Há muito tempo, dentro de uma memória distante, havia uma voz que dizia:
“Você acredita em um mundo de finais felizes?”
Mesmo que o caminho pareça longo, a cada respiro que você dá irá te levar mais próximo a um lugar especial dentro da sua Terra do Nunca...


(Nevereverland – Nano)

“Como foi que a gente se meteu nesse inferno?... Não, não é essa a pergunta que sinto que deva ser feita... Na verdade... O que fizemos para merecer sofrer assim desse jeito?”

A jovem mulher de cabelos alvos parecia murmurar para si mesma, olhando para o horizonte daquele lugar que era belo, porém inóspito. Ela estava novamente longe de casa. Longe do seu objetivo. Mas também, dessa vez, longe de qualquer âncora que ela poderia se segurar.

A dor da derrota reverberava em sua alma. Weiss estava longe de tudo que ela conhecia, em um lugar que parecia um oásis psicodélico. Estando longe de sua irmã e parte de seus amigos, ela só conseguira torcer para que eles continuassem lutando pela segurança de Remnant, e que assim pudessem viver mais um dia.

Essa vontade de viver mais um dia era algo que também Weiss queria. Seria desolador e patético se ela desistisse ali naquele fim de mundo, ainda mais depois de tudo o que ela fez. No entanto, seu orgulho era um mero devaneio, comparado ao que ela tinha que lidar naquele lugar.

Longe daquele lugar ser um inferno. Seu treinamento como caçadora a recompensou muito bem quando se trata de sobrevivência. Seu desafio era outro. Um desafio que assombrava seu espírito. Perante tamanha desolação, ela via seus amigos diante de si, angustiados, arrasados, com o fio de sua esperança cada vez mais se rompendo. Salem e suas sombras eram apenas um vislumbre, um mero objetivo secundário comparado a aquilo.

Weiss sofria ao ver todos que ela amava sofrendo à beira da escuridão...

Weiss não queria que o que ela tinha de mais precioso escapasse de suas mãos...

A noite estava em seu ápice. A única coisa que riscava a escuridão fora as estrelas era o acampamento improvisado que aquele grupo havia erguido. Era mandatório para um caçador se estabelecer e ter uma base segura diante de um território misterioso e uma situação incógnita, para que pelo menos um plano de ação pudesse ser ao menos criado.

Mas estava claro para Weiss, mais claro que a água daquele mar, que nada de bom ou eficiente surgiria deles, enquanto as trevas continuassem a tomar conta de seus corações. Após passar longos minutos encarando o horizonte e refletindo consigo mesma, Weiss decidira que ela precisava ser forte. Ela precisava ser a voz da razão mais uma vez.

Não seria fácil. Ela mesma tinha suas próprias dores para cuidar. Mas tudo viria conforme seu tempo. Weiss Schnee tinha que ser capaz de encarar essa dor e aperto no peito de cabeça erguida mais uma vez, por um pouco mais de tempo...

Ela reflete sobre com quem ela iria conversar primeiro. Quem precisava mais de apoio e quem a poderia ajudar ela caso seu espírito se levantasse. A conclusão não demorou a vir. E honestamente, Weiss sabia muito bem a cara engraçada que ela estava fazendo ao perceber isso. Estava na hora de retribuir todo os momentos de espírito radiante que ela recebera até então. Estava na hora de ser uma luz para Ruby Rose.

— Isso só pode ser karma, não é possível...

Ao menos Weiss ainda estava capaz de fazer comentários jocosos mesmo perante tamanha tristeza. Era um bom sinal.

Weiss voltava para a cabana, no qual podia ver Yang e Blake em frente de uma fogueira, assando peixes. Jaune por sua vez estava de vigia à alguns metros dali à espreita de alguma ameaça, mas também para ficar de olho em Neo que ainda se recusava a interagir e era considerada uma ameaça para o grupo. A Schnee então se aproxima das duas, já fazendo um questionamento.

— Estranho... Cadê a Ruby? Viram ela por aí?

— ... Não faço ideia.

Foi Yang quem respondeu. Era notável o tom de apatia que estava em sua voz, mas pelo visto, isso só foi um mero desleixo causado pela situação desoladora. Yang não poderia esquecer o que Ruby era para ela afinal. Ela percebera logo o vacilo e logo se retificou com Weiss.

— Ah!... Não, digo... É mesmo. Ruby está quieta demais. Tomara que ela não tenha ido muito longe.

— Bem, eu a vi indo para a margem a um pouco tempo atrás. Parece que a Ruby estava pensando sobre mais os planos para amanhã. Ela está bem-disposta para explorar aquela árvore gigante. — Blake por sua vez dava seu parecer, se lembrando do que tinha visto a pouco tempo.

— Muito bem. A Ruby é dessas. Então eu vou procurar ela, antes que ela resolva se embrenhar no escuro e começar a choramingar pensando que se perdeu.

Assim, Weiss pegava uma tocha que estava perto da fogueira e a acende. Como não tinha nenhuma luz à vista, certamente Ruby havia se embrenhado na escuridão. O que era uma clara pista para a Schnee: Ruby nunca foi de se esconder ou de se isolar.

Weiss volta a caminhar rumo ao mar, onde Ruby provavelmente estaria. Ela preferiu evitar de ficar chamado pelo nome da líder, pois Weiss já tinha uma noção do que a assolava e acabar a espantando.

Por mais que antigamente ela tivesse receio de admitir, Weiss reconhecia Ruby como uma ótima líder, isso desde os tempos da Beacon. A determinação ingénua que a Rose tinha era algo sublime e Weiss sabia ver aquilo como uma característica notável de liderança. No entanto, conforme seu mundo ficava cada vez mais brutal, algo preocupante começou a ficar evidente.

Ruby é uma pessoa que se apoia em otimismo e determinação para seguir em frente. Coisas que, apesar de serem valiosas, tendem a deteriorar caso a vida ao redor fique cada vez mais e mais sem perspectivas de melhora. E para piorar, Ruby perdeu muita gente que amava. Perdeu de formas injustas e cruéis. E as quedas de Mantle e Atlas, além da morte de Penny pôs Ruby em uma situação insustentável.

Ruby tomava seu senso de otimismo e liderança como parte de seus ideais. Com isso, diante desse clima de perdas constantes, ela se via forçada a cada vez mais e mais esconder suas dores, a fim de não puxar mais ninguém para esse tormento. Weiss sabia que ela mesma não era a única a perceber seu mundo desmoronar ao redor e com isso, a vontade de estender a mão se torna evidente.

Porém, Ruby chegou a seu limite...

Tudo que Ruby queria era ver mais ninguém em meio à incerteza, mas nisto ela acabou negligenciando seu próprio estado. Weiss podia perceber o quanto essa ansiedade em manter uma faceta serena, que diz que “está tudo bem” cresceu e engoliu o coração de Ruby, a alienando e a prendendo em correntes que a estrangulavam violentamente.

Era uma batalha que sozinha, Ruby não tinha mais chances de vencer... E Weiss sabia que tinha que intervir, antes que fosse tarde.

A Schnee então pôde ouvir uns resmungos familiares, no qual a fez soltar um suspiro aliviado. Ruby ao menos não cometeu a insânia de ir para longe sem avisar ninguém. Ao menos a noite não estava um breu completo, então foi possível notar Ruby diante do mar. Weiss notara as botas da líder diante dela, com um amontoado de tecido dentro delas, no qual era claramente as meias-calças que Ruby usava. Elas estavam ali pois Ruby estava um pouco adentro da costa, na distância onde as ondas terminavam de invadir a faixa de areia. Um lugar onde certamente caminhar com qualquer tipo de calçado reforçado seria incomodo.

Weiss deixa um resmungo sair. Ela não era nada fã de desfazer de nenhum aparato que vestia fora de casa ou de um lugar onde denotasse conforto. Mas a Schnee via que não teria jeito. Tudo que ela não queria naquele momento era tirar Ruby de uma situação que ela se sentisse confortável. Conforto seria mais do que necessário, pois Weiss pretendia fazer Ruby se sentir segura. Fazer aquela ansiedade blindar seus sentimentos era a pior coisa que poderia acontecer.

Fincando a tocha no chão, Weiss tomava seu tempo para descalçar suas botas. Ao menos ela conseguia ser mais simples do que a Ruby, não se importando com fivelas, cintas e meias-calças. Deixando seus calçados ao lado dos de Ruby, Weiss caminha em direção da líder com a tocha em mãos.

Weiss notara que Ruby se abaixara, a fim de pegar uma pedrinha que estava ali em meio de um montinho de outras pedras. A Schnee se indaga o motivo daquilo, quando ela percebeu que a jovem Rose, tomando uma pose de impulso, arremessa a pedrinha com força na onda que se aproximava.

Que sentido tem jogar uma pedra diante de uma onda imparável? Seria uma perda de tempo? Não... Na verdade, isso parecia algo diferente.

Ruby parecia querer golpear a onda com pedras, tal como se ela estivesse querendo socar um saco de areia. Pra Ruby, era tudo que ela aparentemente tinha. Uma forma de tentar aliviar a pressão que sentia.

Weiss olha aquilo com pena. Era um claro ato de alguém que estava tentando de tudo livrar a mente de pensamentos angustiantes. Como se fosse alguém que não tinha uma boca, e queria desesperadamente gritar. E naquele momento em que Ruby estava se preparando para jogar mais uma pedrinha que havia pegado, ela nota o brilho de uma chama refletir na água diante dela, além de som de passos na água.

— ... Weiss? — A voz de Ruby era de surpresa ao ver Weiss ali atrás dela.

— Ruby. Eu estava te procurando.

Ruby pode notar imediatamente que Weiss a olhava com um olhar consternado. A voz da amiga parecia tranquila, mas era de uma tranquilidade carregada de melancolia. Tal humor não era algo que Ruby tinha visto em Weiss até então. E com isso, a garota de cabelos alvos nota o olhar de Ruby ficar esparso, olhando para os cantos, procurando o que focar.

Ruby estava ficando acuada novamente. Se pudesse, ela seria bem capaz de pular na água e nadar para longe, para esconder tamanho desconforto de Weiss. Mas isso estava fora de cogitação. Isso seria ridículo até mesmo pra Ruby... E ela não estava no humor para fazer coisas ridículas como de costume. Com isso, Ruby decidiu responder, tentando esconder a ansiedade novamente.

— Ah!... O que foi Weiss? O pessoal estava preocupado comigo? Desculpa. Eu apenas vim aqui apenas para pensar num plano para amanhã. Eu estou a fim de explorar essa área, para ver o que a gente acha, e...

— Ruby, para.

— O... O quê? — Ruby diz visivelmente confusa.

— Para de fugir Ruby.

— M-mas como? Weiss, o que eu fiz? — Ruby se sente desarmada pelo tom tristemente sereno de Weiss.

— Ruby... Quero conversar com você.

Weiss fincava a tocha na areia novamente. A chama ainda estaria alta o suficiente para a água não a apagasse, mas ainda estaria iluminando o local com uma boa quantidade de luz. Ruby então vê Weiss caminhar e então ficar do seu lado. A Schnee não olha para Ruby, causando um desconforto nela. Um desconforto digno daqueles que era vindo de uma cobrança.

— Conversar? Hah! Mas sobre o que? Teve alguma ideia?

— Não vim falar de planos ou ideias. Vim falar de você.

— D-De mim?

Neste momento, Weiss se vira diante de Ruby, encarando-a nos olhos.

— Ruby... Seja honesta comigo. Você está bem? — Aquela pergunta saia da boca de Weiss num tom enfático.

— Se eu estou bem? Ora Weiss, é claro que estou!

— ... Mentira. — A resposta de Weiss era ríspida.

— Mentira? Como assim Weiss? Você está dizendo que estou mentindo? — Ruby tentava rebater, mas ela estava numa postura acuada.

— Sim, estou... Por todo este tempo você veio mentindo para nós... Mas principalmente, você veio mentindo para si mesma, Ruby.

— W-Weiss?...

Ruby pode ver Weiss respirando fundo, tentando manter a postura. Ela conseguia sentir que aquela situação estava igualmente difícil para a amiga. Depois de uns instantes em silêncio, Weiss decide explicar o que queria para Ruby.

— Ruby, eu quero que você me escute com atenção... Eu sei que ultimamente, as coisas estão difíceis. E eu sei que isso é algo óbvio de se dizer. Mas... Isso anda desesperador. Ruby, você não é mais a mesma... Não porque você mudou de repente ou algo assim. Mas porque você está sofrendo. Eu posso sentir isso e você sabe muito bem que posso...

— V-Você acha? — Ruby ainda tentava manter suas palavras num tom de ingenuidade, mas as quebras em sua voz impediam que ela se fizesse de desentendida.

Weiss suspira e volta a olhar para o horizonte, como se ela estivesse por refletir em alguma coisa. O silêncio era curto, mas era o suficiente para desarmar Ruby. Ela sabia muito bem que Weiss estava atenta ao que sentia, e isso colocava sua ansiedade a mil. E Ruby sabia que ela não poderia se esquivar daquilo.

— W-Weiss... O que você quer de mim?...

Sua voz começava a distorcer, conforme suas emoções tristes ficavam ainda mais evidentes. Weiss deixa um suspiro triste sair.

— Ruby, nós duas estamos aqui longe do pessoal. Eu posso garantir que ninguém vai nos incomodar. Bem... No momento, duvido que alguém vá conseguir se importar com isso. Mas esse não é meu foco no momento. Então... Eu quero que aproveite esse momento Ruby. Deixe tudo sair... — A mão de Weiss pousa no ombro de Ruby, num gesto que mostrava que ela estava ali por ela. — Você vem escondendo seu sofrimento da gente, querendo manter sua atitude de líder, perante o caos que veio assolar a vida de todo mundo, na esperança de que a moral de todos não se esvaísse... Porém com isso, você teve que sacrificar muita coisa... E o pior, teve que ver todos negligenciarem seu estado... Inclusive eu.

— O quê?!? W-Weiss, não diz isso! Você não fez nada de... — Ruby, já com olhos marejados, se espanta com tal afirmação, e por instinto ela tentou impedir que Weiss assumisse a culpa.

— Ruby, você sabe que é verdade... Nossas vidas estão um tormento, eu sei disso! Mas isso não é desculpa. Eu devia ter me envolvido e ter buscado te entender a fundo a muito tempo atrás. Antes de ver você quase surtando! — Weiss deixou sua postura se exaltar um pouco. — ... E eu não sei o que eu faço da minha vida se você por acaso cogitar desistir... Por isso que estou aqui, Ruby... Você precisa de um ombro no qual você possa se apoiar. Então me deixa eu te dar isso antes que seja tarde.

A respiração de Ruby estava descompassada. Ela sentia que seu coração poderia saltar pela sua garganta a qualquer momento. Sua atuação foi descoberta e a sua máscara havia caído. Ela começa a tremer. Começa a suar frio. Seu olhar não sabia para onde olhar, conforme sua visão ficava turva com as lágrimas que marejavam seus olhos. Mas tudo que estava diante dela era Weiss.

Sua alma estava em queda livre ne escuridão... Mas surgia uma mão diante dela implorando para que ela a segurasse.

— ... Eu... Eu sou patética, não é Weiss? — Um sorriso torto tentava se formar no rosto de Ruby.

— ... Não. Você não é. Não tem nada de patético em sentir medo ou aflição.

— Sim, eu sou! É por causa da minha incompetência e estupidez que estamos aqui neste fim de mundo! — Ruby se exalta. — Eu sequer pude levar a gente de volta aonde o resto de nossos amigos estão! E foi por causa de minha fraqueza que agora a Pyrrha e a Penny-

Um som seco ecoa. Ruby parecia desarmada ao ver que seu rosto recebera um tapa vindo de Weiss.

— Se recomponha mulher! Não desonre o nome da Pyrrha e da Penny desse jeito!... Não ache que elas se foram em vão. Elas deram suas vidas para que pudéssemos continuar lutando! Você não teve nada a ver com isso, então pare de achar que o mundo está apenas em suas costas. Acha isso porque você tem esses olhos prateados esquisitos? Grandes merdas!...

Weiss então interrompe o sermão inflamado e pousa as suas mãos nos ombros, agarrando-a firmemente, voltando a seu tom sereno.

— Você é você Ruby. Uma garota que está tendo que lidar com as mesmas responsabilidades que todos nós também estamos tendo. Você não precisa achar que só você precisa lidar com isso. Estes seus olhos não te fazem nenhuma serva divina. Você não é nenhum sacrifício! Você é como eu. Você é como todas nós aqui... Você apenas quer um futuro melhor. Então, eu te imploro! Deixa a gente te ajudar. Deixa a gente conhecer você... Deixa a gente caminhar ao seu lado nessa empreitada... Juntas.

As palavras enfáticas de Weiss ressoaram em Ruby, fazendo que as cordas da angústia e do medo no qual estrangulavam a alma de Ruby finalmente se romperem. Soluços começam a sair da garota, enquanto seu rosto era riscado pelas lagrimas que escorriam. Ela tentava ranger os dentes, tentando segurar o pouco da postura firme que Ruby estava tentado manter, mas era tarde demais para fingimentos.

Ruby então avança e abraça fortemente Weiss, segurando com força em sua roupa. Weiss não podia ver a face da jovem Rose com ela a segurando daquele jeito, mas ela sentia seu ombro ficar molhado de lágrimas e ouvir os soluços desbancarem em um choro angustiado no qual era alto. Numa altura de voz que certamente poderia entregar a atual situação dela para o pessoal que estava lá na no acampamento. Mas isso parecia não importar mais. Era claro que Ruby chorava pois ela reconhecera que ela precisava tirar essa dor de seu peito. Deixar ecoar tudo o que ela estava suportando calada. Toda essa incerteza que ela acreditava que estava tendo que suportar sozinha...

Porém, Ruby teve certeza de que sozinha ela não estava. Weiss estava ali por ela.

— Weeeeeeissss!! M-Me desculpaaa!... E-Eu não sabia como deveria lidar com isso! Eu n-não queria deixar vocês sofrerem com tudo isso, mas tudo que pude fazer e deixar vocês preocupadas!! Waaaah!! Eu fui idiota Weiss!! Fui idiota com todos vocês!! Eu só não q-queria fazer vocês sofrerem!! Me desculpa Weiss!! Me desculpaaaaaaaa!!! Waaahaaaaaaaa!!..

E tudo que Weiss precisou fazer foi apertar o abraço. Ruby precisava de amparo e alguém que pudesse ceder o ombro para chorar, e Weiss estava ali para isso.

— Tá tudo bem Ruby... Ponha tudo para fora. A gente vai sair dessa. Eu sei que vamos. Eu só preciso que você volte a ser forte. Que jogue todo seu sofrimento pra fora. Eu falei pra você, não falei? Vamos resolver tudo. Juntas...

Ruby havia chorado daquela forma poucas vezes na vida. Sendo a mais marcante foi quando no dia que ela perdeu sua mãe Summer. Porém hoje, tal choro não era de desespero e luto, mas sim de renovação.

Ruby teve a convicção que ela nunca mais teria que viver sozinha com suas angústias novamente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.