Encarando Seus Lindos Olhos de Tempestade
2 SeaWorld
Notas iniciais
A lua dançava no céu, as estrelas faziam um arco cintilante e as nuvens pareciam ter evaporado, Percy acordou com batidas na porta, levantou-se em um sobressalto, sua cabeça latejando, lavou rapidamente o rosto e correu para a porta.
– Percy! – Píper pulou em cima do primo, ele se segurou no batente da porta para não cair com a garota, sentiu as mãos de alguém puxando Píper de cima dele, e depois estava encarando olhos extremamente azuis.
– Jason. Tudo bom mano? – Percy cumprimentou o amigo, com um soco de leve no ombro.
– Cara, por onde você andou? – Jason abraçou o garoto, e voltou para a namorada.
– Sabe como é, né? – Jason piscou para Percy. – O que vocês fazem aqui?
– Estamos te visitando, é proibido agora? – Píper diz, e faz cara de aborrecida.
– Vocês tem planos para agora?
– Não. – Jason respondeu pela namorada.
– Ótimo, porque eu estou morto de fome.
'-'
Os três foram andando até uma lanchonete que ficava na esquina da rua, chegando lá encontraram Reia, a avó de Percy. Que cozinhava, e a garçonete era Clarisse, que usava uma calça esfiapada, uma blusa de Rock'n Roll, e o avental por cima, seus cabelos castanhos caiam por seus olhos que eram em um intenso vermelho sangue.
– Píper, Jason, garoto que eu nunca vi. – ela chega na mesa deles com um bloquinho de anotações. – O que vão querer?
– X-burguer para Píper, um Egg-burguer para mim, duas latas de Coca-Cola, e Percy? – Jason olhou para o amigo, Clarisse virou devagar para o garoto, seus olhos vermelhos excitados, ela ajeitou o cabelo, e soltando espasmos de alegria, ela perguntou:
– Perseu Jackson? – o garoto levantou o olhar sem reconhecer a garçonete.
– Pois não? – ele perguntou. – Eu quero um pote de açaí e um refrigerante azul, por favor.
– Você não me reconhece, seu bagre podre de bosta. – o garoto encarou a garçonete por um segundo, depois a reconheceu, Clarisse La Rue, filha de Ares La Rue.
– Clarisse? – o garoto pulou nos braços da amiga, que segurou o garoto quase o esmagando.
– Já trago a comida de vocês. – ela diz, e sai bufando de vergonha.
– Que horas são? – Jason perguntou a Píper.
– Dez e meia, Percy, queremos te levar para um lugar. – Píper completa a frase.
A comida estava uma delícia, mas logo eles estavam pagando e se despedindo de Clarisse, continuaram a pé por alguns quilômetros, Percy queria saber para onde estava sendo levado. Com o passar do tempo, a lua começava a se mexer do meio do céu para baixo, não podia acreditar que estavam fazendo uma caminhada no fim da noite. Quando o casal na frente diminuiu a rapidez dos passos, o garoto estava embasbacado. Eles haviam andado até um parque aquático fechado, dois seguranças estavam na porta de entrada, e vários outros circulando o perímetro, Píper chegou para os guardas que abriram os grandes portões com tritões e sereias desenhados, Percy seguiu a prima parecendo estar em um sonho, as piscinas brilhavam com a luz do luar, e outras estavam com cores diferentes como: rosa, roxo, verde, azul, vermelho, amarelo, laranja, preto e branco, seguindo as luzes que nelas eram jogadas. Fazendo todo o parque parecer um Resort de luxo, os brinquedos estavam desligados, mas ainda tinha um tom cinco estrelas.
Os três seguiram para uma salinha entre o toboágua Kilimanjaro e a piscina de ondas, Píper bateu na porta que foi aberta por um homem alto, muito musculoso, bronzeado e com cabelos negros seus olhos tinham cor de âmbar. Pai de Píper, pensou Percy, o ator Tristan Mclean.
– Pai, lembra do Percyto? – Píper perguntou ao pai, apontando para o primo.
– Percy! Como vai Poseidon? – Tristan pergunta, fazendo Percy acordar de seus devaneios.
– Ele está ótimo senhor. – o sr. Mclean ri.
– Me chame de Tristan. – o ator pede gentilmente. – Ótimo, Píper está preparando algo para os amigos, que vai ser uma festa no parque, vou deixar os brinquedos ligados e as barracas de comida também, vai ser um arraso.
– Eu te chamei aqui Percy, porque eu sei o quanto você ama a água, e queria que fosse o primeiro a saber. – Píper disse.
– Mas... não podíamos ter vindo de carro? – o garoto resmungou profundamente.
'-'
O dia era ensolarado, os pés de Percy estavam dormentes por culpa da caminhada do dia anterior, e parecia que ele havia comido a lanchonete de Reia inteira. Levantou-se com raiva e de mau gosto, tomou um banho muito demorado, e chegou a dar um cochilo na banheira, vestiu-se rapidamente colocando uma camiseta cinza e uma calça azul-claro, colocou um sapato e saiu com o carro para a Universidade.
Estava tão cansado que parou em um Starbucks para comprar café e acordar um pouco, desceu do carro, e pediu um café com chantily e doce de leite, pagou o caixa e votou para o carro um pouco mais disposto que anteriormente.
Dirigiu pelos bairros Jefferson e virou na Margo Village, a Universidade Goode era com certeza a maior da de toda Nova Iorque, estacionou o carro na frente do prédio principal, e seguiu para a sala pequena e pouco luminosa do diretor Dionísio.
– Perseu Aquiles Jackson, filho de Poseidon Aquiles e Sally Jackson, 23 anos e quer cursar biologia marinha. Todas notas acima de B- e seu sonho é ser um biólogo de sucesso. – o diretor leu a ficha de inscrição de Percy, que acenou com a cabeça. – Claro que você será aceito na Goode Perseu, você é como se fosse perfeito para os alunos que precisamos.
– Pode me chamar de Percy senhor D. – o garoto disse, estava gostando do diretor.
– Senhor D.? – Dionísio encarou o garoto. – Gostei.
– Obrigado.
– Como deve saber, amanhã será o primeiro dia do ano letivo. – começou o sr. D. – Aqui está seu horário, e o nome de seus professores está aí. Boa sorte, e bem-vindo ao Goode Percy.
No caminho de volta para casa, Percy deixou uma carta para o pai nos correios, dizendo que estava tudo bem, e que já estava aceito na Universidade. Chegou no prédio e subiu até o vigésimo segundo andar, percebeu que sua porta estava aberta.
Entrou lentamente no apartamento, e encontrou uma mulher ruiva na varanda, ela se virou para ele e pulou em seus braços, o garoto não conseguia acreditar que todo mundo começou a se jogar nele, e viu que era Afrodite. Ela estava no apartamento dele!
– Bom Percy, infelizmente seu pai mandou eu ficar com meus dois lindos olhos em você, pois se arranjar problemas ele vai me culpar e blá, blá, blá. – ela disse, sentando-se ao lado do sobrinho no sofá branco. – Então, tome meu cartão de crédito e não deixe seu pai saber de que eu não tomei conta de você. – ela terminou, seguindo até o elevador. – Ah! Lembre-se de trancar o apartamento ao sair de casa.
O garoto riu, sim, o ano estava apenas começando.

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