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4 Capítulo 3


Notas iniciais
Boa leitura, e perdoem se tiver algum erro

Acordo ouvindo meu despertador, me sento na cama e o desligo. Assim que desbloqueio o celular, vejo que tem mensagem das meninas perguntando se eu estava bem. Apenas respondi que sim e que não queria tocar no assunto, elas responderam que ok e que estariam ali caso eu precisasse.

Eu já sabia que se eu tivesse em apuros, eu poderia falar com elas, mas não fazia sentindo ouvir dos outros o que eu já sabia, que sou idiota de gostar de alguém que não da a mínima pra mim, e ainda ficar sofrendo por ele. Mas não controlamos o coração, e eu não sou igual a elas que tem 10 em cima, que tem a opção de escolher quem elas querem e quando querer.

Eu amo elas demais, mas elas querem muitas vezes que eu seja igual a elas, não é como se eu já tivesse tentando, mas é aí que entra o que eu sempre falo e todos negam, eu NÃO sou bonita igual elas, e nunca irei ser.

Por mais que todas tenham seus defeitos, as qualidades de todas sempre se destacam.

O sorriso da Fabia, e por mais que ela seja magrela, ela consegue ser lindo mesmo assim, as coxas e o corpo da Nathalia, os olhos e o corpo da Laura, e a Lívia é linda até chegar no pé, como ela mesma diz.

E eu, sou alta, até demais, mesmo pra minha idade, estou acima do peso, e não é pouco não, meu rosto de mais gordo que uma batata. A única coisa em mim que sei que é até bonita, é que herdei os peitos grandes da família, e tenho um pouco de bunda e bastante coxa.

Já escutei muitas pessoas falarem, que se eu emagrecesse um pouco, e conseguisse manter minha coxa e a bunda desse jeito, eu teria um corpo perfeito, junto com a minha cintura, que como dizem, é corpo violão.

Não é como se eu já não tivesse tentando emagrecer, comer menos, fazer mais exercício. Mas existe algo chamado ansiedade, que me consome, que é mais forte que eu, e assim acabo não sabendo me controlar. E quanto ao exercício, tem uma academia perto de casa, eu apareço lá as vezes, mesmo já tendo plano pago, e por mais que seja bem perto de caso mesmo, sempre que eu tento ir, é como se algo me impedisse, e eu acabo perdendo totalmente o ânimo e a coragem de ir, e acabo não indo.

-Oi filha, cheguei.

Olho pra porta e vejo minha mãe entrando, estranho, mas ao olhar o relógio do monitor da TV, vejo que fiquei um bom tempo pensando em tudo e apenas sorrio para minha mãe.

-Oi mãe.

Ela sorri pra mim, e logo sai fechando a porta indo ate seu quarto. Suspiro e olho pra minha mochila em minha mesa e respiro fundo, vou até lá, pegando meus cadernos e vendo quais tarefas tinha para amanhã, ou se tinha trabalho.

-Tá na hora de pensar no futuro Melissa.

Falo comigo mesma pegando meu caderno de matemática e começo a fazer os exercícios.

Sempre fui muito boa em matemática, por mais que eu não goste muito, na verdade, nunca tive problema em nenhuma matéria, e pretendo continuar assim, já que quero entrar em uma boa faculdade de direito, e sendo de preferência pública.

Depois da lição de matemática, faço uma pesquisa de biologia, e já imprimo para entregar, geografia e termino com uma redação de português.

Assim que guardo minhas coisas, vejo que já eram 21:30, e vou em direção ao banheiro tomar um banho.

Ao sentir a água morna caindo em meu corpo, sinto ele relaxar aos poucos, me causando uma sensação boa.

Demoro mais 20 minutos, por lavar meu cabelo e fazer a hidratação, precisava pelo menos deixá-lo mais apresentável, agora que fiz ombré hair nele, e precisava cuidar para não ficar muito feio.

Coloco um pijama de calor, curto e vou para a cozinha ver o que tem para comer.

-Vó, o que tem pra comer?

Pergunto me sentando numa cadeira.

-Não fiz nada agora Mel, vê o que tem na geladeira.

Fala e vai pra sala.

Suspiro e vejo, e reviro os olhos ao ver que não tinha nada, como sempre.

Aqui ninguém faz jantar, é mais um cada um por si, as vezes eu faço sim alguma coisa e todas comem, mas hoje não seria um desses dias.

Pego um copo de suco de caju, e como uma maçã, me sento na sala com minha mãe e minha vó, e olho pra novela que passava, não costumo prestar a atenção, mas hoje acabo assistindo com elas, mesmo não entendendo nada do que estava acontecendo.

-Vou dormir, amanhã acordo cedo.

Falo e beijo a testa das duas e vou para meu quarto, ligo o abajur e apago a luz do quarto. Não consigo dormir no escuro total, tenho medo desde mais nova, e esse medo eu nunca perdi, infelizmente.

Vejo algumas mensagem das pessoas, mas uma em especial chama a minha atenção.

Celular. Eduardo: Eu sei que vc me viu beijando a Larissa.

Eu: e o que tem?

Eduardo: vc pode tentar me enganar, mas sei que está chateada com isso Melissa

Eu: a vida é sua Eduardo, você beija quem vc quiser

Eu: é solteiro e livre pra isso, e a gente não tem nada

Eduardo: não quero q isso estrague nossa amizade Mel

Eu: por mim não vai, vc é importante

Eu: sua amizade é importante

Eduardo: então pronto, não vai mudar

Encerro a conversa, deixo meu celular na escrivaninha, e fecho os olhos tentando dormir, e logo consigo pegar no sono novamente, e espero o celular tocar para iniciar mais um dia.

Notas finais
O capítulo saiu um pouco mais curto do que imaginei, prometo tentar postar um maior depois