Encantado
20 Capítulo Dezenove - Won't Give Up
Notas iniciais
Edward POV.
No dia seguinte, acordei antes de Bella. Ao invés de me levantar e ir me trocar no banheiro, simplesmente fiquei ali, olhando para ela. Lembrei-me de ter saído do banheiro, decidido a passar a noite no sofá, com medo de ela estar receosa por causa do nosso selinho. Meu peito se encheu de alegria ao me lembrar dela perguntando se eu não ficaria na cadeira e eu me peguei sorrindo só com a memória.
Suspirei pesadamente, vendo como seu rosto parecia tão sereno enquanto dormia. Seus lábios, de um rosa natural e lindo, entreabertos, os cílios escovando a bochecha, os cabelos emoldurando o rosto com perfeição.
Lembrei-me de tudo o que Riley me dissera ontem, me perguntando como alguém podia ser capaz de ferir alguém como Bella. Se eu tivesse tido a sorte que ele tivera... Eu aproveitaria cada minuto.
Fiquei ali, durante alguns minutos, observando-a enquanto dormia. Aos poucos ela foi remexendo na cama e logo em seguida começou a abrir os olhos, revelando aqueles dois orbes castanhos para mim.
- Bom dia – sorri.
Ela bocejou, para logo em seguida corar. Eu ri suavemente.
- Bom dia – suspirou. – Dolorido?
Dei de ombros, tentando ignorar a dor nas costas.
- Está tudo bem, realmente – disse. – Não se preocupe com isso. Se sente melhor?
- Um pouco – assentiu. – Quero ir embora logo. Não aguento mais ficar deitada.
Sorri para ela, meus dedos acariciando suas mãos.
- Só esperar meu pai vir e te liberar. – Ri um pouco ao vê-la revirar os olhos. – Enquanto ele não vem, que tal eu chamar a enfermeira para te ajudar a tomar um banho e trazer uma comida?
Ela assentiu e um sorriso tímido tomou conta do seu rosto. Depositei um beijo rápido em sua mão, sorrindo ainda mais ao ver aquele tom rosa tomando conta de suas bochechas. Levantei-me de um pulo, fazendo uma careta para minha dor nas costas.
Bella riu.
- Acho que alguém vai precisar de um remédio. – Ergueu a sobrancelha, aquele sorriso ainda brincando em seus lábios. – Eu deveria ter falado para você ir dormir no sofá.
Dei de ombros.
- Está tudo bem – disse. – Uma noite de sono resolve tudo. Vou ali chamar a enfermeira e dar uma passada no escritório do meu pai.
- Vá para casa também, Edward – murmurou. – Por que não toma um banho, come algo, enquanto eu faço o mesmo?
Assenti para ela, acenando mais uma vez. Saí do quarto, ainda sorrindo e corri pelo corredor ao avistar a enfermeira que cuidara de Bella nos últimos dias. Disse a ela que Bella havia acordado e caminhei até o escritório do meu pai, torcendo para que ele não estivesse atendendo nem em alguma cirurgia.
Encontrei-o saindo da sala, um prontuário nas mãos. Acenei para ele e o mesmo retribuiu com um sorriso crescendo em seu rosto.
- Ei, Edward – abraçou rapidamente. – Estou indo dar alta à Bella agora... Você que vai levá-la lá para casa?
- Vou – assenti, sorrindo também. – Vou dar uma passada em casa, tomar um banho e comer algo, enquanto ela faz o mesmo. Depois venho buscá-la.
- Certo – riu. – Ela está tomando banho agora?
Encolhi os ombros.
- Eu chamei a enfermeira quando estava saindo de lá, então acredito que sim.
- Vou ligar para sua mãe primeiramente então, para avisar que Bella sairá do hospital hoje. Depois dou uma passada lá.
- Ok. Volto em breve, pai. Qualquer coisa me ligue.
Ele assentiu, tornando a entrar na sua sala. Dei meia volta e corri até o estacionamento, pegando meu carro. Queria estar de volta o mais rápido possível e levar Bella para a casa dos meus pais. Enquanto dirigia, liguei para minha assistente, pedindo que agendasse todos os meus compromissos para amanhã e que mandasse os mais urgentes por e-mail.
Cheguei a minha casa e corri para o banheiro, deixando que a água quente batesse em minhas costas. Tomei um analgésico para minha dor assim que saí e preparei um lanche rápido.
Enquanto comia, comecei a pensar no que tinha acontecido ontem. Não sabia se Bella e eu devíamos falar sobre isso. Ela tinha acabado de concordar em denunciar o canalha do Riley, sairia hoje do hospital e estava se curando. Eu sabia que me encontrava a cada dia mais apaixonado por ela, que esse sentimento só estava aumentando... Mas será que Bella poderia algum dia me amar de volta?
Engasguei com a comida, congelando imediatamente no lugar. Amar?
Eu me lembrava perfeitamente de quando Alice tinha dito que eu havia me apaixonado e eu tentei negar. Naquela época, mesmo tendo conseguido Bella há pouco tempo, eu me encontrava completamente encantado por ela. O modo que suas bochechas coravam, seu sorriso, seu jeito desastrado. Ela era encantadora, ela era linda.
Porém, eu nunca pensei em amor. Por mais que esse sentimento estivesse crescendo, eu nunca tinha me permitido pensar assim, tinha me permitido ir tão longe.
Estava querendo me proteger, sabendo que amar alguém que era casada e que tinha se afastado de mim, não me traria futuro. Entretanto, ainda aqui, parado em minha cozinha e olhando para o meu prato quase intocado, percebi que tinha sido tudo em vão.
Estendi minha mão, puxando meu celular e mandando uma mensagem para Alice.
Pode passar aqui em casa agora? Eu preciso muito conversar com você.
Esperei um pouco, respirando fundo e enterrando meu rosto em minhas mãos. Eu havia prometido que estaria ali por Bella, sempre, para o que ela precisasse de mim. E estaria. Só que agora, sabendo que eu a... Amava... Será que eu conseguiria ser só amigo?
Meu celular escolheu aquele momento para vibrar. Peguei-o, esperando que Alice estivesse avisando que estava vindo e logo chegaria.
Estou no hospital, ajudando Bella a se vestir. Papai passou aqui e deu alta a ela... Você vai vir buscá-la e podemos conversar quando chegarmos lá em casa ou nos encontrará lá?
Pensei por um momento. Eu queria muito conversar com Alice, mas havia prometido voltar e também queria muito levá-la para casa dos meus pais.
A gente conversa depois. Estou indo para aí agora.
Guardei meu celular e me forcei a voltar a comer. Corri para o banheiro e escovei os dentes rapidamente, antes de partir novamente para o hospital. Tentei me esquecer do que tinha admitido a mim mesmo naquele dia, mas parecia impossível.
Estacionei e fui até o quarto de Bella, batendo à porta antes de abrir. Ela estava pronta, rindo. Sorri e andei até ela.
- Pronta para ir? – indaguei, acenando rapidamente para Alice e meu pai.
- Claro – riu.
Peguei a bolsa que estava na mão dela, ignorando seus protestos e me despedi do meu pai. Esperei que Bella agradecesse por todos os cuidados e com um aceno rápido, estávamos a caminho de ir para casa.
Alice e eu trocamos um olhar, mas nada dissemos. Ela disse que nos encontraria em breve, já que tinha vindo em seu carro. Assenti, já abrindo a porta do carona do meu carro.
Ajudei Bella a se sentar, sorrindo ao ver aquele tom rosa tomando conta de suas bochechas novamente. Meu coração parecia bater mais rápido agora e eu não sabia se era só imaginação minha ou se era o fato de ter descoberto que meus sentimentos por ela eram ainda mais fortes.
Dei a volta no carro e entrei.
- E então, quer passar em algum lugar para comer? – indaguei, enquanto saía do estacionamento. – Podemos mandar uma mensagem para Alice e pedir que ela nos encontre lá ou algo assim.
Bella sorriu para mim, balançando a cabeça.
- Acho que é melhor irmos para a casa dos seus pais – disse. – Acabei de comer no hospital, não estou realmente com fome. Mas se você estiver eu não me importo de esperar enquanto come.
- Não, está tudo bem – dei de ombros. – Só pensei que você gostaria de comer algo, eu comi antes de vir para cá.
Ela assentiu.
Ficamos em um confortável silêncio até chegarmos à casa dos meus pais. Alice chegou praticamente junto conosco e levou a bolsa de Bella enquanto eu a ajudava a subir os degraus da varanda.
- Você sabe que eu consigo subir, certo? – indagou, rindo um pouco.
- Eu sei – sorri para ela. – Eu só não quero que você tropece e caia.
Ela riu de novo, me fazendo sorrir feito um bobo apaixonado. Como ela podia ficar ainda mais linda rindo?
- Bella! – Virei minha cabeça e vi minha mãe na sala assim que entramos, com um sorriso enorme no rosto. Ela avançou a Bella e lhe abraçou com todo o cuidado, colocando suas mãos só nos ombros dela. – Se sentindo melhor, querida?
Bella assentiu rapidamente, apertando as mãos de Esme com carinho.
- Obrigada por me convidar a ficar com vocês, Esme – sorriu.
- Não se preocupe com isso. – Ela revirou os olhos, puxando Bella até o sofá e a fazendo se sentar. – Sente dor, fome, sono?
Alice riu alto e eu me vi rindo logo em seguida. Percebi que eu não era o único que era encantado por Bella. Toda a minha família parecia se sentir assim também.
- Mãe, posso usar o escritório do meu pai rapidinho? – indaguei. – Preciso dar uma olhada em coisas da empresa.
Esme revirou os olhos, já sentada ao lado de Bella.
- E precisa pedir? – retrucou. – Vá querido, mas não demore. Tomaremos um café da tarde especial daqui a pouco, juntos. Seu pai vai chegar também.
Assenti.
- Qualquer coisa é só me chamar – falei, olhando para Bella. Eu vi que ela assentiu, ainda sorrindo, parecendo extremamente confortável ali.
Senti-me ainda mais feliz. Caminhei até o escritório, pensando em quão leve me sentia. Ainda não sabia o que faria quanto ao fato de estar completamente louco por Bella, porém só de saber que ela estava bem, que ela não teria de voltar para o Riley, só de pensar que ela estaria segura, que ninguém mais a machucaria...
Sentei-me diante do laptop do meu pai, ligando-o e já acessando meu e-mail. Li todos com atenção, suspirando pesadamente ao ler um problema com uma das empresas filiais. Se eu não conseguisse resolver em breve, teria de viajar para Los Angeles o mais rápido possível.
Fiquei ali durante meia hora, fazendo anotações do que poderia tentar para melhorar tudo. Por fim, desliguei o computador, ao mesmo tempo em que Alice adentrava o escritório.
- E então... – Se aproximou, se jogando no sofá que havia ali. – O que você queria falar comigo?
Suspirei pesadamente.
- Eu... – comecei, falando em um tom baixo que Alice poderia ouvir, mas alguém de fora do escritório não. – Eu meio que descobri algo hoje.
Minha irmã estreitou seus olhos verdes e sua testa se franziu em confusão.
- Descobriu o que, Edward? – indagou.
Tornei a suspirar, movendo minhas mãos do colo e as passando no rosto e cabelo.
- Eu estou mais do que apaixonado por Bella – sussurrei. – É algo que não posso controlar... E sinceramente, não sei o que fazer.
Alice respirou fundo, se sentando no sofá e inclinando em minha direção.
- Edward... – começou. – Você a ama?
Assenti rapidamente.
- Sim – sorri. – Pode parecer maluco, porque ela ainda, querendo ou não, é casada e tem tanto ainda a fazer, mas... Não posso evitar, não quero evitar. Eu a amo, Alice, e simplesmente não tenho ideia do que vou fazer.
Ela sorriu também.
- Você não vê o mesmo que eu? – perguntou. Ergui a sobrancelha para ela, sem conseguir entender o que ela queria dizer com aquilo. – Bella gosta de você, Edward. Ela pode não ter se dado conta disso ainda, mas agora, com ela se separando e o Riley indo para a cadeia... Há esperanças para vocês dois.
Respirei fundo, querendo muito acreditar no que minha irmã havia dito, mas com medo de me precipitar e acabar magoado depois.
- Será? – murmurei.
- Não desista, Edward – disse. – Só vai com calma, as coisas vão dar certo para vocês.
Abri a boca, mas antes que pudesse dizer algo, minha mãe nos gritou, fazendo com que Alice e eu ríssemos. Levantei-me, já caminhando até a porta, mas a mão de Alice me puxou, impedindo-me de sair.
- Fique tranquilo e confie em mim – sorriu. – Só não desista.
Olhei para ela e fiquei calado durante alguns segundos, para logo em seguida retribuir o seu sorriso.
- Eu não vou – prometi.
Saímos do escritório e caminhamos até a sala de jantar. Bella já estava sentada e tinha um sorriso no rosto, sua cabeça inclinada em direção a minha mãe.
- O que você está contando a ela, mãe? – indaguei, me sentando ao lado de Bella e estreitando os olhos para Esme.
As duas riram.
- Estava falando de quando você e seus irmãos eram pequenos – deu de ombros. – Bella está gostando de ouvir.
- É mesmo? – Virei-me para ela.
- Claro – assentiu, com um sorriso animado grudado em seu rosto. – Nunca tive irmãos, então é gostoso de ouvir o que vocês aprontavam.
Eu assenti, puxando um copo e servindo um pouco de suco para mim.
- Terei que conversar com Charlie se quiser saber o que você aprontava quando criança e adolescente – brinquei.
Minha mãe e Alice – sentada ao lado de Esme – riram. Naquele momento, meu pai chegou, sorrindo. Ele depositou um beijo na testa de minha mãe e irmã, antes de dar a volta na mesa e me abraçar e depositar outro beijo na testa de Bella, o que a fez corar.
Sorri para isso.
- Então, sobre o que vocês falavam? – indagou Carlisle, já sentada na ponta da mesa.
- Eu estava falando com a Bella – comecei – que vou perguntar ao Charlie sobre as travessuras dela.
Bella deu de ombros, sorrindo.
- Não aprontava nada – disse. – A não ser que ir para hospitais constantemente seja considerado como aprontar. Porque se for, então eu devia ser a pior criança e adolescente do mundo.
Eu ri, entendendo o que ela queria dizer. Meu pai franziu a testa, parecendo confuso.
- Hospitais? – murmurou. – Por que você ia muito a hospitais?
Bella corou imediatamente, mordendo o lábio inferior.
- Eu era... – parou. – Na verdade, eu sou... Um pouco desastrada. Então, na minha infância e adolescência, vivia caindo muito. Tropeçava na escada, no sofá, na cadeira, em meus próprios pés... Meu pai perguntou se era normal a um médico, certa vez. Eles fizeram exames e não acharam nada.
Meu pai riu, balançando a cabeça.
- Entendo – disse.
Nós conversamos durante algum tempo, mal percebendo o tempo passando. Minha mãe insistiu que voltássemos para a sala, assim Bella ficaria confortável, e nós fomos. Sentamo-nos no sofá e ficamos contando casos de quando éramos pequenos, da faculdade. Eu me senti bem por estar compartilhando um pouco da minha vida com Bella daquele jeito. Feliz por ela estar com a minha família naquele momento.
Em algum momento, voltamos para a sala de jantar e jantamos. Emmett chegou, trazendo Rosalie, e eu sorri ao ver meu irmão tão feliz por estar com aquela mulher. Ela parecia um pouco na dela, mas uma vez que começasse a conversar, era bem simpática.
Decidi dormir naquela noite, ali, apenas para aproveitar mais a companhia de todos... E de Bella, principalmente dela. Ajudei-a subir para o quarto de hóspedes logo após o jantar e enquanto Alice a ajudava a trocar de roupa, corri para o meu e fiz o mesmo. Tornamos a descer e começamos a ver alguns filmes.
Era aproximadamente onze da noite quando me virei para Bella, querendo saber como ela estava se sentindo. Sorri ao vê-la adormecida, seu corpo completamente relaxado contra o sofá.
- Alice... – murmurei. – Vou levar Bella para o quarto e depois vou dormir. Tudo bem se você ficar aqui?
Jasper tinha uma reunião importante e não pudera vir jantar conosco. Alice tinha ficado um pouco chateada, mas acabara entendendo.
- Claro – revirou os olhos. – Vá. Boa noite, Edward.
- Boa noite, Allie.
Levantei-me e ergui o corpo de Bella com cuidado, sorrindo ao vê-la se aconchegar em meu peito e suspirar. Andei com cuidado até o quarto de hóspedes, feliz por sentir seu corpo contra o meu.
Empurrei a porta do quarto com o meu ombro e a depositei na cama com ainda mais cuidado. Puxei as cobertas e as apertei contra ela, parando por um momento ali.
- Edward... – sussurrou.
Assustei-me por um momento, pronto para responder. Será que eu a machucara quando a ergui nos braços? Não disse nada, porém, quando percebi que ela estava dormindo e que, mais uma vez, dissera meu nome enquanto dormia.
Peguei-me sorrindo, sentindo meu coração acelerar contra meu peito. Balancei a cabeça e suspirei, abaixando-me um pouco para depositar um beijo rápido em sua testa.
- Boa noite, Bella – murmurei. – Durma bem.
Dei uma última olhada nela antes de sair do quarto e seguir para o meu. Deitei-me na minha cama, ainda sorrindo, lembrando toda a conversa que eu tive mais cedo com Alice.
Como havia dito a ela, não desistira de Bella. Não sabia o que me aguardava no futuro, mas não estava pronto para desistir.
Estaria ao lado dela, sempre. Como amigo ou como algo a mais. Mas sempre.
Bella POV.
Acordei sentindo uma pontada no corpo. Girei-me um pouco, ainda sem abrir os olhos, vendo que tinha dormido em uma posição que incomodava um pouco. Tentei fechar os olhos e voltar a dormir, mas simplesmente não consegui.
Lembrava-me do que tinha sonhado naquela noite. Edward e eu estávamos saindo, juntos. Não acontecera nada demais. Apenas jantávamos e dávamos as mãos de vez em quando. Então, por que me peguei sorrindo de repente?
Balancei a cabeça e me levantei, fazendo uma careta ao sentir um pouco de dor. Não era nada comparada a dor que eu sentia quando estava com o dreno, mas incomodava bastante.
Mordi o lábio inferior sem saber o que faria em seguida. Queria tomar um banho, mas não sabia exatamente aonde Alice havia colocado as coisas que eu precisava e não confiava em mim mesma o bastante para descer as escadas sozinhas sem cair e ter que voltar ao hospital.
Felizmente, Alice escolheu aquele momento para aparecer e me ajudou. Conseguia tomar banho sozinha, mas me vestir – principalmente quando era calça jeans – era um pouco difícil, então ela ficou esperando no quarto enquanto eu me banhava rapidamente.
Descemos logo em seguida e seguimos para a cozinha. Esme estava ali, colocando algumas coisas sobre o balcão, e ela sorriu quando me viu.
- Bom dia, Bella – cumprimentou-me. – Dormiu bem?
Assenti, sorrindo para ela.
- Sim – respondi. – Obrigada, Esme.
Nós nos sentamos e começamos a comer. Percebi que nem Edward e nem Carlisle estavam ali.
- Onde estão Edward e Carlisle? – indaguei.
Alice sorriu.
- Meu pai teve que ir para o hospital – começou. – Edward foi para a empresa. Pediu-me para lhe dizer que ele queria muito poder tomar café conosco, mas ele tinha algumas coisas importantes para resolver hoje.
- Ah, certo – assenti.
Aquele dia foi um pouco longo. Sue e Angela deram uma passada na casa dos Cullen, para me visitar. Tomaram café conosco e conversaram um tempo comigo, garantindo que estava tudo bem na confeitaria e que meu emprego estaria me esperando quando eu pudesse voltar a trabalhar.
Por fim nós nos despedimos e eu peguei o livro que meu pai me deu para terminar de ler. Alice e Esme ficaram comigo tanto quanto puderam, se desculpando quando tinham que dar uma saída rápida. ‘
Edward só chegou à noite, bem tarde, quando eu já estava me preparando para dormir. Eu me encontrava deitada, terminando o livro, quando uma batida soou à porta.
- Entre – gritei, colocando o livro de lado.
Sorri ao vê-lo passar pela porta. A camisa estava enrolada até os cotovelos e os primeiros botões de sua camisa estavam abertos, a gravata totalmente bagunçada. Ele sorriu para mim, se escorando no vão da porta, parecendo bastante cansado.
- Oi – sorri. – Está tudo bem?
Ele suspirou pesadamente.
- Dia difícil na empresa – deu de ombros. – E você, está bem?
Assenti, ainda sorrindo.
- Eu vou ter que viajar – ele soltou de repente. – Amanhã, na verdade. Não queria, mas estou tendo problemas com a filial de Los Angeles e vou ter que ir até lá.
Senti meu coração apertar no peito, embora não entendesse o porquê.
- Oh – suspirei. – Vai ficar quanto tempo fora?
- Não muito, acredito eu – encolheu os ombros. – Três ou quatro dias.
Assenti.
- Só passei aqui para te desejar boa noite – continuou. – Vou partir amanhã bem cedo, provavelmente não te verei.
Levantei-me da cama com cuidado e caminhei até ele. Desejei poder abraçá-lo apertado e, sabendo que se fizesse isso sentiria dor, cruzei meus braços, tentando me impedir.
- Boa viagem, então – disse, tentando sorrir de forma sincera.
Edward se aproximou, puxando-me pelos ombros e me abraçando com o mesmo cuidado que Esme no dia anterior. Enrolei meus braços em seu peito, apoiando minha cabeça em seu peito e aspirando. Sentir o cheiro dele me acalmou e eu desejei poder fazer aquilo mais vezes.
- Eu vou te ligar para saber como está – murmurou, sua cabeça enterrada em meu cabelo. – E se precisar de alguma coisa, é só ligar. Eu volto assim que possível.
Senti meu coração bater mais rápido e suspirei, sorrindo.
- Não se preocupe comigo – sussurrei, ainda presa em seu abraço. – Eu vou ficar bem.
- Espero que sim – suspirou. – Mas caso precise, é só ligar. A qualquer hora.
Afastei-me um pouco, fitando aqueles olhos verdes cansados, aquele sorriso torto. Edward era tão lindo...
- Você realmente parece um anjo, sabia? – sorri para ele. – Eu sou mesmo sortuda por ter você e sua família em minha vida.
Ele negou imediatamente, ainda com aquele lindo sorriso em seus lábios.
- Não sou um anjo – disse. – E nós é que somos sortudos por ter você aqui conosco.
Revirei os olhos, mas não discuti com ele. Estiquei-me, ignorando a dor, e depositei um beijo rápido em sua bochecha, o que o fez rir.
- Vá dormir – disse. – Você está cansado e viaja amanhã. Eu vou ficar bem, juro.
Ele assentiu, inclinando-se um pouco e depositando um beijo em minha testa. Senti aquele formigamento tomar conta do meu corpo e corei, mordendo o lábio inferior.
- Até daqui alguns dias, Bella – sorriu, afastando-se. Ele começou a sair do quarto, ainda de frente para mim. – Fique bem.
- Boa viagem, Edward – sussurrei, ficando parada ali mesmo depois que ele saiu.
Peguei-me suspirando e foi bem difícil dormir naquela noite. Cada vez que eu fechava os olhos, lembrava-me de tudo o que tinha acontecido desde que eu tinha conhecido Edward e, principalmente, me lembrava do nosso selinho e agora do nosso abraço. O que estava acontecendo comigo? Por que eu me sentia tão... diferente em relação a Edward?
Notas finais
E... postei uma fanfic nova, no lugar da Freedom - que foi concluída. O nome dela é Sweet Temptation e já tem o prólogo e o capítulo um postados! Acho que vocês vão gostar... Que tal uma passadinha por lá?
Até semana que vem ;*
N/B: PORQUE VOCÊ O AMA, SUA BOBOCA! *respondendo a pergunta da Bella* Haha :D Oi pessoas lindas! Hoje eu não atrasei tanto na betagem, mas é que as semanas estão corridas pra mim, e olha que eu tô sem fazer nada, universidade de greve, mas parece que todo me vê desocupada e me pede pra fazer um monte de coisa. ¬¬ Mudando de assunto... Esse Edward é muito amor, não me canso de dizer isso! Dá vontade de sequestrá-lo e fim. *risos*
Até o próximo, pessoas!
Fale com o autor