Notas iniciais
Yooo Minna como estão? Espero que bem ^^

Gente me desculpem pela demora, estou tentando escrevê-lo desde terça-feira, mas o bloqueio me impediu.

Queria dedicar esse capítulo para as divas: Misaki Mei, Janine Lolly e Chibi Hina que recomendaram a fic, muito obrigada meninas ^-^

Obrigada por todos os comentários ^^ eu leio cada um deles ^^ e respondo sempre que é possível.
Para ler esse capítulo vocês irão precisar de:

- Muita paciência
- Bolo de morango.... -sqn HUASHHU
- Um coração resistente para aguentar fortes emoções.
- Uma arma para matar a vilã fdp
- Lenços de papel para as lágrimas.

Bem é isso que tenho a dizer por aqui, leiam as notas finais. Boa leitura.

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Diga o que precisa ser dito. Palavras que nunca foram proclamadas jamais farão diferença na vida daqueles que já se encontraram o com destino.



(Xocolatyta)



– Lucee você tem certeza do que está falando? – Natsu parecia furioso, Laxus bateu com uma mão sem sua própria testa.



– Salamander tem certeza que você realmente é um Dragon Slayer? – indagou Gajeel zangado.

– O que quer dizer com isso Cérebro de Lata? – o rosado começou a encarar o Redfox.

– Que você é tão inútil que nem percebeu que o cheiro da Bunny Girl está mudando – respondeu-o devolvendo o olhar na mesma intensidade.

– Agora que você disse – o mago do fogo começou a farejar o ar – Lucy você fede com o Eucliffe! – antes que eu pudesse fazer algo, vi uma cabeleira vermelha se levantar.

– Natsu calado! – Erza o espancou – Não irrite a Lucy, pode fazer mal para o bebê – ela caminhou até mim e me puxou para um abraço – Estarei ao seu lado sempre que precisar.

– Precisamos começar a montar o enxoval – Mirajane estava eufórica.

– Mira-nee nós ainda não sabemos qual é o sexo do bebê... – disse Lisanna aproximando-se – Posso tocar? – perguntou-a, assenti, logo ela pôs a mão sobre minha barriga – Eu senti algo, eu senti. Parabéns Lucy! – ela me abraçou, porém não tão forte quanto a Scarlet.

– Pobre criança – Happy manifestou-se – Espero que ele não seja estranho igual a mãe! – lancei um olhar mortal para o gato mais ingrato que conheço.

– Você não ouviu a Erza gato? Não podemos irritar a Lucy, pode fazer mal para o bebê – Charles acertou-lhe um cascudo na cabeça.

– Charles isso doeu... – disse o gato azul choramingando.

– Lu-chan! Lu-chan estou tão feliz... – Levy segurou minhas mãos – Aposto que será uma menina muito parecida com você – seus olhos brilhavam.

– Então é isso! – gritou o mestre – Vamos apostar qual será o sexo do bebê!

– Vai ser um homem! – gritou Elfman.

– Concordo plenamente – disse Gray.

– Juvia acha que será uma pequena Lucy – a azulada contestou.

– Concordo plenamente – Erza se manifestou.

Logo uma enorme confusão se estabeleceu, cadeiras voando para um lado, barris para outro, pessoas se batendo por toda parte.

Sorri. Afinal eles estavam felizes e comemorando ao melhor estilo Fairy Tail.



Duas semanas depois...

– Por que a Erza também está comendo? – Natsu estava nos fitando com uma sobrancelha arqueada.

– Ela disse que irá acompanhar a gravidez da Lu-chan de perto. Portanto tudo que a Lucy tiver vontade de comer, ela também comerá – respondeu Levy.

– Qual é a lógica disso? – perguntou Gray.

– Elas irão ficar gordas juntas... – ao ouvir o comentário de Happy, senti uma veia saltar em minha testa.

– O que você disse? – perguntei deixando de lado o delicioso bolo de morango.

– Aye! – disse-o tremulo.

Porém antes que eu fizesse algo voltei a sentir náuseas. Levantei-me às pressas e corri para o banheiro.



Uma semana depois...



–Rogue... – abracei o moreno que adentrava em minha casa – Rufus você também veio... – apertei-o num abraço – Orga... – não consegui abraça-lo direito devido ao seu tamanho, mas o que valeu foi toda a minha intenção – Por favor, entrem!

Eles adentraram e se sentaram no sofá em silencio total, não demorou muito para que o clima ficasse tenso... Suspirei pesadamente enquanto servia chá de camomila em quatro xicaras. Por incrível que pareça eles ainda não sabiam da minha gravidez, pedi a todo pessoal da guilda que mantivessem segredo, pois não queria que Sting soubesse, pelo menos não ainda.

Eu já estava de cinco meses, minha barriga estava escondida embaixo do enorme moletom que Erza havia me emprestado.

– Como você está Lucy? – Rogue resolveu puxar conversa.

Coloquei uma bandeja com as xícaras e alguns biscoitos sobre a mesinha central da sala, e me sentei ao lado do moreno.

– Estou muito bem... Obrigada por perguntar – respondi radiante – E vocês como estão? Estavam fazendo alguma missão em Magnólia?

Eles suspiraram deixando claro que sua visita ali tinha alguma finalidade.

– Não sei nem por onde começar... – Orga murmurou.

– Que tal do começo... – respondi.

– Lucy prometa-me que não fará nada estúpido ao ouvir o que eu tenho para dizer? – o Cheney puxou-me para que eu olhasse em seus olhos.

– Prometo... – disse temorosa.

– O Sting foi embora Lucy... Ele saiu da guilda... – automaticamente minha mão soltou a xícara de chá que segurava, esta por sua vez reduziu-se em diversos pedaços.

– Você não pode estar falando sério... – disse tentando conter minhas lágrimas.

– Ele teve que fazer isso – Rufus suspirou – A jovem senhora tentou contra a vida da pequena Luna duas vezes. Desde o fim dos jogos mágicos ela está fora de si.

– Além disso, você o dispensou lembra? – argumentou o Nanagear.

Ao ouvir isso senti um aperto em meu coração, era tão doloroso, as lágrimas já escorriam amargamente pela minha face. E novamente a errada era eu. Eu havia feito tudo errado de novo. Agora, por minha culpa, meu filho não teria um pai.

– Rogue... – sussurrei com a voz chorosa – Eu estou grávida...

Fitei-o por alguns instantes, seus olhos estavam esbugalhados, assim como os do Rufus e Orga.

– Você... Você está falando sério? – o grandalhão questionou.

Retirei o enorme moletom para que eles pudessem ter certeza das minhas palavras.

– Estou de cinco meses – sorri em meio às lágrimas acariciando-a.

– Eu memorizei isso – o memorie maker curvou os lábios num sorriso gentil.

– Posso? – o moreno estendeu o braço colocando a mão sobre meu ventre – Oi garotão... – disse-o bem próximo.

Senti uma pontada bem forte do lado contrário.

– Rogue eu acho que ela não gostou muito... – soltei uma leve gargalhada ao vê-lo corar.

– Então teremos uma mini Lucy? – perguntou Rufus.

– Não sei ao certo, minha intuição está dizendo que sim... – coloquei a mão do moreno sobre a região que senti a pontada.

– Olá minha pequena... – disse o Cheney todo sem jeito – O papai pode não estar por perto, mas o tio Rogue vai proteger você e a sua mamãe.

– Cena memorizada com sucesso... – zombou o loiro, porém ele se calou ao notar as lágrimas do Nanagear.

– Estou tão feliz... – disse-o entre soluços.

– Você não tem jeito... – o Lohr revirou os olhos.

– Vocês realmente não escutam os outros não é mesmo? – Rogue parou de acariciar minha barriga e pôs-se a me fitar.

– O que você quis dizer com isso? – indaguei.

– Eu lhes disse que não queria ser tio tão cedo... – o moreno zombou arrancando risos de todos.

– Espero que você siga seus próprios conselhos... Sabe a Erza ainda não está preparada para ser mãe... – o moreno corou fortemente.

– Sabe... – ele respirou fundo – Eu não sou tão tarado quanto o Sting – dessa vez fui eu quem corei, aqui se faz, aqui se paga.

Senti uma leve tontura. Sentei-me rapidamente no sofá deixando-os um tanto preocupados.

– Miss Lucy está tudo bem? – perguntou-me Rufus.

– Está sim, isso é normal... – a tontura se intensificou, meu mundo começou a girar, logo tudo escureceu.



****

– Até que enfim acordou... – abri meus olhos lentamente, o contato direto com a luz fazia com que eu fechasse-os novamente. Assim que minha visão normalizou me deparei com a velha Polyushka, ao lado da mesma estavam Wendy e Chélia. Pergunto-me se os magos da Lâmia vieram tratar algum assunto com a Fairy.

– O que aconteceu...? – perguntei.

– Você desmaiou em sua própria casa... – respondeu a velha – Os garotos tigres lhe trouxeram para a enfermaria imediatamente. Todos ficaram muito preocupados – ela suspirou – Talvez ninguém nessa guilda saiba lidar com uma gravidez.

– Acho que ainda não se acostumaram com meus enjoos e desmaios frequentes – respondia-a com um doce sorriso.

– Que seja... – deu de ombros – Passei toda uma dieta e entreguei a Mirajane. Aconselho que siga-a corretamente... Caso contrário não terá forças na hora do parto – disse-me antes de sair – Virei vê-la daqui algumas semanas, portanto cuide-se.

Logo ela se retirou. Restamos naquela sala apenas eu e as magas do céu. Respirei profundamente.

– Como se sente Lucy-san? – Wendy questionou – O Rogue-san e o Natsu-san estava muito preocupados com você.

– Estou bem Wendy – sorri. – Só estou um pouco enjoada, mas estou bem.

– Então você está mesmo... Mesmo grávida? – perguntou a rosada, Chélia.

– Estou – sentei-me na cama e puxei a coberta para que ela visse o quão grande ela já estava.

– Incrível... – disse-a com os olhos brilhando. – Quando ele nascer posso vir te visitar? – indagou-a empolgada.

– Mais é claro que sim – respondi. – Eu e a pequena Layla adoraríamos ter você nos visitando.

– Pequena Layla? – Natsu questionou ao adentrar na enfermaria junto com Gray e Erza.

– Intuição feminina sabe... Eu tenho certeza que vai ser uma linda garotinha... – suspirei. – Eu darei a ela o nome de minha mãe.

– Eu tenho certeza que sua mãe ficará muito feliz e que tem orgulho da forte mulher que você se tornou – disse Erza.

– Obrigada pessoal... – meus olhos lacrimejaram. – Obrigada por estarem sempre comigo... Obrigada por me apoiarem e principalmente por serem meus amigos.

– Ei Lucee nós somos todos uma família... A família Fairy Tail... – o rosado sorriu para mim.

– Vocês estão muito melosos, por favor. Já não basta a Lucy... Agora todos vão entrar no embalo – Gray reclamou.

Fiquei estática por alguns momentos, quando dei por mim já estava me debulhando em lágrimas.

– Gray malvado! – disse entre soluços.

– Você a fez chorar – gritaram Erza e Natsu.

– Me desculpe Lu-chan, não era essa minha intenção.



****

Um mês depois...

– Acabaram os bolos de morango! – Orga adentrou na Fairy Tail desesperado.

– Como assim acabaram os bolos de morango? – Erza zangou-se.

– Rufus e eu fomos a todas as confeitarias de Magnólia, e obtivemos as mesmas respostas... – começou o Nanagear.

– O morango está em falta, por isso não está havendo produção de doces que usufruam do mesmo – disse o Lohr adentrando na guilda.

– Precisamos encontrar um bolo de morango, caso contrário a pequena Layla nascerá com cara de morango – Mirajane entrou em desespero.

– Fro irá ajudar a procurar. Fro já ama a pequena Layla, assim como ama a Fada-san – disse o pequeno exceed saindo do lado do moreno e rumando para a porta.

– Como vocês podem ter tanta certeza que é uma garota? – Gajeel gritou irritado.

– Não se meta onde não foi chamado... – Levy o repreendeu – Lu-chan não se preocupe iremos encontrar seu bolo de morango – ela veio até mim e me abraçou – Não deixarei que minha afilhadinha nasça com cara de morango.

– Sendo assim... – o mestre apareceu no segundo andar – Toda a Fairy Tail está em missão, vamos procurar pelo bolo de morango!

– Procurar por um bolo é coisa de homem! – Elfman se exaltou.

– Tecnicamente isso é coisa da Erza... – o Fullbuster cochichou para ele.

– O que disse Gray? – a ruiva virou-se com uma expressão demoníaca.

– Nada não... – disse-o temoroso.

– Vamos lá pirralhos! – gritou o mestre parado na porta... Vamos à busca do bolo da vontade!

– Eu estou empolgado!

Suspirei pesadamente, eles estavam levando essa estória muito a sério.

Fiquei quase duas horas sentada em uma cadeira na guilda esperando o regresso de todos, mas nenhum mago apareceu durante esse tempo.

Levantei-me com um pouco de dificuldade e rumei para minha casa.

– Brilha, brilha estrelinha... Brilha, brilha lá no céu – durante o percurso essa música ficou ecoando em minha mente, ou talvez alguém estivesse cantando-a?

Quando parei em frente a minha casa o barulho cessou. Virei-me procurando o autor de tal voz, mas não o encontrei.



****

Já se passavam das nove da noite e ninguém havia voltado. Neste exato momento eu estava em frente ao espelho apreciando minha barriga, agora de seis meses.

– Falta pouco para nos vermos – sorri ao perceber o chute que os pequenos pezinhos deram para concordar comigo.

– A mamãe já ama você... – meu sorriso se alargou ao receber mais um chute, só que desta vez ele foi mais carinhoso – Toda a Fairy Tail está ansiosa pela sua chegada... Espero que o tempo passe rápido.

– Lucee... – Natsu adentrou pela janela com uma enorme caixa em mãos.

– Lucy! Fada-san! – Erza e Fro entraram pela porta carregando diversas caixas.

– Droga... Sujei-me todo... – Gray entrou pela lareira, assim como o papai Noel.

– Aqui está seu bolo... – em todas as caixas havia bolo de morango, assustei-me quando eles me mostraram, então cheguei a uma conclusão... Esta seria a ultima vez que teria desejos em minha gravidez.



****

Acordei um tanto enjoada. Morangos? Nunca mais. Eu havia me empanturrado de bolo na noite anterior, tanto que hoje estava passando mal.

Segui para guilda tranquilamente. Meus passos eram lentos, pois eu havia ganhado um pouco de peso, além disso, minha barriga não ajudava muito.

Assim que adentrei na guilda percebi que o prato do dia era bolo de morango. Suspirei pesadamente. Lá iria eu novamente comer mais bolo.

– Er-chan... Então é verdade? Quer dizer você está mesmo com o...? – avistei Milliana e Kagura sentada juntamente com Erza em uma mesa qualquer.

Caminhei até elas e estampei meu melhor sorriso na face.

– Bom dia meninas! – disse animada.

– Oh! Então... Uou... Você está tão linda... Tão fofa – Milliana levantou-se e me abraçou.

– Como é? Digo como é a sensação de ter uma vida dentro de si? De gerar uma nova vida? – indagou Kagura.

Sentei-me ao seu lado, já que Milliana estava ao lado de Erza. Respirei profundamente, na verdade eu nunca havia parado para pensar nesse lado. Mas, eu tinha certeza de algo... Estar grávida era incrível. Sorri.

– É incrível... Ter outra vida dentro do seu ventre... Uma vida que depende de você, e mesmo que ela ainda não tenha te visto, te aceita com todos os seus defeitos e te ama incondicionalmente.

– Não poderia ter escolhido melhores palavras... – Biska havia ouvido todo meu discurso, afinal, de toda a guilda ela era a única que já tinha passado por isso.

Sorri para ela em agradecimento.

– Acho que nunca estive mais feliz... – suspirei – Estou ansiosa para vê-lo... – acariciei meu ventre.

– Não só você... – disse Erza com a face toda lambuzada de glace – Mas, todos nós estamos.

Meus olhos lacrimejaram, quando dei por mim as lágrimas já escorriam sem parar.

– Lucy por que você está chorando? – perguntou Kagura preocupada.

– Não sei... Assim que ouvi as palavras da Erza tive uma vontade de chorar – respondi entre soluços.

– Er-chan você a fez chorar! – Milliana a repreendeu.

– Oh céus como sou má, por favor, alguém me puna – disse-a completamente arrependida.

– Ei! – gritei em protesto – Não é para tanto... Estou chorando por que estou feliz... – abri um enorme sorriso em meio as lágrimas.

–Agora sim a Lucee pirou de vez! – infelizmente pude ouvir o comentário de Natsu.

– Eu sempre te disse Natsu... Sempre. A Lucy é estranha... – disse o gato azul irritante – Mas, agora o nível de estranheza dela está passando dos limites.

– Será que dá para vocês dois se calarem! – Gajeel os repreendeu – A Bunny Girl está ouvindo tudo, logo ela irá começar a chorar feito uma criança que perdeu o doce.

– Eu não sou uma criança sem doce... – resmunguei fazendo bico.

– Cara a Lucy está melosa demais, chorando demais... – as palavras do Fullbuster adentraram em meu ouvido trazendo consigo uma grande faca que perfurou todo meu ser, quando dei por mim já estava aos prantos.

– Eu não estou melosa... Não sou estranha... Não sou criança... – eu realmente havia ficado magoada com aquilo.

– Corram... – Kagura levantou-se sacando sua espada.

– Vocês irão pagar caro por essas lágrimas... – Erza reequipou-se.

Logo a confusão se estabeleceu no local. Magos voavam para um lado, os bolos de morango para outro e eu... Bem eu fiquei sentada chorando... Chorando sem um motivo concreto... Na verdade ultimamente eu só chorava... Vai entender não é mesmo?



Um mês depois...

– Tem certeza que ficará bem Lucy? – Erza indagou com uma sobrancelha arqueada.

– Claro que sim! – sorri confiante – Não se preocupem comigo pessoal, podem ir para a missão... Ai! – sentei-me na cama ao sentir uma pontada em minha barriga que estava enorme, afinal já haviam se passado sete meses.

– Lucy estranha... – Happy balançou a cabeça em sinal de reprovação.

– Acho que teremos que cancelar a missão – Natsu resmungou sentando-se no sofá.

– Não! Vocês não podem, eu estou bem! Além disso, vocês prometeram que trariam para mim as famosas tortinhas de Jasmínea – fiz bico.

– Tem certeza que ficará bem Lucy-san? – Wendy indagou com receio.

– Claro que sim! E também não estarei sozinha a Mira-chan e o Laxus prometeram ficar na guilda – dei um sorriso gentil.

– Tudo bem! Vamos pessoal temos uma missão para cumprir e tortinhas para comprar – Erza disse indo em direção a porta – Por favor, cuide-se!

– Não se preocupe! Nós ficaremos bem – acenei para eles que saiam de minha casa um tanto receosos. Mas, não tinham motivos para se preocuparem. Ou tinham?



****

Já fazia três dias que o pessoal havia saído em missão. Eu havia passado o dia inteiro na guilda com a Mira e o mestre em meu encalço, ambos extremamente preocupados comigo e com o pequeno que está por vim.

– Vai ser uma linda menininha tenho certeza... – disse a mestra Mavis com uma garrafa de saquê em mãos.

– Primeira... O que você está fazendo? – Makarov desesperou-se.

– Oras, me divertindo! – ela soltou uma boa gargalhada e virou o litro.

Ri ao notar a face pasmada do mestre. Acho que ele não poderia esperar menos de Mavis, já que foi a mesma que fundou essa guilda de loucos.

Caminhei rapidamente até a porta, não queria que se oferecessem para me levarem, afinal eu já havia dado muito trabalho e todos mereciam um descanso.

Assim que passei pelas portas da guilda senti a leve brisa da tarde ir de encontro com a minha pele, um arrepio percorreu toda minha silhueta. Mas, não era um arrepio bom.

– Brilha, brilha estrelinha... Brilha, brilha lá no céu – a bela música voltou a ecoar pela cidade, a música que minha mãe cantava para que eu adormecesse – Se a estrelinha não brilhar quem vai ela iluminar? Se a estrelinha não brilhar quem vai ela iluminar?

Era a voz da minha mãe. Eu tinha certeza

–- Brilha, brilha estrelinha... Brilha, brilha lá no céu. Se a estrelinha não brilhar quem vai ela iluminar? Se a estrelinha não brilhar quem vai ela iluminar? – ouvi-a novamente.

– Mamãe... – a música começou a tocar sem parar – Mamãe... Cadê você?

Então eu comecei a correr, mesmo que fosse difícil com minha enorme barriga eu o fiz. Segui a música. Segui meu coração. Eu tinha que vê-la mais uma vez. Uma única vez antes do meu parto. Uma ultima vez antes de me tornar mãe.

– Mamãe... Mamãe! – comecei a me desesperar à medida que o som aumentava. Eu estava tão perto, mas não a via – Mamãe... Por que você não aparece? – cai de joelhos em meio as folhas secas.

Olhei ao meu redor e percebi que estava na floresta que ficava aos arredores de Magnólia, mas não era só isso, eu não sabia por qual caminho vim. Suspirei pesadamente. Eu estava perdida e só. Minhas lágrimas se intensificaram.

– Blondie...

– Sting... – ergui o olhar desesperadamente para encontra-lo, mas não havia nada.

– Sua bonequinha inútil... – ouvi sua voz novamente, esta emitia desprezo.

– Por favor, não... – elevei as mãos em minha cabeça – Por favor, não faça isso comigo... Eu amo você seu idiota... Eu amo você mais que tudo nesse mundo. Por favor, não faça isso... Nós teremos um filho e...

– Será mesmo? – ouvi uma voz feminina ecoar no loca. Uma voz arrogante repleta de ira e amargura. Uma voz que eu conhecia muito bem – Você é tão tola como pode se considerar uma maga? – senti uma lufada de ar contra meu peito, em seguida minhas costas se chocaram contra uma árvore.

– O que você quer? – gritei irritada limpando o sangue que escorria no canto dos meus lábios.

– Apenas quero fazer você pagar por tudo... – senti meu corpo ser lançado contra outra arvore – Acho que o meu Sting não poderá conhecer o filho que ele nem sabe que existe! – levantei-me com um pouco dificuldade, quando dei por mim a tigresa já estava dando uma joelhada em minhas costas.

– Droga... – disse virando-me de costas para proteger minha barriga, dentro desta pude sentir a inquietação do meu pequeno – Calma iremos ficar bem... – disse acariciando-a.

– Não sei como pode ter tanta certeza... – disse Minerva agarrando meus cabelos.

– Por favor, me ajudem... – disse com as mãos sobre minhas chaves. O fato era que desde que descobri minha gravidez eu fura proibida de usar magia, já que ela toda estava sendo canalizada para meu útero para proteger o bebê.

– Acha que esses inúteis podem fazer algo contra mim? – senti uma dor latente em meu coro cabeludo – Já se passaram mais de meio ano desde que lutamos... Bem e devo lhe dizer que durante esse período eu treinei para nunca mais perder para alguém como você!

– Ah! – urrei de dor ao senti-la puxar meus fios loiros e me lançar com extrema força contra uma rocha.

Fechei os olhos esperando a dor, mas esta não veio. Senti braços fortes me segurando.

– Não deixarei que encoste mais um dedo em minha dona... – a voz de Loki soou como música para meus ouvidos.

– Como se você sozinho pudesse contra mim... – zombou-a.

– Loki, por favor, vá atrás de ajuda... – disse num sussurro.

– A Virgo, a Áries e a Aquárius já foram atrás de ajuda – arregalei meus olhos, até mesmo a Aquárius havia atendido ao meu pedido de socorro.

– Olhe em volta Lucy, estamos todos com você... Iremos todos lutar por você e por seu filho... Afinal você é a nossa dona, nossa amiga... Aquela por a qual vivemos... Aquela por a qual lutamos – disse-o amigavelmente.

Olhei a minha volta e percebi que meus amados espíritos do zodíaco estavam ali para me proteger. Sorri pegando meu chicote que há tempos eu não usava e pondo-me em pé ao lado deles.

– Vamos acabar com isso juntos – disse ofegante. – Ah... – gritei caindo no chão ao sentir uma forte pontada em meu ventre.

– Lucy! – gritou Loki – Você está bem? – indagou-o preocupado.

– Está doendo... – disse segurando minha barriga – Está doendo muito.

– Lo-Houseto (patético) Lo-Houseta (absolutamente patético) – uma grande quantidade de magia começou a fluir do chão – Esse é o fim para você e para seus espíritos patéticos. I-Ragdo (desapareça).

Tudo aconteceu tão rápido. Uma grande explosão me fez bater minhas costas contra a rocha que estava em meu caminho, agora certamente eu havia quebrado algumas costelas. Com uma extrema dificuldade olhei ao meu redor. Destruição era o que eu via. Tudo estava destruído, em meio aos destroços estava ela sorridente, parecia que havia ganhado um grande troféu, Minerva era a pior pessoa que eu já havia conhecido.

– É tão prazeroso vê-la caída... – ela aproximou-se – Mas será mais prazeroso ainda mata-la junto com esse bastardo que você carrega – seus olhos emanavam ódio puro, em uma de suas mãos uma enorme bolha de magia se formou.

– Por favor... deixe-o viver – implorei, meu coração estava acelerado, todo meu corpo tremia, seria esse o meu fim?

– Como se eu fosse atender tal pedido... Morra! – ao dizer isso ela golpeou-me com tudo o que tinha.

A dor invadiu todo meu ser, a única coisa que consegui fazer foi colocar a mão em minha barriga para verificar se ainda havia vida lá dentro. Sorri. Ele ainda estava lá. Vivo. Estava agitado.

– Vai ficar tudo bem...

– Você é como uma praga... – a tigresa bufou – Irei acabar logo com isso... – em sua mão direita uma bolha surgiu, logo uma espada apareceu dentro da mesma – Dessa vez você não vai sobreviver.

Ela ergueu a espada e abaixou-a numa velocidade extrema. Ouvi um tilintar... Em seguida a tigresa fora lançada para longe com extrema força.

– Maldita... Eu vou acabar com você...

Essa voz... Eu a conhecia... Era a voz de Kagura.

– Miss Lucy aguente firme irei leva-la para a guilda – disse Rufus pegando-me no colo.

– Por favor, me leve até a casa da Polyushka-san – falei com a voz fraca.

– Faça o que ela diz – falou a sereia – Quando os membros da Fairy Tail chegarem os enviarei até lá. Por hora cuidarei para que ela não interfira mais.



****


– O que fazem aqui? Eu já disse que detesto humanos – disse a mulher de cabelos rosados irritada.


– Por favor, me ajude... – seus olhos pousaram em mim, sua face passou de irritação para susto.

– Entre logo rapazinho. Coloque-a sobre a cama. – Rufus fez o que ela mandou – Preciso que você chame a pequena Wendy e se possível àquela outra garota, Chélia, também. Se quisermos manter os dois vivos, vamos ter que fazer o impossível.

– Não será necessário Polyushka-san – ouvi a voz da pequena azulada ecoar pela pequena casa de madeira – Farei o que for preciso para ajudar a Lucy-san.

– Eu também... – desde quando Chélia estava em nossa guilda?

– Muito bem. O restante pode se retirar! Não preciso de enxeridos aqui dentro, esperem lá fora – ouvi várias pessoas reclamarem.

– Eu preciso ver a Lucee, eu quero... – o protesto de Natsu foi interrompido pelo mestre.

– Natsu chega! Por favor, salve-os – disse-o antes de se retirar.

– Você precisará ser forte, iremos antecipar seu parto para que o bebê não morra. Wendy coloque as toalhas com essência de ervas na testa dela. Chélia concentre sua magia sobre a criança. E você Lucy... Faça força. Faça força e empurre-o para fora – de olhos arregalados assenti, eu precisava fazer aquilo, pelo nosso bem.



****

Horas já haviam se passado. Eu estava exausta. Meu corpo estava dolorido e ferido, mas eu usaria todas as minhas forças para salvar o que eu amava.

– Chélia, Wendy concentrem toda sua magia na barriga dela... Lucy no três você usará toda sua força... Um... Dois... Três. Agora! – gritou a velha senhora.

– Ah! – urrei de dor – Ah... Ah... – eu continuava a gritar.

– Só mais um pouco já consigo avistar a cabeça... – disse-a num tom um tanto animado – Deem tudo de si... Agora!

– Ah! – esse grito havia sido o mais alto e doloroso de todos, mas foi recompensador, pois após ele pude ouvir um choro, o qual eu esperava ouvir a muito tempo.

– Conseguimos... – disse Wendy ofegante sentando-se ao meu lado.

– Sim... – Chélia caiu de joelhos ao lado da cama.

– É uma menina – disse Polyushka trazendo-a a mim – Uma linda menina.

– Eu sabia... Eu estava certa desde o início... – encostei minha cabeça na pequena e frágil dela – Minha pequena Layla... Saiba que sempre estarei olhando você... Queria que tivéssemos mais tempos juntas... Eu te amo minha pequena – disse fechando os olhos, eu não tinha mais forças para me manter nesse mundo, talvez sim, este fosse meu fim.



Lucy pov’s off

Narrador pov’s on



Em um lugar distante de Magnólia...



–Sting-kun... Sting-kun – Luna chamava-o, mas sem sucesso – O que houve com você? Nessas ultimas horas você ficou estranho e... Sting-kun!


O loiro estava sentado próximo a uma árvore, sua mão direita estava pousada sobre o lado esquerdo de seu peito... O coração, este doía intensamente. Era como se estivessem arrancando uma parte de si. Era como se sua metade estivesse indo.

– Lucy... – pela primeira vez ele dissera o nome dela, mas não para ela. Por sua face escorria toda sua angustia, suas lágrimas nunca foram tão doloridas – Lucy eu te amo! – a marca já não o conectava a ela... Isso lhe dava certeza de algo... Sua Blondie havia partido... Partido para sempre.

Notas finais
Oi de novo ^^ Bem queria dizer algo... Não me abandonem e nem me matem okay, somente aguardem o próximo.

Para os fãs de Naruto aqui vai uma nova fic
http://fanfiction.com.br/historia/355287/Como_Arrumar_Um_Namorado_Em_30_Dias/

Amo vocês meus queridos leitores ♥ Obrigada por tudo ^^
Kissus da Xoco-chan :*** Até o próximo e último.