Enchanted

1 Capítulo 1 - Forgot how to breathe


Notas iniciais
Olá queridos! :D
Estou começando essa nova fanfic e espero que vocês gostem! Posso dizer apenas que será diferente, bastante diferente :D
Ah, leiam escutando essa música:
http://www.youtube.com/watch?v=RLRLhV9U0kQ&feature=BFa&list=AL94UKMTqg-9AuOF142yV0w-puWWFMT1lG
Enfim, boa leitura.

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Era um pouco tarde. O vento soprava dentre a relva alaranjada pelo outono. As folhas caíam descontroladamente ao redor daquela pequena região da Inglaterra. O frio já começava a dar indícios de sua chegada aquele lugar. E tudo indicava que logo a neve chegaria junto, cobrindo tudo com grossas camadas de gelo bastante branco. O cheiro de café invadia o ambiente fresco.

A pequena garota, com suas longas madeixas castanho-dourado e seus dezesseis anos de idade, estava sentada em um pequeno banco de madeira. Ao lado havia o seu pequeno rádio antigo, tocando uma canção da qual gostava bastante: Pink – Aerosmith. O som da gaita, ela adorava e até mesmo o imitava. Ela ria sozinha ao não conseguir obter sucesso em sua tentativa. E assim voltava a observar as plantas rasteiras que chacoalhavam com a ventania, parecendo até mesmo estarem acompanhando o ritmo da música.

Logo a música é finalizada, dando espaço a outra… uma cuja ela conhecia tão bem quanto a si mesma…Aquela banda significava tanto…

Ela apenas observava o horizonte ao seu redor. Sua vida era boa, porém bastante tediosa. Sem ânimo. Levava uma vida normal ao redor de seus avós. Nada de mais.

– Kimberly, vá buscar alguns ramos de erva-doce para o chá, por favor. – sua avó, Ster, fala alto dos fundos da casa, tirando a garota de seus devaneios.

Ela ajeita seu vestido vermelho xadrez que vai até os joelhos e levanta-se do pequeno acento.

– Já estou indo, vovó.

E então ela desliga o pequeno rádio já desgastado pelo tempo e uso.

Seus longos cabelos voavam de um lado para o outro enquanto ela caminhava com suas botas marrons entre o mato rasteiro. Ela seguiu caminho dentre aqueles pinheiros enormes que não paravam de se remexer devido ao tempo. Logo à frente há uma pequena horta com uma enorme variedade de ervas. Já era rotina seguir até lá todas as tardes.

Kimberly chega e encosta-se a uma grande pedra ao lado de uma árvore e fica à procura do que precisa.

O silêncio seria completo se a ventania não o impedisse. Talvez chovesse, talvez não. O tempo estava imprevisível.

A pequena garota recolhia alguns ramos com suas mãos delicadas, cantarolando alguma canção que conhecia, até um barulho assustar-lhe.

Parou de imediato o que fazia e olhou ao redor. Nada. Não fora nada.

Ela olhou para a estrada da rodovia que passava exatamente ao lado de onde estava. Ela conhecia muito bem aquele pedaço de asfalto. Ela o segue andando sozinha todas as manhãs até a pequena cidade de Birmingham, onde se encontra o colégio que frequenta. Mas aquele caminho continha algo diferente naquele instante. Algo bem distante se aproximava. Uma luz, que logo a identificou como os faróis de um carro.

O que um carro fazia por ali em plenas 17h40min?

Kimberly para o que está fazendo e apenas observa o veículo aproximando-se cada vez mais. A situação a deixa curiosa, pois um carro rodar por aquele trajeto era tão improvável…

E este vem se aproximando em uma velocidade branda. Provavelmente alguém havia se perdido…

O sol já continha a cor extremamente laranja, deixando os cabelos da pequena garota em um tom incrível de ouro. Ela mais parecia um raio de sol àquele horário. Sua pele clara estava coberta pela luminosidade, dando um destaque aos seus fios dourados e esvoaçantes. A garota apertava os olhos contra a luz e observava atenta ao carro que estava cada vez mais próximo.

À medida que este foi chegando, sua velocidade foi diminuindo, até que o motorista do veículo estaciona ao lado da pequena garota. Ela apenas observava tudo de pé. Talvez fosse um viajante perdido em busca de ajuda para retomar a rodovia correta…

Ela o ajudaria, este iria embora e ela, enfim, iria colher as ervas. Será?

Ela podia observar pelo vidro escuro do carro o lado esquerdo que continha o volante. Era um homem. Ela só conseguia decifrar isso e nada mais. Ele parecia ter cabelos grandes, mas isso não era certeza.

A porta do veículo é finalmente aberta por um braço longo e definido. Em seguida o dono daquele braço sai do carro e põe-se de pé em direção a uma garota iluminada pelos raios de sol daquela tarde.

Kimberly congelou onde estava. Nenhum músculo se moveu. Sua respiração constante agora se tornara falha. Ela passou a achar que estava vendo coisas e acabou caindo sentada no pequeno gramado que estava sobre. Suas mãos foram aos olhos e ela os esfregava na tentativa de voltar ao normal e comprovar que o que via era apenas ilusões em sua mente conturbada.

O rapaz que a encarou por alguns segundos correu ao seu encontro visivelmente preocupado com o que acabara de acontecer. Ele abaixou-se à altura da garotinha e, segurando uma de suas mãos, perguntou-lhe:

– Você está bem?

Sua respiração ainda estava descompassada. Ela o encarava assustada. Ele agora a tocava. Era real.

Uma mistura de sentimentos a invadiu. Ela não sabia como reagir diante de tudo aquilo. Ela provavelmente estaria sonhando e acabaria acordado em instantes para tomar seu café da manhã.

Ela piscou os olhos com dificuldade e baixou o olhar para o gramado que passava de verde a uma cor amarelada e alaranjada. Ela retoma o olhar em direção ao garoto e finalmente consegue pronunciar algumas palavras.

– Eu…eu estou…eu estou sonhando?

Kimberly finalmente conseguiu olhar diretamente em seus olhos extremamente verdes. Aqueles olhos que sempre a tirava de órbita e a fazia viajar entre aqueles diferentes tons claros e escuros. Aquela mesma expressão abobada de sempre, ao redor daquele sorriso. Ah, aquele sorriso… ela o conhecia muito bem. Até no breu total ela o identificaria. Ao redor daquele magnífico par de dentes brancos e bem alinhados, aquelas grandes e expressivas covinhas, tão marcantes em seu rosto. Ela rolou os olhos por todos os traços daquele rosto à sua frente e então subiu o olhar até aqueles cabelos extremamente enrolados e bagunçados, que continha um tom dourado semelhante ao seu.

O garoto de expressão preocupada põe um sorriso bobo no rosto, ainda encarando-a. Ele sabia muito bem o que tudo aquilo significava.

Ele ainda segurava sua mão. Então ele faz menção de segurar a outra e a ajuda a levantar do gramado. Ela o faz com certa dificuldade.

Ao ficar de pé, ela ainda retinha o olhar baixo.

O garoto à sua frente, com o polegar direito, levanta seu rosto. Ela o encara nervosa naqueles olhos fascinantes e quase irreais. Ele sorri novamente.

– Não…não é um sonho.


Notas finais
O que me dizem?
Quero saber a opinião de vocês, por favor.
Em breve um novo capítulo.
Até mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.