Encantado

31 Capítulo Trinta - Everything


Notas iniciais
Olá! Nem preciso dizer que é recheado de amor e tudo o mais, né?
Espero que gostem!
A gente se fala mais na N/A!
Divirtam-se (;
PS: Capítulo não betado, desculpem-me pelos prováveis (e muitos) erros.

Bella POV.

Eu me movi bem devagar na cama, me espreguiçando um pouco, sem querer acordar Edward. Senti um sorriso nascer em meu rosto ao me lembrar do que tinha acontecido na noite anterior, assim como senti minhas bochechas corarem.

Tinha sido perfeito.

Muito mais perfeito do que eu sequer podia imaginar.

Abri os olhos, encontrando um Edward ainda adormecido, seu peito subindo e descendo com a sua respiração suave, seus lábios entreabertos. O lençol que ele tinha puxado para nos cobrir na noite anterior, cobria até metade de sua barriga, sua mão apoiada na mesma por cima dele. Eu sorri para a imagem dele dormindo de forma tão pacífica, me perguntando como eu tinha tido a sorte de encontrar um cara como ele.

Movi-me um pouco, minhas bochechas tornando a queimar quando vi que eu tinha adormecido nua. Esticando a mão, peguei o roupão que tinha ficado pendurado próximo a cama, e o vesti.

Fiz tudo o mais devagar possível, puxando um short e uma camiseta antes de seguir para o banheiro. Pouco depois de fazer minha higiene matinal, saí do banheiro, já vestida, encontrando um Edward ainda adormecido na cama. Eu sorri para isso, vendo-o ainda na mesma posição de outrora, e suspirei.

Andei pelo quarto, abrindo as portas que levavam à pequena varanda que havia ali. Fechei-as atrás de mim, não querendo acordar Edward, e fui até a beirada da mesma, olhando todo o movimento de Nova York.

Abracei-me algum tempo depois, movendo os braços para baixo e para cima, querendo me esquentar um pouco. Observei as pessoas andando, os carros passando...

De repente, senti dois braços me abraçando por trás, o que me fez corar de forma automática. Relaxei-me, porém, apoiando minha cabeça no peito de Edward, fechando os olhos e sorrindo.

- Bom dia... – murmurei, ainda sentindo minhas bochechas coradas.

Escutei Edward rir.

Ele me virou lentamente, seus olhos verdes brilhando de felicidade. Parou diante de mim, inclinando a cabeça para o lado, aquele sorriso torto brincando no rosto.

Eu o abracei pela cintura, encarando-o, só então percebendo que ele já estava, assim como eu, completamente vestido.

- Hmmm... – murmurou, aproximando seu rosto do meu e cobrindo meus lábios com um beijo carinhoso. – Agora sim, bom dia, linda.

Eu ri baixinho.

- Você dormiu bem? – indaguei, minhas bochechas ainda pegando fogo.

E isso fez com que ele risse novamente.

- Melhor impossível – disse, erguendo a mão e acariciando minha bochecha. – E você?

Assenti.

Nós nos olhamos por um momento, ambos calados. Eu simplesmente não conseguia parar de olhar para Edward, simplesmente não conseguia não me lembrar do que havia acontecido na noite passada.

Uma noite que eu lembraria para sempre.

- Obrigada – peguei-me dizendo. – Por tudo.

Edward franziu a testa, enrugando os lábios, provavelmente sem entender por que eu estava agradecendo.

- Por ontem – murmurei. – Por... tudo.

Ele sorriu, tornando a me abraçar pela cintura, apertando seus braços ali.

- Obrigado você – disse. – Obrigado por confiar em mim.

- Sempre – sorri.

Ele tornou a me virar, me abraçando por trás, ambos observando uma agitada Nova York. Nenhum de nós disse nada por minutos, o silêncio confortável tomando conta do local.

Até o meu estômago roncar.

Edward riu baixinho, todo o seu corpo tremendo. Eu corei novamente, mordendo o lábio inferior, mas sem conseguir deixar de sorrir.

- Vem, vamos tomar café.

Ele me puxou para dentro do quarto novamente, deixando as portas da varanda abertas. Pegou o telefone e pediu pelo café da manhã, seus olhos verdes nunca deixando os meus.

- O que você quer fazer hoje? – indagou, se aproximando novamente, assim que terminou a ligação.

Eu dei de ombros.

- Não sei – murmurei. – Não é como se eu conhecesse algo por aqui...

Ele assentiu, sorrindo.

- Então, vamos comer alguma coisa, nos arrumar e sair para um passeio, ok?

Foi a minha vez de assentir.

_

Horas mais tarde, eu me encontrava extremamente exausta, mas feliz. Edward tinha me levado a vários lugares, comentando sobre o que ele sabia, contando de passeios que ele já tinha feito ali com seus pais. Eu me peguei sorrindo enquanto o observava falando, seus dedos sempre entrelaçados com os meus.

E a cada minuto, ele parecia mais animado, comentando sobre as suas coisas favoritas.

- E agora? – Ele se virou para mim, balançando nossas mãos. – O que você quer fazer?

Eu ri, olhando em volta, somente para olhar para ele novamente e dar de ombros. Como eu havia lhe dito anteriormente, eu não conhecia Nova York.

- Podemos ir ao zoológico, papai? – Uma menina passou naquele momento, seus olhos brilhantes olhando para o homem alto que segurava sua mão. – Por favor?

- De novo, Lily? – Ele riu. – Querida, nós fomos lá na semana passada...

Eu olhei para Edward, franzindo a testa.

- Há um zoológico aqui por perto? – indaguei.

Os olhos de Edward de repente adquiriram aquele mesmo tom brilhante que eu tinha visto na menina que passara aqui a poucos segundos. Isso me fez sorrir quase que imediatamente.

- Você já foi a um zoológico? – ele me indagou, já começando a me arrastar pelo Central Park, provavelmente conhecendo o caminho bem.

- Hmmm... – Parei por um momento, lembranças de minha infância percorrendo minha mente rapidamente. – Não que eu me lembre, acredito. Só se Charlie me levou quando eu ainda era muito pequena ou algo assim...

E lá estavam novamente aqueles olhos verdes brilhantes.

Edward me levou ao zoológico, o qual eu imediatamente amei. Eu me peguei rindo dele me mostrando todos os animais, contando-me de quando ele tinha ido ali, apenas por curiosidade e que ele realmente havia amado.

E ele parecia tão feliz...

Quando saímos, eu me encontrava um pouco cansada, mas não queria ir para o hotel ainda. Ao invés disso, continuávamos passeamos, ora de mãos dadas, ora com o braço de Edward enrolado ao redor de minha cintura.

- Onde você quer ir agora? – indagou-me, seus dedos movendo-me para cima e para baixo no meu braço.

E eu tornei a rir – talvez pela milésima vez naquele dia.

- Edward... – comecei, já revirando os olhos. – Eu já te disse, não conheço nada aqui... Ainda é um pouco cedo para voltar para o hotel, não é? Podemos só passear mais um pouco, certo?

Ele sorriu.

- Podemos fazer o que você quiser – encolheu os ombros.

Nós caminhamos pelo Central Park mais um pouco, cada um envolvido em seus próprios pensamentos. Eu observava tudo com admiração, vendo algumas pessoas sentadas em bancos, apenas lendo livros ou jornais. Pais acompanhavam os filhos pequenos, que corriam pelo local, alguns de bicicletas, outros aprendendo a andar... Parecia tudo tão calmo e tão pacífico.

- Aqui deve ser tão lindo no Natal... – Peguei-me murmurando, imaginando toda aquela neve, as pessoas patinando.

E Edward tornou a sorrir.

- Nós podemos voltar aqui no Natal, se você quiser – comentou. – Eu também nunca vim aqui nessa época... Tenho certeza de que é lindo.

Eu somente ri, dando de ombros, ainda observando tudo.

Fomos jantar logo em seguida, em um lugar simples, já que tanto Edward quanto eu estávamos vestindo roupas casuais. Ele parecia tão doce e sempre sorrindo, sempre querendo saber se eu estava gostando do passeio...

E eu somente o encarava, olhando aqueles olhos verdes, me apaixonando um pouquinho mais por ele a cada minuto que passávamos juntos.

- Cansada? – indagou, assim que saímos do restaurante que ele tinha me levado para jantar.

- Um pouco – dei de ombros, sem deixar de sorrir para ele.

Edward acenou para um táxi e abriu a porta traseira para mim, esperando que eu entrasse antes de fazer o mesmo. Eu encontrei-me bocejando um pouco, meus olhos quase se fechando por causa do sono. Ouvi Edward vagamente dizendo ao motorista que estávamos hospedados no The Benjamin, enquanto se ajeitava ao meu lado, puxando minha cabeça e a colocando em seu ombro.

Alguns minutos depois, senti o táxi parando e Edward se movimentando um pouco. Abri os olhos a ponto de vê-lo retirando uma carteira do bolso e estendendo ao taxista uma nota de vinte dólares. Por fim, nós saímos do táxi e adentramos o hotel, Edward me segurando fortemente ao seu lado.

- Você parece muito cansada – comentou, já chamando o elevador. – Não apenas um pouco.

Eu ri, dando de ombros.

- Valeu à pena – disse. – Eu realmente amei o nosso passeio. Obrigada por me trazer aqui.

Ele sorriu aquele seu sorriso torto, aproximando-se e depositando um beijo rápido em minha testa.

- Por nada – piscou. – Sempre, linda, lembra?

E eu apenas sorri, corando um pouco.

Liguei para o meu pai assim que chegamos ao quarto, enquanto Edward ligava para os seus. Charlie me perguntou o que eu havia feito e se eu estava gostando da viagem, o que me fez corar ao me lembrar de tudo o que Edward e eu tínhamos feito na noite passada...

- Está sendo ótimo, pai – comentei. – É uma pena que temos que voltar à realidade amanhã.

Ele riu.

- Tenho certeza de que vocês terão novas oportunidades de voltar, criança – disse.

Charlie se despediu quando bocejei pela terceira vez, demorando um pouco mais do que necessário para lhe responder algo. Ele riu baixinho e eu quase podia visualizar as rugas que apareciam no canto de seus olhos quando ele ria desse jeito.

- Vai dormir, Bella – murmurou. – Descanse, ok? E tenha uma boa viagem amanhã. Mande um abraço para Edward e fale com ele que estou esperando uma visita de vocês.

- Pode deixar, pai – ri. – Obrigada. E eu vou falar.

Desliguei o celular e o coloquei na cômoda, antes de pegar minha mala e selecionar o meu pijama. Dirigi-me para o banheiro, onde tomei um banho rápido. Depois de ter escovado os dentes, voltei para o quarto, encontrando um Edward sentado na cama, ainda com seu celular na orelha.

Joguei-me na cama, apoiando minha cabeça no travesseiro e deixando que meus olhos se fechassem, sentindo-me realmente cansada...

Alguns minutos depois, escutei Edward rir e me virei, abrindo os olhos e o encontrando olhando para mim.

- O quê? – indaguei, apoiando minha cabeça em minha mão.

Ele se deitou à minha frente, seus dedos acariciando meu rosto, seu rosto sério de repente. Eu me aproximei dele, levando meus lábios aos seus e o depositando pequenos selinhos ali antes de beijá-lo.

E o beijo simplesmente se aprofundou alguns segundos depois.

- Hmmm... – murmurei, quando nos separamos para respirar. – Obrigada por esse final de semana. Foi incrível.

Edward sorriu, dando de ombros.

- Não foi nada, linda – sussurrou. – Pretendo fazer muitas viagens com você.

Sorri.

Aproximei-me novamente, passando minha mão livre em seus cabelos, segurando-o no lugar enquanto eu tomava seus lábios em mais um beijo, que logo foi aprofundado.

Eu gemi baixinho quando Edward me virou na cama, ficando por cima de mim. Ele apoiou o peso em seus cotovelos e me encarou por um momento, seus olhos verdes me olhando de forma intensa.

Eu me encontrava a cada momento mais apaixonada por ele.

- Você não tem ideia de quão linda é – sussurrou.

Eu senti minhas bochechas corarem quase que imediatamente.

- Eu adoro quando você cora – ele disse, se aproximando e depositando um beijo demorado em minhas bochechas.

Nós nos beijamos um pouco mais, nos afastando apenas quando necessitávamos respirar um pouco. Quando quebramos o beijo pela terceira vez, Edward apoiou a testa na minha, parecendo estar um pouco ofegante.

Até eu bocejar novamente e isso fazê-lo rir.

Ele se deslocou, saindo de cima de mim, e se sentando.

- Descanse – disse. – Temos um avião para pegar amanhã bem cedo. Eu só vou tomar um banho e já venho deitar com você, ok?

Eu assenti e o assisti se levantar e pegar seu próprio pijama em sua mala. Cobri-me com o edredom, afundando minha cabeça no travesseiro. Tentei esperar por Edward, mas o quarto estava tão escuro e silencioso...

E logo eu estava dormindo.

_

Nós saímos de Nova York na segunda bem cedo, pouco depois das oito da manhã. Chegamos a Seattle ainda de manhã, devido ao fuso horário, e fomos direto para o meu apartamento. De acordo com Edward, iríamos descansar mais um pouco, antes de irmos almoçar na casa de seus pais.

Eu liguei para Sue, oferecendo-me para ir trabalhar logo após o almoço, mas ela me disse para aproveitar a folga para descansar do voo e do fuso horário, voltando apenas no dia seguinte. Edward pareceu feliz com isso, dizendo que ele só iria voltar para a sua empresa no dia seguinte também.

Nós deitamos na minha cama assim que chegamos, abraçados e cobertos, onde trocamos carícias por alguns minutos antes de tirarmos o cochilo. Quando acordamos, nos arrumamos rapidamente antes de seguirmos para a casa dos Cullen, onde almoçamos com Carlisle e Esme.

Assim que aquele dia acabou, Edward e eu voltamos para o meu apartamento. E repetimos o que acontecera no hotel, antes de, mais uma vez, nos entregarmos ao sono.

O tempo pareceu voar depois disso e eu me vi correndo contra o mesmo, tentando resolver tudo da universidade. As coisas pareciam estar caminhando melhor do que eu imaginava e quando agosto chegou, eu tive minha resposta: começaria a estudar em setembro, logo no começo do mês.

Charlie veio para passar um final de semana aqui quando soube disso e me levou para comemorar. Ele tinha esse grande sorriso no rosto, os olhos castanhos idênticos ao meu brilhando de orgulho. E Edward me levou para comemorar depois, parecendo igualmente orgulhoso de mim.

As coisas pareciam tranqüilas. Tudo acontecendo como deveria, tudo mais tranqüilo, tudo seguindo de forma calma. Eu agora tinha consultas com a Dra. Irina de quinze em quinze dias.

E se ela tinha me mostrado – de certa forma, pelo menos – que eu tinha medo e ficava me prendendo no passado, ter aberto meus olhos e me feito perceber que eu estava apaixonada por Edward, e me feito – novamente, de certa forma – me abrir com ele, contando-lhe tudo sobre minha história com Riley, fazendo com que eu finalmente virasse essa página e focasse em mim e em Edward, em nosso relacionamento, ela não teve de me mostrar uma coisa.

Não teve de dizer nada para que eu percebesse uma coisa.

Eu não só estava apaixonada por Edward, como o amava também.

Amava a forma que ele sorria, que seus olhos brilhavam. Amava quando ele erguia a sobrancelha para mim e cruzava os braços sobre o peito, tentando segurar o sorriso que eu sabia que ele queria dar. Amava sua preocupação, seu cuidado... Amava tudo sobre ele, desde os pequenos detalhes até os grandes. Absolutamente tudo.

Amava que ele tenha me feito crescer, amadurecer. Que tenha permanecido ao meu lado, mesmo quando eu ainda tinha medo demais e tinha o expulsado da minha vida.

Eu me pegava o olhando, nu, deitado em minha cama, já adormecido depois de todas as atividades que tínhamos feito. Pegava-me pensando em uma maneira de lhe dizer como eu me sentia, mesmo que eu ainda tivesse um pouquinho de medo de ele não corresponder a esse amor. Podia até ser meio idiota e tudo o mais, mas eu realmente achava que isso não acontecia só comigo.

Podia também não ser grande coisa para a maioria das pessoas, mas eu não queria assim, dizer só por dizer. Queria que fosse em um momento especial, quando eu sentisse que... não sei, talvez quando eu sentisse que fosse o momento certo.

Por isso, eu adiei um pouco e não disse nada nos próximos dias. Continuei trabalhando durante o dia e vendo Edward na hora do almoço e/ou à noite. Quando ele não podia vir devido a uma reunião, eu geralmente almoçava com Alice, Esme, Rosalie... Especialmente com Esme, que vinha se aproximando mais de mim.

Nós conversávamos sobre tudo. Eu me sentia à vontade conversando com ela, como quando eu conversava com Edward e a Dra. Irina.

- E então, Bella... – Ela começou. Era final de agosto e Edward tinha compromissos na hora do almoço, o que me levou a ligar para Esme e convidá-la para almoçar comigo. – Tem planos para o seu aniversário?

Eu fiz uma pequena careta, o que não passou despercebido por ela, que apenas riu.

- Edward quer que eu dê uma festa – dei de ombros –, mas sinceramente, não quero nada disso. Um jantar, talvez.

Ela sorriu.

- Podemos fazer na minha cama, se não tiver problema – disse. – Seu pai vai poder vir no dia do seu aniversário ou vai vir no final de semana?

- Não sei – dei de ombros. – Ele pegou algumas folgas recentemente e acha que não vai dar para vir...

Esme tornou a assentir. Conversamos sobre meu aniversário até o horário de almoço acabar, que foi quando eu tive de voltar para a confeitaria.

Onde eu somente trabalharia até minhas aulas começarem.

Como eu iria estudar no período da manhã, ficaria um pouco difícil conciliar tal coisa com o trabalho na Pigellati. Então, eu havia arrumado um emprego de meio período em uma creche que ficava relativamente perto da minha faculdade. Dessa forma, eu ainda iria ganhar o meu dinheiro – um pouco menos, mas o suficiente para mim –, estudaria de manhã e teria o período da noite livre para estudar e ficar um pouquinho com Edward.

Trabalhei até um pouquinho mais tarde naquele dia e acabei ajudando Sue a fechar a confeitaria. Despedi-me dela assim que vi o carro de Edward estacionado em frente ao local. Ele estava encostado na porta do carro, o sorriso torto que eu tanto amava tomando conta de seu rosto.

- Oi... – murmurei, parando em frente a ele.

Ele me puxou para seus braços, beijando-me gentilmente.

- Oi, linda – disse. – Pronta para ir?

E como sempre eu fazia quando ele perguntava aquilo, eu assenti, deixando que ele abrisse a porta do carro para que eu entrasse.

_

Setembro chegou e junto com ele, minhas aulas começaram, assim como meu novo emprego na creche. Eu estava conseguindo conciliar tudo, mesmo estando apenas no começo. E junto com setembro, também chegou meu aniversário.

Ele amanheceu como qualquer outro dia, exceto pelo homem ao meu lado, já acordado, seus olhos verdes me observando com atenção, sorrindo para mim.

Ele fez questão de me desejar parabéns, levar o café na cama e me entregar um presente: um colar de ouro com um pingente de coração. Era simples e lindo, e eu realmente amei.

Depois de nos arrumarmos, saímos do meu apartamento. Edward me levou até a universidade – como ele fazia todos os dias, mesmo comigo dizendo que não precisava – e seguiu para a empresa. E assim que eu saí da mesma, algumas horas mais tarde, segui para a creche, onde eu ficava até, geralmente, às 19h. Algumas vezes, os pais buscavam suas crianças um pouco antes e eu saía 18h30min. Como aconteceu hoje.

Edward me buscou e me levou para o meu apartamento, onde me banhei e me troquei. Ele também se arrumou em meu apartamento e depois nós seguimos para a casa dos pais dele.

Ele abriu a porta do carro para mim, estendendo sua mão, seus olhos verdes brilhando daquela forma que eu tanto amava, seu sorriso enorme...

- Pronta? – indagou.

E eu somente assenti, entrelaçando seus dedos com os meus e deixando que ele me guiasse para dentro da casa dos seus pais.

Assim que entramos na sala dos Cullen, as luzes se acenderam e todos começaram a cantar parabéns para você para mim. Eu deixei que meus olhos passeassem pela sala, sorrindo ainda mais quando vi Charlie ali, realmente surpresa por ele estar lá.

- Pai! – Eu o abracei, sem deixar de sorrir. – Eu pensei que você não viria...

Ele deu de ombros, se afastando um pouco.

- Eu quis fazer uma surpresa... – comentou.

Abracei todos os outros Cullen, agradecendo por todos os presentes que eu ganhei. Deixei-os no sofá, junto da minha bolsa, e segui-os para a sala de jantar, onde comemos em meio a conversas e risadas. Quando terminamos de comer, Esme trouxe um bolo de chocolate para o centro da mesa, com duas velas no centro. Eu sorri e bati palmas junto com as outras pessoas, realmente feliz – pela primeira vez, talvez – por estar comemorando meu aniversário.

- Faça um desejo – murmurou Edward em meu ouvido, enquanto eu me aproximava do bolo para apagar as velas.

Eu olhei ao meu redor, vendo todos ali sorrindo para mim. Emmett tinha seus braços ao redor de Rosalie e ambos tinham um enorme sorriso no rosto. Jasper e Alice estavam um do lado do outro, batendo as mãos de forma animada. Carlisle e Esme me olhavam com carinho, também sorrindo, como se eu pertencesse àquela família, como se eu fosse uma filha. Charlie estava mais ao canto, ostentando um sorriso enorme, seus olhos brilhando com orgulho.

E Edward... Edward estava ao meu lado, seus olhos me encarando com aquela intensidade que sempre me fazia pensar o que eu havia feito para ter alguém como ele ao meu lado.

E olhando todas essas pessoas, observando-os comemorando meu aniversário como se eu tivesse ganho um prêmio ou algo assim, eu me virei para Edward, buscando sua mão e a apertando com força.

- Não preciso fazer um desejo – sussurrei. – Eu tenho tudo o que eu quero bem aqui.

Eu o olhei durante mais um segundo, ainda sorrindo, antes de virar para o bolo e soprar as velas, sabendo que aquelas palavras que eu havia dito não podiam ser mais verdadeiras.

Notas finais
N/A: Olá novamente! E então, o que acharam? Comecei a fazer o tempo passando um pouquinho mais rápido, mas é assim mesmo. Logo logo vamos ter mais umas coisinhas acontecendo... Vamos aguardar haha.
Esse Edward ♥ Pfvr, muito amor.
Estou realmente feliz por ter conseguido mandar spoiler no capítulo de semana passada ♥ E essa semana também tem. Só deixar e-mail, como vocês já sabem, que até quarta mando pra vocês.
Por hoje, é isso.
Eu realmente espero que tenham gostado.
E ignorado os erros que encontraram pelo caminho hahahahaha. Capítulo não foi betado porque a beta está com problemas na internet. E eu, não querendo atrasar a postagem, dei apenas uma lida rápida, então... Espero que não esteja tão ruim assim.
xx.