Encantado
42 Capítulo Quarenta - The End - Parte I
Notas iniciais
Explico direitinho na N/A, ok?
Agora, boa leitura e preparam-se! O capítulo foi dividido em duas partes e essa já é um pouquinho tensa, haha.
Divirtam-se (; E eu realmente espero que gostem.
Edward POV.
Eu suspirei ao desligar o celular, sabendo que Bella aceitaria se encontrar com Renée novamente, no futuro, caso ela insistisse. Conhecia minha esposa o suficientemente bem para saber que ela não iria conseguir seguir em frente caso não resolvesse tudo isso...
Olhei o relógio, contando os minutos para tê-la perto de mim novamente, e peguei mais um contrato em cima da minha mesa; eu resolvera aproveitar que Bella iria sair para adiantar algumas coisas do trabalho.
Acabei perdendo a noção do tempo enquanto analisava cada detalhe do papel à minha frente, e quando fui olhar o relógio novamente, vi que mais de vinte minutos já haviam se passado desde a ligação de Bella e nada dela chegar.
Franzindo a testa, disquei seu número novamente, mas ela não atendeu. Uma sensação ruim começou a tomar conta de mim, mas eu balancei a cabeça, tentando afastá-la. Era um atraso de pouco menos de dez minutos. Imprevistos aconteciam; talvez ela não estivesse conseguindo arrumar um táxi.
Resolvi esperar mais alguns minutos e tentei voltar minha atenção para o contrato, mas quando me vi lendo a mesma coisa pela décima vez, desisti e me pus de pé, saindo do escritório e indo até a sala.
Olhei pela janela, esperando o sinal de algum táxi ou algo do tipo, me preocupando mais a cada minuto que passava. Tornei a ligar para seu celular e ela não atendeu novamente...
E eu perdi toda a calma que eu tinha.
Disquei o número da casa dos meus pais e perguntei a minha mãe se Bella tinha passado por lá, somente para ouvi-la dizer que não.
- Por quê? – ela indagou quando eu não disse nada em seguida. – Aconteceu algo?
Suspirei, meus olhos ainda olhando para a minha rua.
- Ela foi encontrar com Renée, você sabe... – murmurei. – Me ligou há pouco, dizendo que já estava a caminho de casa, mas ainda não chegou...
- Bom… talvez ela tenha passada na confeitaria da Sue, não? – perguntou.
- É, talvez – suspirei novamente. – Eu vou ligar para lá. Obrigado de qualquer forma, mãe.
- Me ligue de volta quando ela chegar, ok? – falou, antes que eu desligasse. – Só para não me preocupar.
Após murmurar um ‘ok’, liguei para Sue e perguntei se Bella tinha passado lá, somente para tornar a escutar um não. À esta altura, meu coração já batia violentamente contra o meu peito e eu não sabia mais no que pensar...
Se algo acontecesse com ela...
Balancei a cabeça, não concluindo tal pensamento, e disquei para o seu celular novamente. Esta era a terceira vez que eu estava ligando para Bella, mas sentia como se fosse a décima.
E ela, mais uma vez, não atendeu.
Tentei ser racional pelos próximos minutos que se seguiram, ligando para todos os lugares que Bella podia ter passado – a creche, a universidade e a casa de Andy, sua chefe –, mas ela não se encontrava em nenhum deles.
E então, eu comecei a ficar desesperado ao pensar no carro.
No carro preto.
Fazia algum tempo – muito, até – que ele não aparecia e seguia Bella, mas… mesmo assim...
- Oh, Deus – murmurei, engolindo em seco. – Oh, Deus...
Com as mãos trêmulas, tentei ligar para minha esposa novamente e novamente... Liguei repetidas vezes – até eu perder a conta – e ela nunca atendia.
Quase chorando de desespero, disquei o número da casa de Charlie, rezando para que ele estivesse lá. Eu já não conseguia pensar de forma racional; talvez Charlie, sendo um policial, pudesse ajudar.
- Alô? – Ele atendeu ao terceiro toque, sua voz soando cansada.
Mas eu realmente não liguei para tal coisa.
- Charlie! – disse, sabendo que estava soando desesperado. – Você precisa me ajudar! Eu… eu… não sei o que fazer e...
Tentei respirar fundo e me acalmar um pouco, mas estava sendo impossível.
Só conseguiria tal coisa depois que tivesse Bella em meus braços.
- Edward? – indagou, me interrompendo. – O que aconteceu? Respire, filho… eu não consigo te entender.
- Bella! – gritei. – Ela foi se encontrar com Renée… e me ligou, há pouco, dizendo que a mãe não tinha aparecido, que já estava vindo para casa, mas já faz um tempo e até agora ela não voltou...
Ele ficou calado durante algum tempo – talvez segundos, mas no estado desesperado em que eu me encontrava, pareciam horas.
- E ela não atende ao celular também – continuei. – Eu já não sei o que fazer mais, Charlie... Eu… eu...
- Acalme-se, Edward – murmurou, finalmente falando alguma coisa, me interrompendo. – Eu quero que você respire fundo e vá até o lugar que Bella marcou de se encontrar com Renée... Pergunte por lá se alguém a viu, por favor. E me ligue imediatamente depois de ter feito tal coisa.
Assenti, mesmo ele não podendo ver.
- Ok – sussurrei.
- Vá agora, ok? E se mantenha calmo, por mais difícil que seja. Talvez Bella esteja conversando com Renée agora e tenha deixado o celular no silencioso... Não vamos nos precipitar.
Disparei até o meu escritório assim que finalizei a ligação, sentindo meu medo aumentar a cada minuto. Peguei minhas chaves e corri de volta para a sala, sem pegar o casaco que ficava próximo à porta, e mal a fechando e trancando enquanto disparava até a garagem. Não me importei com regras de trânsito enquanto me dirigia até a lanchonete, implorando pela mesma coisa na minha mente toda hora.
Que ela esteja lá, que ela tenha deixado o celular no silencioso, que Renée e ela estivessem conversando... Que Charlie esteja certo.
Porque caso ele não estivesse… eu realmente não tinha ideia do que fazer.
Soltei um suspiro quando vi a lanchonete, e mal estacionei e já estava saindo do quarto, pouco me importando com o alarme do mesmo. Entrei no local, meus olhos já disparando para todas as mesas, procurando por minha esposa e sua mãe.
Mas não havia nenhum sinal das duas.
Lembrei-me do que Charlie tinha dito e procurei respirar fundo, não deixando o desespero tomar conta de mim – não agora, pelo menos. Caminhei de forma rápida até o balcão e parei uma garota que estava servindo um pedaço de torta a outra pessoa.
- Com licença... – murmurei, pegando minha carteira e tirando uma foto de Bella. – Você viu esta mulher por aqui? Pode me dizer se ela saiu há muito tempo?
- Hmmm... – A moça sorriu gentilmente para mim e se inclinou, dando uma boa olhada na foto. – Acredito que a vi sim… e ela estava sozinha. Acho que servi um café a ela, mas não me lembro do momento de ela ter saído, sinto muito.
Engoli em seco, mas assenti, murmurando um “obrigado” bem baixo.
- Ah, mas Garry é mais atento que eu, embora ele não tenha chegado há muito tempo... – sussurrou, seus olhos procurando por alguém. – Hei, Garry, você viu essa garota aqui?
O tal Garry se aproximou com um sorriso no rosto e uma bandeja vazia nas mãos, e se inclinou ao meu lado, dando uma boa olhada na foto. Peguei-me observando sua reação, rezando para que ele soubesse onde Bella estava, a que momento ela tinha saído...
Eu não sabia por quanto tempo mais podia ser racional.
- Oh, sim, eu a vi – ele disse, ainda sorrindo. – Ela estava falando com duas pessoas quando eu cheguei para trabalhar...
- Duas pessoas? – indaguei. Renée e alguma amiga, ou amigo, talvez? – Tem certeza?
Ele assentiu.
- Um homem e uma mulher – afirmou. – Parados em frente a um carro preto, se não me engano... Mas não escutei o que eles falaram e...
Deixei de escutar o que ele estava dizendo naquele momento, minha mente ficando em branco. Renée… seguindo a própria filha? Mas… por quê?
- Você ouviu o nome de algum deles? – indaguei, não me importando se estava o interrompendo ou não. – Ou viu se ela entrou no carro?
Ele parou para pensar durante um momento, inclinando a cabeça para o lado e cerrando os olhos. E por mais que ele estivesse ajudando naquele momento, tudo o que eu queria era socá-lo para fazer com que ele falasse mais rápido.
- Não, sinto muito – disse. – Quando eu entrei, ela ainda estava lá, parada próximo ao carro, perto de outras duas pessoas... Isso é tudo o que eu sei.
Assenti.
- Obrigado – murmurei. – Mesmo.
Acenei rapidamente e me virei para sair, já sacando meu celular e ligando para Charlie.
- O carro preto, Charlie – eu disse, assim que ele atendeu ao telefone. – O pessoal da lanchonete a viu perto do carro preto junto de duas pessoas, um homem e uma mulher.
Charlie ofegou.
- Escute, tenho alguns amigos em uma delegacia aí – disse, alguns segundos depois. – Eu quero que você vá para lá e procure por Eric. Ele é um grande amigo meu e vai ajudar... Vou ligar para ele e deixá-lo a par de tudo...
- Certo – murmurei, pegando as chaves do meu carro e me atrapalhando para abrir a porta do mesmo. – E depois?
- Estou a caminho daí, filho – disse. – Estarei chegando assim que possível.
E então, assim que desliguei o celular, estava dirigindo a todo o vapor para a delegacia.
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Ajeitei-me na cadeira, sentindo-me inquieto, enquanto brincava com o copo de café em minhas mãos. Meu peito estava apertado e estava sendo um pouco difícil respirar, talvez, eu não tinha certeza.
Já era noite. E já haviam se passado horas desde que Bella dissera que estava voltando para casa.
Charlie já havia chegado há algum tempo e estava conversando com dois colegas seus, Eric e Gregory. Nenhum de nós tinha ideia do que fazer ou qual pista seguir, e eu me encontrava mais desesperado a cada minuto que passava.
- Edward? – Escutei minha mãe me chamar, mas não levantei minha cabeça para olhá-la. – Está tudo bem? Por que você não tenta comer um pouco, filho?
Eu dei de ombros, mas não a respondi.
Depois de estar explicando ao pessoal da delegacia a mesma história pela quinta vez, minha mãe me ligou, cobrando notícias de Bella. Eu não me lembrava exatamente do que havia sido dito, embora soubesse que tivesse dito a ela que estava na delegacia e que Bella ainda não tinha aparecido.
Nenhum sinal dela. Em horas.
Como vinha fazendo de cinco em cinco minutos – talvez menos –, peguei meu celular no bolso, apenas para verificar se havia alguma mensagem ou ligação nova.
Mas exatamente como das outras vezes, não havia nada; absolutamente nada.
E isso só me deixava mais preocupado.
Quando cheguei à delegacia, eles tentaram rastrear o celular de Bella, mas já era tarde; o mesmo já havia sido desligado há muito tempo. Alguma coisa tinha acontecido. Bella não desligaria o telefone e sumiria assim.
Eu só a queria aqui, em meus braços, comigo.
E nada mais.
Era pedir muito?
Levantei-me, quando ficar sentado tinha se tornado demais, e comecei a andar de um lado para o outro, pensando em todos os lugares que ela podia ter ido. O hotel onde Renée estava ficando – e que eu guardara o número e endereço, graças a Deus – já havia sido verificado, e fora algumas roupas, nada de importante tinha sido encontrado, além de digitais e mais digitais. Elas estavam sendo analisadas, mas eu não levava muita fé nelas; provavelmente pertenciam à própria Renée e aos funcionários do hotel.
- Edward?
A voz que me chamou agora não pertencia à Esme e sim, a Charlie, que me fitava um pouco apreensivo. Eu admirava a sua força e sua calma, diante da situação, me perguntando como ele conseguia ficar tão calmo mesmo com sua filha desaparecida, aparentemente seqüestrada por sua ex-mulher – que os tinha abandonado anos atrás.
Tudo era tão confuso...
- O quê? – eu indaguei. – Vocês têm alguma pista? Alguma ideia de onde ela pode estar?
Ele engoliu em seco.
- Eles identificaram as digitais no quarto de Renée – murmurou, parecendo um pouco nervoso.
- E? – insisti. – Pertencem à própria Renée e aos funcionários do hotel, não é?
Eu percebi que algo estava muito errado quando Charlie negou, seu bigode se contraindo um pouco.
- Não – ele murmurou. – Quer dizer, haviam digitais dos funcionários, mas… tinha uma outra... Uma outra que pertencia a alguém que nós dois conhecemos muito bem, infelizmente.
Franzi a testa, incapaz de pensar em uma pessoa.
- Quem? – indaguei.
- Suas digitais já estavam no sistema, já que ele passou um tempo preso... – murmurou, e eu arregalei meus olhos ao pensar em uma pessoa, minhas mãos imediatamente se fechando em punhos. – Não sei como não pensamos nisso antes e...
- Quem era, Charlie? – eu perguntei, o interrompendo. – Quem?
Ele suspirou.
- Riley – disse. – Riley Biers.
Bella POV.
Meus olhos disparavam de Renée para Riley e de Riley para Renée, e eu abria minha boca diversas vezes, somente para fechá-lo logo em seguida, as perguntas que eu queria fazer travadas na minha garganta.
Eu provavelmente estava sonhando.
Aquilo realmente não podia ser real.
Nenhum de nós três falou nada durante alguns minutos, e a cada segundo que se passava eu sentia meu coração acelerar. Queria me mover para longe e correr até um táxi, mas minhas pernas pareciam ter perdido a capacidade de andar; eu não sabia se seria capaz de me mover naquele momento.
- Isabella... – Desviei meus olhos de Renée, que continuava calada e séria, para Riley, que agora tinha um sorriso no rosto. – Pensou que nunca mais nos veríamos?
Continuei o fitando, sem dizer nada, não sendo capaz de encontrar minha voz naquele momento. Em minha mente, porém, eu tentava entender por que Renée e Riley estavam juntos naquele momento, no carro preto, em frente ao local aonde, supostamente, eu e a primeira iríamos nos encontrar.
- Por que você não entra, Bella? – Renée disse, fazendo com que eu a olhasse novamente. – Você não quer que conversemos aqui, no meio da rua, não é?
Imediatamente, eu neguei e dei alguns passos para trás. Virei meu rosto, olhando em direção à rua e às lojas, soltando um suspiro de alívio quando vi que elas estavam cheias. Eles não iriam me obrigar a entrar em um carro que eu não queria com a rua tão cheia.
Não quando eu poderia gritar e chamar a atenção de todos que estavam presentes ali.
- Não mesmo – eu disse, enfim encontrando minha voz. – Não tenho nada para conversar com você... Com nenhum de vocês.
Imediatamente, ao olhar para Riley, vi sua face mudar. Seu sorriso desapareceu e seus olhos se estreitarem, e, ao olhar para as suas mãos, vi que elas estavam fechadas em punho.
- Entre, Bella – ele murmurou. – Não quer que a gente te force… ou quer?
Antigamente, provavelmente eu teria entrado naquele carro imediatamente, com medo do que Riley poderia fazer a mim. Agora, porém, eu era alguém diferente. Eu tinha mudado, e tinha entendido e aprendido muitas coisas desde que tinha ido parar no hospital por causa dele. Não precisava ter medo e vergonha mais.
Quem deveria sentir vergonha era ele, por ser capaz de fazer o que ele fazia com uma mulher.
- Ah, é mesmo? – eu me vi dizendo antes que pudesse me conter. – Vai me obrigar? Pois eu acho que vou me arriscar... Quero ver você fazendo tal coisa perto de tantas pessoas assim...
Escondi um sorriso quando o vi estremecer um pouco, sentindo-me orgulhosa de mim mesma. Por mais que eu ainda tivesse várias questões que só poderiam ser respondidas por eles, caso eu aceitasse entrar naquele carro, eu não iria fazer tal coisa, não iria correr esse risco.
Abri a boca para dizer a eles para me deixarem em paz e que eu estava indo embora, mas meu celular escolheu aquele momento para tocar. Soltei um suspiro, sabendo que era Edward – já que eu dissera a ele que chegaria em alguns minutos e até agora não dera sinal de vida –, e movi minhas mãos, abrindo minha bolsa e pegando o celular.
Riley sorriu.
- Ah, aposto que é o marido – ele riu, e balançou a cabeça. – Está gostando da vida de casada, Bella? Oh… espere, você já foi casada antes!
Franzi os lábios para ele, já pronta para atender a ligação de Edward, mas antes que fizesse isso, ele desistiu e meu celular parou de tocar.
- Olha, eu vou embora – murmurei, olhando do rosto de Riley para o de Renée. – Não tenho nada para conversar com vocês. Só… me deixem em paz.
Comecei a me mover para longe deles, meus olhos à procura de um táxi. Andei durante o que pareceu ser alguns minutos até achar um, e já ia dar o sinal para pará-lo quando senti algo em minhas costas, ao mesmo tempo em que meu celular tornava a tocar.
- Não achou que eu a deixaria ir embora assim, tão facilmente, não é? – Riley sussurrou, pressionando um objeto pontiagudo em minhas costas. – Então, por que você não dá meia volta e entra no carro, antes que eu te fure aqui mesmo?
Engoli em seco, pensando no que fazer.
- Você não faria isso – eu murmurei. – Posso gritar e todos aqui saberão quem fez isso comigo... Vai querer arriscar e voltar para a cadeia, Riley?
Escutei-o murmurar alguma coisa, mas não consegui identificar o que era, já que estava baixo demais.
- Olha aqui, Isabella... – Virou-me, e eu finalmente pude ver que o que ele estava segurando era uma pequena faca. – Não sei o que te deu na cabeça para começar a me desobedecer agora, mas eu juro que, se você não entrar naquele carro agora… eu vou fazer o seu marido pagar... Pode não ser hoje e nem amanhã, mas eu vou.
Senti meu coração acelerar imediatamente ao escutá-lo dizer tal coisa.
- Então, você vai entrar no carro agora e ficar bem quieta – sussurrou. Meu celular tornou a tocar. – E vai me entregar este celular... Porque senão… você vai se arrepender futuramente. Nem que seja a última coisa que eu faça na vida.
Ainda meio perplexa pelo que eu acabara de ouvir, deixei que ele me guiasse de volta para o carro, meu coração batendo a cada vez mais rápido. Eu não sabia o que aconteceria daqui para frente e não tinha ideia do por que de Renée e Riley estarem trabalhando juntos, mas… eu não podia deixá-los machucar Edward. Não ele.
Nunca.
Vi a porta de trás do carro preto ser aberta e entrei, sem mostrar nenhuma resistência. Olhei para a tela do meu celular, vendo ali já três ligações perdidas, sabendo que Edward não desistiria, que ele já deveria estar morrendo de preocupação e que ele logo começaria a ligar para o meu pai, para sua família...
- Entregue seu celular para Renée, Isabella. – Riley disse, já ligando o carro e o colocando em movimento. – Anda!
Obedeci, em nenhum momento olhando para os dois. Edward me mataria... Edward me mataria caso eu saísse viva daqui...
Eu tinha certeza disso.
Algum tempo depois, Riley virou em uma rua e parou em frente à uma pequena casa, meio antiga, e entrou na garagem. Eu retirei o cinto de segurança e me movi, abrindo a porta do banco de trás e saindo.
- Vem, venha aqui. – Riley me puxou pelo braço, me empurrando para dentro de casa.
O local era um pouco sujo, mas nada que fosse tão ruim assim. Riley me empurrou até um canto da casa e abriu uma porta, ao final de um corredor, e me empurrou lá para dentro.
- Você vai ficar aqui durante algum tempo, querida – piscou, sorrindo, antes de sair.
Olhei ao redor, engolindo em seco, e andei pelo quarto, me sentando na ponta da cama. Permaneci ali durante horas, torcendo minhas mãos, sem saber o que aconteceria dali para frente, ora olhando para a porta, ora olhando o chão. Peguei-me mordendo o lábio inferior algumas vezes – diversas, na verdade –, me sentindo mais nervosa a cada minuto que passava.
E então, cerca de três horas depois, a porta do quarto se abriu.
Notas finais
Sorry por não ter postado ontem, mas como disse, ainda não sabia se daria para dividir ou não e não queria postar nada correndo. Como é o último capítulo e tenho algumas coisas pra explicar, quero ir com calma, afinal, não quero deixar nenhuma ponta solta (;
Então, deixem reviews, deixem e-mails (caso queiram spoiler) e a gente se vê no domingo, ok?
Até lá ♥
xx
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