Enchanted
13 Capítulo 13 - Happily Ever After
Notas iniciais
Inhale, breathe steady, exhale
Like you're ready, if you're ready or not
Just a boy and a girl trying to take on the world
Rose sempre se considerou feliz. Ela nunca teve problemas financeiros tirava boas notas na escola. Apesar da ausência da mãe na maior parte de sua vida, Rose sabia que Janine a amava de seu jeito. Possuiu uma segunda família maravilhosa que eram os pais de Lissa, e sua melhor amiga era para si mais como uma irmã. Tinha amigos leais e estava prestes a se formar na faculdade.
Entretanto, Rose sentiu que havia um antes e depois de sua vida. Antes de Dimitri, onde tudo era feliz e corriqueiro, e depois de Dimitri, com seu coração batendo mais forte no peito e estômago se retorcendo a cada contato com ele. Se Rose era feliz antes, não encontrava palavras para descrever o que era depois.
A mudança em Dimitri era ainda mais radical. Satisfeito com a sua vida, porém sem expectativas, sem visão de seu futuro. Focado no trabalho e na família, muitas vezes esquecia-se de pensar em si mesmo. Ele era feliz, amava e era amado pela família e gostava de seu trabalho – caubói das ruas, como lhe disse Rose.
Sua vida após Rose era outra coisa. Era como se ela fosse um anjo enviado para iluminar seu caminho. Seu amor quase era adoração pela jovem espirituosa e sorridente que habitava sua mente constantemente e havia tirado seu sono mais de uma vez. Seu futuro, antes embaçado diante de seus olhos, agora havia uma forma: Rosemarie Hathaway. Onde quer que ela estivesse, ele queria estar junto. Ela o centro de seu universo particular, assim como ele era o dela.
Ambos sentiram um enorme vazio na cama quando dormiram separados na segunda-feira, após um final de semana intenso de paixão. Tendo ficado o final de semana inteiro fora, Dimitri encontrou uma pilha de papelada para resolver e se envolveu numa investigação que deveria ser simples, mas a fuga de um suspeito complicou e ele só pode voltar para casa tarde da noite.
Na segunda e terça Rose manteve-se ocupada com a faculdade. As provas estavam chegando e os professores haviam excedido em trabalhos, deveres e alguns seminários. Foi obrigada a suportar as gracinhas de Mason e Eddie implicando com sua “felicidade extasiante repentina”.
Mas quando a noite de terça feira chegou, uma mensagem de Dimitri deu fim aos dois dias de espera para se ferem de novo.
Det. Belikov: Saí mais cedo. Está livre?
RH: Mais que livre. Lissa chega amanhã à tarde. Vem aqui em casa?
Det. Belikov: Já estou chegando.
Minutos depois ao chegar à casa de Rose, Dimitri mal chegou a bater quando a porta se abriu e ele foi puxado para dentro e prensado contra a parede e o corpo pequeno de Rose. Seus lábios se encontraram com ferocidade e nenhuma palavra foi dita.
– Uau, você recepciona todo mundo assim? – brincou Dimitri quebrando o beijo para os dois poderem respirar.
– Apenas caras altos, russos e vestidos de caubói – Rose sorri.
O curto espaço entre eles foi percorrido mais uma vez e os dois se entregaram a mais um beijo apaixonado. Dimitri deslizou as mãos pelos braços de Rose, contornando seu corpo, pressionando sua cintura suavemente e segurando seu quadril contra si.
– Senti sua falta. – soprou a morena, abraçando seu pescoço e erguendo-se nas pontas dos pés.
– Eu também, Roza. – o sotaque de Dimitri estava evidente conforme seus olhos escureciam de desejo – Terrivelmente.
Rose flexionou os joelhos e pulou no colo de Dimitri. Este se virou mudando de lugar e prensando Rose na parede. Suas mãos se perderam ao encontrar pele exposta e Dimitri arfou ao perceber que tudo o que ela usava era uma camiseta grande e larga demais e seu corpo.
– Rose! – exclamou afastando a cabeça, suas mãos se enfiando por dentro da camiseta – Você está nua. Qualquer pessoa poderia chegar antes de mim.
Rose riu despreocupada, apertando suas pernas ao redor da cintura de Dimitri e sentindo contra si sua excitação evidente por baixo dos jeans.
– Estou quase nua. – corrigiu deslizando a ponta do nariz na mandíbula do outro, arrastando a voz sensualmente antes de continuar – Eu vi seu carro pela janela, camarada. Não ia pagar esse mico.
– Ia ter que pagar minha fiança isso sim. – resmungou Dimitri – Mataria o cara que te visse assim.
– Dimitri. – chamou Rose seriamente segurando-se contra ele e olhando-o nos olhos – Será que podemos discutir as possibilidades depois? Estou mais interessada no que iremos fazer contra essa parede. Se me lembro bem, e eu me lembro, você me fez uma promessa...
– E eu sou um homem de palavra. – Dimitri sorriu de uma maneira maliciosa que fez Rose perder o fôlego – Está tomando?
– Sim. – respondeu Rose num fiapo de voz – Agora cala a boca, Dimitri.
Rose puxou seu rosto para si e suas línguas se encontraram desafiando-se e provando-se, cheias de ânsias e promessas. Dimitri deslizou as mãos para mais dentro da roupa de Rose, chegando até suas nádegas nuas, ao tempo que Rose abaixava a mão até sua calça abrindo-a rapidamente.
A boca de Dimitri moveu-se em seu rosto, desenhando a linha da mandíbula e descendo pelo pescoço e mordiscando a pele por onde passava, provocando gemidos ruidosos de Rose que mexia a cintura em busca de prazer. A angústia dos dois de um pelo outro intensificou e Dimitri não aguentou mais esperar. Poderiam reservar o romantismo e jogos de sedução para outro momento, agora ele apenas queria estar dentro dela e senti-la recebendo-o com prazer.
Dimitri estava dentro dela antes que suas roupas fizessem um barulho abafado ao escorregar por suas pernas e cair ao chão. Rose mordeu os lábios dele e enfiou os dedos entre os seus cabelos, forçando-os para fora do pequeno elástico que os seguravam no lugar. Dimitri movimentou os quadris e Rose gemeu em seus lábios, arqueando as costas quando ele atingiu-a em um ponto particularmente sensível, uma onda de prazer percorrendo seu corpo e tencionando seus dedos. A língua de Dimitri contornou seus lábios e em seguida ele sugou-os entre os seus, investindo contra Rose com sofreguidão e habilidade, aprendendo e relembrando as suas áreas sensíveis e a forma de proporcionar prazer.
Sua dedicação surtiu efeito minutos depois. Com um gemido alto de prazer, Rose arqueou as costas mais uma vez, fechando os olhos com força conforme era atingida por um prazer intenso que fez tremer seu corpo. Dimitri precisou tirar uma de suas mãos dela para poder apoiar-se na parede com o que sentiu quando as paredes internas de Rose abraçaram seu membro rígido de uma maneira característica, explodindo quase imediatamente em um orgasmo. Dimitri alcançou o clímax logo atrás dela.
– Isso... foi.. – Rose tentou dizer entre arfares após recobrar a consciência do mundo ao seu redor.
– Incrível. – completou Dimitri pousando os lábios com delicadeza na curva de seu pescoço.
– Deveríamos repetir esse... – Rose parou para pensar por um momento, acariciando os cabelos do amado entre seus dedos – Sexo de saudades.
Os olhos de Dimitri brilharam intensamente ao se fixarem nele.
– Nem brinque com isso, Roza. Depois do final de semana que tivemos, ficar longe de você por dois dias foi uma tortura.
Rose riu suavemente, apertando-o entre suas pernas.
– Então deveríamos brigar. – continuou sugerindo – Sexo de reconciliação deve ser ainda melhor que sexo de saudade.
Dimitri riu baixinho em seu ouvido e mordiscou o lóbulo da orelha.
– Isso pode ser possível...
Rose riu com ele. Os dois poderiam ter parado de brigar tanto, mas ainda tinham as suas discussões. Dimitri era centrado e focado demais, e Rose impulsiva e dispersa. Iguais e ao mesmo tempo diferentes. Preferiam as brigas que as distâncias.
– O que você quer comer? E eu quis dizer comida. – completou em seguida adivinhando os pensamentos de Rose.
– Carne russa me parece bem apetitosa. – Rose riu e arfou quando sentiu um tapinha de leve, mas prazerosa numa das nádegas – Eu estou bem com japonesa.
– Eu ligo enquanto você veste uma roupa. – Dimitri beijou seus lábios com candura enquanto punha Rose de volta aos seus pés.
– Mas eu estou vestida. – provocou ela brincando com a barra da camisa observando-o puxar as calças. Dimitri a olhou e ela riu novamente – Dimitri, calma. Eu não vou sair pulando pelada em todo mundo que chegar. Eu penso em fazer isso apenas quando for certo homem alto que rasga calcinhas.
O sorriso de Dimitri se desfez em vergonha quando ele lembrou-se do final de semana. Não que ele estivesse muito arrependido. Rose sem roupas era ainda melhor que Rose vestida.
– Hey, camarada. – Rose deslizou o dedo em seu peito – Você pode rasgar todas as minhas calcinhas se quiser.
Eles se beijaram e o fogo se reascendeu. Porém, Dimitri segurou as mãos de Rose antes que elas pudessem começar a despi-lo e deu um passo para trás por segurança, sem solta-la.
– Eu ligo, você se veste. Vamos.
Rose revirou os olhos e beijou seu rosto antes de subir as escadas. Vestiu apenas uma calcinha e um roupão de algodão por cima. Queria facilidade após terminarem de comer, e não camadas de roupas para tirar e atrasar sua diversão.
Apesar dos protestos de Rose, Dimitri não estendeu a noite com sexo. Os dois tinham compromissos do dia seguinte e se fizessem o que Rose tinha em mente, perderiam a hora e eles não tinham esse luxo. Então após o jantar, ambos seguiram para o quarto dela e embarcaram em algumas horas de amor suave e romântico, para aproveitaram um ao outro e terem tempo de descansar durante a noite. Claro que Dimitri precisou convencê-la de várias maneiras e distraí-la até que Rose se deitasse ao seu lado e desistisse de tentar seduzi-lo. No final das contas, como sempre, ela adormeceu antes que ele.
Rose não precisou de relógio para despertar na quarta de manhã. Os beijos de Dimitri eram persuasivos o bastante para acorda-la quase imediatamente em um estado de total consciência.
– Bom dia. – sorriu ela, sentindo toques de borboletas por seus ombros e descendo por suas costas.
– Lindo dia. – responde Dimitri. Seu hálito fez cócegas em sua cintura.
– Você é melhor que despertador.
Rose se virou na cama e Dimitri deitou-se sobre ela, apoiando-se nos cotovelos para não depositar todo o seu peso em seu corpo. Ele encaixou seu rosto em seu pescoço e inspirou fundo, dispersando mais beijos em sua clavícula.
– Eu posso me acostumar com isso. – comentou ele levemente. Rose sentiu suas mãos deslizando em seu corpo – E você fica linda dormindo.
– Eu fico linda a qualquer hora, camarada.
– Não vou contestar.
Seus lábios se tocaram de leve antes de ambos se sentarem na cama ao mesmo tempo. Rose esticou os braços e se espreguiçou. Dimitri a observava encantado, como se ela fosse uma obra de arte a ser analisada e admirada.
– O que foi? – indagou Rose, franzindo o cenho. – Meu cabelo deve estar um ninho de rato.
– Não, seu cabelo está lindo. – ele esticou as mãos para tocar seu rosto – Você é linda.
– Quantos elogios logo cedo. Eu posso me acostumar com isso.
O uso repetido da frase fez Dimitri sorrir e ele se inclinou para ela para beija-la novamente.
Decidiram pular o banho – eles tinham compromissos e apenas a ideia de seus corpos molhados o faziam arrepiar – e trocaram de roupa. Dimitri desceu para fazer café e chocolate quente para Rose enquanto esta penteava os cabelos e aplicava maquiagem.
– Ligou para a ginecologista? – perguntou Dimitri bebericando a bebida quente.
– Liguei, vou lá na sexta a tarde.
– Você vai estar na faculdade?
– Dimitri, você não precisa ir comigo – o olhar decidido nele fez Rose revirar os olhos – Vou. É depois do meu último período.
– Tudo bem, eu passo para te buscar e vamos juntos.
Rose sorriu de leve e continuou a tomar o chocolate. Ela apreciava a determinação de Dimitri de ficar ao seu lado. Ela percebia que não era sentimento de culpa ou obrigação que o fazia fazer isso, mas ele queria e até gostava.
Uma olhada no relógio fez Dimitri se engasgar.
– Preciso ir.
– Já? – exclamou Rose – Pensei que fosse entrar mais cedo ou sei lá.
– Não, eu tenho um caso me esperando. Mikhail já ficou sozinho tempo demais. – Dimitri se levantou e seguiu Rose até a porta – Precisa de carona?
– Não, ainda tenho um tempo antes de ir para a aula. Não quer levar nada para comer?
– Eu compro algo no distrito.
Rose não gostou da ideia. Sabia que lá só havia porcarias e que Dimitri era fã de comer o mais corretamente possível. Ela voltou à cozinha e procurou algo na despensa. Entregou-o uma sacola parda com umas frutas e barras de cereais que encontrou.
– Melhor e mais saudável que máquinas. – explicou entregando-lhe o objeto. – Não confio na comida daquele lugar.
Dimitri riu e beijou-a em agradecimento. Não pode deixar de pensar na conversa que tivera com a mãe, tempos atrás, sobre casamento e filhos. Aquela cena lhe soava como casamento e não inicio de um relacionamento.
– Obrigado. Roza. – Dimitri pegou o celular e analisou-o enquanto Rose destrancava a porta – Eu te deixo saber como será meu dia... e semana. Tem alguma hora livre hoje?
– Tenho almoço e um período livre logo depois. Posso passar no Distrito e ver se você tem tempo para um almoço.
– Eu adoraria.
Rose esticou-se na ponta dos pés e Dimitri inclinou-se para beijá-la. Não se contentando com o toque dos lábios, ela levantou os braços e abraçou seu pescoço e ele, com a mão livre, envolveu sua cintura.
A porta da frente se abriu, mas os dois não notaram. Mais tarde Dimitri brigaria consigo mesmo pela falta de atenção, mas na hora tudo o que os dois fizeram foram se afastar como culpados quando a voz de Lissa soou.
– Rose?
A viagem de Lissa havia terminado antes que o previsto, de forma que ela pegou um avião de volta para Nova Orleans na madrugada de quarta feira. Ela só não imaginava que surpreenderia Rose se agarrando com Dimitri na entrada de casa.
– Lissa? – Rose exclamou arregalando os olhos – Pensei que você chegava mais tarde.
– Adiantei as coisas. – explicou ela com um dar nos ombros, olhando de Dimitri para Rose – Desculpa se interrompi algo...
Ela sentia vontade de rir, mas não o fez.
– Eu já estava de saída. – a voz de Dimitri era dura, mas seus olhos suaves em Rose – Te mando uma mensagem mais tarde.
A morena assentiu pressionando os lábios. Um momento de hesitação entre os dois ocorreu. Queriam se despedir novamente, mas sentiam-se estranhos com Lissa ali, seus olhos verdes analisando tudo com surpresa e satisfação.
Com um aceno de cabeça, Dimitri se retirou e Lissa entrou em casa fechando a porta atrás de si.
– Como foi a viagem?
Rose trotou de volta até a cozinha onde manteve as mãos ocupadas com... nada. Apenas mexia nas coisas sem realmente fazer algo.
– Boa. – Lissa deixou a coisas na sala e seguiu-a até a cozinha, apoiando-se no batente – Então... você e Dimitri, huh?
Rose não respondeu e nem se virou para ela. Até que Lissa riu alto.
– Eu deveria ter notado. O brilho nos seus olhos, a felicidade súbita. O cantarolar. – Os olhos jade se abriram mais quando uma ideia passou em sua cabeça – Ai meu Deus! O jantar! Você estava com ciúme de Tasha! Vocês dois já estavam juntos naquele dia?
– Não. A gente meio que... se acertou este final de semana.
– Dimitri dormiu aqui noite passada? – Lissa sabia a resposta mas fez a pergunta mesmo assim. Seus olhos se abriram mais – Não! Ele dormiu aqui no final de semana! Até hoje?
O rubor de Rose foi resposta o suficiente e Lissa se sentou à mesa, surpresa e um tanto magoada por Rose ter escondido seus sentimentos dela.
– Vocês passaram quase uma semana dormindo juntos? Rose me conte tudo!
– Não foi bem assim... Saímos para jantar na sexta. Ele me trouxe em casa e... ai rolou. – Sob o olhar atento e exigente de Lissa, Rose não conteve um sorrisinho e nem a verdade – E também rolou no sábado e no domingo. Nos separamos segunda de manhã e não o vi até ontem a noite.
Lissa riu novamente e bateu palmas alegremente.
– Você está apaixonada! Rose está apaixonada! Como torci para que isso acontecesse! Claro que não imaginei que fosse o Dimitri. Pensei em Mason na verdade. Mas Dimitri... ah, Dimitri é um sonho. – Lissa esticou as mãos ficando séria de repente, mas com um brilho divertido nos olhos – Vem. Sente-se aqui, agora mesmo Rose, e me conte toda essa história do começo ao fim.
E Rose contou. Desde quando se conheceram na praça – Lissa conhecia esse fato apenas superficialmente – e seus encontros casuais até virarem amigos. Contou sobre Tasha e a briga dos dois e contou sobre o plano de Adrian que Dimitri lhe segredara no final de semana. Desabafou seus sentimentos e como não viu quando tudo mudou. Lissa assombrou-se com o medo de Rose tinha em engravidar, mas a acalmou e garantiu que Dimitri não iria fugir se fosse o caso – “Ele parece um cara confiável e nada medroso. Acima de tudo, honrado.”. Papearam até dar a hora de Rose ir para a faculdade, correndo, pois quase perdera a hora conversando.
Quando viu Rose se afastar, Lissa suspirou aliviada e contente. Eram amigas há anos e Rose sempre cuidara dela. Haviam estreitado esse laço naqueles minutos na cozinha e de alguma forma, Lissa sentia que a relação das duas não era mais tão desequilibrada. Rose estava mudada, já havia reparado antes, mas agora entendia e via o porquê. Estava mais aberta e receptiva. Dimitri era bom para ela e com ela. Lissa já o amava por fazer tão bem à amiga.
A sexta feira chegou rapidamente. Entre trocas de mensagens, ligações durante o dia e encontros nos almoços, Rose e Dimitri permaneceram ligados pelos próximos dias. Após a consulta com a médica de Rose, Dimitri a convidara para dormir no apartamento dele, então ela carregou uma bolsa maior que habitual para a faculdade. Finalmente Mason e Eddie ficaram sabendo de sua situação. Rose não pode deixar de se sentir culpada pelo olhar triste do amigo ruivo, que afirmava estar feliz por ela. Os dois, entretanto, tiveram que aguentar as piadinhas sexuais de Eddie pelo fato de Dimitri usar algemas entre outras coisas.
Quando seu ultimo período finalizou, Dimitri já a esperava no estacionamento dentro do carro. Rose jogou a bolsa no banco de trás e antes de dizerem algo, se cumprimentaram com um beijo. Então seguiram para o encontro marcado.
A Dra. Olesnki era uma médica de meia idade, e muito simpática. Não se importou com a presença de Dimitri na sala e nem o ignorou. Ao se inteirar do caso, ela levantou-se e foi até um armário branco no canto da sala.
– Você fez o teste de farmácia? – indagou ela pegando uma caixinha.
– Na verdade não. Eu nunca usei um desses, então achei melhor vir até aqui antes e fazer um exame de sangue.
– Os exames de sangue são mais precisos, mas os de farmácia estão ficando cada vez mais confiáveis. – a mulher andou até a mesa com o objeto na mão e analisou a ficha de Rose – Seu ciclo é normal, de 28 dias. Sua menstruação está atrasada?
– Não sei, teoricamente é para vir semana que vem.
Dimitri pressionou a mão de Rose, o gesto não passou despercebido. A médica tirou os olhos e olhou Rose com firmeza.
– Rose, por favor, não fique nervosa por antecipação – Dimitri lançou um olhar de “eu te disse” – Você já pode fazer um teste de farmácia. Eu lhe darei um palitinho e dentro de alguns minutos ficaremos sabendo. Se quiser ter certeza, posso pedir um exame de sangue também.
– Apenas por via das dúvidas. – a mão de Dimitri deixou sua mão e abraçou seu ombro. Rose pegou o pacote estendido pela médica – Onde é o banheiro?
Os minutos que se passaram pareciam intermináveis. Rose e Dimitri ficaram na sala de espera enquanto a Dra. Olesnski atendia a outra paciente. Nenhum dos dois conseguiu se distrair com a televisão ou revistas. Ficaram quietos, um ao lado do outro, segurando as mãos. Dimitri estava impassível ao seu lado, dando-lhe força e tranquilidade. Afinal, havia sido uma boa ideia ele ter acompanhado a consulta. Rose não sabia se conseguiria ficar calma sozinha.
Finalmente, os dois foram chamados novamente. A expressão da médica era ilegível quando se sentaram a sua frente.
– Meu teste diz que você não estava grávida. – anunciou sem preâmbulos.
Aliviou. Rose escondeu o rosto nas mãos, mas não chorou. Sentiu que um grande peso saíra de seus ombros e parecia que andara prendendo o folego todos esses dias.
– Eu fiz um pedido de exame de sangue – a médica entregou-lhe dois papeis finos – O laboratório já deve estar fechado, mas você pode ir lá amanha de manha ou segunda. E junto está a receita para o seu anticoncepcional. Agora, tome certinho e não abuse das pílulas do dia seguinte, okay? Elas não são o mesmo que os anticoncepcionais. E lembrem-se também que a camisinha é a melhor maneira de prevenir não apenas a gravidez indesejada como também doenças sexualmente transmissíveis.
– Sim senhora, obrigada. – Rose se levantou dobrando os papeis e enfiando-os no bolso.
– Qualquer coisa, podem me ligar.
Despediram-se e saíram do consultório.
Ao entrarem no carro novamente, Rose percebeu que, apensar do alivio de não estar grávida, havia também algo mais escondido em Dimitri.
– O que foi? – ela perguntou um pouco hesitante. Ensaiou um sorriso divertido – Decepcionado?
– Não. Não decepcionado. – O olhar insistente de Rose o quebrou. Dimitri virou-se para ela e olhou-a com honestidade – Eu só estava pensando... Não seria o momento certo para isso acontecer, mas não seria ruim. Seria? Ter um filho, digo.
Rose tocou seu rosto e o beijou suavemente.
– Não. Dimitri. Ruim não seria. Só não... Bem, não vou mentir, eu nunca pensei em filhos, e eu meio que não acho ser o tipo materna.
– Eu sei. – ele sorriu e se inclinou para beija-la – Não quero te assustara com esse papo de filho. Desculpe. Coisas que a minha mãe disse.
– Ela quer que você lhe dê um neto?
– Dentro outras coisas.
Dimitri sentiu Rose ficar tensa e encolher os ombros.
– Rose, não. Desculpe, não deveria ter mencionado. Deus, estamos apenas começando e já venho com este papo. É só que... eu amo você. Amo demais. Se você estivesse grávida seria um imprevisto, mas...
– Dimitri. – Rose o chamou, interrompendo-o. Sentia que ele estava pronto para ser pai, mas ela ainda não. A diferença de idade entre eles estava ali, mas Rose não se deixaria amedrontar por isso. – Está tudo bem. Sério. Não é como se eu fosse odiar a criança ou algo do tipo. Só... ainda não estou pronta. Mas fico feliz em você pensar no nosso futuro. Em seu futuro comigo. Um bebê. Quero dizer, isso significa que você está levando a sério.
Dimitri segurou seu rosto de forma que a fizesse olhar para ele. Seus olhos estavam quentes.
– Eu estou levando a sério, Rose. Esperei tempo demais por você e posso esperar mais um pouco. Não vou te deixar escapar tão fácil assim.
Oh, skip to the ending, who'd like to know, I'd like to know
Author of the moment, can you tell me
do I end up, do I end up happy?
Fale com o autor