Encantada Transformação
51 Capítulo 51 - Ainda Em Perigo
Notas iniciais
Encarei furiosamente Sarah parada a minha frente, era o cumulo da situação ela vir aqui pra olhar pra minha cara, mesmo se fazendo de culpada arrependida, essa vadia não me enganava.
– O que você esta fazendo aqui? – questionei cruzando os braços.
– Vim... Pedir desculpa. – sussurrou abaixando a cabeça.
– Pelo que? – ironizei olhando bem pra ela – Por tentar me matar, e QUASE ter sucesso?
– Sinto muito, não era intenção tentar te matar. – sussurrou novamente.
– Você já pensou nisso, e aposto que isso já aconteceu varias vezes.
– Não vou negar, já pensei em esfolar você, mas nunca tive coragem, e nunca vou ter. – confessou sentando perto da cama – É que... É difícil.
– Difícil o que? – questionei tentando entender.
– Ser vista, poder ter a atenção de todos.
– Porque faz isso então? – perguntei.
– Eu... Eu já sofri de amor. – confessou sinceramente.
– Todos nós já sofremos. – sussurrei agora tocada.
– Ele me magoou de mais. – disse abaixando a cabeça.
– Todos magoam isso dói, mas passa.
– Mas ele fez questão de... Humilhar-me para toda cidade, disse que eu era uma vagabunda, espalhou um vídeo onde... Mostra quando eu e ele...
– Ó Deus! – exclamei surpresa – É o que estou pensando?
– Sim, ele colocou o vídeo na apresentação anual de um grande festival onde toda a cidade estava reunida. – choramingou cabisbaixa deixando as lagrima caírem no seu colo.
– E onde esta o desgraçado?
– Pagou indenização por danos morais e difamação publica, e agora esta livre novamente. – respondeu amarga.
– Diga o nome.
– Joshua Philip. – friamente confirmou.
– Ele vai ter o que merece, o tempo fará com que ele pague. – finalizei sorrindo perversamente.
– Desculpa, sinceramente. – disse levantando a cabeça com os olhos vermelhos.
– Desculpada, só não tente me matar novamente. – brinquei sorrindo.
– Mas eu não...
– Só brinquei! – ri segurando a barriga ainda doendo – Amigas?
– Amigas. – sorriu apertando minha mão.
– Interrompi algo? – questionou Ian escorado na porta.
– Não, não. Resolvemos nossa situação. – interveio Sarah tentando se ajeitar – Estou indo, melhoras.
– Com certeza vou ter, vaso ruim não quebra. – brinquei rindo.
– Porque você acha que não morri ainda? – convenceu a si mesma.
– Somos duas. – comentei antes de ela sair e fechar a porta.
– Então sobre o que conversaram? – questionou Ian sentando-se onde antes Sarah estava.
– Coisas.
– Hum, suspense. – ironizou pegando minha mão – Você vai sair daqui a pouco daqui.
– Ótima noticia péssima noticia. – suspirei – Vou ter que voltar pra o Chateau.
– Eu poderia te seqüestrar...
– Seria uma ótima idéia, mas deve ter um bando de pingüins de guarda lá fora. – critiquei cruzando os braços.
– Posso dar um jeito de eles saírem daqui rapidinho, então podemos sumir do mapa.
– Pra onde?
– Eu tenho casa sabia? Uma linda mansão a espera de uma princesa encantada que esta na minha frente. – seduziu se aproximando safado.
– De encantada eu não tenho nada, mas felizmente estou ciente que poderia me levar para seu refugio e trancafiar-me lá com direito a cama, comida e roupa lavada?
– E um maravilhoso e espetacular homem, EU obviamente! A sua disposição pra satisfazer todos os seus desejos. – beijou minha boca com desejo e sedução.
– Assim eu não resisto. – sorri contra seus lábios – Faça o favor de ser rápido.
– É pra já. – riu antes de sumir de vista.
Já havia passado mais de meia hora, e nada do Ian, nesse meio tempo já haviam chegado minha mãe avisando que estava liberada e que o medico já viria dar alta, trouxe roupas para eu poder trocar, só que Ian sumiu, e isso me preocupava.
Fechei meus olhos cansada de esperar, precisava sair dali antes de vierem levarem-me para o Chateau, a porta abriu e finalmente pensei que era Ian chegando pra me resgatar, soltei um Finalmente, mas quando abri os olhos percebi que estava totalmente enganada. Eram três pessoas uma mulher e dois homens, estavam vestidos de médicos e enfermeira, mas... Não pareciam nada disso.
– Quem são vocês? – questionei vendo a mulher se aproximar.
– Seus médicos. – sorrio o cara de jaleco – Princesa.
– Quanta mentira! – reclamei cruzando os braços – Vocês não são médicos, e você não é enfermeira.
– Ela é esperta. – disse o segundo rindo – Viemos te buscar princesa, vamos dar uma voltinha.
– Nem vem, não vou a lugar nenhum com vocês. – desafiei sem perceber a mulher muito próxima.
– Vai sim querida, e se resistir vai ser pior. – ameaçou colocando algo no meu soro.
– Tem um bando de seguranças que vão impedir vocês. – adicionei começando a me sentir tonta.
– Eles não estão mais aqui, tem um chamado falso onde eles foram socorrer uma rainha que corre perigo. – disse o moreno friamente.
– Onde esta o Ian? – perguntei agora com medo.
– Aquele cara extremamente lindo que avistamos no corredor? – riu a mulher de cabelos negros como carvão.
– Acho que sim, ele deve estar jogado em algum beco escuro...
– O que vocês fizeram com ele? – gritei tentando sentar mais sonolenta do que necessário.
– O que ele merecia. – riu a mulher segurando meu braço – O sonífero já esta fazendo efeito.
– Então é melhor levarmos ela antes que alguém desconfie. – comentou o loiro se aproximando.
– Vocês não vão me levar a lugar... Nenhum. – gritei agora muito fraca.
– Você não tem mais nenhum direito de reclamar garota, vai conosco e ponto. – riu tirando os fios do meu corpo, puxando-me para seus braços.
– Ela vai ficar quietinha quando entrar no carro. – comentou o outro abrindo a porta do quarto – Ninguém vai perceber antes de estarmos longe.
– A rainha vai fazer tudo que mandarmos, só não tenha a certeza que vai ter essa garotinha de volta. – disse um deles tocando meu rosto – Ela já esta bem dopada pra abrir os olhos.
– Claro esse clorofórmio em dose liquida faz mais efeito em soro do que da outra forma. – riu a mulher irônica.
– Vagabunda. – sussurrei sem ver nada.
Não conseguia mais ver nada, só podia escutar os movimentos deles, sendo carregada para fora do hospital, sem ninguém impedir, o que era estranho... Porque eu estava pensando nisso? Era pra estar em completo desespero por ser seqüestrada no nariz da guarda real e NIGUÉM vem me socorrer, estou perdida!
Senti quando me jogaram em um carro, e deram partida, era meu fim...
Acordei com a cabeça doendo, estava tentando me mexer, mas estava impedida, meus braços estavam presos, então tudo voltou a minha mente, eu estava presa em algum lugar para onde aqueles três desgraçados tinham me jogado, só o que meu preocupava era tentar fugir. Não me sujeitei a gritar, precisava raciocinar, estava ferrada e precisava de uma estratégia pra fugir, só que estava encurralada sabe Deus onde.
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– Acordou princesinha! – gritou o cara moreno entrando novamente – Que tal um pouco de brincadeira?
– O que vocês querem comigo? – questionei começando a ficar nervosa.
– Só brincar um pouco, o que pensa sobre tortura? – riu o outro entrando na jogada.
– Uma droga! Vocês vão me soltar! – gritei brava, mas amedrontada por dentro.
– Olha ela é arrisca! – riu o moreno – Sou Hill princesa, e nós vamos nos divertir de montão.
Eu gritei pedindo ajuda, mas já era tarde de mais...
Depois de acordar com a cabeça doendo eu tentei me soltar novamente, havia levado uma pancada na cabeça, mas o pior era que quando acordei tinha uma mesinha cheia de objetos de... Tortura, agulhas, seringas, bisturi, e algumas coisas que não fazia idéia pra que servia, só sabia que me faria sentir dor.
– Pronta gata? – disse o outro – Esqueci de me apresentar, sou Lee, prazer.
– Vai se fu...
– Olha a boca garota! – repreendeu batendo na minha cara.
– Chega de conversa, vamos à ação! – riu Hill.
Eles pegaram um bisturi e começaram a brincar com o objeto nos meus braços, com os pulsos virados pra cima o cara chamado Lee começou a cortar minha pele tentando fazer desenhos com meu sangue, as lagrimas se misturavam com o choro de dor e agonia, depois de cortar meus braços eles passaram para a perna, acariciaram minhas coxas e começaram a morder fortemente minha panturrilha, deixando marcar, tinha alguns alfinetes na bandeja onde eles pegaram e começaram a perfurar minha pele, e estava doendo muito, eu não agüentava mais, meus gritos podiam ecoar por toda a sala, mas minha dor era incomparável. Rindo o Hill bateu na minha cara deixando uma linha de sangue escorrer de meus lábios, eu tinha nojo, raiva de mim mesma por não ter a chance de revidar, de lutar.
– Chega por agora, precisamos descansar Hill. – disse Lee – Depois tem o segundo round.
– Ela vai ficar exausta quando nós dermos uma boa surra, alem é claro de ela dar gostoso pra nós. – riu o outro beijando minha boca – Se comporta gatinha, nós deixamos o melhor por ultimo.
Eles saíram rindo, enquanto eu tentava não vomitar de nojo, em toda parte que eu olhava no meu corpo via sangue, arranhões, marcas de tortura, só que o pior seria ser estrupada por esses dois monstros. Chorei tentando me soltar, mas nada podia fazer contra o aço que me prendia, escutei barulhos do lado de fora, fazendo-me parar bruscamente com os movimentos, sabia que era minha hora final, então fechei meus olhos esperando o fim...
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