Enchanted — Revisão
12 Capítulo 11 — Circulo das Luzes
Notas iniciais
Você não morre por seus amigos... Você vive por eles.
(Erza Scarlet)
Ponto de vista — Lucy
O clima entre nós ficou tenso. Medo. Sim o medo invadira o interior de todos nós, o que faríamos? Se fizéssemos sobreviveríamos? Essas perguntas pairavam em minha mente. Logo o clima foi quebrado por uma Lisanna que estava um tanto aterrorizada.
— Erza-san o que iremos fazer? — Sua voz demonstrava fraqueza.
— Por hora vamos encontrar um hotel para ficarmos, já está entardecendo — A ruiva mirou o céu que antes era azul e agora estava coberto por nuvens negras, certamente indicando a tempestade que estava por vim. — Amanhã decidiremos o que fazer.
Todos nós assentimos até mesmo Natsu, afinal não era todo dia que se via Erza Scarlet temer algo.
— Gray e Juvia vocês poderiam procurar por um hotel onde todos nós possamos passar a noite? — a voz da titânia não demonstrava medo, mas também não transmitia segurança.
Gray se assustou um pouco com o tom de voz de Erza, quem sabe ele estaria pesando o mesmo que eu. Era certo que estávamos num beco escuro, mas talvez ele tivesse uma saída. Essa saída só seria aberta com os doze espíritos estelares em campo de batalha sendo invocados por uma única maga estelar. Impossível. Nós iriamos precisar de calma, paciência e inteligência.
— Tudo bem — a voz do ice maker também não estava confiante, ele entendeu a situação perfeitamente bem. — Vamos Juvia. — Ele segurou a mão da azulada, que por conta do pânico que percorria seu interior nem percebeu a tal ação do moreno. O “casal” se retirou para encontrar algum hotel.
— Natsu e Lisanna, vocês poderiam encontrar algum lugar para nos alimentarmos? — A voz da ruiva não mudara nenhum pouco. — Enquanto isso eu e Lucy ficaremos aqui à espera da Wendy. Quando encontrarem voltem para a guilda.
O rosado foi tentar protestar ou argumentar algo contra, mas a albina fez um sinal de negação que foi o suficiente para ele. Logo os dois também se retiraram. Quando eles sumiram das nossas vistas Erza caiu de joelhos, mirei-a e vi lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
— O que faremos Lucy? _ ela disse em meio aos soluços.
— Desistam não há nada para ser feito — Sting disse arrogantemente. Mesmo com toda essa arrogância, eu poderia sentir a tristeza dele, ele já tinha aceitado seu destino.
— Desistir e deixar você e os outros morrerem? — Erza falou enquanto secava as lagrimas que aos poucos estavam sessando.
— Não quero que ninguém morra por mim. — O loiro continuava com sua arrogância, ele olhou para mim por alguns instantes e logo sumiu em meio a sua magia.
— Está sendo difícil para ele — Rogue se aproximou de nós. — Pela primeira vez na vida ele está amando alguém. — O moreno suspirou pesadamente. — Mas saber que você vai morrer a qualquer momento não é fácil, essa marca está sendo um fardo.
Ao ouvir essas palavras senti meu coração partir em pedaços. Lucy você pode, vai lá e enfrente-a. Você é a única. Você é a garota do Sting.
Senti meu rosto ficar molhado pelas lágrimas que nele escorriam isso era tão amargo e torturante. Eles deviam estar péssimos, a morte não era algo com que se devia brincar.
— Miss Lucy seque suas lágrimas — Rufus veio até mim com um lenço em mãos. — Sting é cabeça dura, se ele vê-la assim, será pior. — Peguei o lenço e comecei a secar as inúmeras lágrimas que insistiam em escorrer.
Algumas horas haviam se passado, o céu estava escuro sem uma estrela sequer. Eu e Erza estávamos sentadas em um banco na frente da guilda a espera de Wendy que ainda cuidava de Minerva e dos outros.
Não demorou muito para que os mesmos chegassem, Gray disse à ruiva que tinha conseguido um hotel bom e barato, já Lisanna disse que a frente do hotel havia um ótimo café. Logo a pequena Wendy aparecera exausta, Natsu pegou-a no colo e todos fomos para o respectivo hotel.
Ao chegar ao mesmo nos instalamos os meninos em um quarto e as meninas em outro um tanto maior. Depois fomos até o café/lanchonete para comermos algo. Durante a refeição ninguém falou uma palavra se quer todos se perguntavam o mesmo. Aceitamos e morremos? Não aceitamos e vemos os outros morrer?
— Já chega! — O rosado gritou. — Esse não é o espirito da Fairy Tail. Desde quando nos preocupamos tanto assim com uma missão? Desde quando deixamos pessoas morrerem por nossa falta de coragem? —
Sim, esse era o Natsu trazendo consigo o que nós havíamos esquecido quando chegamos aqui, o poder dos nossos laços, dos nossos sentimentos e o espírito da nossa guilda.
— Sim, você tem razão. — Erza pela primeira vez no dia de hoje sorriu. — Amanhã nós iremos àquela montanha e acabaremos com a Lady Reaper.
— Vamos mostrar a ela que não se mexe com a nossa guilda — Gray sorria.
— Eu estou empolgado. — Natsu realmente estava.
Depois de um tempo voltemos para o hotel, Natsu e Gray foram para o quarto deles e nós para o nosso. Ao entrar no quarto tiramos na sorte a ordem para tomar banho. Depois cada uma se sentou em uma cama e todas fitaram Erza que estava pensativa.
— Amanhã irei eu, Natsu e Gray — ela falou com autoridade.
— Mas..._ Lisanna tentou contestar.
— Se não voltarmos em dois dias, vocês deverão avisar o pessoal da guilda e o conselho é quem terá que cuidar do caso.
— Erza-san por quê? — A pequena Wendy estava com os olhos marejados.
— Somente fiquem aqui e levem a Wendy até a Sabertooth amanhã para que ela possa curar Minerva.
Nós ainda continuávamos sem entender o porquê disso, mas não poderíamos contestar, afinal era uma ordem da titânia. Não demorou muito para que alguém apagasse as luzes para entrarmos no mundo dos sonhos.
— Lucy venha até mim. Eu não quero nenhum dos seus amigos. Eu quero você. — Uma voz melodiosa adentrou em minha cabeça despertando-me dos meus sonhos. O que seria aquilo? Sentei-me na cama assustada. — Lucy se você não vier eu matarei a todos!
— Que é você? — perguntei num tom baixo para não acordar as outras, porém nada mais foi ouvido. Deitei-me novamente, mas dessa vez demorei a pegar no sono.
Ouço algumas vozes me chamando. Abri os olhos lentamente, logo me deparo com Lisanna e Juvia desesperadas.
— O que houve? — perguntei me levantando rapidamente.
— Eles nem se quer dormiram. — Lisanna me olhava angustiada. — Erza esperou que dormíssemos para poderem partir.
— O que? — Perguntei com os olhos arregalados.
— Hoje de manhã fui com a Wendy até a Sabertooth e o mestre me disse que Sting e os outros saíram durante a madrugada para seguir a Fairy Tail. — Lisanna mesmo desesperada ainda conseguia explicar, já a Juvia estava aos prantos.
— Você não veio até mim Lucy. Que pena. Irei me divertir muito com seus amiguinhos— a mesma voz que eu ouvira durante a madrugada. Elevei minhas mãos à cabeça, eu só poderia estar louca.
Eu tinha que fazer algo, não podia deixá-los morrer, não quando a culpa seria minha.
— Lisanna, Juvia temos que fazer algo — falei autoritária.
— Mas não podemos se lembra do que a Erza falou ontem à noite? — a albina respondeu.
— Que se dane o que a Erza falou — eu gritei assustando as duas.
— Juvia acha que se formos lá só iremos atrapalhar — a azulada disse aos prantos.
— Não, não iremos... — suspirei. — Lisanna consegue voar comigo até lá? — Ela ficou um tanto assustada com a pergunta, mas assentiu. — Juvia, cuide da Wendy até voltarmos, prometo que traremos todos são e salvos. — A azulada não disse nada, apenas me olhou como se não acreditasse nas minhas palavras. — Vamos Lisanna!
Eu e a albina saímos do hotel, estava garoando levemente, logo ela usou sua magia take over para obter asas. Sobrevoamos a região até sentirmos uma grande quantidade de magia.
— Encontrei — Lisanna gritou enquanto se aproximava do lugar.
Aterrissamos um pouco longe, pois poderíamos ser pegas de surpresa. Lisanna tremia, o medo era evidente em seus olhos, olhei para ela e sorri a confortando.
— Se quiser ficar aqui pode ficar — ela me olhou assusta, por um segundo achei que ela ficaria, mas fui surpreendida.
— Somos nakamas, não é mesmo? — Eu assenti. — Um nakama nunca deixa o outro na mão. Eu irei com você até o fim. — Sorrimos cúmplices e corremos para o campo de batalha.
Ao chegar lá tivemos a pior visão possível. Gray estava ensanguentado ao lado de uma arvore, Rufus e Orga estavam no chão desmaiados, Sting e Rogue tentavam inutilmente ficar de pé, Erza estava sendo arremessada fortemente no chão e Natsu a atacava inutilmente. Nesse momento senti a chuva aumentar, a tempestade estava só começando.
— Você pode me atacar o quanto quiser — A garota morena de olhos vermelhos disse com um sorriso maldoso estampado em sua face. — Afinal não é você quem vai me vencer! — Ao dizer isso ela chutou Natsu fortemente em direção de uma árvore.
— Natsu! — Lisanna gritou tão alto que atraiu a atenção de todos. Merda, eu teria que agir imediatamente, não sei como, mas eu teria que abrir os doze portões de uma única vez. E se eu morresse? Acho que pelo menos me sentiria feliz, pois teria salvado meus amigos e a pessoa que amo.
— Lisanna cuide dos feridos! — Gritei para ela enquanto corria para o campo de batalha. Peguei a chave de Áries, segundo um livro que li eu precisava invocar as chaves na mesma ordem dos signos.
— Abra o portão para o carneiro, Aries — Logo a garota de roupas brancas e cabelos rosados apareceu. — Áries a distraia.
— Sim, me desculpe. — Ela usou sua bomba de lã contra a ceifadora.
— Abra a porta para o palácio do Touro dourado, Taurus. — O touro pervertido apareceu carregando seu machado. — Taurus ajude a Aries.
— O que você acha que eu sou? — A ceifadora gritou furiosa e assustada ao mesmo tempo. — Não quero perder tempo brincando com seus espíritos.
— Você não queria que eu viesse? — Perguntei com uma sobrancelha arqueada. — Apesar de tudo eu estou aqui e iriei fazer você pagar por tudo o que fez. — Abra o portão para gêmeos, Gemini! — Gemi e Mini apareceram, eu respirei, já tinha aberto três dos doze faltavam apenas nove. — Abra o portão para o caranguejo gigante, Câncer. — Câncer surgiu e ficou ao lado de Gemini, peguei a próxima chave. — Abra o portão para o leão, Loki.
— Lucy você está louca? — Pude ouvir a Erza gritar.
— Loki você sabe o que fazer — Falei para o espirito que acabara de ser invocado.
— Quem diria que você viria atrás da nossa mestra após fugir da prisão. Loki caminhou até a ceifadora. — Seu nível caiu muito Lady Reaper. — Sua voz tinha um tom sarcástico. — Gemini se transforme em mim, essa batalha não é algo que venceremos com facilidade.
— Sim! — Eles falaram animadamente e instantes depois haviam dois Lokis no campo de batalha. Peguei a chave da Virgo.
— Abra o portão para a empregada, Virgo.
— Hora da punição princesa? — Se não perguntasse isso não seria a Virgo.
— Sim, vamos punir a ceifadora. — A rosada olhou para mim e depois para os cinco espíritos que estavam a minha frente.
— Entendi princesa... — Ela se colocou ao lado do Loki verdadeiro.
— Lucy o que você pensa que está fazendo? — Lisanna gritou desesperada. — Se abrir mais um portão você morrerá! — Eu apenas a ignorei, eu precisava vencer essa batalha.
— Abra o portão da balança dourada, Libra! — Esta olhou para mim sem entender nada, mas logo sentiu a presença sombria da ceifadora.
— Entendi.... — Ela caminhou ficando ao lado de Virgo.
— Um dos espíritos da Yukino — ouvi Rogue comentar.
— Sua garota tola, acha que conseguirá abrir os doze portões? — Reaper estava me olhando como uma psicopata. — Eu vou acabar com você antes que consiga abrir dez.
— Eu não diria isso se fosse você. — Loki a mirou irritado. — A vantagem certamente é nossa. Agora Libra! — Ele e Gemini pularam para trás, enquanto isso Libra alterou a gravidade, aumentando o peso da ceifadora.
— Vocês não me vencerão com esses truques. — Ela gritou irritada emanando uma áurea negra.
— Por enquanto nossa intenção não é te vencer.... — Libra diz confiante recebendo um olhar mortal de Reaper.
— Abra o portão para o escorpião, Scorpio. — O namorado da Aquarius apareceu. — Taurus use a areia do Scorpio! — Eles assentiram e foram atacar a Lady. — Abra, portão para o arqueiro, Sargitarius. — Senti uma leve tontura, eu já havia usado muito poder mágico, mas não podia desistir agora. — Abra o portão para capricórnio, Caprico. — Ele apareceu, olhou para todos os espíritos e logo me mirou com uma sobrancelha arqueada.
— Mestra Lucy o que houve? — Ele perguntou preocupado.
— Reaper — Minha voz saiu falha, minha magia estava quase no fim, mas eu precisava juntar forças para invocar mais dois espíritos.
— Loki! — Ele gritou e o líder dos espíritos do zodíaco veio até nós. — O que vamos fazer? Ela é muito poderosa.
— Enquanto não tivermos os doze espíritos a única coisa que podemos fazer é manter a Lucy protegida — o ruivo respondeu.
— Lucy-sama descanse um pouco você já usou muita magia — Caprico falou, mas eu não me importei peguei a chave de Aquarius, só precisava abrir mais dois.
— Abra a porta para a portadora da água, Aquarius. — Ela como sempre veio furiosa.
— Quantas vezes eu já lhe disse para me invocar só em lugares que há água? — Ela gritou.
— Aquarius essa é uma exceção — Caprico disse autoritário.
— Não importa, eu voltarei — ela respondeu.
— Aquarius a nossa oponente é uma das três Ladies Celestiais — Loki gritou furioso, Aquarius arregalou os olhos. — Lady Reaper está matando pessoas inocentes.
— Nesse caso eu abrirei uma exceção, odeio garotinhas como ela. — ao ouvir ela dizer isso me senti um tanto aliviada, porém fiquei um tanto tonta, cambaleei, Loki me segurou.
— Lucy descanse você já usou poder mágico demais. — Ele estava nervoso.
— Não importa, eu farei isso pelos meus nakamas que ela machucou. — Peguei a última chave que restava. — Abra o portão para peixes, Pieces! — Dois peixes apareceram. — Peixes assumam sua verdadeira foram — gritei e logo eles se transformaram em uma mãe e seu filho.
Meu poder mágico estava no vermelho, não sei como consegui invocar todos.
— Por favor, salvem meus amigos — minha voz estava quase falhando, Loki e os outros assentiram e fizeram um círculo envolta da ceifadora.
— Que tipo de monstro você é Lucy Heartfilia? — Ela gritou. — Como alguém pode conseguir invoca-los todos de uma única vez?
— Eu lhe disse que você pagaria por ter machucado meus nakamas.
— Sabe eu só queria ser amada. — Ela começou a chorar. — Queria ser amada como os seus espíritos estelares são, como as minhas irmãs são, mas no fundo eu sou apenas um ser desprezível que destrói a vida de todos a minha volta. — As palavras dela tocaram meu coração, levantei-me com dificuldade e caminhei até ela.
— Lucy o que você está fazendo? — Natsu gritou irritado.
— Blondie, você está caindo no jogo dela. — Mesmo tendo sussurrado baixo pude ouvir Sting.
— Lucy, não seja boba — Erza gritou se levantando.
— Não tem nada demais em querer ser amado — eu disse em meio de lágrimas, parei na frente dela e a mesma me abraçou, um abraço frio, assim como a temperatura do corpo da mesma.
— Você é realmente uma garota boba!
Senti uma dor imensa primeiramente nas minhas costas, depois na perna, no braço e na barriga. Após isso ela me soltou dando um risada maléfica. Ergui minha blusa e percebi que tinha uma marca no mesmo lugar que Rogue. Olhei para meu braço e era no mesmo lugar no que a do Orga, olhei para minha perna e era no mesmo lugar que a de Rufus e certamente a das costas seria no mesmo lugar de Sting.
Gritei, a dor era insuportável, cai não chão me contorcendo. Dor era o que eu sentia. A dor me dominava
— Agora sua alma é minha, parabéns você conseguiu salvar seus amigos — ela disse num tom sarcástico e eu senti uma magia negra encobrir meu corpo.
— Por que você faz isso? — perguntei, minha voz saiu fraca.
— Porque é da minha natureza fazer os outros sofrerem — a voz dela soou triste.
— Por favor, deixe-me cuidar de você, assim nos tornaremos amigas — sussurrei.
— Amigas? — Ela me olhou com os olhos arregalados.
— Sim, assim poderemos mudar a sua natureza — falei forçando um sorriso, a dor que eu sentia era insuportável.
— Desculpe-me interrompe-las, mas como líder dos doze espíritos, eu tenho o dever de informar que isso não poderá ser resolvido assim. — Tentei olhar para Loki, mas a dor me impediu.
— Eu entendo — a voz dela soou baixa.
Vi que todos os espíritos deram suas mãos.
— Marte brilhe em Áries — Loki falou e uma luz rosa emanou de Áries. — Vênus reluza a força de Taurus. — A luz que saiu do espirito era laranjada. — Mercúrio resplandeça em Gemini. — Gemi e Mini emanavam a cor amarela. — Lua raie em Câncer. — A luz dele era cinza. — Sol relampeje em Leo. — A luz de Loki era dourada, assim como o poder dele. — Mercúrio cintile em Virgo. — a luz dela era lilás. — Vênus flameje em Libra. — Uma luz roxa saiu de Libra. — Plutão de suas forças a Scorpio. — A dele era vermelha. — Júpiter chameje em Sargitarius. — A cor do arqueiro era verde escuro. — Saturno faísque em Caprico. — A luz dele era branca. — Urano ilumine a água de Aquarius. — A cor dela era azul claro. — Netuno ilumine a mãe e seu filho Pieces. — A luz deles era marrom. — Oitenta e oito constelações brilhem na portadora das doze chaves. — A luz que emanou de mim era pink. — Com o círculo das luzes formados eu invoco o Rei dos Espíritos para o juízo final.
Senti o tempo parar, as luzes foram ficando mais fracas e juntamente com as estrelas o Rei dos Espíritos apareceu.
— Há quanto tempo minha velha amiga — ele disse para mim — vejo que passou por maus bocados. — Loki e Caprico me ajudaram a levantar. — Lady Reaper você quebrou inúmeras regras desde que fugira da prisão. — Falou seriamente para a garota que agora se mantinha de joelhos. — Estou aqui perante aos doze do zodíaco para julgá-la. Se considerada culpada, sua essência deixará de existir. A partir de agora está aberto o juízo final.
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