Encontrando Um Novo Destino
2 Para tudo se tem uma primeira vez - Parte 1
Notas iniciais
Enquanto o desespero das meninas aumentava, Emma saiu da sala e foi até a mesa onde a tábua espiritual estava. Pousou a mão sobre a seta e por instinto a encarou. Alguns segundos depois a seta se moveu até a letra S e Emma se sobre-saltou e gritou. As outras duas vieram e a encararam.
– O que aconteceu, Em? — Perguntou Regina perplexa.
– A seta, ela mexeu sozinha. — Emma respondeu incrédula.
– Ah Emma, isso não são horas para brincadeira. Pode parar. — Zelena disse.
– Eu juro que mexeu, ela estava aqui e agora foi parar no S. — Ela apontou para o centro da tábua entre o sim e o não. — Eu mal estava encostando nela. — Afirmou.
– Bem, eu não acredito nisso. — Zelena disse e saiu da cozinha.
– Gina, você acredita em mim, não é? Venha aqui. — Enquanto Regina se aproximava, Emma colocou a mão novamente sobre a seta e esperou. Nada aconteceu.
– Viu Em, acho que o que aconteceu hoje deixou a gente paranoica. — Ela ri um pouco e a seta se move até o O.
– Emma, olha. — Ela encarou a tábua.
– Mexeu ou não mexeu? — Emma afirmou, um pouco convencida.
– Zel, acho que você vai querer ver isso. — Chama Regina. Ela aparece em alguns segundos e olha para a tábua. A seta se move até a letra T. — O que ela quer dizer com essas letras? — Pergunta Zelena incrédula.
– Não sei ainda, vou anotar as letras. — Emma pega uma caderneta e anota alguma coisa. A seta se move novamente até o A. Em seguida se move novamente até o O. Emma vira a caderneta para as meninas.
– Sótão.
– O que tem lá? — Emma pergunta.
– Eu não sei. A mamãe nunca nos deixou entrar lá e desde que nos mudamos não tentamos ir lá. — Regina disse.
– Então hoje iremos. — Zelena levanta e vai em direção as escadas.
– Ei mocinha, calma aí. Você não precisa ir lá. Nós não precisamos ir lá. — Regina diz, receosa. — Tenta ligar para mamãe de novo. — Sugere.
– Boa ideia, mas ainda quero ir lá.
Enquanto elas conversavam, Emma se sujeitou a subir até o sótão sozinha. Chegou até a porta, mas a mesma estava trancada. Quando virou as costas, a porta se abriu para ela. Inconscientemente se virou e olhou para dentro do quarto e o que viu foi apenas alguns móveis antigos e poeira. Adentrou o lugar e andou até o centro. Em um canto mais escondido visualizou um pequeno baú escuro que refletia uma luz clara, parecia uma luz acesa. Se aproximou e o abriu. Única coisa que havia ali dentro era um livro pesado e empoeirado. O tirou lá de dentro e limpou a capa. Viu um símbolo que não conhecia, mas a recordara de alguma coisa, não conseguia lembrar do que, mas já o vira antes. Abriu na primeira página e leu o que tinha nela. Percebera que era um pequeno feitiço quando Zelena e Regina chegaram no sótão.
– O que você veio fazer aqui, Em? — Regina pergunta se aproximando dela.
– Eu subi, fiquei curiosa.
– E o que é isso? — Pergunta Zelena.
– É um livro, Livro das Sombras o nome.
– Hm, deixa eu ver. — Pede ela. Emma a entrega e encara Regina.
– O que você já leu dele?
– Digamos que ai está nossa resposta sobre o que aconteceu mais cedo.
Zelena leu o pequeno feitiço e o interpretou para o casal.
– Bem, parece que o amor de vocês duas fez isso com a gente.
– Mas eu ainda não entendo. — Respondeu Emma.
– Qual a minha ligação com vocês?
– Bem, você agora faz parte da família, Em. — Regina disse. — A gente se casou, será que isso pode ter acontecido por causa do casamento?
– Eu não sei, já tem alguns meses, se tivesse que ser por isso, era para ter acontecido no comecinho.
– Isso aqui só nos confundiu mais. E olha as outras páginas. Só tem criaturas estranhas e que não existem. — Zelena afirmou. — Eu quero falar com a mamãe. — Disse ela e desceu as escadas.
Um tempo depois a campainha da casa toca e as três se sobre-saltam. Não esperavam ninguém e não queriam receber ninguém enquanto não resolvessem aquela situação. A pessoa insistiu na campainha até que Emma foi até o olho mágico.
– É sua mãe. — Ela grita para Zelena e Regina. — E sua avó. — Ela abre a porta e as deixa entrar. O desespero no olhar da Ms. Mills era assustador, mas se amenizou assim que viu que todas estavam bem.
– Vovó. O que está acontecendo? — Regina perguntou.
– Meninas, que bom que vocês estão bem. Eu sabia que isso iria acontecer, mas não imaginei que seria tão de repente.
– Acontecesse o que, exatamente? — Observou Zelena.
– Bem, venham. Preciso lhes contar uma história, uma história que nem sua mãe sabe. — Ela caminhou com as quatro até a sala e se sentou no sofá. Enquanto isso, Emma foi preparar um chá para elas.
***
Emma se sentou de frente para Ms. Mills quando ela dizia algo sobre a sua família.
– Bem meninas, primeiro eu vou falar sobre a nossa família, e Emma, não se assuste, o passado da família Swan com a família Mills não é nada boa. — Emma assentiu sem dizer uma única palavra e fez menção para ela continuar. — Todas as gerações de mulheres das nossas famílias, até a mina geração, eram conhecidas como bruxas, tanto da nossa família, quanto a de Emma. Todas nós tivemos poderes e enfrentamos criaturas do submundo. — As três ouvem com atenção tudo que ela diz sem a interromper. — Até seus avós Emma, libertarem um dos demônios mais poderosos que existe. O demônio que estava possuído por uma alma malígina e no qual, que matou seu avô. — Ela para por uns segundos relembrando de como aconteceu.
– Mas você disse que ele infartou. — Mary Margaret estava boquiaberta.
– Sim, filha. Você não sabia sobre magia, não teria como explicar.
– Por que ela não teve magia? — Perguntou Zelena.
– Vou entrar nesse assunto agora. Eu sei que é muita coisa para vocês assimilarem, mas eu preciso alertá-las agora, já que os seus poderes já estão com vocês. — Ela respira fundo e continua. — Então, como estava dizendo, esse demônio ele não era bem um demônio, ele era como uma força que podia ser possuído por qualquer alma, sendo ela boa ou ruim. Quando seus avós, Emma, o libertaram, havia um demônio os manipulando, e foi a alma dele que adentrou Nexus. E por isso existia essa rincha entre nossas famílias. — Ela para e olha para Emma, ela estava pálida e parecia assustada demais para dizer qualquer coisa, então Ms. Mills continuou. — Quando nós descobrimos que foi a família Swan que libertara Nexus, o ódio tomou conta de todos nós, menos a mim. Eu acreditara nos seus avós e é por isso que eu consegui te aceitar bem a família. De qualquer maneira, quando isso aconteceu, Mary ainda não havia nascido e quando nasceu, ela não apresentou sinal de magia nenhum. Todos acharam que a magia hereditária havia terminado quando eu derrotei Nexus e o coloquei de volta ao porão. Porém quando Regina e Emma se casaram, eu sabia que algo estava para mudar, mas jamais imaginei que seria isso. Quando as duas famílias se tornaram apenas uma, o choque que o bem e o mal sofreram gerou os três poderes que a ancestral de todas nós teve, e que agora vocês tem. — Finalizou a história e suspirou profundamente. -Mas nenhum deles se desenvolveram, né?
– Já, eles já apareceram. — Diz Regina.
– O que? — A voz de surpresa da Ms. Mills soa como medo.
– Nós já os usamos. — Responde Emma. — Não sabíamos como reagir e só aconteceu.
– Ai meu Deus, e por que vocês não me falaram isso antes? Vocês correm muito perigo agora.
– Que tipo de perigo? — Questiona Regina.
– Bem, vocês acabaram de se descobrir bruxas. No mundo da magia, nós temos as bruxas boas e as ruins, vocês tem 24 horas para decidirem para que lado ficarão. E com certeza, alguns demônios inferiores farão tentações com vocês.
– Isso está muito confuso, vovó. Eu não pedi para ser isso. — Zelena diz com mal grado.
– Ninguém pede, mas você nasceu nessa família, então não tem como fugir do seu destino.
***
Enquanto isso, no mundo inferior...
– Eu quero o Power Of Three sob o poder do mal.
– Sim, meu Lorde. Elas cairão para o nosso lado assim que eu subir.
– E o que você está esperando?
– O melhor momento. Consigo sentir que as três tem companhia em casa. Isso não seria bom. Temos uma das melhores bruxas com elas, não quero perder nem o meu nem o seu tempo.
– Tudo bem. Você tem 20 horas. Quero elas aqui comigo antes das 24 horas completas.
Assim que o feiticeiro Matthew se vê em posição de ataque, se transforma em um ex-namorado de Regina, Daniel. E se move instantaneamente até o solar.
– Zelena! — Exclama. — Que surpresa vê-la.
– Daniel? O que você está fazendo aqui?
– Eu vim ver Regina. Sinto saudades dela. Ela está por aí?
– Como você sabe que ela mora aqui?
– Você sempre espertinha, né Zelena? Eu sei do que quiser. Você sabe como eu sou.
– Ta, tudo bem. Não tô com tempo pra você. Entra. Vou chamá-la.
Logo dentro de casa, Matthew percebe que Regina se casou, o que não era nada estranho para Daniel, já que namoraram havia muitos anos. Planejou seu plano em alguns segundos que ficou sozinho e precisava colocá-lo em prática.
– Daniel? O que você veio fazer aqui?
– Vim te ver, minha dama.
– Não, não. Você não pode, como você me achou aqui?
– Eu tenho meus jeitos. Você sabe.
– Sei, e sei também que você tem jeito para ir embora. Então, já pode ir.
– Não, tenho assuntos a tratar com você.
– Tipo?
– Eu sei que você se casou, mas devo lhe dizer que com quem casou não te merece.
– Você não conhece ela, menos Daniel.
– Conheço mais do que pensa. Eu tenho te observado desde sempre, Regina. Era meu dever fazer isso.
– E o que isso tem a ver com quem eu casei?
– Eu sei que agora você se tornou uma bruxa por causa dela. Isso não soa muito bom, não é?
– Hm, eu me tornei por amor. Acho que você não me vigiu muito bem, como diz.
– Vigiei sim, você e a ela. Eu sei o que ela planeja. Ela queria se casar com você para vingar a família dela. Você ouviu a história de sua avó. Emma já a conhecia.
– Eu duvido.
– Acredite em mim, você não acha isso estranho? Como ela reagiu a tudo? Ela não demonstrou surpresa quando sua avó mencionou os avós dela.
– Isso é verdade, mas não diz nada.
– Você não gostaria de vingar a morte do seu avô?
– Gostaria, mas não a Emma.
– Por que não? Ela é a escolha perfeita. Ela não a ama, é tudo um jogo. — Matthew diz, mas ri por dentro, sabendo que quem está jogando é ele e Regina está caindo.
– Prove. — Regina arrisca.
– Venha comigo, e traga Zelena com você. Você vai precisar da ajuda dela.
– Onde você quer me levar? Não vou a lugar nenhum com você.
– Me encontre no café do fim da rua, hoje no fim da tarde. Não esqueça de levar Zelena com você. — Ele sai, antes da resposta de Regina. Ela fica paralisada onde estava com uma raiva que jamais sentira antes, uma que ela não conhecia. Ela queria vingar a morte do avô, e a vingaria em Emma, a mulher que ela pensou ser a mulher de sua vida.
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