Enchanted — Revisão
4 Capítulo 4 — Busca frustrada
Notas iniciais
"O choro pode durar uma noite, mas a felicidade vem ao amanhecer"
Narrador: Iniciado
— Sting-kun, de onde você tirou essa ideia idiota? — Lector perguntara aborrecido. Desde que a fada aparecera seu companheiro começara a agir estranho.
— Fro não acha que seja uma ideia idiota. — O pequeno exceed como sempre estava sendo fofo. — Frosch quer ver a Fada-san novamente, Frosch irá junto com Sting-kun! — O gato esverdeado estava realmente alegre por Lucy ter esquecido sua chave, assim ele poderia vê-la novamente.
— Você é realmente um babaca Frosch. — Lector fuzilou o outro exceed com o olhar. — Sting-kun, eu acho que a Minerva-san e o Mestre não ficarão muito felizes ao saber que você está indo até Magnólia para encontrar uma mera Fada.
O silencio reinou no local, apesar de não querem admitir Lector tinha razão. Minerva não era o tipo de pessoa para se irritar, ela era vingativa e se soubesse desse acaso poderia tentar algo contra a Lucy, já que a mesma odiava a Fairy Tail e nutria uma paixonite por Sting.
Já o mestre não os preocupava tanto, pois desde o incidente com Sting e Lector, que ocorrera nos jogos mágicos, Jiemma mudara sua forma de pensar. Apesar de ainda presar a força bruta, ele tentava conciliá-la com o poder dos sentimentos. Além disso, depois do incidente daquele dia, ele tinha um enorme respeito pelos Dragons Slayers gêmeos de sua guilda.
— Tudo bem Lector, vamos voltar para a guilda. — Sting deu-se por vencido.
— Então Fro nunca mais vai ver a Fada-san? — Ele perguntou com os olhos lacrimejando.
— Vai sim Frosch, só vai demorar um pouco.... — Rogue diz pegando o pequeno no colo para que ele se acalmasse.
Lector era o único que sorria, ele queria que Sting namorasse alguma maga que regulasse com ele em termos de força, e na mente de Lector a mais cogitada para assumir esse posto era Minerva, pois a mesma era forte e tinha um sentimento pelo loiro.
O exceed ficara um tanto receoso quando a Fada loira aparecera, pois ele temia que seu companheiro se apaixonasse por ela, que além de ser de uma guilda rival, era fraca. Mas o que ele não sabia é que Sting já estava sobre os efeitos dos encantos de amor e sua paixão pela Lucy tendia a crescer cada vez mais.
Todos saíram do hotel e rumaram para estação, eles pegaram o primeiro trem que iria até a cidade mais próxima da Sabertooth. Assim que encontraram uma cabine vazia todos se acomodaram e os Dragons Slayers já estavam se preparando para a tortura de sempre.
— Fro, aonde você colocou a chave da Fada? — Lector perguntou ao outro exceed, Sting e Rogue começaram a prestar atenção na conversa.
— Fro guardou a chave consigo. Fro acha que se ficar com a chave vera a Fada-san novamente. — Ele disse fazendo com que Sting e Rogue sorrissem.
— Não se preocupe Fro, logo você verá a Fada novamente. — Rogue confortou o exceed.
Logo o trem deu partida e o moreno juntamente com o loiro começaram a passar mal.
No apartamento da Lucy...
— Olhos puxados, não invada a casa dos outros assim! — Gray gritara para Natsu, que entrava pela janela.
— Olha quem fala, gelinho de merda! — Natsu respondera Gray que entrava pela lareira.
— Vocês dois usem a porta, usem a porta! — Erza dizia para eles enquanto adentrava na casa de Lucy e se sentava em uma cadeira para comer seu bolo de morango.
— Erza o que você está fazendo? — Os magos do gelo e do fogo perguntaram juntos com expressões confusas.
— Natsu, a Luce está morta! — Happy começara a chorar e a gritar quando vira a maga estirada no tapete de seu quarto com os olhos fechados.
Os três correram em direção à maga.
— Lucy não morra! — Happy gritava voando de um lado para o outro, deixando todos mais desesperados do que já estavam e assim a confusão fora estabelecida.
Narrador: Encerrado.
Ponto de vista — Lucy: Iniciado
Passei a tarde inteira derramando lágrimas, não me achava mais no direito de possuir as chaves celestiais. Eu realmente era uma péssima maga. De tanto chorar acabei adormecendo no chão do meu quarto e não voltei mais a guilda naquele dia.
— Blondie vamos nos casar e ter trinta filhos! — Sting dizia colando seus lábios em minha testa.
— Sim Sting-kun trinta filhos ou mais. — Eu o abraçara. Como eu o amava. Segundo Frosch nós dois formávamos um belo casal.
— Pun Puun.... — Um pequeno espirito estelar, que lembrava um boneco de neve, com o nariz de cenoura, aparecera entre nós.
— Plue é você? — Eu o segurei. — Onde você esteve por todo esse tempo? Eu estava muito preocupada com você. — Meus olhos lacrimejaram de felicidade, pois eu havia encontrado o meu querido espirito estelar, que tinha perdido há tanto tempo.
— Puun pun _ ela ficara um tanto triste. — Puun puun... — Plue começou a se debater em meu colo fazendo com que eu o soltasse para que o mesmo pudesse correr para longe de mim. Ele estava cada vez mais longe, e mais longe, quando dei por mim ele já estava inalcançável.
— Plue! — Acordei gritando desesperadamente o nome do meu espírito celestial, o que no começo tinha sido um sonho perfeito, no final se tornou um terrível pesadelo.
— Luce, você está viva! — O gato azul pulou em cima de mim chorando.
— Graças a Deus você está bem Lucy. — Erza me abraçou em meio de lágrimas. — Nunca mais nos assuste desse jeito.
— Mas eu só estava dormindo. — Minha voz saiu fraca, pois o abraço de Erza estava muito apertado.
— Por que você estava dormindo no chão? — Gray pergunta com uma sobrancelha arqueada.
Lembrei-me que eu adormeci enquanto chorava por ter perdido a chave de Plue. Ao pensar no meu erro comecei a chorar novamente.
— Gray você a fez chorar! — Natsu disse irritado.
— Desculpa Lu-chan. — Gray disse tentando me confortar.
— Eu perdi a chave do Plue! — Eu falei entre lágrimas. — Eu sou uma péssima maga celestial! — Comecei a chorar mais e mais. Natsu, Gray, Erza e Happy estavam desesperados, pois não sabiam o que fazer para que eu parasse de chorar. — Eu sou uma vergonha para os meus espíritos, eles devem estar me odiando. — Minhas lágrimas não cessavam.
— Calma Lucee! — Natsu acariciou meus cabelos. — Nós vamos encontrar a sua chave, ou você esqueceu que somos a Fairy Tail e nunca deixamos um nakama na mão? — Ele disse confiante, o que me deixou um pouco aliviada.
— Sim, vamos encontrá-la. — Erza afirmou. — Mas, hoje já escureceu, então você deve relaxar porque amanhã a Fairy Tail não irá descansar até encontrar a chave do Plue! — Ela dissera autoritária, mas ao mesmo tempo alegre.
— Aye! — Os dois garotos e o gato azul concordaram.
— Agora vamos deixar a Lucy descansar, amanhã teremos um longo dia. — Erza praticamente chutou os garotos para fora da minha casa e saiu logo atrás.
Após tomar um banho e vestir um pijama, deitei em minha cama e adormeci pensando em um certo Dragon Slayer da Sabertooth.
Acordei na manhã seguinte desanimada, estava me sentindo péssima por ter sido tão descuidada a ponto de perde uma das minhas preciosas chaves. Eu estava tão mal que nem percebi que fui à guilda trajando um pijama e com os cabelos despenteados.
Caminhei até o balcão e sentei-me em um dos vários bancos que haviam por ali. Pude sentir vários olhares sobre mim, todos estavam sem entender o porquê do meu estado catastrófico.
— Natsu, a Luce pirou de vez! — Ouvi a voz aguda do Happy insinuando que eu era louca, mas eu não estava com ânimo para discutir com ele, então simplesmente o ignorei. — Natsu, a Luce ignorou meu insulto, ela não está nada bem! — O gato azul continuou gritando pela guilda com sua voz estridente.
— Lu-chan, está tudo bem? — Levy foi até onde eu estava demonstrando uma feição preocupada.
— Eu perdi uma das minhas chaves Levy-chan, sou uma pessoa terrível! — Então me pus a chorar novamente. Mira, Levy, Wendy e Juvia estavam tentando me consolar de todos os jeitos.
Mira dizia coisas como:
“Não se preocupe Lucy, Natsu dará um jeito de encontrá-la”.
Já Wendy:
“Lucy-san lhe ajudarei a encontrar a chave perdida a qualquer custo”.
Levy já usava palavras mais confortantes.
“Lu-chan não chore, todos da Fairy Tail vão se empenhar para encontrar o Plue, pois somos todos uma família e membros de uma família protegem uns aos outros”.
Já a Juvia tentava ajudar à sua maneira, mas nunca esquecendo seu amor pelo Gray.
“Se o Gray-sama vai ajudar a rival no amor a encontrar a sua chave, então a Juvia deve ajudar também”.
Não demorou muito para que toda a guilda se mobilizasse e começassem a procurar pela minha chave, até mesmo o Mestre, o Laxus e os Raijinshuu aderiram a causa. Reviramos Magnólia de ponta cabeça e ninguém fora capaz de encontrá-la. Ao anoitecer todos estavam reunidos na guilda, alguns com expressões tristes outros com faces preocupadas, então decidi quebrar o clima tenso.
— Pessoal, muito obrigada pela ajuda. — Sorri a eles que ficaram um pouco mais animados.
— Voce está bem Lu-chan? — Levy perguntou preocupada.
— Sim, eu não perdi as esperanças ainda vou encontrá-la — Disse confiante e caminhei em direção à porta da guilda. — Até amanhã pessoal.
Ao sair da Fairy Tail corri para minha casa antes que as lágrimas acumuladas em meus olhos caíssem. Após tomar banho e vestir outro pijama deitei em minha cama e me debulhei em lágrimas.
Ponto de vista — Lucy: Encerrado.
Narrador: Iniciado.
Enquanto isso na Fairy Tail...
— Ela realmente vai ficar bem? — Laxus perguntou quebrando o silêncio que estava na guilda.
— Na nossa frente ela vai se manter forte, ela não é do tipo que gosta de preocupar as pessoas. — Gray comentou.
— Garanto que ela deve estar chorando novamente. — Happy falou tristemente.
— Essa chave era assim tão importante para a bunny girl? — Gajeel ainda não entendia o porquê de tanto sofrimento por causa de uma chave.
— A Lu-chan diz que os espíritos estelares não são apenas ferramentas para serem usadas em batalhas, para ela eles são muito mais que isso, eles são seus amigos. — A frase que Levy dissera deixou muitos emocionados.
— Sim, — Erza se manifestou — afinal a Lucy é aquela que ama e é amada pelos espíritos estelares.
— Juvia acha que se alguém roubasse o Gray-sama dela, ela sentiria o mesmo que a rival no amor está sentindo.
— Eu não sou seu! — Gray gritou extremamente corado tirando risos de alguns.
— Gray-sama, suas roupas! — Agora era Juvia quem estava corada vendo o amado só de cueca, apesar de ele fazer isso com frequência, ela ainda não se acostumara.
Não demorou muito e os magos começaram a se despedir para seguirem para suas casas.
Narrador: Encerrado.
Ponto de vista — Lucy: Iniciado.
Cinco dias se passaram desde a busca frustrada e nesse período eu não apareci mais na guilda. Preocupados comigo Natsu, Erza e Gray sempre vinham me visitar na tentativa de me animar ou me fazer ir a Fairy Tail, mas era em vão.
Minha aparência estava deplorável, meus olhos estavam inchados de tanto chorar e com olheiras profundas pela ausência de sono. Meu cabelo estava seboso, pois há dias eu não o lavava. Meu corpo estava frágil e quando eu falava minha voz falhava.
Escutei alguém bater a minha porta, certamente não era Natsu nem Gray, estes nunca usavam a porta e Erza, bem, esta nunca batia, quando eu dava por mim ele já estava lá dentro. Levantei-me e fui abrir a porta, logo me deparei com um pequeno garoto moreno que tinha um bilhete em mãos.
— Oi moça! — Ele sorriu timidamente. — Me pediram para lhe entregar esse bilhete. — Ele me deu o papel que tinha em mãos e foi embora.
Fechei a porta e voltei para a minha cama. Assim que me sentei abri a folha dobrada e comecei a lê-lo.
Saudades de mim Blondie? Eu sei que sou irresistível!
Estou lhe esperando no parque central de Magnólia próximo ao parque infantil. Seja rápida, pois não posso ser visto por seus companheiros de guilda
Ass: Sting Eucliffe.
Obs: encontrei algo que lhe pertence.
Pela primeira vez desde que perdi Plue eu sorri.
Eu fiquei estática por alguns instantes, pois ainda não tinha caído a ficha de que o Dragon Slayer da luz da Sabertooth estava se arriscando em magnólia apenas para me ver. Sorri bobamente, ele realmente sabia como me encantar.
Como não tinha muito tempo apenas prendi meu cabelo em um coque e sai correndo em direção ao parque central. Meu coração ansiava vê-lo mais que tudo.
Ao chegar no local marcado começo a procura-lo desesperadamente, até que por fim avisto um pequeno exceed trajando uma roupa rosa de sapo e um belo garoto loiro. Dei um enorme sorriso e corri em direção a eles.
Mal sabia eu que alguém nos observava de longe, e que consequentemente, tal pessoa descobriria meu precioso segredo.
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