Enchanted — Revisão

1 Capítulo 1 — Charms


Notas iniciais
Eu adoro o casal Stincy, apesar de eu achar meio dificil eles ficarem juntos na história original ç.ç então eu realmente criei vergonha na cara e resolvi escrever uma fic sobre eles *-* Qualquer erro de português me avisem, onegai. A história será narrada pela Lucy, mas futuramente eu pretendo escrever alguns capítulos narrados pelo Sting e outros em terceira pessoa. Espero vocês realmente gostem =D PS: Fanfic em reestruturação. Boa leitura.

"Nunca subestime a capacidade das ironias do destino."

Estava sentada em minha cama olhando para o céu estrelado, senti meus olhos pesarem. Hoje realmente fora um dia extremamente cansativo, pois eu, junto com o meu time, realizei uma missão na cidade de Chronos, que ficava a quatro horas de Magnólia.

O nosso trabalho era simples: só teríamos que vigiar o festival Hana Nadeshiko, que acontece todos os anos na cidade. Porém, como sempre, o time mais forte da Fairy Tail se excedeu enquanto lutavam contra alguns ladrões e a cidade junto ao festival, se tornou um verdadeiro caos. O prefeito ficou furioso e se recusou pagar nossa recompensa alegando que a usaria para pagar os estragos.

— Ah! Eles destroem tudo — gritei descabelando-me. — Eu tenho que pagar meu aluguel daqui a quatro dias — disse para mim mesma com uma voz chorosa.

Suspirei pesarosamente. Amanhã daria um jeito no aluguel, por hora iria descansar e tentar esquecer o horror que fora a missão de hoje. Fechei a janela e deitei em minha cama esperando o sono chegar.

(…)

Senti a claridade adentrar em meu quarto, aos poucos fui despertando. Ainda sonolenta fitei o relógio sobre o criado-mudo, era cedo, muito cedo. Resolvi voltar a dormir, porém lembrei-me que precisava encontrar uma missão que pagasse bem para poder pagar o meu aluguel. Suspirei derrotada.

Levantei-me, meio contrariada, e fui tomar banho. Após sair do banheiro coloquei uma saia preta, uma blusinha branca, um par de botas pretas, que iam até os joelhos e possuíam um pequeno salto. Por fim encontrei um cinto dourado em meu guarda-roupa, coloquei-o e em seguida pendurei minhas chaves no mesmo, agora sim estava pronta.

Encaminhei-me para a cozinha, peguei a maça mais vermelha que havia na fruteira e fui devorando-a durante o percurso até a Fairy Tail.

Quando avistei as portas da guilda, desejei mentalmente que esta estivesse vazia, pois, caso contrário seria bombardeada de perguntas, principalmente pela minha equipe. Assim que adentrei na mesma, passei meus olhos por todo o local e a única pessoa que eles encontraram foi Mirajane. Espontaneamente sorri, e fora um largo sorriso.

— Bom dia Mira! — Falei aproximando-me do balcão.

— Bom dia Lucy — ela sorriu gentilmente. — O que faz na guilda tão cedo? — Indagou-a.

— Vim pegar um trabalho — suspirei enquanto me direcionava para o quadro de missões.

— Mas vocês não foram ontem a um trabalho? — A albina disse juntando-se a mim.

— Sim, mas… — lancei-lhe um olhar cabisbaixo —, o Natsu colocou fogo em todas as barraquinhas do festival, o Gray congelou todos os comes e bebes e a Erza… Ah! A Erza, ela apavorou todos os turistas — novamente lá estava eu me descabelando. — Por favor, Mira-chan deixe-me ir a um trabalho sozinha, preciso de dinheiro para pagar o meu aluguel, caso contrário serei despejada — implorei.

— Tudo bem Lucy — deu-se por vencida. — Vamos escolher um trabalho para você.

Então, nós duas iniciamos uma busca por um trabalho perfeito. Quando falo trabalho perfeito quero dizer: um trabalho que pague bem e que eu possa realizá-lo sem ajuda da minha equipe destruidora.

Estávamos quase perdendo as esperanças, pois havíamos revirado o quadro de missões e não encontrávamos nada. Quando estava quase jogando a toalha e dando-me por vencida avistei uma folha cair no chão, peguei-a e a li. Este era o trabalho perfeito, bom, fácil e pagava bem. Dei uma puxada no vestido da Strauss e entreguei o papel a ela.

— Esse é perfeito! — Disse com empolgação. — Agora não perca tempo, vá logo antes que os outros venha a guilda. Boa sorte.

— Muito obrigada Mira! — Agradeci. — Ah! E se alguém do meu time perguntar de mim, por favor, diga a eles que fui visitar o túmulo dos meus pais. Até mais.

Retirei-me da guilda e caminhei rapidamente até meu apartamento. Lá eu peguei minha bolsa de viagens, que estava sobre a cama e pronta. Em seguida verifiquei se tudo estava trancado e sai. Com todo cuidado possível andei até a estação, pois precisava ter certeza que ninguém havia me visto.

Assim que cheguei comprei o bilhete, como hoje era o meu dia de sorte consegui pegar o trem com destino a Tenebra, que saia de Magnólia às 8 horas da manhã.

Ao adentrar no vagão procurei por uma cabine vazia, quando a encontrei, me acomodei. Tirei da minha bolsa o papel que descrevia a missão e comecei a lê-lo. Realmente era uma missão fácil. Eu deveria ir até o lago Ryu, que ficava no bosque de Tenebra e colher algumas ervas vermelhas, que segundo Mira, eram usadas para fazer poções do amor. No papel havia também o endereço do cliente, então assim que eu chegasse à cidade iria até o mesmo.

Estava perdida em pensamentos até que ouvi algumas vozes que me pareciam familiares.

— Sting-kun vai ser difícil encontrar cabines vazias.

— Sting vamos apenas procura uma que sirvamos nós quatro — alguém disse num tom irritadiço. — Devemos fazer isso antes que o trem comece a andar.

A medida que a discussão entre eles ia aumentando, suas vozes se aproximavam cada vez mais. Não demorou muito para que a porta da minha cabine fosse aberta e na passagem aparecessem os dragões gêmeos da Sabertooth, Sting e Rogue, acompanhados de seus exceeds.

Olhei-os assustada. Por quediabostinhamque vir justamente na mesma cabine que eu?

O garoto moreno me encarava sem expressão alguma no rosto, já o loiro arrogante me mirava com superioridade.

—Vamos procurar outra cabine — falou o loiro, Sting, num tom imponente.

O rapaz virou-se para sair, porém fora impedido pelo amigo que o segurou.

— O trem já vai partir e provavelmente essa é a única cabine que serve todos nós — Rogue revirou os olhos, provavelmente eu não era a única que não suportava o loiro.

— Frosch acha que o Rogue-kun tem razão — o pequeno exceed verde, que usava uma roupa rosa de sapo, disse num tom tão fofo, que me fez querer abraçá-lo.

— Nós não devíamos viajar com uma fada — o gato marrom avermelhado que trajava um colete azul dissera num tom tão arrogante quanto o de Sting.

— Frosch acha que a Fada-san não se importaria de dividir a cabine com nós — seu tom novamente fora tão fofo, que me deixara embriagada com tanta fofura. Acredito que se ele continuasse assim, seria o único com permissão para ficar ali.

Enquanto eu pensava em quão fofo o tal exceed, Frosch, podia ser haviam quatro pares de olhos encarando-me na porta.

— O que foi? — Perguntei com uma sobrancelha arqueada.

— Frosch queria saber se podemos ficar na mesma cabine que a Fada-san? — disse ao subir no banco para ficar ao meu lado.

Ele é realmente muito fofo” – pensei ao fitar aquele exceed encantador.

— Por mim tudo bem — sorri para o pequeno que retribuiu.

Sting revirou os olhos e se sentou no banco de frente para mim, sendo seguido por Rogue que postou-se ao seu lado. Lector por sua vez veio até mim e Frosch.

Já havia se passado meia hora desde que o trem partira, e assim como Natsu, os dois Dragons Slayers começaram a passar mal, pobres coitados.

Primeiramente olhei para Rogue, ele estava sentado com postura, sua face estava séria e um tanto esverdeada, certamente por causa das náuseas. Já Sting, esse sem comentários, quem o visse pensaria que ele estava morrendo.

— Fada-san para onde você está indo? — Frosch perguntou quebrando o silêncio.

— Estou indo realizar uma missão em Tenebra — respondi.

— Onde estão Natsu e aquele gato azul idiota? — Pela primeira vez Lector dirigiu a palavra a mim.

— Devem estar entrando em pânico na guilda por não terem me encontrado — sorri imaginando a cena.

— Por que a Fada-san está indo sozinha a um trabalho? — Frosch indagou enquanto se aproximava mais de mim, logo tomei liberdade e o peguei no colo.

— Você é muito fofo! — Apertei-o contra o meu corpo. — Bem, como explicar o fato de estar indo sozinha...

Elevei a mão ao queixo, enquanto pensava, era um tanto difícil de explicar.

— Eles a expulsaram do time Fada-san? — Perguntou o pequeno que estava em meu colo.

— Não, eles nunca fariam isso — fui rápida. — Minha equipe ainda não descobriu o significado da palavra limite, no nosso último trabalho o que não foi queimado por Natsu, foi destruído por Erza ou congelado por Gray e toda a nossa recompensa foi usado para cobrir os prejuízos.

Quando terminei percebi que todos prestavam atenção em mim, dei um longo suspiro e silêncio reinou novamente.

As horas iam se passando, enquanto isso eu e Frosch abafávamos os risos, pois as reações de Sting estavam cada vez mais engraçadas, já Lector nos lançava olhares mortais pelo nosso descaso com o seu mestre venerado.

Ao completar duas horas de viagem o trem finalmente parou na estação de Tenebra, eu podia ouvir Sting murmurar coisas como:

Finalmente isso parou”

Nunca mais andarei de trem”

Um dia eu ainda morrerei em algum veículo”.

Olhei para Frosch e novamente abafamos a risada. Mirei Rogue, este por sua vez estava voltando a sua coloração normal. Ele permanecia sério, porém podia se perceber que o mesmo suspirava aliviado pelo veículo finalmente ter parado.

Ambos se levantaram e rumaram para a saída. O moreno estava extremamente bem, quem o visse não diria que ele teria algum problema com veículos. O loiro, Sting, estava cambaleando enquanto andava, ao ver isso novamente abafei o riso acompanhada de Frosch que permanecia no meu colo, enquanto isso Lector andava ao lado do seu parceiro com uma expressão brava, certamente ele estava irritado comigo e com Frosch.

Já fora do trem retirei do meu bolso o papel da missão para visualizar o endereço do cliente.

— Frosch temos que ir — Rogue dissera para o exceed que ainda estava comigo, mirei o pequenino que trocara o sorriso por olhos manhosos.

—Tudo bem Frosch, nos veremos novamente — eu disse.

—Frosch gostou muito de conhecer a Fada-san — abraçou-me e por fim rumou em direção a Rogue.

— Até mais Frosch —Acenei antes de tomar o meu caminho.

(…)



Eram mais ou menos dez e meia da manhã quando cheguei à casa da cliente, sim ela era uma mulher, para ser mais exata uma velha maga. Seu nome era Yoko Fukushina, tinha setenta e dois anos, seus olhos eram verdes, seus cabelos brancos caiam nos ombros e em seus lábios um sorriso gentil era formado.

— Prazer senhora Yoko, sou Lucy Heartfilia maga da Fairy Tail — a cumprimentei ao adentrar na sua humilde casa.

— Sente-se querida vou lhe falar um pouco sobre o pedido que fiz.

Sentei-me no lugar, o qual ela indicou, logo a mesma pôs-se a minha frente, trazendo consigo duas xicaras de chá, dando-me uma em seguida.

— A missão é simples você deve ir até o rio Ryu, que fica no bosque encantado de Genebra, e trazer para mim algumas ervas vermelhas.

— Bosque encantado? — Perguntei um tanto assustada.

—Desculpe-me por isso — disse-a envergonhada. — Mas se eu tivesse colocado no pedido que era uma missão no bosque encantado, seria realmente difícil de alguém aceitá-la.

— Eu compreendo, mas esse bosque é muito perigoso? — Eu estava em conflito interno, se fosse um bosque muito perigoso eu não conseguiria completar a missão. E se eu falhasse, ou não aceitasse, ficaria sem dinheiro. Céus, o que eu faria?

— Os moradores o chamam assim por causa dos inúmeros encantamentos que há nele — a velha senhora sorriu gentilmente.

— Que tipos de encantamentos? — Agora eu estava realmente apavorada, um bosque com encantamentos. Só me faltava serem todos malignos e capazes de matar alguém.

— Há encantamentos celestiais, que usam as forças dos céus para purificar a magia do mago que entrar no bosque, mas se você for um mago “negro” seu poder será reduzido a zero.

Para ver se eu estava prestando atenção em sua explicação, ela direcionou o seu olhar para mim, e logo mirou as minhas chaves. Não consegui interpretar muito bem a sua expressão, mas aos meus olhos ela parecia estupefata.

— Ora vejo que você é uma maga celestial! — Assenti. — Isso é ótimo, pois sua magia não será purificada ou zerada, porque aos olhos desses encantos os magos celestiais são puros.

— Então eu sou imune aos encantos? — Perguntei confusa.

— Sim — sorriu. — Mas além dos encantos celestiais há também os de inversão, eles funcionam como o nirvana e são demasiadamente perigos; porém eles não estão localizados próximos ao lago Ryu, então não se preocupe. E por último existem os encantamentos de amor — suspirou de forma apaixonada. — Esses são realmente os mais perigosos em minha opinião, pois podem fazer você se apaixonar perdidamente alguém do sexo oposto, que você não conheça ou até por um mago de alguma guilda rival, então todo o cuidado é pouco.

— E esses ficam perto do lago? — Minha voz soou mais amedrontada do que eu esperava. Suspirei derrotada, depois desse dia nunca mais sairia em missão sem meu time.

— Os encantamentos de amor estão por todo o bosque, por isso sempre verifique se não está sendo seguida. Tirando a parte dos encantamentos a missão é simples: somente coletar as ervas e trazê-las para mim. Após isso você receberá sua recompensa que subira para 500.000 joias! — Os lábios rachados da velha senhora brincaram num doce sorriso.

Ir até o rio, pegar algumas ervas vermelhas e voltar, fácil. Ir até o bosque dos encantos e não cair nos encantos do amor.... Bem, antes encantada do que morta. Sorri, não seria tão difícil.

— Eu estou empolgada — disse levantando-me do sofá e rumando para a porta sendo acompanhada da Yoko. — Nos veremos em breve senhora!

Acenei ao sair da casa, agora eu finalmente iria ao encontro do tal bosque. Se tudo ocorresse bem, no mais tardar amanhã à noite eu já estaria em Magnólia, caso o contrário o pior que podia me acontecer era ficar encantada.

Notas finais
Obs: Charms significa encantos em inglês. Espero que tenham gostado. Comentários estimulam minha mente pouco fértil Kissus da Xoco-chan Ja ne