Enchanted — Revisão
7 Capítulo 7 — Sob aos cuidados de Sting
Notas iniciais
"Alguns falam para você ficar bem. Outros simplesmente te fazem ficar bem".
Ponto de vista — Sting: Iniciado
O dia se passara extremamente rápido e quando dei por mim já estava no parque central de Magnólia à espera da Blondie. Não sei se fora eu que havia chegado muito cedo ou ela que estava bem atrasada. Comecei a ficar aflito, será que ela não viria?
Estava tão concentrado em meus pensamentos que nem percebi alguém se aproximar, quando a pessoa vendou meus olhos com as mãos eu fiquei estático, mas logo pensei que a única pessoa que poderia ter feito isso era a Blondie, e eu estava certo.
Virei-me e a mirei, ela estava linda, porém estava um pouco mais pálida que o normal. Eu estranhei um pouco, mas acreditei que poderia ser a maquiagem. Logo começamos a conversar e ela me contou que Natsu e o resto de sua equipe haviam saído em uma missão classe S e que Gajeel tinha nos descoberto, porém iria se manter calado.
Depois ela começou a idealizar o encontro perfeito, eu sorri. Ela era realmente encantadora. Peguei a sua mão e lhe disse que realizaria o seu encontro perfeito.
Então seguimos para uma soverteria e acertamos os sabores de sovertes favoritos um do outro. Antes de sairmos a senhora da sorveteria nos dissera que éramos um belo casal, repeti isso para a Blondie e a mesma me olhou, seus olhos demonstravam surpresa e felicidade ao mesmo tempo, mas antes que nos aproximássemos mais eu lhe lambuzei de sorvete a deixando furiosa, então a mesma me perseguiu até acertar as contas.
Nós ficamos sujos de sorvete, porém nem nos importamos e seguimos para o parque novamente. Avistei a cerejeira, a qual eu havia encontrado a Blondie nos dois dias em que fura a Magnólia, então caminhei até ela e marquei nossas inicias. Logo a maga estelar veio até mim, beijou minha bochecha e saiu correndo, entendi o recado perfeitamente e corri atrás dela.
Era tão bom estar na companhia dela que nem vi o tempo passar, quando dei por mim percebi que era tarde e falei para Blondie que eu a levaria para casa. Fiquei um tanto constrangido quando a mesma me avisara que eu estava indo pelo caminho errado, consequentemente segui a direção que ela indicara.
Estávamos caminhando em silencio, para mim este era confortável, pois só a companhia dela já me fazia bem. Logo a loira começou a se equilibrar na beira do rio que cortava Magnólia, eu ignorei esse ato, um tanto infantil de sua parte, mas de repente ouvi um barulho de algo se chocando contra a água, olhei para o lado e a Blondie não estava mais ali, então pulei desesperado no rio para encontrá-la.
Como já era noite a escuridão dominava o ambiente, estava sendo realmente muito difícil encontra-la, parei de me debater e concentrei minha magia em meus ouvidos para dobrar a minha audição, assim eu poderia ouvir as batidas do coração dela. Demorei alguns segundos até que a localizei, mergulhei rapidamente rio adentro e retirei do mesmo uma garota loira pálida e desmaiada.
— Blondie! — Gritei começando a pressionar levemente seu peito na tentativa de que a água que se acumulou em seu pulamão fosse expelida. Ela começou a tossir e uma quantidade de agua saiu, ela abriu os olhos e me mirou, suspirei aliviado. — Você me deu um susto e tanto Blondie.
Ela esboçou um sorriso em seus lábios e novamente apagou. Peguei-a no colo e usei meu olfato para localizar a sua casa. Assim que cheguei à mesma tive que chutar a porta, pois estava sem as chaves e com as mãos ocupadas. Ao adentrar coloquei a Blondie no sofá e beijei sua bochecha, eu estava prestes a sair de sua casa quando ouvi uma sequência de tosses intensas, voltei até ela e percebi que a mesma tremia, levei uma de minhas mãos até sua testa e vi que esta estava queimando.
— Você está péssima Blondie. — Sussurrei mais para mim do que para ela, mirei-a e me dei conta que ela estava com a roupa molhada.
“Eu não acredito que vou ter que fazer isso” — falei mentalmente. Isso era realmente constrangedor, eu não esperava ver a Blondie nua tão cedo, ainda mais numa situação como essa. Se o Natsu-san descobrisse ele me mataria em instantes. Continuei a mirando, ainda estava tentando criar coragem para cometer tal ato.
— Blondie eu realmente tenho que fazer isso? — Sabia que era inútil perguntar, pois ela estava desacordada, mas eu estava com um extremo receio de lhe retirar as roupas.
Comecei a andar de um lado para o outro pensando no que fazer, logo a Blondie começou a tossir novamente, mas dessa vez a tosse era mais forte, provavelmente sua garganta já estava um tanto machucada. Aproximei-me dela novamente elevando minha mão a sua testa e percebi que a temperatura estava mais alta do que antes. Não haveria jeito, eu teria que trocar a roupa dela para evitar o pior. Olhei para seu corpo, e que belo corpo ela tinha.
—Sting se concentra, mantenha o foco. — Murmurei para mim mesmo.
A realidade é triste, porém verdadeira, seria muito difícil eu me concentrar somente em trocar a roupa da Blondie, eu sou um Dragon Slayer, meus instintos são mais intensos do que os instintos de um mago qualquer. Oh céus o que eu farei?
“Sting seja um homem e faça isso pelo bem da Blondie. ” — Falei mentalmente, eu precisava fazer isso, pois se algo ruim acontecesse com ela, eu me culparia eternamente.
Aproximei-me dela que ainda estava desacordada e a trouxe para mais perto de mim, colando o seu tronco no meu para que eu pudesse visualizar suas costas e desabotoar seu vestido. Entretanto houve um problema, as nossas roupas estavam completamente molhadas, por causa disso o contato entre os corpos era mais intenso, só de sentir os seios da blondie roçando no meu peitoral eu comecei a perder o controle, olhei para aquela região volumosa e percebi que o vestido dela estava um tanto transparente, eu estava prestes a ter uma hemorragia nasal, meus instintos estavam começando a ficar à flor da pele.
Eu estava tão concentrado fitando aqueles belos seios que nem percebi duas presenças na casa da Blondie.
— Um tarado atacando a Princesa. — Uma garota de cabelos róseos e olhos azuis vestida de empregada gritara, e viera me atacar, juntamente com uma outra garota de cabelos róseos, mas esta tinha olhos castanhos, dois chifres e usava um vestido branco.
Levantei-me rapidamente e fiquei em posição de defesa, quem seriam essas duas malucas? Fitei-as por um instante e me lembrei de que elas haviam aparecido nos jogos mágicos quando a Blondie estava na batalha naval, certamente elas eram espíritos estelares.
— Tarado saia de perto da princesa. — Elas vieram me atacar feito loucas.
—Eu não sou um tarado, eu sou.... — Comecei a pensar no que eu era para a Blondie, nós tínhamos ido a um encontro, então era certo tínhamos algum tipo de relacionamento, é isso, já sei. — Eu sou o namorado da Blondie! — Gritei enquanto me esquivava de alguns ataques.
— O que você disse? Namorado dela? — Agora uma garota que parecia uma sereia aparecera gritando, com certeza era outro espírito, eu me lembro de tê-la visto durante a batalha naval também. Eu olhei para ela e acenei que sim com a cabeça. — Quem diria que a Lucy um dia desencalharia e ainda por cima namoraria um cara tão bonito. — Olhei para ela com uma sobrancelha arqueada, ela realmente era um espírito que protegia a Blondie? — Agora que eu soube que a Lucy desencalhou vou voltar para o mundo celestial, pois eu tenho um encontro. — Ela disse toda sorridente e logo desapareceu.
— Oh, você é o namorado da nossa mestra, me desculpe! — A garota que possuía chifres se desculpou.
— Agora que a princesa está com um namorado e não com um tarado, nós iremos voltar para o mundo celestial. — A outra rosada disse.
— Ei, esperem, eu preciso da ajuda de vocês. — Elas me olharam assustadas. — Durante o nosso encontro a Blondie caiu no rio e está toda molhada e seria uma tremenda falta de respeito de minha parte vê-la nua sem o consentimento da mesma. — Eu devo estar gostando mesmo dessa Blondie, se fosse uma garota qualquer eu nem ligaria.
— Nós iremos lhe ajudar príncipe! — A garota vestida de empregada fez uma reverencia. — Aries, pegue uma toalha e roupas para a princesa, enquanto isso eu a levarei até o banheiro.
E assim elas seguiram, a tal de Aries fora procurar uma toalha e alguma roupa para a Blondie e a garota empregada a levou até o banheiro. Não demorou muito e elas saíram carregando a Blondie, que agora estava de banho tomado e vestia roupas secas, elas colocaram sua mestra sobre a cama deixando-a confortável.
— Achei algumas roupas para você, me desculpe. — Aries veio até mim e me deu algumas roupas, eu havia esquecido que também estava molhado.
— Muito obrigado. — Agradeci.
— Agora que o príncipe e a princesa não precisam mais de nós iremos voltar ao mundo celestial. — Logo elas sumiram do mesmo jeito que a garota sereia. Os espíritos da blondie eram todos malucos.
Peguei a toalha e as roupas que me deram e fui tomar banho, em seguida coloquei minhas roupas molhadas para secar e fui ver como a Blondie estava. Ao chegar perto dela percebi que a mesma suava e tinha dificuldade para respirar, isso quando ela não tinha as crises de tosses, elevei minha mão a sua testa e percebi que a mesma ainda estava febril.
Comecei a procurar pela casa alguns remédios, livros de medicina, qualquer coisa que me ajudasse a cuidar da Blondie. Encontrei um bilhete sobre uma escrivaninha nele dizia que os remédios para a Blondie tomar estavam na terceira gaveta.
Abri a gaveta e encontrei vários remédios e neles havia algumas anotações como: para que serviam e que horas tomar. Suspirei aliviado, retirei todos os remédios e li todas as anotações. Percebi que na gaveta havia outro bilhete, peguei-o e o li. Pelo o que eu deduzi, a Blondie já estava doente no dia anterior. Esbocei um sorriso, ela era muito teimosa, pois mesmo doente ainda foi ao nosso encontro.
Caminhei até ela e verifiquei todos os seus sintomas, assim lhe dei um remédio para tosse e um para a febre. Fui até a cozinha, peguei uma bacia com água. Já no quarto peguei algumas toalhas e fui até a Blondie para fazer algumas compressas frias para abaixar a febre mais rapidamente.
Fiquei horas cuidando dela quando olhei no relógio percebi que já era passado das três horas da manhã, suspirei cansado. Dei novamente o remédio da tosse para ela, limpei toda a bagunça e me deitei na cama ao seu lado.
Senti seus braços finos me abraçarem, sorri e puxei-a para mais perto de mim. Abracei-a, apoiei levemente o meu queixo sobre sua cabeça e adormeci sentindo aquele aroma agradável de morangos e baunilha.
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