Enchanted blood
5 Ele não pode ser meu irmão!
Notas iniciais
Pdv Bonnie
Cheguei ao Grill por voltas das 18 horas, não havia muito movimento. Tinha combinado com Elena e Caroline de nos encontrar aqui para dar as boas vindas a Emilly. A ideia no começo foi minha, mas Jeremy deu o maior apoio para botar em pratica. Com toda essa história do Klaus, a quebra da maldição, o Stefan sendo o novo seguidor do Klaus, a gente tinha se esquecido de como era viver normalmente, e também devíamos ser bem hospitaleiros com a garota que acabou de chegar.
Já eram quase 20 horas e nem sinal da Emilly, então resolvi ligar, pra ver se ela não tinha esquecido.
– Alo? — Atendeu uma mulher ao segundo toque.
– Esse telefone é da Emilly? – perguntei confusa, será que anotei o número errado?
– É sim, aqui é a mãe dela.
– Aah oi Srª Sullivan, aqui é a Bonnie Bennett amiga dela, ela está?
– Está sim vou chamar.
Houve uma pausa então ouvi ela dizendo ao fundo.
– Emi, tem uma tal de Bonnie no seu celular, você deixou em cima da mesa e eu atendi, desculpa.
– Tudo bem mãe. – ouvi Emi dizer. E então ela já falava comigo – Oi Bonnie.
– Oi Emi! – Eu disse um pouco empolgada admito – Não combinamos de nos encontrar no Grill?
– É mesmo Bonnie, desculpa, é que eu meio que esqueci .. – Sua voz mudara para um tom meio triste.
– Aconteceu alguma coisa? Sua voz está meio estranha – Eu disse a interrompendo.
– Não nada, eu tava dormindo. Então, não sei se vou poder ir, é que... – Ela ia dizendo e de repente já não era mais ela ao telefone.
– Oi Bonnie, aqui é a mãe da Emilly, Melanie. Ela vai sim tá.
– Então, a gente tinha combinado de se encontrar aqui no Grill, a senhora pode traze-la? – perguntei.
– Eu não sei onde é, e acho que a Emi também não.
– Então, eu posso ir buscar ela? A senhora me passa o endereço de vocês?
– Claro que pode. – Ela disse e passou o endereço, e logo desligou.
Assim que desliguei, corri os olhos pelo Grill à procura de Jeremy.
– Eai? Cadê a nova garota? – Perguntou Caroline com um tom enciumada.
– Sério Caroline? Você está preocupada de perder seu lugar pra uma garota nova? – Disse e logo a abracei – Não é assim tão fácil alguém pegar seu lugar.
Ela riu.
– Eu to indo lá buscar ela, vamos?
Ela assentiu e me seguiu.
Peguei meu celular e mandei uma mensagem para o Jeremy, que também não havia chegado.
“Estou indo buscar a Emi na casa dela, com a Caroline.”
Não demorou muito e já estávamos na porta da casa da Emilly.
Pdv Emilly
Estava me arrumando quando tocou a campainha, provavelmente era Bonnie, mas eu não tinha terminado então deixei minha mãe atender.
Não ia me arrumar muito, mas também não ia sair de qualquer jeito, minha mãe sempre me diz “você não sabe onde vai encontrar o amor de sua vida, então você tem sempre que se arrumar bem, mesmo que seja para ir à padaria, você tem que estar sempre bonita”, ri com a lembrança dela falando. Não puxei a ela, pro seu lado vaidoso, mas ela nunca me deixou sair de casa de qualquer jeito, então eu meio que aprendei a me arrumar um pouco.
Coloquei uma calça clara, uma blusa verde e uma bota/coturno que ela me deu, prendi o cabelo em uma trança embutida de lado, e fiz uma make escura mais básica.
Minha mãe entrou no quarto batendo na porta.
– Emi? Bonnie chegou com outra amiga. Elas estão te esperando na sala, quer que eu mande subir?
– Não precisa, já estou pronta. – falei e me virei para ela me ver – como estou?
– Linda! Só acho que podia colocar um salto, que tal?
– Mãe, não tem necessidade né, ta bom assim, e elas já estão me esperando. – disse já saindo.
Chegando à sala vi Bonnie com uma garota loira linda, tipo muito linda, me senti simples demais vendo ela.
– Oi! Nossa! – exclamou Bonnie – Emi, você tá linda. – Ela veio me abraçar, senti algo estranho quando ela me tocou, e acho que ela também sentiu porque ficou um clima meio estranho entre nós duas, que ela mesmo quebrou. – Essa é Caroline Forbes, minha amiga.
– Prazer, sou Emilly. – eu disse a cumprimentando.
– Filha da Xerife? – perguntou minha mãe, meu Deus eu estava começando a fazer amigas e minha mãe já ia entrar no meio?
– Sim – respondeu Caroline rindo – Não da pra esconder né.
– Então vamos? – disse para as duas, cortando a chance de minha mãe continuar com o papo.
Fitei minha mãe com uma cara de “não estraga tudo” enquanto saiamos.
Não demorou muito para chegarmos ao Mystic Grill, que estava bem cheio por sinal.
“Legal! Ta cheio de gente” pensei, mas me encorajei e continuei andando.
Logo na porta esbarrei em um garoto lindo, de cabelos escuros, pele morena clara e bem forte.
– Ah meu Deus, desculpa, eu sou meio desastrada, desculpa. – eu disse sem jeito, senti minhas bochechas corarem.
– Não faz mal. Uma garota bonita desse jeito eu esbarraria de proposito para chamar a atenção. – ele falou rindo. Senti minha pele queimar, agora tenho certeza que já era visível minhas bochechas vermelhas.
Segui Caroline e Bonnie até a mesa, ficamos lá conversando por um tempo, até que chegou outra garota, morena, cabelos longos, e muito bonita.
– Desculpa gente, me atrasei um pouco por causa do Damon. – disse ela.
– Damon? Já? – perguntou Caroline.
– Não começa Caroline.
E então elas olharam pra mim e depois se olharam, foi estranho, um tipo de comunicação visual que só melhores amigas tinham. Resolvi me apresentar.
– Sou Emilly Sullivan, prazer. – Falei estendendo a mão.
– Oi! – ela disse empolgada, pegou em minha mão e se sentou. – Sou Elena Gilbert. Bonnie me falou de você. Nova na cidade né?
Olhei confusa pra Bonnie, Gilbert era o sobrenome do garoto que estava com ela mais cedo, Jeremy eu acho, e os dois pareciam, sei lá, um casal. Mas não perguntei e ela também não disse nada.
– É, eu, minha mãe e meu irmão nos mudamos pra cá recentemente.
– E de onde vocês eram? E o que trouxeram vocês a Mystic Falls? – Perguntou Caroline.
Contei a elas quase tudo, tirando o motivo de minha mãe se mudar pra cá ser o meu pai, disse que tinha haver com o emprego dela.
Elas eram muito simpáticas, ficamos conversando, e vez ou outra eu olhava para a mesa de sinuca e o garoto da porta estava me encarando, eu o encarava em resposta, mas não conseguia manter contato visual por muito tempo, então ria e desistia. Isso se repetiu umas três vezes, até que decidi perguntar sobre ele.
– E aquele garoto moreno ali jogando? Qual o nome dele? – perguntei.
Elas olharam todas juntas, droga, nem pra disfarçar, ele ia sacar que eu estava perguntando dele. Ele acenou para elas, e Caroline meio que revirou os olhos, será que os dois eram namorados? Porra que fora hein.
– Tyler – Bonnie me respondeu, e eu acho que estava vermelha de novo porque ela riu de mim. – Tyler Lockwood.
Ai meu Deus, Lockwood?? Não pode ser. Não acredito que estava flertando com olhares, com o meu possível irmão, mas mesmo que não fosse irmão, teria algum parentesco.
– Ele é um gato mesmo – disse Bonnie, notando que eu tinha me interessado nele, uma coisa que eu ia me arrepender pelo resto da vida.
– Bonnie? – Disse Elena, num tom brincalhão – E meu irmão sabe disso?
Elas caíram na risada, mas eu fiquei meio perdida em meus pensamentos, de repente tudo que não era legal estava acontecendo na minha vida ao mesmo tempo, descubro a existência do meu pai e ele esta morto, encontro um garoto lindo que me da condição e ele pode ser meu irmão..
Foi interrompida pela voz da Caroline.
– Emilly? Ta viajando?
– Ah, não, foi mal, falaram comigo? – eu ri meio sem jeito.
– Ta viajando na do Tyler né. – disse Elena.
Eu ri, só pra não ter que dizer nada.
Ficamos ali conversando mais um pouco, elas me falaram mais delas, Caroline era tipo bff do Tyler mas eles tinham meio que brigado, e ela gostava do Matt, um barmen do Grill muito fofo, mas eles não estavam juntos, ninguém me falou o porque e eu também não quis entrar em detalhes. Bonnie namorava o irmão da Elena, e elas lidavam bem com isso. E Elena, bom não quis falar sobre isso, mas pelos comentários delas algumas vezes, notei que ela e um tal de Damon, tinham alguma coisa, não sei o que, se eram amigos ou mais que isso.
Estava ficando tarde, então pedi a Bonnie para me levar para casa, porque esqueci meu celular e não tinha como ligar para minha mãe. Ela me levou.
– Boa noite Emi, até amanhã. – ela disse atrás de mim no carro.
– Obrigada Bonnie, foi legal sair hoje. Até amanhã. – Eu disse andando em direção a porta de casa.
Entrei em casa e lá estava minha mãe.
– Quero detalhes, de tudo. – ela disse.
– Foi legal – eu disse sem nenhuma empolgação. – Conheci as amigas da Bonnie, e elas são bem legais.
– E por que você está com essa cara?
– Eu acho que conheci meu irmão.
– Sério? E como ele é? – ela não conseguia esconder a empolgação. – Mas espera, o que aconteceu? Ele te tratou mal foi?
– Não mãe, ele me tratou bem, bem até demais. E ele é lindo. – eu disse, vendo a confusão se formando no rosto da minha mãe. – É que.. err.. ele estava meio que me paquerando, e eu estava gostando, até descobrir seu nome.
Ela não disse nada, só me abraçou. Minha mãe sabia exatamente do que eu precisava, na hora que eu precisava. Deitei em seu colo no sofá e acabei adormecendo. Acordei de madrugada e fui para o meu quarto a levando comigo.
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