queimados e logo depois a velha vira cinzas.

Logo após as gurias pegam e juntam as cinzas da velha no chão e colocam numa urna e enterram no piso falso que tem no meio do chão da igreja e colocam a adaga enterrada em cima. E depois de tudo que aconteceu as gurias se abraçaram por terem conseguido terminar com aquele pesadelo. Depois de seis meses a igreja falsa se torna um ponto de turismo onde as pessoas passavam ali para ver a igreja e principalmente pra ver a adaga, mas tinha uma lenda que dizia que o guia turístico que tirar a adaga de cima da urna da velha será amaldiçoado; o espírito da velha tomará conta do corpo da pessoa e voltará para atormentar as três gurias guerreiras. Enquanto o guia turístico falava, um guri foi mexer pra tentar tirar adaga, então chega sua irmã e dá um susto e o segurança pede para eles saírem dali.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!